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	<title>Comentários sobre: Mudanças Climáticas, Geleiras e a Política da Lata d&#039;Água na Cabeça</title>
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	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
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		<title>Por: Marcio A. A. Braga</title>
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		<dc:creator>Marcio A. A. Braga</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 17:09:28 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;A passagem não será pacífica mas, ao contrário, muito mais dolorosa ainda do que todas as outras grandes mudanças ocorridas na história da humanidade.&quot;

Vejam que isso significará provavelmente novas guerras entre nações, e também novas guerras dentro das nações. Tal como rola entre pobres e ricos todo dia nas grandes cidades do nosso &quot;pacífico&quot; país.  Mas em uma ou duas décadas esses conflitos irão se diversificar, interconectando-se. Quem viver verá.

Resposta - Duas décadas é um prazo bastante otimista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A passagem não será pacífica mas, ao contrário, muito mais dolorosa ainda do que todas as outras grandes mudanças ocorridas na história da humanidade.&#8221;</p>
<p>Vejam que isso significará provavelmente novas guerras entre nações, e também novas guerras dentro das nações. Tal como rola entre pobres e ricos todo dia nas grandes cidades do nosso &#8220;pacífico&#8221; país.  Mas em uma ou duas décadas esses conflitos irão se diversificar, interconectando-se. Quem viver verá.</p>
<p>Resposta &#8211; Duas décadas é um prazo bastante otimista.</p>
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		<title>Por: Manoel Santos</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2008/03/16/mudancas-climaticas-geleiras-e-lata-dagua-na-cabeca/comment-page-1/#comment-147</link>
		<dc:creator>Manoel Santos</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 23:43:54 +0000</pubDate>
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		<description>Realmente, somente a mudança dos nossos padrões de consumo poderá dar condições de sobrevivência aos habitantes do nosso planeta Terra.
As mudanças climáticas já fazem parte do nosso cotidiano.
Quando jovem na década de 50 dava para se saber qual a estação em que nos encontra\ávamos ao longo do ano.  O verão terminava com as águas de março, como cantou Tom Jobim. A primavera, estação das flores, podia ser vista nas ruas arborizadas e nas mangueiras dos terrenos.
Hoje não temos mais essas notícias que a natureza nos dava de graça ao longo do ano.

Concordo que não podemos mais continuar com os rumos das discussões nos &quot;tapetões internacionais&quot;.  Já é hora de formular políticas de adaptação à nova realidade climática.


Comentário do autor - Mudar os padrões de consumo signfica dizer aos 2,5 bilhões de chineses e indianos que eles não devem ter geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, carros e essa tralha toda!  E dizer aos norte-americanos e aos europeus que eles têm que reduzir &lt;strong&gt;drasticamente&lt;/strong&gt; o consumo de iPhones e outras porcarias, e usar mais casacos e menos aquecimento durante o inverno.  Sinceramente, não consigo sequer vislumbrar isso acontecendo.  Faz-me lembrar um cartão postal daqueles gratuitos, de publicidade, que ficam na saída dos banheiros, e que vi num bar em San Francisco: &quot;venda o lixo velho, compre lixo novo&quot;.

A passagem não será pacífica mas, ao contrário, muito mais dolorosa ainda do que todas as outras grandes mudanças ocorridas na história da humanidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente, somente a mudança dos nossos padrões de consumo poderá dar condições de sobrevivência aos habitantes do nosso planeta Terra.<br />
As mudanças climáticas já fazem parte do nosso cotidiano.<br />
Quando jovem na década de 50 dava para se saber qual a estação em que nos encontra\ávamos ao longo do ano.  O verão terminava com as águas de março, como cantou Tom Jobim. A primavera, estação das flores, podia ser vista nas ruas arborizadas e nas mangueiras dos terrenos.<br />
Hoje não temos mais essas notícias que a natureza nos dava de graça ao longo do ano.</p>
<p>Concordo que não podemos mais continuar com os rumos das discussões nos &#8220;tapetões internacionais&#8221;.  Já é hora de formular políticas de adaptação à nova realidade climática.</p>
<p>Comentário do autor &#8211; Mudar os padrões de consumo signfica dizer aos 2,5 bilhões de chineses e indianos que eles não devem ter geladeiras, aparelhos de ar-condicionado, carros e essa tralha toda!  E dizer aos norte-americanos e aos europeus que eles têm que reduzir <strong>drasticamente</strong> o consumo de iPhones e outras porcarias, e usar mais casacos e menos aquecimento durante o inverno.  Sinceramente, não consigo sequer vislumbrar isso acontecendo.  Faz-me lembrar um cartão postal daqueles gratuitos, de publicidade, que ficam na saída dos banheiros, e que vi num bar em San Francisco: &#8220;venda o lixo velho, compre lixo novo&#8221;.</p>
<p>A passagem não será pacífica mas, ao contrário, muito mais dolorosa ainda do que todas as outras grandes mudanças ocorridas na história da humanidade.</p>
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		<title>Por: Pris</title>
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		<dc:creator>Pris</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 23:18:03 +0000</pubDate>
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		<description>Como sempre, lúcido, oportuno e consistente... gostei do toque do &#039;pensador alemão&#039; . Recomendei a um colega físico e antropólogo, e vou divulgar mais...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como sempre, lúcido, oportuno e consistente&#8230; gostei do toque do &#8216;pensador alemão&#8217; . Recomendei a um colega físico e antropólogo, e vou divulgar mais&#8230;</p>
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		<title>Por: Katia Medeiros</title>
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		<dc:creator>Katia Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 13:14:33 +0000</pubDate>
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		<description>Pois é, nem precisa ir longe.  Como você mencionou, os glaciais tropicais nos países andinos vizinhos do Brasil estão desaparecendo. Estima-se que 30 a 40% da água que abastece Quito e La Paz dependem de glaciais; e que os glacialies andinos entre a Bolívia e a Venezuela diminuiram de 2.940 km2 em 1970 para 2.494 km2 em 2000.  Cerca de 22% dos glaciais do Paru já desapareceram.  Segundo Francou et al (2006), o Glacial Chacaltaya, na Bolívia, já perdeu grande parte de sua área e deverá desaparecer em &lt;strong&gt;2010&lt;/strong&gt;.  Espero que os países e eleitores do mundo reflitam e venham a aderir não somente a políticas de adaptação e mitigação nos diversos setores da atividade humana, mas também - ou principalmente, de adaptação do padrão civilizatório, adotando modos de vida menos consumistas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, nem precisa ir longe.  Como você mencionou, os glaciais tropicais nos países andinos vizinhos do Brasil estão desaparecendo. Estima-se que 30 a 40% da água que abastece Quito e La Paz dependem de glaciais; e que os glacialies andinos entre a Bolívia e a Venezuela diminuiram de 2.940 km2 em 1970 para 2.494 km2 em 2000.  Cerca de 22% dos glaciais do Paru já desapareceram.  Segundo Francou et al (2006), o Glacial Chacaltaya, na Bolívia, já perdeu grande parte de sua área e deverá desaparecer em <strong>2010</strong>.  Espero que os países e eleitores do mundo reflitam e venham a aderir não somente a políticas de adaptação e mitigação nos diversos setores da atividade humana, mas também &#8211; ou principalmente, de adaptação do padrão civilizatório, adotando modos de vida menos consumistas.</p>
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