Mudanças Climáticas – Cientistas Ingleses Mostram Indicadores Mais Alarmantes

Se persistir a emissão de gases causadores de mudanças climáticas, a temperatura do planeta pode se elevar em 4º C até 2060, afirmaram cientistas ingleses num encontro realizado na Universidade de Oxford, com a presença de 130 especialistas e representantes de governos de diversos países.

De acordo com o estudo, esse aumento médio de temperatura em todo o planeta – incluindo os oceanos – resultará em aumentos muito superiores em  áreas terrestre e regiões polares: 15-16º C na região Ártica, 8º C na Amazônia, 7º C na África e em partes dos EUA, 5º C na Ásia.  Isso implicará na redução de 70% nas chuvas e na vazão dos rios na região do Mediterrâneo, no sul da África e em grande parte da América do Sul, entre outras.

O aumento dos incêndios florestais espontâneos, a escassez de alimentos e o aumento do nível dos oceanos, com os óbvios impactos nas áreas costeiras foram tópicos considerados na nova avaliação dos cientistas ingleses, baseadas na constatação de que a emissão de gases causadores de mudanças climáticas continuou aumentando após o Protocolo de Kyoto.

A notícia, publicada pelo The Independent, porde ser encontrada em http://www.independent.co.uk/environment/climate-change/government-launches-map-to-highlight-global-warming-threat-1807237.html e inclui um mapa mostrando as regiões mais vulneráveis, entre as quais a Amazônia.

Enquanto isso, a turma do governo brasileiro brinca de capturar fatias do eleitorado com uma irrelevante disputa em torno de “reservas legais”, uma cortina de fumaça para esconder a inépcia em relação à resolução dos problemas ambientais básicos já há muito superados nos países sérios – e que não têm qualquer dispositivo legal similar às Áreas de Preservação Permanente – APP e às tais reservas legais, ou sequer “códigos” florestais.

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Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

One thought on “Mudanças Climáticas – Cientistas Ingleses Mostram Indicadores Mais Alarmantes”

  1. Luiz Prado,
    Concordo plenamente com você. Nós temos que ter muita paciência com o Brasil. Como nação é apenas um bebe de fraldas, nasceu há menos de 200 anos! O país começou a gatinhar com D. Pedro II, José Bonifácio, Ruy Barbosa, Barão de Mauá, Landell de Moura, Santos Dumont, Juscelino Kubitschek, entre centenas de outros homens ilustres do passado, homens notórios, porém isolados entre si. Um dia desses, o Brasil descobrirá o “caminho do meio” e verá que quem de fato faz um país crescer é seu povo, sua cultura, a iniciativa privada de pensar e agir com responsabilidade coletiva, sem querer “levar vantagem em tudo”. Políticos e “chefes”, em geral muito pouco fazem, sejam eles da cor das multinacionais, ou da cor do delírio dos governos paternalistas, falem eles Português, Espanhol, Inglês, Russo, ou Mandarin. Quanto as Mudanças Climáticas, sem considerar os demais fatores, apenas o aumento do nível do mar e a queda de vazão dos rios provocados pelo degelo crescente dos Pólos e dos picos das montanhas, os Andes com foco na América Latina, irá provocar mudanças radicais no modo de ser e viver dos povos latinos e em suas formas de governo. Pegando gancho em suas palavras, por aqui, lemos pouco, pensamos menos ainda e ainda estamos vivendo os “anos dourados ” do passado, quando ainda era lúcido conceituar usinas “hidrelétricas” como energia limpa e barata e “térmicas” acionadas a gás, carvão, ou óleo diesel, como possibilidade alternativa “inteligente”. Se o “Efeito Estufa” for um fenômeno climático verdadeiro, como julgo ser, é melhor nem falar em disponibilidade de água potável e alimentos. Neste caso, deste já é preciso pensar, projetar e montar por aqui usinas “térmicas solares” (Ref. Sevilha, Espanha), bem como, geração local e própria de energia elétrica, inclusive para produção individual de água potável e usos afins.
    Fernando. Acquaway

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