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	<title>Comentários sobre: Crescimento Econômico e Tolice na Gestão Ambiental &#8211; I</title>
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	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
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		<title>Por: jose joaquim de souza neto</title>
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		<dc:creator>jose joaquim de souza neto</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 14:05:48 +0000</pubDate>
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		<description>Gostaria de saber, em termos financeiros, o que o produtor ganha para criar uma reserva ambiental?

***

Comentário do autor do blog - NADA!  O produtor ou proprietário da terra não ganha nada para ter uma reserva.  Na verdade, ele é gravado de duas formas: às áreas de preservação permanenntes, conhecidas como APPs, que por tolice do Conselho Nacional de Meio Ambiente pode chegar a vários quilômetros das margens nos períodos de menos chuvas (as planícies de inundação são imensas e os ribeirinhos há séculos sabem disso e &quot;topos de morro&quot;) acrescentam-se as reservas legais, totalmente desconsideradas no Cerrado, por exemplo.  Somadas as duas - no entendimento deles as APPs não podem ser consideradas como parte das reservas legais, os pequenos produtores podem terminar com uma propriedade inviável economicamente.  Nesse caso, o recomendável é o judiciário, que tem julgado favoravelmente aos proprietários, e aí há que entrar na fila para esperar o 8o. ano que é o prazo atual para pagamento de precatórios pela União.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de saber, em termos financeiros, o que o produtor ganha para criar uma reserva ambiental?</p>
<p>***</p>
<p>Comentário do autor do blog &#8211; NADA!  O produtor ou proprietário da terra não ganha nada para ter uma reserva.  Na verdade, ele é gravado de duas formas: às áreas de preservação permanenntes, conhecidas como APPs, que por tolice do Conselho Nacional de Meio Ambiente pode chegar a vários quilômetros das margens nos períodos de menos chuvas (as planícies de inundação são imensas e os ribeirinhos há séculos sabem disso e &#8220;topos de morro&#8221;) acrescentam-se as reservas legais, totalmente desconsideradas no Cerrado, por exemplo.  Somadas as duas &#8211; no entendimento deles as APPs não podem ser consideradas como parte das reservas legais, os pequenos produtores podem terminar com uma propriedade inviável economicamente.  Nesse caso, o recomendável é o judiciário, que tem julgado favoravelmente aos proprietários, e aí há que entrar na fila para esperar o 8o. ano que é o prazo atual para pagamento de precatórios pela União.</p>
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		<title>Por: Elias de Paula de Araújo</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2007/11/06/crescimento-economico-e-tolice-na-gestao-ambiental-i/comment-page-1/#comment-111</link>
		<dc:creator>Elias de Paula de Araújo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 13:13:49 +0000</pubDate>
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		<description>Mesmo não concordando com tudo, especialmente com as soluções de mercado que tanto quanto as soluções estatais nunca deram conta dos graves problemas sócio-ambientais de nosso País, aprecio, em sua considerações, sobretudo o desafio posto pela questão central apontada com muita propriedade: &quot;a sobrevivência da humanidade, com as suas ainda elevadas taxas de crescimento populacional e os atuais padrões de consumo, é compatível com a proteção da biodiversidade?&quot;

