Monthly Archive for maio, 2011

Escassez de Alimentos – Uma Tendência à Crise Permanente

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A Oxfam, uma confederação de 15 ONGs tradicionalmente sérias, divulgará amanhã um relatório indicando que o preço dos alimentos básicos mais do que dobrará nos próximos 20 anos, conduzindo a um retrocesso sem precedentes no desenvolvimento humano.

As populações mais pobres do mundo, que gastam cerca de 80% de seus rendimentos com a compra de comida, serão as mais fortemente atingidas.  Segundo o relatório, o mundo está entrando numa era de crise alimentar permanente com inevitáveis turbulências políticas.

O relatório indica que o preço do milho aumentará em cerca de 180% até 2030, em grande parte como decorrência das mudanças climáticas.

Depois de décadas de redução na fome em todo o mundo, os números estão aumentando rapidamente, à medida que a demanda cresce mais do que a produção.  As taxas médias de crescimento da produção de alimentos foi reduzida quase à metade desde 1990 e está destinada a se reduzir a menos de 1% na próxima década.

“Uma combinação devastadora de fatores criaram as condições para o crescimento da extrema pobreza.  As mudanças climáticas, uma luta global por terra e água, a aceleração da transformação de alimentos em biocombustíveis, o crescimento da população global, mudanças nas dietas dos países, e a escassez dos recursos naturais – são esses fatores.”

A principal executiva da Oxfam, Barbara Stocking, criticou a excessiva concentração de poderes das corporações que atuam no setor alimentar, em particular no comércio de grãos de na produção de agroquímicos.

A divulgação do relatório da Oxfam acontece logo após um alerta da ONU sobre a possível elevação dos preços dos alimentos a patamares sem precedentes nas próximas semanas, desencadeando tensões sociais nos países em desenvolvimento.

Esse relatório merece reflexão no Brasil que se encontra numa bifurcação entre a segurança alimentar e uma hipotética proteção ambiental resultante da gradativa ampliação das restrições ao uso da terra através de Medidas Provisórias que alteraram o Código Florestal e Resoluções casuísticas do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA.

A manutenção dessas regras nunca antes votadas pelo Congresso Nacional é defendida por instituições como a obscura Academia Brasileira de Ciências – ABC, cuja posse da nova diretoria ocorreu recentemente com um coquetel no Golden Room do Copacabana Palace.  É bem fácil falar na proteção da biodiversiddade e em “biomas” sem seres humanos tomando um drinque e comendo salgadinhos em lugares refinados.  Enquanto isso, os agrônomos que realmente conhecem a produção rural não são consultados e/ou permanecem em silêncio.

A hipótese de um “desenvolvimento sustentável” nunca foi sequer considerada pelos cientistas de verdade que elaboraram os estudos que deram origem às conferências mundiais de meio ambiente em 1972 e em 1992.  Não há indícios de que o crescimento da população e o crescimento econômico possam ser “sustentáveis”.

O Brasil continua sem uma política de segurança alimentar além das bolsas isso e aquilo.  Sistemas de apoio à alimentação e outros não são – ao contrário do que alguns tentam fazer acreditar – um invenção de Lula; existiram e esxistem até mesmo em países hoje altamente desenvolvidos, ainda que com maior ênfase em períodos de guerra ou de crise econômica e similares; nunca com características eleitoreiras e de permanência.

Mudanças Climáticas – Aumentam as Emissões de Carbono

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A possibilidade de conter as emissões de carbono nos limites considerados seguros pelos cientistas para que não seja ultrapassada uma elevação de 2º C nas temperaturas da Terra pode ser apenas uma “bonita utopia” – na expressão do economista-chefe da Agência Internacional de Energia.  Há unanimidade na comunidade científica internacional de que a mencionada elevação de 2º C é o limite para mudanças climáticas “potencialmente perigosas” (a turma do IPCC gosta do dialeto diplomático; a NASA é mais contundente, não precisa de tantos salamaleques).

Em 2010, apesar da mais forte recessão econômica global dos últimos 80 anos, as emissões alcançaram um recorde histórico de crescimento.  Investimentos massivos em energias renováveis tampouco foram suficientes para conter o crescimento contínuo das emissões globais de carbono.  Esse crescimento resultou sobretudo do aumento do consumo de combustíveis fósseis, segundo a Agência Internacional de Energia, considerada a referência internacional para as estimativas de emissões de carbono.  O crescimento foi de 1,6 Gt (giga-toneladas).

Nos relatórios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, que o governo brasileiro deveria ler, com essa elevação as chances de amplas áreas da Amazônai se transformarem em savana são significativas.  O efeito será de lá para cá.

