Belezas da Holanda – Impensáveis no Brasil

Para o feriado prolongado, nada como um pouco de beleza.

Infelizmente, não foi possível traduzir a abertura em italiano na qual se diz que Giethoorn, uma cidade sem ruas e estradas, existe de verdade, na Holanda.

Aqui, com uma lei que foi apelidada de “código”, esse tipo de beleza seria inviável.

Vale dizer que há dois tipos de proteção dos recursos hídricos: qualitativa e quantitativa.  No que se refere aos aspectos qualitativos – o controle da poluição e da biota aquática – , avançamos quase nada.

No que se refere aos aspectos quantitativos, a proteção não depende apenas – e nem principalmente – de qualquer faixa de proteção arbitrária, mas das taxas de impermeabilização dos solos e do encaminhamento adequado de águas de chuvas (escorrimento superficial) das cidades para recarga do lençol freático.

Os holandeses, que conhecem o convívio com a água melhor do que ninguém, conhecem MESMO, e não nunca se deixaram levar por lorotas de ONGs.  Eles tem governo.  E uma sólida comunidade científica / tecnológica na área de hidrologia / hidráulica.

Tenham, todos, um excelente fim de semana!

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?