Energias renováveis sob ataque da ANEEL – Um jogo de cartas marcadas – I


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A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL resolveu bombardear os usuários de energias renováveis na área de mini e da micro-geração distribuída sob variados pretextos.  Para alcançar objetivos pré-estabelecidos, os argumentos de varejo são mal explicados, mas certamente trata-se de uma defesa dos interesses das concessionárias que trabalham com o mercado cativo, monopolistas, que não se modernizam em nenhuma área, querem apenas manter suas margens de lucro segundo um modelo de negócios em fase de superação.   As, as distribuidoras já deveriam estar evoluindo para prestadoras de serviços segundo os interesses dos clientes e gerenciadoras de redes inteligentes.

Alguém pode achar que há isenção numa apresentação tão direcionada feita por jovens profissionais que decoraram um texto?

Trata-se, sobretudo, de assegurar a mesmice, o monopólio, os “clientes cativos” e as margens de lucro das distribuidoras com todas as suas ineficiências.  Defender os interesses das concessionárias sempre foi a marca registrada da ANEEL.

Pode-se ter uma razoável ideia do grau de avanço tecnológico das concessionárias de distribuição com as imagens a seguir, de transformadores recentemente instalados pela concessionária Light, da cidade do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, bairro “nobre” da cidade (sim, porque na Rocinha e similares a situação é muito pior).

A apresentação feita pelo diretores e profissionais robotizados da ANEEL com fraseado decorado, pré-cozido, não considera nada além do lucro das concessionárias e impostos, ainda que com um leve e insosso tempero de defesa dos interesses da maioria dos consumidores, para não falar nos interesses estratégicos do setor elétrico do Brasil.

 

 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?