O renomado Nicholas Stern, ex-vice-presidente do Banco Mundial e hoje professor da London School of Economics, que coordenou o mais aprofundado estudo sobre os impactos das mudanças climáticas para a economia e para a sociedade, afirmou que as perspectivas são “desesperadoras” (ou mesmo horrorosas, dependendo da tradução da palavra “dire”).  O eatudo, conhecido como  O relatório resultante do trabalho de dezenas de cientistas com diferentes formações foi patrocinado pelo Tesouro da Inglaterra e, publicado em 2006, ficou conhecido como Relatório Stern.  No mínimo o Sumário Executivo é de leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto.

“As mudanças climáticas levarão a migrações massivas e a conflitos”  afirmou Stern.  Com isso, é bem fácil compreender porque a Europa está fechando cada vez mais as suas fronteiras.

Com esses novos resultados e as tendências que dele se deduzem, as mudanças climáticas serão inevitáveis e resultarão em graves abalos no modo de vida de centenas de milhões de pessoas.

Já é devida à Nação brasileira a formulação de uma política de segurança alimentar e energética com base no potencial de cada região.  E os governos estaduais não precisam esperar pelos dinossauros do governo federal para fazerem isso.

Fatih Birol, economista-chefe (ou principal) da Agência Internacional de Energia, disse que além dessas más notícias, 80% das novas plantas de geração de energia que estarão em operação em 2020 serão térmicas que utilizam energia fóssil, já em operação ou em fase de implantação.  Elas não serão desativadas até 2020, e em conseqüência “as reduções das emissões terão que ocorrer em outros setores”.

Entrevistado sobre o assunto, Sir David King, ex-chefe do conselho de cientistas do governo da Inglaterra, declarou que os resultados agora divulgados mostram que o elo entre o crescimento econômico e o crescimento das emissões de carbono não foi quebrado.

“Os únicos que duvidavam disso eram aqueles que não estavam lendo a situação de maneira apropriada” – afirmou.

Segundo ele, as pesquisas em curso mostram que o principal caminho utilizado pelos países altamente industrializados para reduzirem as suas emissões foi transferir a produção para outros países, como a China. (No Brasil, talvez o melhor exemplo seja a Companhia Siderúrgica do Atlântico, no Rio de Janeiro, que ganhou “créditos de carbono” para vir da Alemanha para cá.)

O relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) ainda não foi publicado e as informações foram conseguidas pelo jornal inglês The Guardian.

Segundo o jornal, os vazamentos das usinas nucleares japonesas tornam as perspectivas ainda piores.

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A Inglaterra está entre os países que não conseguem reduzir as suas emissões de carbono mas com frequência manda uns trocados, uns recados, e até príncipes e ministros para falar ou pagar para que falem sobre a necessidade do Brasil proteger as florestas amazônicas em nome do combate às mudanças climáticas.

Com a palavra, a turma que acha que o desmatamento na Amazônia é uma das principais causas das mudanças climáticas.

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Em suas projeções,  a Agência International de Energia – IEA não contabilizou os mega-projetos de exploração de novas reservas de carvão para exportação que estão sendo licenciados nos EUA e na Austrália.

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Os que cantam em prosa e verso a necessidade de replantio de reservas legais nas florestas amazônicas em função das mudanças climáticas não têm mais este argumento farsante.  Entre eles, a estranha aliança entre os ruralistas norte-americanos e ONGs ambientalistas “brasileiras” (manda quem paga, obedece que tem juízo).

 

Código Florestal – Enfim, Fatos! E Até Um Pouco de Bom Senso..

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São tantos os absurdos e visões parciais publicadas sobre a aprovação de uma proposta mínima de atualização do código florestal que vale ouvir um pouco de verdade!  Parabéns do jurista Luis Carlos Silva de Moraes.

Fora isso, num surto de bom senso, um membro de uma “OSCIP” (a sigla foi criada para disfarçar o americanismo que vinha de NGO, aqui transformado em ONG), num artigo hoje publicado no Estado de São Paulo, admite:

” (…) o texto votado na Câmara não atendeu a sociedade em geral, que deseja proteção, recuperação e uso das florestas, nem o produtor rural. A norma omite apoio ou incentivo econômico para recuperação. De nada adianta diminuir faixas de preservação ciliar de 30 para 15 metros: quem não possuía recurso para recuperar 30, não recuperará sequer 15. A questão não é normativa, é econômica. Vale também para a reserva legal: sem um mecanismo de mercado que viabilize a troca de ativos florestais, simplesmente não vai ter regularização, seja o que for que a lei reze.”

