Brasil: as devastações da mineração. Desta vez, Braskem agindo como a Vale


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Uma Chernobyl não radioativa ameaça transformar vários bairros de Maceió em paisagens lunares.  Novamente, descontroles de atividades da mineração com graves prejuízos para a sociedade.  Desta vez, a Braskem, sucessora da Salgema.  O vídeo a seguir é excelente introdução à catástrofe já em andamento.

Os danos potenciais mas já inevitáveis – com a necessidade de evacuação de 7.000 pessoas (estimativa) e ampla destruição do patrimônio, que o MPF agiu e pediu o bloqueio de R$ 6,7 bilhões da Braskem, proprietária da mineração no subsolo profundo para a extração de sal gema (uma empresa marcada pelo naufrágio da promiscuidade entre a Odebrecht com a Petrobras, que detêm respectivamente 50,1 e 47% do capital votante).

Já se vai mais de um ano que movimentos sísmicos provocaram rachaduras no asfalto e em prédios do bairro Pinheiro, mas logo os problemas se alastraram, resultando em estudos que envolveram mais de 100 especialistas sob a coordenação do Serviço Geológico do Brasil – que vem ganhando novo alento.  Os estudos mostraram que o problema já atinge vários bairros de Maceió, caracterizando uma situação de calamidade pública e já tendo resultado em evacuação forçada de mais de 30.000 pessoas de suas residências.

Como a Vale, a Braskem nega suas responsabilidades pelos desastres da mineração.  A Odebrecht até tentou passar adiante o mico em que se tornou a Braskem, mas os compradores recuaram.   Agora, dívidas com bancos públicos superiores a R$ 20 bilhões, metade de sua exposição total com os maiores bancos brasileiros, a Odebrecht tende a uma situação pré-falimentar.

Por que foi mesmo que Odebrecht e Braskem conseguiram empréstimos no BNDES que totalizaram R$ 25,4 bilhões entre 2004 e 2018, além de outros com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal?

Ao final, quem pagará a conta desse crime de destruição de bairros inteiros na capital do estado de Alagoas?  Afinal, já se prevê que a Braskem contestará o laudo produzido por especialistas de todo o país, sob a coordenação do Serviço Geológico do Brasil.  Quem sabe a Petrobras, por ser sócia dessa geringonça.

 

 

 

 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?