Extremos Climáticos – Marés Elevadas, Chuvas Torrenciais e Grandes Enchentes na Europa

Enquanto o Brasil é castigado por um calor anormal – pelas altas temperaturas e sua persistência – , regiões da Europa são atingidas por grandes enchentes resultantes de marés anormalmente elevadas e ventos com força próxima a de furacões.

Na Inglaterra, mesmo para os padrões usuais da estação, o inverno está anormalmente marcado por enchentes.  O New York Times relata ocorrências sem precedentes na Inglaterra.  Continuamente, ao longo das últimas 5 semanas, a cidade de Muchelney, no sul do país,  transformou-se numa ilha, com os telhados apenas aparecendo na superfície das águas e o policiamento sendo feito por barcos e os moradores se deslocando em canoas até o topo de uma colina que agora é denominada como “terra firme” (mainland, em inglês).  Esse foi o mês de janeiro de chuvas mais intensas e prolongadas nos registros climáticos da país.

Na verdade, grande parte da Europa está sendo atingida por ventos com força de furacões e elevações anormais das marés, informa a BBC, aqui usada como fonte de informações e de imagens.

Na costa leste da Inglaterra, a tempestade e as fortes ondas derrubaram várias casas, como se pode ver abaixo.

 

Hemsby, costa da Inglaterra

 

 

 

 

 

 

 

 

A elevação atípica das marés e a força dos ventos também castigou Emden, no norte da Alemanha, perto da fronteira com a Holanda.

E erupção da maré castigou Emden no Norte da Alemanhas

 

 

 

 

 

 

 

 

No sul da Suécia, em Helsingborg, a estrada costeira foi totalmente inundada.

Hesingborg, no sul da Suécia, estrada costeira

 

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo o porto de Hamburgo teve as suas atividades paralisadas por várias horas, podendo-se ver, abaixo, o seu mercado de peixes.

 

Mercado de Peixes em Hamburgo na Alemanha

 

 

 

 

 

 

 

 

Este verão extremamente quente no Brasil é prenúncio de grandes cheias para as próximas semanas?  Como é mesmo que o Brasil está se preparando para extremos climáticos como esses?  Por que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, único órgão brasileiro com qualificações técnicas e profissionais para falar sobre mudanças climáticas, foi retirado do circuito e substituído por acadêmicos que se limitam a pedir estudos adicionais?

Estamos vivendo a situação de fingimento e de que há necessidade de maiore estudos?  Esse lero-lero de proteção das florestas amazônicas não vai salvar o Brasil das mudanças climáticas e nem proteger a sua população, a sua agricultura (segurança alimentar), ou a sua razoável  auto-suficiência na geração de energia elétrica, altamente sujeita a regimes hídricos que estão mudando rapidamente.

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E, ressalte-se, o Brasil não tem políticas públicas consistentes de eficiência energética e de energias renováveis, e está apenas engatinhando – se tanto – na adoção de veículos híbridos para evitar as “bolhas” de poluição que se formam sobre as grandes cidades.

 

 

 

 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?