Ou seja, o tal do “bioma” está se lixando para o código que não é código mas uma mera lei.  A natureza não cabe numa lei.  Esse “mecanismo de mercado” não existe.  As grandes empresas norte-americanas andaram preocupadas com o “compensação” das emissões de carbono através da conservação de florestas enquanto havia riscos de que o Congresso dos EUA aprovasse algum tipo de lei determinando a sua redução progressiva.  Como isso não aconteceu – e nem acontecerá! -,  as ofertas mágicas de recursos para um fantástico “fundo amazônico” ficaram no papel.   E tanto EUA quanto muitos outros países que tanto falavam em florestas – Inglaterra, Noruega – optaram mesmo foi por avançar na exploração do petróleo do Ártico, em prol da “sustentabilidade das emissões de carbono”.

Sobre o Rigor na “Gestão Ambiental” da Amazônia – Quando a Realidade e a Lei São Incompatíveis

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O Brasil nunca teve uma política ambiental séria e consistente, para nenhum setor: florestas, solos, recursos hídricos, qualdiade do ar, resíduos, saneamento, unidades de conservação, nada! Teve, sim, iniciativas isoladas que ocasionalmente são elevadas à condição de símbolos.   Mas a prova final e contundente dessa imensa lacuna é o estado em que se encontram os diversos aspectos aqui relacionados.  Como dizem os ingleses, “a prova do pudim ocorre quando ele é comido”.  São os resultados práticos, reais, que provam que o pudim foi bem feito.  Nada além.

O Brasil tampouco teve uma política consistente para a Amazônia, nem mesmo depois do advento das Marinas Silvas da vida com as suas naufragadas reservas extrativistas.  E, aqui, é conveniente ter a prova do pudim.

Santarém, conhecida como a Pérola do Tapajós, localiza-se na margem direita deste rio, na sua confluência com o rio Amazonas.  Pelo censo de 2010, a população do município está na faixa dos 300.000 habitantes.

Ao longo de sua história, para simplesmente poder existir, ergueu-se em sua uma alta muralha de contenção das cheias anuais.  De outra forma, a cidade simplesmente ficaria totalmente submersa durante boa parte do ano.  A parolagem da faixa marginal de proteção e todo o lero-lero em torno do assunto não se aplica à realidade das áreas urbanas da região amazônica: as pessoas não podem viver longe da água porque dela necessitam não apenas para beber como para se alimentar e para o transporte.

Assim, como praticamente todo o transporte é hidroviário, em 2002 o governo resolveu construir um porto fluvial para o comércio.  As estruturas mais caras do porto foram feitas – aquelas de sustentação, cravadas no fundo do rio Tapajós – e abandonadas em 2002.

Abandonada essa obra e havendo demanda de um porto comercial, as autoridades ambientais concederam a licança para um porto à Cargill.  Coisas do tal do mercado e do tal do desenvolvimento.  O porto graneleiro da Cargill foi construído e encontra-se em plena operação.

O Ministério Público (do Pará?) andou implicando com o licenciamento desse porto mas ninguém parece ter-se preocupado com o desperdício de milhões dos cofres públicos com o outro.

Enfim, existindo praias lindíssimas na região – Alter do Chão é distrito de Santarém -, a turma resolveu fazem um terminal turístico eco-sustentável, verde e tudo o mais.  Um pior de madeira com um nome bem bonito, bolado por marqueteiro.  Mas que não pode ser usado pela população da região, que utiliza as velhas embarcações precárias e sem segurança para o transporte regional.   E o “terminal interpretativo” foi inaugurado em grande estilo, com honras e pompas circunstanciais.

Esqueceram-se apenas de um pequeníssimo detalhe: o terminal turístico eco-tudo encontra-se exatamente ao lado de uma imensa boca de esgotos.  Santarém, é claro, sonha com um sistema de coleta e tratamenteo de esgoto, há muito tempo.

A foto acima – com todas as outras deste artigo – foi feita pelo autor do blog exatamente de cima do terminal eco-desenvolvimentista verde e sustentável dessa turma.  Ali, na boca do esgoto, a pesca de rede e crianças se banhando, tranquilamente.  Como se sabe, a transmissão de doenças por via hídrica em meio salino é inexistente ou quase, enquanto na água doce é intensa.

O tamanho da criança que atravessa o fluxo de esgoto no momento da foto e a a muralha de contenção dá uma excelente noção da altura desta última.

Espera-se, agora, que dona Dilma anistie a turma que construiu a muralha na Faixa Marginal de Proteção.

Ou pelo menos que o MMA determine que sejam retirada do topo do único morro da cidade a tancagem de combustível que lá se encontra.

Que se restaure a moralidade!  Ou que todos se locupletem igualmente!

