A Floresta da Tijuca Abandonada – III

Não são apenas os gradis da Mesa do Imperador que se encontram completamente deteriorados.  Na Cascatinha Taunay, certamente o primeiro ou segundo ponto mais visitado de todo o Parque Nacional, a situação não é diferente, como se vê abaixo.

Corrimão Cascatinha.webpeqeuna

 

 

 

 

 

 

 

 

(O pior da Cascatinha Taunay ainda é o desvio de suas águas pela CEDAE, com o seu eterno desprezo por questões ambientais, mas esse é outro assunto, de solução tão remota quanto os insanáveis problemas de coleta e tratamento de esgotos em sua área de concessão.)

Esse tipo de abandono – que pode causar ferimentos nos visitantes, em particular nas crianças – talvez seja mais preocupante ainda quando se trata da estrutura da Vista Chinesa.

Corrimão Vista Chinesa.webpequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O matagal logo abaixo é no mínimo divertido, sobretudo em se tratando de um Parque Nacional.  Novamente, é essa a turma que pretende “tomar conta” de reservas legais e de áreas de preservação permanente nas propriedades privadas?

Pode-se dizer – como é hábito do poder público no Brasil – que os ‘culpados” são os visitantes que ali apoiam o pé.  Mas não é, como mostra o estado dos bancos em alguns trechos – poucos ainda.

Vista Chinesa - Junta.webpequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A boa notícia foi a decisão da Prefeitura do Rio de retirar as horrorosas lixeiras abóboras por outras, um pouco maiores, com o padrão verde-escuro utilizado nas cercanias do patrimônio arquitetônico – como o Teatro Municipal e o Centro Cultural Banco do Brasil.

Em breve, notícias sobre a última reforma de vulto feita na Floresta da Tijuca, antes que ela fosse transformada em Parque Nacional.

 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?