Tóquio se prepara para grandes tufões e para a elevação do nível dos mares

Em  1990, Tóquio começou a investir maciçamente em programas de redução de enchentes causadas por tufões e pela elevação do nível do mar (marés altas mais altas e similares).  Nas áreas mais protegidas, novas indústrias se instalaram e a economia floresceu.   Em diversos trechos, essas instalações subterrâneas têm o aspecto de uma catedral ou templo construído na antiguidade.

Alguma similaridade com a Basílica Cisterna construída em 532, em Istambul, durante o Império Bizantino, utilizando 336 colunas procedentes de templos “pagãos”, com capacidade para estocar 30 mil metros cúbicos de água? (foto no topo deste post)

A mais antiga foi construída para estocar água e a de Tóquio para assegurar a drenagem rápida de águas de tufões, com as correspondentes enchentes, assim como com inundações decorrentes das cada vez mais altas marés decorrentes da elevação do nível dos oceanos.  Em Tóquio, os sistemas de bombeamento de água incluem a potência de turbinas de Boeing.

Informações detalhadas desse fenomenal sistema de drenagem podem ser encontradas numa recente reportagem do New York Times intitulada “Tokyo está se preparando para inundações maiores do que qualquer uma jamais vista”: Tóquio se prepara uma um aumento do nível de mar com um gigantesco sistema de escoamento subterrâneo.

Mas uma reportagem da TV Al Jazeera certamente é mais ilustrativa do ponto de vista visual e útil mesmo para os que não falam inglês (as legendas podem ser ativadas).

Vale comparar com cidades brasileiras que, como o Rio de Janeiro, não têm sequer um plano diretor de macro-drenagem que forneçam os parâmetros para o dimensionamento e o encaminhamento correto das redes de coleta de águas de chuvas?

Igrejas católicas também “desinvestem” de combustíveis fósseis

Mais de 40 instituições religiosas anunciaram que retirarão todos os seus investimentos de empresas produtoras de combustíveis fósseis no aniversário da morte de São Francisco de Assis.  Além dessas organizações, um porta voz do Banco Alemão da Igreja e da Caritas – que têm cerca de US$ 5,3 bilhões em investimentos – também anunciaram o seu compromisso de remover todos os seus investimentos em empresas de produção de petróleo, areias betuminosas e xisto.  Tais recursos deverão ser reorientados para energias renováveis.

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A bandeira vermelha na tarifa de eletricidade e a incompetência institucionalizada

Com o total domínio da força da inércia e da preguiça que lhe são características, a carimbadora de reajustes solicitados pelas concessionária que atende pelo codinome de ANEEL tungará novamente o bolso dos consumidores de energia elétrica a partir deste início de novembro, com a achaque destinado a financiar novas  térmicas de reserva e a dar vazão ao caro gás da obsoleta Petrobrás.

Como o Brasil não tem qualquer política de segurança hídrica e a maioria de sua geração de eletricidade é de fonte hídrica, qualquer seca mais prolongada compromete tanto a geração de energia elétrica quanto o abastecimento público de água.

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Coréia do Sul proíbe novas termelétricas a carvão e Brasil resume-se à questiúncula da “reserva” de cobre

O ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coréia do Sul (no Brasil, seriam três ou quatro ministérios) anunciou que (a) não serão mais concedidas licenças para termelétricas a carvão, (b) as usinar térmicas a carvão em fase de implantação deverão ser convertidas para o uso do gás natural, (c) a operação das térmicas a carvão com maiores emissão por serem mais antiga será simplesmente suspensa de maneira a reduzir as emissões a menos da metade, (d) a redução ou supressão da implantação de usinas nucleares está sendo considerada, e (e) a meta de 20% de geração de energias renováveis até 2030 será mantida, inclusive com a extensão dessas fontes à agricultura.

É uma radical mudança na matriz energética da Coréia do Sul, que em 2016 era constituída de 39% de carvão e 31% de nuclear (uma fonte já considerada ultrapassada na maior parte do mundo).

O anúncio das decisões pode ser lido aqui.

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Governo brasileiro cultiva o atraso no setor elétrico

O ministério das Minas e Energia nunca gostou muito das energias renováveis e, agora, comete erros graves na sua proposta de Plano Decenal para Expansão de Energia – 2026.  Antiquado, o documento foca em petróleo, gás / gasodutos, hidrelétricas, e faz poucas – e errôneas – referências à energia solar.

De fato, no item 3.5.2.3, onde se analisa o Caso 4 de Expansão sob Incerteza da Demanda, considera-se a redução do investimento para a geração solar fotovoltaica com base numa referência encontrada num relatório de 2016 do Sistema Nacional de Laboratórios de Energias Renováveis dos EUA (NREL, na sigla em inglês), sem qualquer referência ao fato de que no mesmo consta claramente que os valores são aqueles de 2014!

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