Código Florestal e Números Cabalísticos – Produção de Alimentos nas Encostas

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Quando aqui se afirma que o conceito GENÉRICO de proteção integal das encostas é uma bobagem sob QUALQUER ótica, os ambientalistas ongueiros sempre tentam associar a ocupação de encostas a algum deslizamento ocorrido em áreas urbanizadas.  O  generalismo do Código Florestal – sem prazo ou flexibilidade para que sejam consideradas situações locais, características específicas da geomorfologia ou do tipo de uso que se pretende – não faz sentido e é de aplicação impossível, até porque continua sendo um conceito juridico indeterminado. 

No caso das encostas, por exemplo, o que fazer quando um trecho correspondente a 1/5 de uma encosta tiver declive superior a 45 graus e no restante tiver declives inferiores?  Se bobear, o CONAMA mete a mão na cumbuca novamente e estabelece que tem que haver uma área de proteção do entorno dos 3 metros da encosta cujo declive é superior a 45 graus e a utilização da área volta ao limbo em que essa turma meteu o país depois que resolveu que regulamentar o morro e o topo do morro, sempre com números cabalísticos.

A substituição de regras cabalísticas – para utilizar a expressão de Feranando Gabeira, a quem ninguém pode acusar de “ruralista” – por diretrizes seria uma iniciativa mais sensata.  Mas os ambientalistas gostam mesmo é do tapetão do Planalto e encobrem a sua falta de conhecimento com a noção de que se adaptações locais forem permitidas aos entes federativos tudo se transformará numa grande bagunça – como se a existência do Código tenha impedido a grande bagunça em que a antiquada e abúlica gestão ambiental do Brasil se tornou.

Para evitar explicações técnicas sempre rebatidas com abstrações, vale ver imagens de situações reais de ocupação de encostas por práticas agrícola totalmente sustentáveis na Ásia.

Na China, imagens de apenas uma de muitas áreas de terraceamento para a produção de arroz: a Espinha Dorsal do Dragão, na Província de Lonji.

Nas Filipinas, uma área de 20.000 quilômetros quadrados (se incluídas áreas terraceadas contíguas) já considerada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO: em  Banaue e províncias vizinhas encontram-se terraceamentos feitos há cerca de 2.000 anos, e que se encontram numa altitude média de 1.500 metros.  Aí se cultivam arroz e vegetais, sem indícios de problemas de erosão e com grandes cuidados na proteção das nascentes.

http://www.youtube.com/watch?v=FstpKez2o1c&feature=related

Em Bali, se a delegação brasileira tivesse saído dos luxuosos hotéis da capital onde foram a conferências internacionais sobre o meio ambiente para passear no interior, nas montanhas, teria pelo menos visto o que se faz nas encostas em Tegallalang ou noas cercanias de Ubud, bem mais famosa por seu Tempor dos Macacos.

Divirtam-se!  Sabendo que não há normas genéricas rígidas para a natureza.

***

A produção de olivas na Itália e em outros países da região também não é proibida nas encostas mais íngremes, como se vê na imagem abaixo.  Eles devem nos achar um tanto ridículos por aceitarmos o engessamento cabalístico de nosso território: é o novo Sebastianismo ambientalista sob a forma de um Código Florestal apenas ligeiramente atualizado para se amoldar à realidade da produção agrícola brasileira.

Plantação centenária de olveiras na costa da Itália

O Anarcopetismo, a Vontade de Poder e o “Código” Florestal

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ANARCOPETISMO
De uma víbora, ao ver a decomposição da base do governo na Câmara durante o vota-não-vota do Código Florestal:
“O presidente da Casa, Marco Maia, se entende com José Dirceu e Rui Falcão, que não se entendem com o líder do governo, Cândido Vaccarezza, que se entende com Antonio Palocci e Dilma Rousseff”.
Todos petistas.
(publicado na coluna de Elio Gaspari de domingo, 15.05.2011)

O poder, na maioria das vezes, não tem qualquer relação com o interesse público ou com os interessess estratégicos de uma nação.  Bastante ao contrário, ele se nutre de si próprio e se consuma nos sentimentos mais medíocres de derrota X vitória.  É amplamente autista, com momentos de orgias grupais que se alternam com desejos de vingança.  O poder pelo poder é o que caracteriza, no momento, o tal “debate” sobre o inútil e apenas emblemático Código Florestal.  Tudo o que os profissionais mais sérios de meio ambiente afirmaram ao longo de dezenas de depoimentos no Congresso e em audiências públicasa ficou para trás nesse confronto de egos mal definidos.  E essas vaidades supérfluas tem sido usadas com frequência pelo oportunismo das ONGs e pelos  políticos ecofascistas que tampouco querem ouvir a opinião de ninguém, ou melhor, odeiam o contraditório.

