E se os muitos países que metem o bedelho nas questões relacionadas à preservação da Amazônia forem convidados a iniciar um programa de recomposição de 30 ou 40% de seus territórios com florestas nativas? A humanidade teria muitos “pulmões de mundo”, mais eficientes e mais saudáveis! Esses países estariam, também, dando uma contribuição tão revolucionária quanto decisiva para a proteção da biodiversidade, que reconhecem ser fundamental para a sobrevivência da própria humanidade.
Essa proposta seria um xeque-mate no intervencionismo que serve apenas às políticas eleitorais desses países e contribuiria de forma decisiva para mudar a correlação internacional de forças, um tema constante nos discursos de Lula.
E se os satélites desenvolvidos para fins militares e logo utilizados para identificar as grandes jazidas de minério fossem adaptados para localizar os núcleos de populações sem qualquer acesso a serviços médicos ou saneamento básico em meio às floretas amazônicas? E se as informações obtidas por esses países-espiões sobre os minérios existentes no sub-solo dos países em desenvolvimento fossem tornadas públicas, como são as informações sobre os índices de desmatamento?
E se o tolo conceito de “Amazônia Legal” – introduzido para ampliar a área geográfica de concessão de benefícios fiscais – fosse suprimido da lei e do nome do Ministério do Meio Ambiente, de maneira a não mais confundir a cabeça das pessoas ou permitir que o debate e a formulação de políticas públicas não se degrade em debate político-partidário?
E se as FAOs e os Bancos Mundiais da vida calculassem as quantidades efetivas de produção de alimentos em bases sustentáveis necessárias para a alimentação humana, identificando as áreas e tecnologias mais apropriadas para essa produção em lugar de ficar só constatando que os chineses estão comendo mais ou pedindo mais dinheiro para enviar alimentos às populações mais pobres?
E se o Brasil começasse a formular políticas de segurança alimentar e energética a nível de regiões e até de microrregiões dentro de uma perspectiva de adaptação às mudanças climáticas, como já estão fazendo os países sérios?
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O aumento de 50% para 80% na área de reserva legal das propriedades na Amazônia foi um chute da equipe da FHC para dar satisfações à mídia internacional. Não funcionou. Agora, a proposta em tramitação no Congresso de uso de 30% para o plantio de espécies regionais, se aprovada, deverá colocar Lula numa sinuca de bico, já que os governadores de toda a região apoiam o projeto, da mesma forma que o “Ministro do Futuro”, Roberto Mangabeira Unger, encarregado do planejamento estratégico da região pelo próprio Lula.
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