Começa a cair a máscara da política do pânico relacionada ao coronavírus


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A Universidade de Stanford conduziu um primeiro https://www.latimes.com/california/story/2020-04-17/coronavirus-antibodies-study-santa-clara-county que mostra que o número de pessoas contagiadas em Santa Clara pode ser entre 50 e 85 vezes os números oficiais (aqui, os trechos sublinhados levam aos links).

Em palavras simples, pela primeira vez foi medido o número de pessoas que têm os anticorpos mas não a “doença”.  Afinal, os cientistas que não surfam no pânico, na vacina, nas aparentemente altas taxas de mortalidade – sempre afirmaram que cerca de 80% das pessoas contaminadas seriam assintomáticas.  Mas essa informação foi jogado para debaixo do tapete.  Afinal, se considerados esses números, as taxas de mortalidade caem vertiginosamente e muita gente poderá voltar ao trabalho.

Diante dos resultados de Stanford, a paquidérmica OMS protestou e disse que não há garantias de que essas pessoas já estão imunizadas, ainda que apresentem os anticorpos.

Curiosamente, também no Brasil estudos feitos por dois grupos de cientistas já haviam indicado que o número de pessoas contaminas eram entre 12 e 15 vezes superiores ao número de casos notificados.  Mas, como não poderia deixar de ser, Mandetta minimizou a informação atribuindo-a à “subnotificação” e não ao elevado número de pessoas que são contaminadas, desenvolvem a imunidade e permanecem assintomáticas.  Abaixo, a transcrição dos trechos que foram mantidos como um detalhe da reportagem da imprensa que cafetina o pânico.

A estimativa feita pela Covid-19 Brasil, iniciativa independente que reúne cientistas e estudantes de diversas universidades brasileiras, mostra que o país teve 313 mil casos confirmados até o último sábado — 15 vezes mais que os 20.727 oficiais.

Já cálculos do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (NOIS), formado por cientistas da PUC-RJ, Fiocruz e Instituto D’or, estimam que o Brasil pode ter tido mais de 235 mil casos até a última sexta-feira — 12 vezes mais que os 19.638 reportados pelo governo.

(Note-se que apesar da seriedade das fontes, a reportagem UOL e outros não forneceram os links para as fontes ou buscaram ouvi-las).

A diferença entre estudos é que os de Stanford se basearam em testes e os brasileiros, não dispondo dos testes, apoiaram-se nas curvas de disseminação de países que aplicaram os mesmos testes em escala massiva.

Os mais conservadores e apegados às formalidades ditas científicas já afirmam que há necessidade de confirmação do estudo feito por pesquisadores de Stanford, a mesma lenga lenga de sempre.  É claro que há necessidade de confirmação, mas seria bom que uma parte dos testes disponíveis não fosse feita apenas nos pacientes que dão entrada em hospitais, até para que se possam considerar novas alternativas para a volta às atividades econômicas e sociais normais.

Desnecessário repetir a usual lenga-lenga dos que não têm argumentos: há que se proteger os mais vulneráveis!

Conservadora, a chefe do Departamento de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia em Los Angeles afirmou que ainda com esses números há necessidade de que seja mantido algum distanciamento social, já que as pessoas que apresentaram os anticorpos podem ser transmissoras e tal mas, sim, reconhece que um é grande o número dos que contraem o vírus e nunca apresentam sintomas.

As taxas de mortalidade atual são baseadas no número de casos confirmados.  Mas como é elevado o percentual de assintomáticos, os pesquisadores de Stanford estimam que essas taxas podem ser de 0,12% a 0,2%.  Apenas para efeito de comparação, as taxas de mortalidade na gripe sazonal comum é de 0,1%.

Não se trata, aqui, de subestimar nada, mas de lembrar que os números por 100.000 habitantes devem receber pelo menos a mesma ênfase do que os números absolutos de mortos (isso para não falar nas faixas etárias e comorbidades).

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A própria OMS informou, repetidas vezes, que 80% dos casos de coronavírus apresentam apenas sintomas moderados mas, na sequência, essa não foi a ênfase.  Se essas eram, desde o início, as projeções, não haveria razões para (a) a disseminação do apocalipse e (b) a falta de ênfase no produção massiva de testes que comprovassem essas ocorrências e a posterior imunidade como parte do desenvolvimento de um protocolo de volta às atividades.

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Diversos países já vê considerando a hipótese da concessão de passaportes de imunidade ao menos para aqueles que já desenvolveram os sintomas e se recuperaram como forma de evitar uma crise econômica mais profunda e prolongada.   A ideia surgiu, originalmente, do próprio ministro da Saúde da Inglaterra, após ter-se recuperado do contágio.

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?