Aqui, vale citar o excelente artigo de Dora Kramer, intitulado Zona de Risco, publicado no Estado de São Paulo na mesmo dia 15.

“Os líderes do governo, do PT e do PMDB na Câmara, deputados Cândido Vaccarezza, Henrique Eduardo Alves e Paulo Teixeira, oficializaram no início da madrugada de ontem sua condição de meninos de recados do Palácio do Planalto.

“Ignorando a autonomia dos mandatos, os mandamentos do Congresso e o preceito da respeitabilidade pessoal, os três mudaram de posição em pleno encaminhamento de votação do novo Código Florestal e passaram a defender o descumprimento de acordo assinado horas antes.

“Por quê? Porque o governo mandou, diante da possibilidade real de vitória do destaque da oposição que retirava do texto a prerrogativa de o Executivo comandar o setor agrícola por decreto.

“Não foi um recuo qualquer. O processo de votação havia sido iniciado com o exame de requerimento do PSOL e do PV pedindo a retirada do projeto de pauta.  (…)

“Bastou um telefonema de Antonio Palocci, da Casa Civil, para que com a mesma cara lisa de quem antes defendera o acordo, o líder do governo, Cândido Vaccarezza, voltasse à tribuna para denunciar o acordo. Alegou a existência de pontos obscuros e passou a orientar as bancadas a – como as manadas – caminhar no rumo oposto e votar “sim” ao adiamento.

Não havia nada de obscuro, apenas o governo percebeu que perderia no voto e resolveu desrespeitar a maioria.” (os grifos são nossos; a cordial expressão de Dora Kramer “comandar o setor agrícola por decreto” pode ser compreenedida como “o poder de chantagear o setor agrícola com ameaças de decretos”).

Alguém, sinceramente, acha que os personagens ignóbeis citados acima estão interessados em pareceres técnicos ou em estratégias de longo prazo para a Nação brasileira, ou para a segurança alimentar, ou para pequenos ou grandes produtores rurais?  Tsc, tsc, tsc.  Querem o poder que se nutre de si mesmo, numa autofagia insana.

A solução sensata seria estabelecer diretrizes e exigir que também o poder público estadual ou municipal fizessem a sua parte , como nos países sérios.  Mas não, eles querem leis cuja especificidade é tamanha que a sua aplicação se torna inviável.  Faixas marginais de proteção?  Todos concordam!  Onde e com que dimensões?  No Brasil, o poder público que deveria se encarregar da gestão ambiental jamais conseguiu sequer determinar às hidrelétricas que definissem, em campo, as áreas sujeitas à erosão e que devem ser reflorestadas, e nelas reguladas as atividades que podem ser exercidas.

Enfim, Palocci temeu mais o caseiro que sabia das coisas do que se interessou pelos destinos da Nação e pelo bom senso.  E Dilma, omite-se.  Eles – assim como as Marinas Siva da vida e seus acólitos, que sempre preferirram Medidas Provisórias – não gostam de votações e de Congressos Nacionais com um mínimo de autonomia.  Olham para tudo sob a ótica anêmica e emburrecida do “ganhar X perder” nos detalhes irrelevantes.  Mas não estabelecerão prazos para que o MMA faça, por exemplo, o georreferenciamento das nascentes e muito menos dos parques nacionais, ainda que isso seja exigido dos produtores rurais de todos os tamanhos.  Para eles, o pau que bate em Chico só bate em Chico mesmo.

***

É preciso chegar a TV Al-Jazeera para mostrar algo que a TV Globo nunca mostaria sobre a Amazônia, e que as Madres Marinas de Xapuri e seus acólitos preferem não ver.  Entre outras coisas, o trabalho perigosíssimo e pessimamente remunerado de crianças na Amazônia.   Divirtam-se, se conseguirem!  E ainda bem que a Al Jazeera não mostrou a disseminada prostituição de menores.

Código Florestal – Como os Ruralistas dos EUA Influenciam Decisões sobre a Nação Brasileira

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 De que lado está o Executivo federal na questão do Código Florestal?  Do lado do voto, da Nação brasileira, da “imagem” do Brasil no exterior (como ocorreu com FHC) ou dos interesses dos “produtores rurais” norte-americanos?  É bem difícil de saber, já que o Executivo não apresenta números, não conhece e nem quer saber de fatos (não ouve a EMBRAPA, por exemplo) e move-se apenas no pântano das conveniências de um “consenso” indecente que dispensaria a própria existência do Congresso Nacional apenas para não dar a impressão de que houve uma “derrota”.  Um pouco de tudo!

