Biodiesel e Outras Boas Notícias de Ano Novo

Ainda com o fracasso do encontro de Bali, há diversas boas notícias de ano novo para os que se preocupam com as mudanças climáticas.  Entre elas, o fato do Brasil iniciar a comercialização obrigatória de B-2 (uma mistura de 2% de óleos vegetais ao diesel fóssil).

Nos EUA, que todos dizem serem os mais reticentes em relação ao controle da emissão de gases causadores de efeito estufa, o ano de 2007 se encerra com centenas de postos de distribuição de B-20 e de B-100.  O B-100 requer pequenas adaptações nos motores e é mais frequentemente utilizado em frotas cativas.  A localização dos postos de abastecimento pode ser obtida na página do ministério da energia do governo norte-americano, em www.eere.energy.gov/afdc/fuels/biodiesel_locations.html, com mapa, endereço e tudo o mais.  Lá, o uso do B-20 e do B-100 é facultativo, mas são grandes e sólidos os estímulos fiscais.

Os EUA fecharam 2007 tendo substituído por biodiesel mais de 1% de seu consumo total de diesel fóssil.  Estão, assim, mexendo na matriz energética sem empurrar combustíveis goela abaixo dos consumidores, mas dando estímulos para que o mercado se regule.

Os EUA também avançam rapidamente nas pesquisas de produção de etanol de segunda geração, a partir dos resíduos vegetais.  Um relatório sobre esse tipo de etanol está disponível na página do Laboratório Nacional de Energia Renovável – NREL (na sigla em inglês), em www.nrel.gov/bioamass, e um vídeo sobre a planta-piloto de produção pode ser visto em www.nrel.gov/learning/re-biofuels.html (ambos apenas em inglês).

Lá, há espaço para discordar do núcleo central do governo, mesmo dentro do governo.  A diversidade de idéias é fundamental para o dinamismo econômico.

Feliz Ano Novo!

***

Com os novos contratos feitos na Califórnia, os EUA terão, em breve, o maior parque de geração fotovoltaica (eletricidade a partir da energia solar) do mundo.  A meta do governo republicano de Schawarzennegger é chegar a 2030 com 30% de energia proveniente das fontes renováveis.  Isso, para não falar dos ganhos de eficiência, que fazem com que a Califórnia tenha conseguido manter os mesmos níveis de consumo de energia ao longo dos últimos 25 anos.  A China tornou-se provavelmente no maior usuário mundial de aquecimento de água por energia solar, o que se reflete, também, em economias de geração de energia por fontes de geração. 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?