Archive for the 'Agricultura' Category

Página 2 de 8

EUA X China – Uma Nova Guerra Climática, na Líbia, por Água e Alimentos

Email This Post Email This Post

Há fatos curiosos sobre a Líbia (além do súbito desaparecimento das fabulosas quantias investidas por Kadaffi nos EUA): imensas reservas de água!  No subsolo de quatro países africanos – Chade, Egito, Líbia e Sudão – encontra-se o maior reservatório de água fóssil do planeta: o Sistema Aquífero de Arenito da Núbia (NSAS na sigla em inglês).  Essas reservas de água se espalham por 2 milhões de quilômetros quadrados e estima-se que totalizem 150.000 quilômetros cúbicos de água.

“As razões pelas quais os Estados Unidos lançaram as forças da OTAN pare forçar uma mudança do regime político da Líbia começam a ficar claras.  Enquanto especialistas da mídia e da política ainda discutem se as gangs rebeldes estão sendo apoiadas por serviços de inteligência dos EUA, da Inglaterra e de Israel, os objetivos de longo prazo do Ocidente em relação à Líbica ainda continuam sendo ignorados.” – escreveu Patrick Henningsen, do excelente jornal eletrônico  21st Century Wire, que tem como lema “Notícias para uma geração que desperta”.

O título da análise vai direto ao ponto: “Oeste X China: Uma Nova Guerra Fria Começa em Solo Líbio.”

“Basta ler os resumos dos documentos estratégicos do Comando EUA-África (conhecido com o AFRICOM para se dar conta do verdadeiro objetivo ocidental na Líbia: o controle de recursos valiosos e a expulsão da China do norte da África.  Quando os Estados Unidos formaram o AFRICOM em 2007, 49 países subscreveram à estratégia militar norte-americana para a África, à exceção da Líbia.  Essa decisão foi considerada uma traição e abriu caminho para o conflito militar que se iniciou em 2011. “

Ou alguém acha que de repente o governo dos EUA passou realmente a se interessar por democracia e direitos humanos na África?

Segundo a aprofundada análise de Henningsen, “a Líbia poderia começar um agro-negócio similar ao do Vale de São Joaquim, na Califórnia.  Como a Líbia, a Califórnia é essencialmente um deserto, mas com massivos investimentos em estruturas hidráulicas e irrigações o vale desértico se transformou no maior produtor mundial de alimentos e de algodão, a na nona maior economia do mundo”.

Em 1983, Kadadi deu início a um mega projeto de irrigação que foi objeto de ampla divulgação com a designação de “Grande Rio Feito pelo Homem”, GMMR – na sigla em inglês.  Inicialmente, o projeto destinava-se a levar mais de 5 milhões de metros cúbicos de água para as cidades na costa da Líbia.

Ivan Ivecovic, professor de ciência política na Universidade Americana do Cairo explica que o projeto completo foi concebido para ser desenvolvido em 4 fases, com um custo estimado de US$ 30 bilhões, uma rede de tubulações de 5.000 quilômetros transportando água de mais de 1.300 poços de 500 metros de profundidade, destinando-se ao abastecimento de população de ao rápido aumento da disponibilidade de terras agriculturáveis.

De acordo com o Ministério do Comércio da China, o país tinha 50 grandes projetos em negociação ou já em desenvolvimento com a Líbia, num montante superior a US$ 18 bilhões.  Com a instabilidade desencadeada pelos EUA na região, esses contratos despencaram ladeira abaixo: apenas nos dois primeiros meses do ano, uma redução de 97% dos investimentos chineses previstos na Argélia.

A ditadura de Kadafi começou em 1969.  Durante esse tempo todo, ele circulou livremente pelo mundo.  De repente, com os novos projetos de desenvolvimento em escala massiva de terras agriculturáveis com base nas disponibilidades de água e os avanços dos investimentos chineses, EUA e Inglaterra acordaram para a necessidade de “restabelecer a democracia” no país.

Essas já são guerras climáticas, para o controle de recursos naturais.  Ou das ”riquezas”, como sempre ocorreram.  A Europa sabe que aquela região pode se transformar numa importante de alimentos e de água.

 O texto integral do editor do editor do jornal online “para as gerações que estão despertando” pode ser lido no original em inglês clicaando em 21CenturyWire e os documentos da aliança espúria de países africanos liderada pelos EUA podem ser acessados em Comando Africano.

***

O Brasil continua sem uma política de segurança alimentar, sem estratégias para os recursos hídricos por região, e se espojando nos debates estéreis sobre uma lei que resolveram chamar de “código” e só define conceitos abstratos genéricos que permitem ao poder público a mais total omissão em relação ao que se deveria fazer, onde e como.

