Congresso Nacional institucionaliza o roubo, estimulando a ineficiência do setor elétrico

O Mecanismo – como descrito na excelente minissérie sobre a Lava Jato, dirigida por José Padilha – age em muitas frentes simultaneamente.  São matilhas de lobos famintos no topo de todas as esferas de poder.  Agora, uma dessas matilhas age em prol de um pequeno grupo de concessionárias de energia elétrica.  E o Congresso Nacional prepara mais um bote nos bolsos dos brasileiros honestos, em detrimento de toda a economia do país.

A Câmara dos Deputados aprovou a institucionalização do roubo, da caridade com o dinheiro alheio, a ineficiência e a incompetência das concessionárias, ou tudo junto?

De fato, ao aprovar a gratuidade do fornecimento de eletricidade para as “famílias de baixa renda”, os parlamentares fizeram um pouco disso tudo e certamente beneficiaram as concessionárias com o repasse dessa conta para os consumidores residenciais em geral.

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Embarcações de transporte movidas a hidrogênio, enquanto a Petrobras acha que o negócio dela é pré-sal

Na Califórnia, uma empresa de transporte aquático anuncia o catamarã de transporte de passageiros (ferry boat) inteiramente movido a hidrogênio.

Enquanto isso, aqui, o presidente da Petrobras declara que a missão da empresa é “desenvolver” o pré-sal, sem mencionar custos e liberdade de importação de combustíveis derivados de petróleo diretamente pelas distribuidoras.  Trata-se de sustentar a Petrobras sem qualquer consideração relacionada à economia nacional e ao bolso dos brasileiros.

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Shell reconhece que capitais estão fugindo do petróleo – Petrobras insiste em cobrir rombos da roubalheira e da má gestão

Avança o movimento internacional pelo “desinvestimento” na área de combustíveis fósseis, que já levou alguns dos maiores fundos de pensão e até mesmo fundos soberanos do mundo a anunciarem que não colocariam mais dinheiro nesse tipo de fonte de energia.

Pela primeira vez, uma grande petroleira – a anglo-holandesa Shell – reconheceu, em seu Relatório Anual, que essa fuga de capitais é preocupante.  Além dele, o crescente número de processos judiciais de todos os tipos, incluindo por sonegação de informações sobre os riscos dos investimentos em energias fósseis resultantes das mudanças climáticas.

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Petrobras e IPHAN – Estragando a paisagem do Rio no Parque do Flamengo

O Parque do Flamengo é um dos mais belos integrantes do acervo paisagístico, turístico e de lazer da cidade do Rio de Janeiro.  Por essa razão, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN em 1965!

No Parque, está o Museu de Arte Moderna – MAM, belíssimo.  Um tour virtual da sua arquitetura e área do entorno pode ser feito aqui, movimentado-se o ícone no canto inferior direito.  Ao fundo, a bela paisagem da Baía de Guanabara.

Assim como quem não quer nada, a paisagem da baía nos fundos do Museu começa a ser ocupada por embarcações que trabalham para a Petrobras – a mesma Petrobras que se vangloria da “sustentabilidade” – como tantas outras grandes empresas – e do controle da cadeia de fornecedores.

Abaixo, mais algumas imagens da mutilação da paisagem por embarcações a serviço da Petrobras – que vem transformando a Baía de Guanabara em gigantesco estacionamento de plataformas de petróleo em manutenção (sim, há alternativas para a manutenção em outros lugares, inclusive em mar aberto).

E, como se não bastasse, já estocam material para melhorar ou ampliar os ancoradouros para essa agressão à paisagem e ao meio ambiente.

O IPHAN silencia, a Prefeitura nada diz, e se as coisas forem deixadas aos cuidados da Petrobras, logo farão ali um novo “ponto de apoio” às suas atividades.

Isso tudo numa área turística, de visitação que trás tranquilidade e amplitude às mentes, aos fundos do MAM e dos estupendos jardins de Burle Marx.

 

A Petrobras e o Brasil em questão – Até quando essa estatal será um bom investimento

Novamente, um estudo de grande seriedade indica que o petróleo pode perder rapidamente o seu peso relativo na economia internacional em decorrência dos rápidos avanços nas energias renováveis e na área de eficiência energética em geral.

“A rápida redução na demanda por combustíveis fósseis poderá resultar em perdas econômicas entre US$ 1,3 e US$ 5.3 trilhões até 2035”, afirma o estudo (cf. reportagem do The Guardian com o cursor no trecho acima sublinhado, que contem um link para o estudo em negritos).

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