“Produtores rurais” norte-americanos vai entre aspas porque eles são altamente subsidiados, e uma grande parte – senão a quase totalidade – desses subsídios vai para o bolso dos fabricantes de equipamentos altamente sofisticados, pesticidas químicos muito danosos ao meio ambiente, fertilizantes derivdos do petróleo, e sementes transgências controladas por empresas do tipo Monsanto.

Aqui, é possível ver como o agri-business gringo se organizou para influir nas decisões sobre o Código Florestal brasileiro!  Essa peça publicitária foi produzida juntamente com um estudo em que se demonstra o quanto o agri-business dos EUA ganharia com a imobilização do território brasileiro em nome de “princípios” de gestão ambiental que lá não existem (eles são bem mais sérios e a prova disso são os resultados alcançados).  O estudo indica números na faixa de US$ 200 a US$ 300 bilhões de ganhos nas áreas de óleos vegetais, soja, carne e madeira.  Além de empregos assegurados no setor do agro-negócio dos EUA, o estudo, aqui encontrado na versão original em ingles, poderia ser intitulado os interesses do agro-negócio norte-americano no Código Florestal brasileiro!

Ambos foram posteriormente mascarados com interesses sobre a proteção da biodiversidade e do combate às mudanças climáticas – e outros trololós -, para que não ficasse evidenciada a indecência absoluta dos propósitos puramente comerciais da ONG dos ruralistas dos EUA (que, vale dizer novamente, inclui interesses nos mais diversos setores da economia daquele país, já que derivados de milho encontram-se presentes em grande parte dos alimentos processados industrialmente no país).

O vídeo fala por si mesmo e o uso de imagens de uma Amazônia pristina, sem gente, é exemplo da mais pura calhordice.  Até mesmo o uso de um curto trecho da mesma filmagem do corte de uma árvore, ora num sentido, ora no outro (ou seja, as imagens são as mesmas, apenas revertidas), é mais um “detalhe” desse tipo de pressão comercial à qual o Executivo brasileiro se rendeu.

Parabéns para eles!  Aos vencedores, as batatas.

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No “princípio”, essa turma fez Obama levou à farsa programada da Conferência de Copenhagen ao final de 2009  a “promessa” de um compromisso de US$ 1 bilhão para a preservação de florestas.  A própria Noruega fingiu ter o mesmo compromisso doando uns trocados que sumiram na poeira da estrada (mas que à época eram apenas uma fração do que o país havia investido na compra de caças militares para proteger os seus interesses na extração de petróleo no Ártico).  Aqui, anunciou-se a constituição de um mitológico Fundo Amazônico.  Tudo foi logo esquecido e não se tocou mais no assunto. 

Código Florestal – A Quem Realmente Interessam os Créditos de Carbono?

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Há coisas que as ONGs brasileiras e seus financiadores preferem manter escondidas.  E BEM escondidas.  Uma delas é a ação das petroleiras e das maiores empresas de geração de eletricidade com carvão – as maiores emissores de gases causadoras de mudanças climáticas – com a aquisição de áreas no Brasil para a “preservação” enquanto elas ficam com os créditos de carbono.

Se as áreas adquiridas ficam em nome de uma ONG de fachada ou dessas empresas estrangeiras, e quais os contratos de gaveta que eles têm entre si, são fatos irrelevantes.  O relevante é a imobilização do território segundo critérios que só interessam a essas multinascionais – já que o resgistro em cartório dessas áreas como “de preservação” é condição imposta pelos doadores.

Para evitar dar excesssivas opiniões, aqui vão as várias partes da reportagem do jornalista Mark Schapiro, divulgada em maio de 2010, e que permaneceu oculta da mídia brasileira – ou foi deliberadamente ocultada por ela – até o pressente, quando foi legendada.

O fato é que numa primeira tacada, A American Electric Power – AEP (1) adquire, no Brasil, uma área do tamanho de Manhattan!   A AEP é uma das maiores emissoras de gases causadores de mudanças climáticas do mundo, já que a sua geração de eletricidade é fundamental – senão exclusivamente – proveninente da queima de carvão.  E essas empresass americanas comprarm áreas no Brasil literalmente “a preço de banana”.  Ou menos.  E logo os tais “povos da floresta” começam a ser educados at gun pont, isto é, pela mira de armas de fogo.

Para efeitos de upload no YouTube, a reportagem legendada foi dividida em 4 partes, que merecem ser vistas com atenção.  No total, ela tem algo como 20 minutos.

Sugerimos, enfaticamente, aos leitores, que façam od download das várias partes para disseminá-las entre os seus amigos, bem como entre vereadores, prefeitos, deputados, cooperativas de crédito e de produtores rurais, e muito mais.

