Mudanças climáticas e erosão costeira no Rio de Janeiro


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A imprensa brasileira não dá quase nenhuma atenção ao tema das mudanças climáticas e o “governo” (não apenas o federal) finge que o assunto é tema para cientistas ou apenas tenta responsabilizar os outros, passar o pires, pedir mais dinheiro para um tal “Fundo Amazônia” que não decolou.

São muitos os estudos sobre o tema, e tantos que não vale, aqui, repetir os seus indicadores, resultados, conclusões.  Até porque a quase totalidade é redigida de maneira ininteligível para os mortais comuns, não especializados, sem qualquer preocupação com um sumário executivo inteligível.  Raros dentre esses estudos fazem menção às inevitáveis perdas econômicas para os cidadãos e as cidades, para a infraestrutura e para a economia brasileira, inclusive as mais evidentes, como portos e hidrelétricas.

Mesmo o excelente estudo de cientistas encomendado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável – FBDS com o patrocínio da empresa de seguro Lloyd’s (com seus US$ 2,5 bilhões de dólares de lucros em 2016), redigido em linguagem acessível, não alcançou grande divulgação.  As empresas de seguro, sim, interessam-se pelas mudanças climáticas e pelos impactos em suas contas.  E há muito tempo.

Assim, para evitar os textos incompreensíveis, aí vão algumas imagens da erosão costeira em plena praia da Barra da Tijuca.  Imagens falam mais do que palavras.

Mudanças climáticas = marés altas mais altas.  Divirtam-se.

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A foto de chamada é de Marataízes, ao sul do Espírito Santo, onde a erosão costeira salta aos olhos.

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Vale dizer que em países sérios – ou mais avançados, que planejam para o longo prazo – medidas de proteção estão sendo tomadas por todos os níveis de governo.

 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! – e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

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