Brasil: as devastações da mineração. Desta vez, Braskem agindo como a Vale

Uma Chernobyl não radioativa ameaça transformar vários bairros de Maceió em paisagens lunares.  Novamente, descontroles de atividades da mineração com graves prejuízos para a sociedade.  Desta vez, a Braskem, sucessora da Salgema.  O vídeo a seguir é excelente introdução à catástrofe já em andamento.

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Dia Mundial de Meio Ambiente e jornalismo enviesado

Num momento de descontração, recebo um inesperado telefonema de uma tal Rádio Sputnik querendo uma entrevista para o Dia Mundial do Meio Ambiente.  Surpreso com o nome da rádio – tão óbvio e antigo – , concordo com a proposta.  Logo de início fica claro que há um viés político e que o objetivo é atacar o atual governo.

A primeira pergunta foi sobre desmatamento na Amazônia, e o entrevistador se surpreende com a resposta: ficar falando sobre as florestas é muito repetitivo, fácil até,  porque evita o fato de que o Brasil não tem nada a comemorar: no papel, 45% da Amazônia já são áreas protegidas (dados da Embrapa – Monitoramento por Satélite, mas a qualidade das águas de nenhum rio ou lagoa melhorou apesar de décadas de política nacional de meio ambiente e inumeráveis empréstimos externos para saneamento; além disso, fracassou redondamente a lei de resíduos urbanos que estabeleceu prazo para a implantação de aterros sanitários.  O entrevistador se surpreende e corre para a outra pergunta já previamente  redigida.

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Cedae, estações de tratamento de esgotos inoperantes, obstáculos à participação da iniciativa privada no setor

A seguir, imagens aéreas de uma Estação de Tratamento de Esgotos – ETE da Cedae na Barra da Tijuca, nitidamente não operacional.  As imagens são dos últimos dias de abril de 2019.

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Linhão Manaus – Boa Vista merece alguns estudos de engenharia e alternativas tecnológicas

O governo decidiu que a construção de um linha de transmissão Manaus – Boa Vista como de interesse nacional para fins de licenciamento ambiental.  A região recebe energia elétrica da Venezuela onde o regime politico auto-denominado “bolivariano” encontra-se em acelerada decomposição!  Ainda assim, a decisão tem características de quem faz mais do mesmo, e o problema não é principalmente ambiental, mas econômico.

Esse “linhão” é a melhor solução ou apenas aquele projeto que já estava nas prateleiras e atende aos interesses dos fabricantes de torres e linhas de transmissão, das empreiteiras que nunca foram nada chegadas aos avanços tecnológicos, ainda que simples como a transmissão por cabos subaquáticos usando a malha fluvial regional?

O conceito – já antiquado – do governo fornecer os projetos básicos para que as empreiteiras vencedoras só os detalhem já poderia ser substituído por um concurso em que se aceitam alternativas tecnológicas para que sejam atingidos os mesmos objetivos.

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Água e energia: o fim do consumidor cativo como condição para o avanço do Brasil

O uso da expressão “monopólio natural” é frequente na economia para descrever uma situação na qual não se justifica a concorrência – até por razões econômicas – e, assim, há necessidade da presença do poder público na regulamentação.  Aos poucos, esse tipo de monopólio se espatifa, como já vem acontece há tempos com a telefonia e com as comunicações em geral.   A mesma tendência vem mostrando os seus contornos da área da eletricidade e logo se fará presente no campo da gestão de águas.  Em alguns lugares, as resistências inerciais são maiores do que em outros, ainda que os avanços tecnológicos sejam irreversíveis e a sua disseminação cada vez mais incontrolável.

Evidentemente, essa noção já avançou bastante – ainda que não o suficiente -p no setor elétrico, e tardará mais, ainda que deva ser um norte para o setor de água e esgoto.

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