Rio de Janeiro – Choque de Desordem – Rio’s Schock of Disorder

O “choque de ordem” no Rio de Janeiro é um choque contra a pobreza visível.  Em áreas mais ricas da cidade, o CHOQUE DE DESORDEM também é visível.  A apropriação privada de áreas públicas não é de forma nenhuma questionada.  Fecham-se ruas e o acesso dos cidadãos à orla da lagoa – que continua imunda, diga-se de passagem.  Aliás, em sua maior parte a orla da lagoa foi totalmente apropriada por condomínios de alta renda.  E as tais autoridades fingem que não vêem, o Ministério Público nada questiona.

A imagem abaixo mostra apenas um exemplo dessa apropriação ilegal de espaços e vias públicas na Barra da Tijuca – talvez mais grave, porque a rua Prefeito Dulcídio Cardoso deveria interligar-se à Avenida Ayrton Senna, aliviando bastante tráfego local – já que grande parte dos veículos não necessitaria de acessar ir de um ponto ao outro através da Avenida das Américas, em particular num de seus trechos mais escandalosamente engarrafados, que é o “Cebolão”.

Num país sério, a lagoa estaria limpa e com estruturas para recreação de todos os tipos – caminhadas, ciclovia, esportes de vela, remo, e até a chamada recreação de contato primário (natação).  Mas que nada!  Se é possível cafetinar por mais tempo o assunto, por que resolvê-lo?  Ali não há casas de pobres a serem derrubadas – nem isso!  Seria apenas o caso de abrir a rua pública… ao distinto público.

Omissão, conluio, conivência ou apenas incompetência mesmo?

 

Apropriação privada de espaço públicos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?