Igrejas católicas também “desinvestem” de combustíveis fósseis


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Mais de 40 instituições religiosas anunciaram que retirarão todos os seus investimentos de empresas produtoras de combustíveis fósseis no aniversário da morte de São Francisco de Assis.  Além dessas organizações, um porta voz do Banco Alemão da Igreja e da Caritas – que têm cerca de US$ 5,3 bilhões em investimentos – também anunciaram o seu compromisso de remover todos os seus investimentos em empresas de produção de petróleo, areias betuminosas e xisto.  Tais recursos deverão ser reorientados para energias renováveis.

A decisão está em consonância com a encíclica sobre o clima divulgada pelo papa Francisco no ano passado – ele próprio escolheu o seu nome inspirado em São Francisco de Assis – e representa tanto a continuidade quanto uma avanço em relação ao Movimento Católico Global pelo Clima.

Os movimentos pelo desinvestimento em combustíveis fósseis começaram em 2011 com os estudantes de muitas instituições educacionais de países altamente desenvolvidos começaram a pressioná-las nesse sentido (as universidades “privadas” dos EUA, da Inglaterra e de outros países são instituições sem fins lucrativos que se financiam investindo doações que receberam ao longo de suas existências).

O movimento rapidamente se espalhou para 688 instituições, incluindo fundos de pensão / aposentadoria, instituições que administram cerca de US$ 5,5 trilhões no mundo.

A adesão de fundos de pensão a esse movimento parte do princípio de que no curto prazo os combustíveis fósseis serão considerados “insustentáveis” e portanto não garantirão a aposentadoria de seus membros.  Aí, criou-se a expressão “bolha de carbono” para designar essas empresas cujo valor é atualmente calculado com base no pressuposto de que todas as suas reservas serão extraídas e utilizadas ao longo do tempo.

Em março de 2015, a organização 350.org, uma coalização internacional de organizações não governamentais que já alcança 188 países, apresentou uma petição na qual declara, basicamente, que investir em combustíveis fósseis é algo na contra-mão de acordos e metas internacional aceitas através de acordos internacionais.

E de esse tipo de movimento atingir a Petrobras e os investidores internacionais começarem a se retirar em decorrência de pressões ou decisões tomadas em seus países de origem?

 

 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

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