E junto com ela vem a questão de abordar a questão ambiental neste início de século. Entre as inúmeras corrente e grupos em que se dividem os ambientalistas, certamente há, hoje, na disputa pela formulação de políticas públicas, duas tendências que se embatem: a primeira e ainda muito influente é a corrente dos conservacionistas, para a qual, ante as reais ameaças de destruição acelerada dos ecosistemas e da biodiversidade, há que se recorrer a todos os meios, inclusive a força coercitiva (mais que reguladora) do Estado para preservar o que ainda resta; a segunda, ainda pouco estruturada e coesa, a dos que defendem o desenvolvimento sustentável, entendendo que quando se discute, por exemplo, o bioma amazônico, a questão posta não é exatamente a da existência desse bioma independente dos seres humanos que lá habitam (posto que sem os seres humanos não haveria porque se  tratar de meio ambiente!), mas de como determinado modo de vida ou modos de vida podem podem impactar mais ou menos as próprias condições de existência de vida no planeta. De minha parte, acredito que a forma mais racional, mais sustentável e mais barata de se cuidar da natureza é fazer com que os seres humanos estejam interessados nela como parte de suas vidas, de seus negócios e de seus valores. Assim, não há como cuidar de uma unidade de conservação ou de uma APP sem cuidar dos seres humanos que re relacionam imediatamente com elas e sem que a própria sociedade testemunhe de fato qual o valor que dá à sua própria qualidade de vida e o que se define por qualidade de vida em termos de pradrões de consumo e produção. E concluo com a brilhante afimação de Alonso Moreno-Dias, segundo o qual &quot;conservação sem financiamento é só conversação&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo não concordando com tudo, especialmente com as soluções de mercado que tanto quanto as soluções estatais nunca deram conta dos graves problemas sócio-ambientais de nosso País, aprecio, em sua considerações, sobretudo o desafio posto pela questão central apontada com muita propriedade: &#8220;a sobrevivência da humanidade, com as suas ainda elevadas taxas de crescimento populacional e os atuais padrões de consumo, é compatível com a proteção da biodiversidade?&#8221;</p>
<p>E junto com ela vem a questão de abordar a questão ambiental neste início de século. Entre as inúmeras corrente e grupos em que se dividem os ambientalistas, certamente há, hoje, na disputa pela formulação de políticas públicas, duas tendências que se embatem: a primeira e ainda muito influente é a corrente dos conservacionistas, para a qual, ante as reais ameaças de destruição acelerada dos ecosistemas e da biodiversidade, há que se recorrer a todos os meios, inclusive a força coercitiva (mais que reguladora) do Estado para preservar o que ainda resta; a segunda, ainda pouco estruturada e coesa, a dos que defendem o desenvolvimento sustentável, entendendo que quando se discute, por exemplo, o bioma amazônico, a questão posta não é exatamente a da existência desse bioma independente dos seres humanos que lá habitam (posto que sem os seres humanos não haveria porque se  tratar de meio ambiente!), mas de como determinado modo de vida ou modos de vida podem podem impactar mais ou menos as próprias condições de existência de vida no planeta. De minha parte, acredito que a forma mais racional, mais sustentável e mais barata de se cuidar da natureza é fazer com que os seres humanos estejam interessados nela como parte de suas vidas, de seus negócios e de seus valores. Assim, não há como cuidar de uma unidade de conservação ou de uma APP sem cuidar dos seres humanos que re relacionam imediatamente com elas e sem que a própria sociedade testemunhe de fato qual o valor que dá à sua própria qualidade de vida e o que se define por qualidade de vida em termos de pradrões de consumo e produção. E concluo com a brilhante afimação de Alonso Moreno-Dias, segundo o qual &#8220;conservação sem financiamento é só conversação&#8221;.</p>
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		<title>Por: Manoel Santos</title>
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		<dc:creator>Manoel Santos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 00:16:29 +0000</pubDate>
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		<description>Muito feliz nas colocações, principalmente quanto a crise que se passa no meio ambiental entre aqueles que escolheram está seara para defender a bideversidade no nosso país, onde a educação e cultura são relegados a um plano secundário por este estado autoritário, que não consegue nem assegurar a proteção  nas unidades ditas de &quot;conservação&quot;.  Vale o exemplo da reserva do Peró, em Cabo Frio, onde foi aprovada a implantação de um imenso complexo turístico sob o argumento de criação de empregos e crescimento econômico.

Não há estabelecer parametros para proteção da biodeversidade com as elevadas taxas de crescimento populacional com os atuais padrões de consumo.  A sobrevivências das gerações futuras é cada vez mais difícil aqui no planeta Terra.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muito feliz nas colocações, principalmente quanto a crise que se passa no meio ambiental entre aqueles que escolheram está seara para defender a bideversidade no nosso país, onde a educação e cultura são relegados a um plano secundário por este estado autoritário, que não consegue nem assegurar a proteção  nas unidades ditas de &#8220;conservação&#8221;.  Vale o exemplo da reserva do Peró, em Cabo Frio, onde foi aprovada a implantação de um imenso complexo turístico sob o argumento de criação de empregos e crescimento econômico.</p>
<p>Não há estabelecer parametros para proteção da biodeversidade com as elevadas taxas de crescimento populacional com os atuais padrões de consumo.  A sobrevivências das gerações futuras é cada vez mais difícil aqui no planeta Terra.</p>
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