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	<title>Comentários sobre: Nicholas Stern, Crise Financeira e Mudança</title>
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	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
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		<title>Por: Lena Sette Camara</title>
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		<dc:creator>Lena Sette Camara</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 02:33:52 +0000</pubDate>
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		<description>E qual seria a estrategia de desenvolver  a gratificacao nao  produzida por  consumerismo ? Seria um elevado grau de sofisticacao utilitária, um renascimento espiritual, uma conscientizacao da dignidade  humana?


Prezada Lena,

Acho que não temos a possibilidade de definir o que se passará depois do colapso da nossa civilização, em particular no momento em que as mudanças climáticas já são consideradas irreversíveis.  O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE entregou, há cerca de um ano ou pouco mais, um longo estudo sobre o impacto dessas mudanças no Brasil, recomendando, entre outras coisas, que se preparasse desde já a remoção de 46 milhões de pessoas do litoral.  No INPE, não há &quot;ambientalistas&quot;, mas físicos.  Então, o que intuo é que essa transição será extremamente dolorosa, como ocorreu como no caso de outros colapsos civilizatórios (incas, astecas, maias - para falar só dos casos das &quot;Américas&quot;, já que ocorreram casos semelhantes na Ásia, ou  de colpasos da hegemonina de um povo ou cultura (a queda do império romano).  Eu diria que o próximo colapso (desculpe-me pela palavra forte, mas é a que é a cada dia mais usada nos meios científicos europeus) será bem mais devastador do que qualquer outro ocorrido anteriormente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E qual seria a estrategia de desenvolver  a gratificacao nao  produzida por  consumerismo ? Seria um elevado grau de sofisticacao utilitária, um renascimento espiritual, uma conscientizacao da dignidade  humana?</p>
<p>Prezada Lena,</p>
<p>Acho que não temos a possibilidade de definir o que se passará depois do colapso da nossa civilização, em particular no momento em que as mudanças climáticas já são consideradas irreversíveis.  O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais &#8211; INPE entregou, há cerca de um ano ou pouco mais, um longo estudo sobre o impacto dessas mudanças no Brasil, recomendando, entre outras coisas, que se preparasse desde já a remoção de 46 milhões de pessoas do litoral.  No INPE, não há &#8220;ambientalistas&#8221;, mas físicos.  Então, o que intuo é que essa transição será extremamente dolorosa, como ocorreu como no caso de outros colapsos civilizatórios (incas, astecas, maias &#8211; para falar só dos casos das &#8220;Américas&#8221;, já que ocorreram casos semelhantes na Ásia, ou  de colpasos da hegemonina de um povo ou cultura (a queda do império romano).  Eu diria que o próximo colapso (desculpe-me pela palavra forte, mas é a que é a cada dia mais usada nos meios científicos europeus) será bem mais devastador do que qualquer outro ocorrido anteriormente.</p>
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		<title>Por: Luiz Costa Lima</title>
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		<dc:creator>Luiz Costa Lima</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 01:16:58 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Luiz Prado

Embora não tenha nenhuma especialização em área afim do que v. discute, só posso parabenizá-lo pelo que percebo intuitivamente. O consumismo ocidental aparece como o último degrau do capitalismo, depois que ele absorveu os restos de seu antagonista.


Prezado Luiz Costa Lima,

Senti-me honrado com a sua visita ao blog, já que sempre acompanhei o seu trabalho.

Eu não sei se falaria em termos de &quot;capitalismo&quot;, mas de um misto entre a cultura &quot;objetal&quot;, na qual as estruturas de valores são construídas através da apropriação de bens materiais, de um lado, e a mera explosão de crescimento da população, do outro.  Ou seja, acabamos numa situação de duplo crescimento exponencial, o que objeto de análise por equipes do MIT desde 1970, quando a publicação de Limits to Growth deu origem à decisão da Gro Brundtland de convocar a I Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Então, sugiro a leitura, no blog, de Limites para o Crescimento I, Limites para o Crescimento II, de A Realpolitik Ambiental Alemã.

O MIT reviu os seus estudos em 1990 - o que resultou na publicação de Beyond the Limits - e depois em 2002.  Os prognósticos foram os piores possíveis.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Luiz Prado</p>
<p>Embora não tenha nenhuma especialização em área afim do que v. discute, só posso parabenizá-lo pelo que percebo intuitivamente. O consumismo ocidental aparece como o último degrau do capitalismo, depois que ele absorveu os restos de seu antagonista.</p>
<p>Prezado Luiz Costa Lima,</p>
<p>Senti-me honrado com a sua visita ao blog, já que sempre acompanhei o seu trabalho.</p>
<p>Eu não sei se falaria em termos de &#8220;capitalismo&#8221;, mas de um misto entre a cultura &#8220;objetal&#8221;, na qual as estruturas de valores são construídas através da apropriação de bens materiais, de um lado, e a mera explosão de crescimento da população, do outro.  Ou seja, acabamos numa situação de duplo crescimento exponencial, o que objeto de análise por equipes do MIT desde 1970, quando a publicação de Limits to Growth deu origem à decisão da Gro Brundtland de convocar a I Conferência Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.</p>
<p>Então, sugiro a leitura, no blog, de Limites para o Crescimento I, Limites para o Crescimento II, de A Realpolitik Ambiental Alemã.</p>
<p>O MIT reviu os seus estudos em 1990 &#8211; o que resultou na publicação de Beyond the Limits &#8211; e depois em 2002.  Os prognósticos foram os piores possíveis.</p>
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		<title>Por: José Luis Cardoso</title>
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		<dc:creator>José Luis Cardoso</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 18:56:50 +0000</pubDate>
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		<description>Como economista e interessado basicamente em macroeconomia e meio ambiente, parabenizo-o efusivamente pela estocada profunda nessa &quot;coisa&quot; de desenvolvimento sustentável nos moldes que preconizam.  Malthus deve estar rindo no além e dizendo &quot;eu falei que a progressão geométrica e a progressão aritmética são incompativeis&quot;...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como economista e interessado basicamente em macroeconomia e meio ambiente, parabenizo-o efusivamente pela estocada profunda nessa &#8220;coisa&#8221; de desenvolvimento sustentável nos moldes que preconizam.  Malthus deve estar rindo no além e dizendo &#8220;eu falei que a progressão geométrica e a progressão aritmética são incompativeis&#8221;&#8230;</p>
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