Covid 19 – Colocando as coisas em perspectiva


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Nos países de clima temperado existe a “gripe sazonal”, a influenza, que alcança o seu pico ao final do inverno, tanto pela mudança de estações quanto pelo fato de que a quase totalidade da população permanece encerrada em casa ou nos locais de trabalho.

Nos EUA, a gripe sazonal do período 2017-2018 atingiu um número estimado de 44,8 milhões de pessoas (uma média entre 39,3 milhões e 57,9 milhões).  Esses, os números dos que apresentaram sintomas.  Foram cerca de 20,7 milhões de atendimentos médicos (média entre 18 milhões e 22 milhões), com um total de 808.129 hospitalizações (entre 621 mil e 1,36 milhão), e 61.099 mortos (novamente, uma média entre 46,4 mil e 95 mil).

As estimativas variam tanto porque não foram feitos testes ou não houve a preocupação com testes.  Qualquer um sabe reconhecer quando está gripado, o que não impede esses números de hospitalização e mortes.

Os dados podem ser encontrados na página do Centro de Controle de Doenças – conhecido como CDC, órgão do governo dos EUA.

Até a presente data, cerca de 62.000 mortes foram atribuídas ao Covid 19 nos EUA, algo ainda inferior ao limite superior acima mencionado em decorrência da gripe sazonal.  Os casos confirmados de Covid 19 situam-se na faixa de 1.52 milhão de pessoas, também bastante inferior aos 20,7 milhões de casos sintomáticos da gripe sazonal.

A Organização Mundial da Saúde – OMS estimava, em novembro de 2018, que a gripe sazonal atingia, anualmente, “no mundo” (isto é, nos países que tinham um sistema de notificação), de maneira severa, entre 3 e 5 milhões de pessoas. Atualmente, cerca de 4,8 milhões de casos foram atribuídos ao Covid 19, ainda que a insuficiência de testes seja notória e consensual.

O mesmo relatório acima citado da OMS afirma que o número de mortos podia ser estimado entre 290.000 e 650.000 indivíduos (os números podem ser vistos aqui, na área intitulada Signs and symptons).  O número de mortos atual, na mesma página da John Hopkins Universidade e Medicina acima indicada é de pouco mais de 321.000 (acima do limite inferior de 290.000 atribuídos pela OMS como decorrência da gripe sazonal mas muito abaixo do limite superior de 650.000).

Em nenhum ano de gripe sazonal houve quarentena, alarme e muito menos pânico, paralisação da economia, noticiário monotônico da imprensa e nada similar ao que estamos vendo atualmente, quando os números já começam a cair de maneira acentuada na Europa e nos EUA.

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Este post foi escrito em 19.05.2020.  A ideia era estendê-lo com outros exemplos e depois de uma busca e fontes como as bases de dados europeias.  Mas dei-me conta que havia o risco dele ficar excessivamente longo.  De toda forma, vale o alerta porque alguns números dos links – trechos sublinhados – estarão certamente um pouco diferentes.

A imagem destacada é do San Francisco Chronicle, em sua edição de hoje, 23.05, em que anuncia que restaurantes que tenham áreas ao ar livre já podem servir refeições e drinques.  Bem mais inteligente do que essas tolices que se veem aqui, com protocolos para estados inteiros, e protocolos burros.

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Evitou-se, aqui, intencionalmente, a usual e repetitiva lamentação sobre o número de vítimas.  O autor lamenta todas as vítimas! – desde as invasões dos Mongóis passando pelas duas grandes guerras e as muitas outras como a do Vietnam e a invasão do Iraque, incluindo as da peste bubônica na Idade Média.

Mas suspeita muitíssimo dos números de mortes atribuídas ao Covid 19, como se não existissem outras doenças ou mortes naturais por velhice (que saíram de moda depois do “atestado de óbito”.

 

 

 

 

 

 

Publicado por

Luiz Prado

Quando estudante de Economia, já no segundo ano da faculdade, caiu-me nas mãos o relatório Limites para o Crescimento, encomendado pelo Clube de Roma ao MIT. Para quem não sabe, o Clube de Roma era um encontro anual de dirigenes de grandes corporações para dividir mercados. No período anterior, Agnelli propôs que discutissem, também, fontes de suprimento de matérias-primas. Como não tinham as informações, encomendaram o estudo sobre o tema ao MIT. Limites para o crescimento era algo impensável na teoria econômia! - e os economistas ainda continuam medindo o mundo pelo tal crescimento do PIB! Daí para apaixonar-me por recursos naturais foi um pulo. E passei a vida trabalhando sobre o tema.

O que você pensa a respeito?