A questão central de Mark Schapiro é simples: quem fica com a grana dos créditos de carbono?  Certamente não são os tais “povos da floresta”!  Se o dinheiro for para os cofres do governo, então, nada muda.  As pequenas cidades da Amazônia continuarão sem os serviços básicos de saneamento, educação e saúde.  A a madeira de boa qualidade, cortada legal ou ilegalmente, continuará viajando para os países mais ricos, que por ela podem pagar.

Há outras questões e  pontos abordados pela reportagem que merecem análise,o que pode ser feito por cada um.  Mas uma coisa é certa: ao contrário dos zumbientalistas lobbistas, na Amazônia que ele foi capaz de ver e filmar vive gente de verdade!

À reportagem, portanto!

Parte I

http://www.youtube.com/watch?v=2u5hmYv0-ZY

Parte  II

http://www.youtube.com/watch?v=SPxd8LoV0cU

Parte III

http://www.youtube.com/watch?v=X0RcKTJfFZM

Parte IV

http://www.youtube.com/watch?v=kU5jiczJ1jM

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Informações sobre Mark Schapiro podem ser encontradas em http://centerforinvestigativereporting.org/reporters?profile=199, que é um Centro de Jornalismo Investigativo (coisa que aqui ainda não temos quando se trata da área de meio ambiente, e em outras áreas incomoda em demasia aos políticos e mantem o Estado de São Paulo, sob censura há 647 dias por incômodos causados à gente da facção Os Amigos dos Amigos).  Ainda sendo estrangeiro, Mark Schapiro aprofunda-se no tema bastante mais do que as estrelas do jornalismo brasileiro que têm posição pre-definida pelas expectativas de suas clientelas.

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Na Conferência de Copenhaguem, em dezembro de 2009, os EUA prometeram US$ 1 bilhão para as florestas. Depois, esqueceram do assunto.  Como a própria Noruega, que anunciou ‘uns trocados” para um “Fundo Amazônico”, e outros, optaram pela exploração do petróleo na Antardida, onde só a Groenlândia tem reservas muito maiores do que o tão decantado pré-sal brasileiro.

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A American Electric Power – AEP é indicada pelo Environmental Defense Action Fun (uma das ONGs sérias dos EUA, que não fica só se metendo na vida alheia) como a maior poluidora do país, e a que mais lobby faz para evitar que o país tenha leis de controle  das emissões de gases gausadores de mudanças climáticas.  Abaixo, um trecho de um relatório dessa ONG:

AEP is America’s #1 polluter. But, instead of working proactively to clean up its act, AEP is spending tens of millions of dollars to lobby against life-saving clean air standards.  The newest wish-list bill written by AEP’s lobbyists would halt implementation of America’s clean air laws for the single largest source of air pollution: the oldest, dirtiest coal-fired power plants.

Código Florestal – Insuficiências da Nova Proposta e Tolices Verdes

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Que o Brasil em geral, bem como os pequenos e médios proprietários rurais, estão sendo os grandes prejudicados pelo ambientalismo de algibeira das ONGs, que muitas vezes têm o apoio de uma ala obscurantista do Ministério Público, todos já sabem.   Toda e qualquer argumentação séria parece insuficiente para a politicagem de quinta categoria que está marcando esse processo decisório.  A turma do Alvorada pensam em votos, e o brasileiro das cidades não está nem aé para a facada no bolso alheio, quando o seu próprio bolso é presa fácil para a gatunagem do poder público no dia a dia.  Tampouco conesegue perceber como o seu próprio bolso será prejudicado.

Durante esse processo de elaboração da proposta de revisão do tal código – proposta bem chulézinh, aliás -, tanto Katia Abreu quanto Aldo Rebelo cometeram inúmeros erros de avaliação e de articulação.  Entre eles, a total inércia em relação à mobilização dos prefeitos incessantemente assediados pelo obscurantismo do MP ambiental quando se trata de assegurar o natural, necessário e inevitável dinamismo das cidades.

De fato, o bom senso recomendaria que as áreas urbanas fossem totalmente excluídas da aplicação dessa lei, mas, bem ao contrário, e isso teria sido possível mediante a introdução de um única parágrafo ou inciso afirmando isso de maneira clara e inequívoca.  Os problemas ambientais das cidades são de natureza totalmente diferentes daqueles encontrados no meio rural.  Mas, ao contrário, Aldo Rebelo optou por incorporar à sua proposta algumas tolices antes já aprovadas pelo abúlico Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA.