Compre-se a África! – A Europa Quer Biocombustíveis…

Email This Post Email This Post

“Empresas inglesas compraram mais terras na África para fazer as tão controvertidas plantations para a produção de biodiesel do que empresas provenientes de qualquer outro país” – demonstrou uma investigação do jornal The Guardian (onde ainda existe jornalismo investigativo).  Cerca de 1,6 milhão de hectares ou a metade das plantações para a produção de biodiesel identificadas em países africanos como Moçambique e Senegal pertencem a empresas inglesas.  Rápido! – precisamos de um jornalista ou político cretino do Brasil para converter a área para calcular o número de campos de futebol que caberiam nessa área.  Mas isso seria inútil, porque o que se tentou não foi dimensionar as áreas totais em todos os países africanos, mas usar alguns para ver em que proporção a velha Inglaterra voltou a saquear a África.

De fato, mesmo as ONGs ambientalistas mais sérias reconhecem que o uso de terras agrícolas para a produção de biocombustíveis está entre as principais causas dos aumentos nos preços dos alimentos e do crescimento do número de famintos.  Em especial na África, onde em muitos países a propriedade da terra não existe e governos corruptos podem simplesmente alocar, alugar, arrendar terras para grandes corporações, expulsando as populações tradicionais para áreas marginais.  Quem se importa?  É preciso que a Europa anuncie que atingiu metas de uso de energias renováveis!  Depois as ONGs inglesas vão lá estimular a repressão para que essas populações não cortem árvores.

Não existe um sistema de cálculo da área total já ocupada por empresas inglesas e de outras nacionalidades na África sub-saariana – constata o The Guardian -, mas a investigação indicou a existência de 100 projetos de 50 empresas em 20 países.  Uma única empresa inglesa – que se diz produtora de “energia verde”, a Crest Global Green Energy – detem o total de 900.000 hectares em tres países.  O governo brasileiro que não cosnegue fazer uma reforma agrária minimamente decente precisa mandar representantes do MST para lá, para lutar contra os grandes latifundiários!  Enquanto isso, a Crest Global continuará se dizendo uma empresa com responsabildiades socio-ambientais!  Eles não são umas gracinhas?

Uma outra empresa inglesa – a Sun Biofuels (os nomes de fantasia são ótimos) – abocanhou 8.000 ha na Tanzânia onde plantou pinhão manso (Jatropha curcas) para a produção de biodiesel destinado ao mercado europeu.  A empresa alega que a produção de pinhão manso não compete com a produção de alimentos porque… a noz dessa planta não é comestível.  A cara de pau consegue se superar!  Ah – o outro argumento é relacionado ao fato do pinhão manso poder ser produzido em “terras marginais”, “inadequadas para outros tipos de agricultura”.   Mentira!  Exatamente como a mamona, o pinhão manso até cresce em terras marginais, mas par para que isso ocorra de maneira economicametne viável é preciso água, fertilizantese e pesticidas!

E, por falar nisso, onde é mesmo que foi parar o Programa Nacional de Biodiesel que iria utilizar mamona?  Afinal, a Brasil Ecodiesel pegou caminhões de dinheiro com o Banco do Nordeste do Brasil para fazer isso e sumiu, deixando produtores e os cofres do banco de mãos abanando.

Os “investidores externos” convenceram o governo da Tanzania a aprovar, em 2010, diretrizes para o plantio destinado à produção de biocombustíveis:   eles não têm que fazer o refino no país e nem reservar uma parte da produção para consumo local.  Depois a Transparência Internacional inglesa vai dizer que esses governos são corruptos!

Além disso, há o mito dos benefícios dos biocombustíveis para o combate às mudanças climáticas!  O Instituto Europeu de Políticas Ambientais estima que o deslocamento de pessoas para a produção de biocombustíveis resulta em desflorestamento em níveis que farão com que as emissões de carbono superem os benefícios do uso desse tipo de combustível em 35%, já em 2011 e em 60% em 2018.  Atualmente, esse impacto direto não é nem considerado nas diretrizes européias sobre as reduções de emissões de gases causadores de mudanças climáticas.

O Greenpeace e o WWF ainda não se pronunciaram!

O capital para investir na expulsão dos africanos de suas terras é frequentemente levantado no Mercado de Investimentos Alternativos da Bolsa de Londres.   É isso que chamam de “perversão de valores”?

Há outros países europeus investindo em projetos de biocombustíveis na África, como Itália, Alemanha e EUA.  Empresas brasileiras também estão investindo na África para a produção de alimentos e de biocombustíveis!  Lá não existe Código Florestal e se a população afastada das terras mais férteis for derrubar florestas os números não serão nem percebidos.  No momento, o que os “ruralistas americanos” temem para valer é a competitividade dos produtos agro-pecuários brasileiros!

Em alguns dos projetos analisados os arrendamentos são feitos por 100 anos por valores irrisórios e com prioridade no uso dos recursos hídricos!

