A Floresta da Tijuca Abandonada – I

Encontram-se bastante abandonados alguns dos mais belos locais de visitação da Floresta da Tijuca – promovida à categoria de Parque Nacional muito depois de sua criação.  Entre esses pontos, a Mesa do Imperador e a Vista Chinesa, ambos edificados – em épocas diferentes – em função de suas vista privilegiadas.  Tratam-se de MIRANTES, de locais de onde se descortinam vistas, panoramas sensacionais da cidade do Rio de Janeiro.  Ambos estão bastante abandonados, tanto em termos construtivos – isto é, das edificações que neles se encontram – quanto no que se refere às possibilidades de desfrutar da paisagem.

Em frente à Vista Chinesa pode-se ver a Lagoa Rodrigo de Freitas.  Mais para o lado esquerdo, ainda é possível ver o Corcovado – e as  horrorosas torres de transmissão que há muito já poderiam ter sido consolidadas e adequadas à paisagem.  Parte dessa vista para o lado direito já está encoberta pela vegetação.  Mas a visão do lado esquerdo está ainda mais encoberta, como mostra a foto abaixo.

Vista Chinesa - vista parcialmente encoberta - web pequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Talvez a gerência do Parque ache que desbastar árvores para assegurar a função dos mirantes é um “crime ambiental”.  Essa turma tem horror de gente!

De fato, na Mesa do Imperador a situação não é muito diferente.  Enquanto a vista central continua desobstruída, a vegetação cresce rapidamente nas laterais do mirante, como se evidencia na foto abaixo.

Mesa do Imperador- Vista Paracialmente encoberta web pequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fazer programas de “remoção de jaqueiras” da Floresta da Tijuca alegando que se trata de uma árvore “exótica” é um tema de debate, mas remover alguns metros quadrados de vegetação para assegurar as vistas literalmente sensacionais, ah, com isso não se preocupam.  O visitante ser forçado a esticar o pescoço de alguns pontos dos mirantes para ver o Corcovado é que parece normal a essa gente que diz fazer “gestão” de parques.

Corcovado - Vista Encoberta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É uma pena, esse abandono todo…..

 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?