De fato, são muitas as inconsistências da versão proposta por Aldo Rebelo, entre as quais a inclusão de uma definição otária de área urbana consolidade – sobre a qual não diz mais nada.  Área urbana consolidada “que além de malha viária implantada,tenha, no mínimo, três dos seguintes elementos de infraestrutura urbana implantados: a) derenagem de águas pluviais urbanas, b) esgotamento saniatário, c) abastecimento de água potável, d) distribuição de energia elétrica, ou (e) limpeza urbana, coleta e manjeo de resíduos sólidos.

De um lado, aprovar um loteamento ou projeto de desenvolvimento urbano numa área que tenha um proprietário sera dificil, já que a criação de novas áreas urbanas ou de expansão urbana esbarrará com as tolices do código florestal.  De outro, mesmo no caso de ocupação de baixa renda, esses além da “malha viária” conseguir tres desses serviços sociais é bastante difícil.

O texto de Aldo é uma sopa de conceitos jurídicos indeterminados como esse, que farão com que tudo permaneça como está no que se refere à expansão das cidades ou mesmo à edificação em áreas onde a expansão já foi aprovada pelos municípios mais ainda não ocorreu.  Os prefeitos poderia e deveriam ter sido consultados; os prefeitos poderiam e deveriam ter se organizado para expressar os seus pontos de vistaz.

Fora isso, no que se refere à cretinice ambientalista da definição de “áreas rurais consolidadas”, cuja “função ecológica” é nenhuma, vale dar uma olhada num trecho da apresentação feita ao Senado pelo Dr. Evaristo de Miranda com base num trabalho pela EMBRAPA Monitoramento por Satélite.  As imagens mostram algumas das áreas que Marina Silva e seus asseclas gostariam de trazer de volta ao estágio de extrativismo.

As imagens falam por si!

Amazônia, Mudanças Climáticas e Código Florestal

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Enquanto o Brasil perde tempo com o debate infindável sobre um “Código” Florestal inútil, absurdo, com traços de Ordenações Manoelinas, tem gente fazendo pesquisa séria, e não são as ONGs.

A “suspeitíssima” NASA acaba de divulgar uma análise dos impactos da seca de 2010 sobre as florestas amazônicas.

“Entre julho e setembro de 2010, uma seca severa atingiu a bacia Amazônica. O rio Negro, tributário do rio Amazonas, atingiu o seu mais baixo nível em 109 anos. E incêndios espontâneos foram de controle esparramaram fumaça nas áreas de seca. Mas como isso tudo afetou as árvores?”

Os cientistas – e não as ONGs – já observaram que um maior número de brotos de folhas de árvores ocorre durante os períodos de vazante. Talvez uma reação da vegetação à escassez de água. Mas a seca de 2005 matou árvores e reduziu esse crescimento em locais cuidadosamente monitorados. Com essas observações conflitantes, os cientistas têm um novo desafio: obter indicadores sobre o que acontece com essas florestas nos períodos de seca.

Uma análise mais apurada ”permitirá estimar o que acontecerá em decorrência da aceleração das mudanças climáticas, quando os períodos de seca serão mais freqüentes e mais acentuados” – afima a NASA.

Há anos, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE entregou ao Governo brasileiro – e, em particular, à Marina Silva – um extenso relatório sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil, indicando a tendência à transformação das florestas amazônicas em savanas.  Mas quem cuida de “política partidária” ou é “defensor da lei” não se importa nadinha com a opinião de cientistas, e o relatório foi para a gaveta.

Talvez, aí, haja necessidade do IBAMA intensificar a sua fiscalização e determinar que os proprietários façam o replantio das áreas atingidas por incêndios, e que o MP leve à prisão os proprietários que não forem bem sucedidos nessa empreitada.  Afinal, eles devem ser considerados os grandes responsáveis pelas mudanças climáticas.  E que se danem, juntamente com a tal da realidade.   Que ela – a tal da realidade – adeque-se às leis!

A imagem abaixo mostra as áreas monitoradas pelos satélites da NASA depois de feitas as correções necessárias em decorrência da presença de nuvens e aerossóis.

Seca na Amazônia em 2010

Os pontos em tons vermelhos indicam os de maior redução da vegetação e da fotossíntese em relação às médias normais.

A NASA disponibiliza imagens e suas interpretações através de seu Observatório da Terra.  Com frequência, enchentes anormalmente duradouras e incêndios espontâneos até mesmo em áreas de pastagens podem ser vistas.  E uma newsletter encontra-se disponível para subscrição.

As imagens em vários graus de definição, o artigo e a bibligrafia – que certamente não são de interesse eleitoral dos Pallocis da vida – podem ser encontrados en  2010 Drought in the Amazon Forest.

A NASA também disponibiliza as imagens consolidadas de seus satélites superpostas à imagem Google Earth, para uma melhor localização das áreas afetadas e também para a melhor visualização daqueles que não “curtem muito” essa tal da realidade.