Solar flutuante – O mundo acelera e o Brasil marca passo

Usinas fotovoltaicas flutuantes têm grandes vantagens, entre as quais evitar o custo de aluguel da terra.  Mas têm uma grande vantagem adicional, em especial em áreas com altas temperaturas e incidência solar, além de ventos: reduzem significativamente a evaporação de água.  E os benefícios desse tipo não são sequer contabilizados no Brasil.

Isso decorre em grande parte da caretice e da compartimentação do sistema político e institucional, que impedem o mero diálogo entre áreas diferentes – quem cuida de água, cuida de água, e quem cuida de solar, cuida de solar.  E com o tamanho do ego dos brasileiros – e dos latinos em geral – fazer sugestões fora da própria caixinha institucional ou de especialização é ofensa pessoal.

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Linhas férreas através de encostas íngremes e imensas pontes sobre rios X Licenciamento ambiental no Brasil

Há dias, peguei-me assistindo e compartilhando com amigos mineiros alguns vídeos sobre as mais belas e ousadas linhas férreas do mundo.  Entre elas, o Expresso Glacial, na Suíça, cujas imagens são imperdíveis.

Não me contive e perguntei a um ex-dirigente de órgão ambiental quanto tempo levaria o licenciamento ambiental de uma coisa dessas no Brasil.  Logo após uma sonora gargalhada, ele respondeu: “1.000 anos”.

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Lagoa de Marapendi – Já é passada a hora de revisar conceitos

Muitas atividades podem ser feitas nos parques nacionais dos países sérios.  Aqui, na página dos parques do governo do Canadá, algumas das atividades desportivas e de lazer que podem ser praticadas em seus rios e lagos, que incluem, é claro, canoagem (lá, a água de degelo é demasiadamente fria para o contato direto, ainda que ele não seja proibido).

No Brasil onde os parques e similares são criados e administrados por “ambientalistas”, biólogos, botânicos, engenheiros florestais e profissionais similares, nada é permitido.   A presença humana é banida e depois reclamam que as pessoas não amam a natureza.

No caso das lagos da Barra, a ideia de esportes aquáticos é muito limitada, diminuindo drasticamente o potencial turístico e de lazer da população da região e da cidade do Rio de Janeiro.

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Marco regulatório do saneamento e mercados cativos – Carta aberta a Paulo Guedes e Tarcísio Gomes – II

Na forma proposta preliminarmente, a mera privatização / concessão à iniciativa privada de áreas hoje cativas da Cedae mas que seria obrigadas a comprar água da empresa estadual pode ser dificultada (a) pelo inexistência de uma auditoria técnica sobre a capacidade da empresa de fornecer água nas quantidades e na qualidade previamente especificadas ao longo dos prazos das concessões e (b) pelo preço que se pretenda cobrar por essa água.

A experiência da disputa original sobre o tema com a Águas de Niterói merece ser revisitada.  Da mesma maneira, as alternativas oferecidas pela Cedae às indústrias do Distrito Industrial de Santa Cruz e arredores durante a última “crise hídrica”, todas mal sucedidas são excelentes indícios de incompetência ou grande limitações técnicas, além da percepção de que é possível abusar dos clientes cativos.  Não foi diferente a proposta para abastecer o Polo Petroquímico do Rio de Janeiro e, pior ainda, o delírio de usar água de reuso da Estação de Tratamento de Alegria a ser bombeada pelo fundo da Baía de Guanabara.

Os eventos recentes com o fornecimento de água de péssimo sabor e odor foi um bom alerta.  E a cúpula do INEA mente quando diz que a ocupação das margens dos rios é de competência municipal (apenas para tirar o corpo fora, já que essa não é a única e nem sequer a principal causa do problema.  Os reservatórios estão abandonados, o rio Paraíba do Sul já chega muito poluído de São Paulo,

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Governo do Rio de Janeiro – O estado anacrônico, contraprodutivo e refém dos bancos

Os servidores da ativa ou aposentados do Governo do Estado do Rio de Janeiro devem fazer a comprovação de vida mediante comparecimento físico às agências bancárias, munidos de vários documentos otários, exceto se a instituição financeira optar pelo caminho óbvio: a movimentação de conta usando as digitais.

Entre os documentos, um comprovante de residência que talvez possa ser útil para fins eleitorais.

Ora, parte-se do princípio elementar de que se alguém realizou alguma movimentação financeira usando máquinas de auto-atendimento com reconhecimento das digitais, esse alguém está vivo.  E que o banco sabe o seu CPF e seu endereço, já que os CPFs cancelados pela receita federal bloqueiam as contas bancárias.

Então, como assim?  É a instituição financeira que decide se a vida das pessoas será mais ou menos complicada, com o grau de chatice envolvido num procedimento tão simples?

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