Mas o presidente da Sun Biofuels, Richard Morgan, insiste: “Nossa empresa produz biocombustíveis de maneira sustentável e ética.  Nós aceitaríamos de bom grado padrões mais elevados de sustentabilidade, mas há que se considerar o desenvolvimento econômico.  Se voce é “um local” (da Tanzânia ou de Moçambique) e precisa de um emprego, voce provavelmente não se interessa por saber onde os orangutangos dormem à noite.  Além disso, é insultuoso afirmar que os governos africanos não sabem gerenciar os seus próprios países”.

Divirtam-se com a “sustentabilidade” dos europeus e dos ingleses em particular!  E façam bom uso de suas doações para ONGs que defendem a Amazônia.  Aliás, onde é mesmo que foi parar o tão decantado “Fundo Amazônico”?

***

A empresa estatal chinesa de agro-negócios Beidahuang também participa da busca global por terras produtivas e recursos hídricos.  Assim, discretamente assinou um contrato com o governo da Patagônia, na Argentina, que permitiu a aquisição de 320.000 hectares de terras privadas, juntamente com os direitos para captação de água para irrigação e a concessão de um porto para a exportação dos alimentos a serem produzidos nessas terras.

 

Mudanças Climáticas – Aumentam as Emissões de Carbono

Email This Post Email This Post

A possibilidade de conter as emissões de carbono nos limites considerados seguros pelos cientistas para que não seja ultrapassada uma elevação de 2º C nas temperaturas da Terra pode ser apenas uma “bonita utopia” – na expressão do economista-chefe da Agência Internacional de Energia.  Há unanimidade na comunidade científica internacional de que a mencionada elevação de 2º C é o limite para mudanças climáticas “potencialmente perigosas” (a turma do IPCC gosta do dialeto diplomático; a NASA é mais contundente, não precisa de tantos salamaleques).

Em 2010, apesar da mais forte recessão econômica global dos últimos 80 anos, as emissões alcançaram um recorde histórico de crescimento.  Investimentos massivos em energias renováveis tampouco foram suficientes para conter o crescimento contínuo das emissões globais de carbono.  Esse crescimento resultou sobretudo do aumento do consumo de combustíveis fósseis, segundo a Agência Internacional de Energia, considerada a referência internacional para as estimativas de emissões de carbono.  O crescimento foi de 1,6 Gt (giga-toneladas).

Nos relatórios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, que o governo brasileiro deveria ler, com essa elevação as chances de amplas áreas da Amazônai se transformarem em savana são significativas.  O efeito será de lá para cá.

O renomado Nicholas Stern, ex-vice-presidente do Banco Mundial e hoje professor da London School of Economics, que coordenou o mais aprofundado estudo sobre os impactos das mudanças climáticas para a economia e para a sociedade, afirmou que as perspectivas são “desesperadoras” (ou mesmo horrorosas, dependendo da tradução da palavra “dire”).  O eatudo, conhecido como  O relatório resultante do trabalho de dezenas de cientistas com diferentes formações foi patrocinado pelo Tesouro da Inglaterra e, publicado em 2006, ficou conhecido como Relatório Stern.  No mínimo o Sumário Executivo é de leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto.

“As mudanças climáticas levarão a migrações massivas e a conflitos”  afirmou Stern.  Com isso, é bem fácil compreender porque a Europa está fechando cada vez mais as suas fronteiras.

Com esses novos resultados e as tendências que dele se deduzem, as mudanças climáticas serão inevitáveis e resultarão em graves abalos no modo de vida de centenas de milhões de pessoas.

Já é devida à Nação brasileira a formulação de uma política de segurança alimentar e energética com base no potencial de cada região.  E os governos estaduais não precisam esperar pelos dinossauros do governo federal para fazerem isso.

Fatih Birol, economista-chefe (ou principal) da Agência Internacional de Energia, disse que além dessas más notícias, 80% das novas plantas de geração de energia que estarão em operação em 2020 serão térmicas que utilizam energia fóssil, já em operação ou em fase de implantação.  Elas não serão desativadas até 2020, e em conseqüência “as reduções das emissões terão que ocorrer em outros setores”.

Entrevistado sobre o assunto, Sir David King, ex-chefe do conselho de cientistas do governo da Inglaterra, declarou que os resultados agora divulgados mostram que o elo entre o crescimento econômico e o crescimento das emissões de carbono não foi quebrado.

“Os únicos que duvidavam disso eram aqueles que não estavam lendo a situação de maneira apropriada” – afirmou.

Segundo ele, as pesquisas em curso mostram que o principal caminho utilizado pelos países altamente industrializados para reduzirem as suas emissões foi transferir a produção para outros países, como a China. (No Brasil, talvez o melhor exemplo seja a Companhia Siderúrgica do Atlântico, no Rio de Janeiro, que ganhou “créditos de carbono” para vir da Alemanha para cá.)

O relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) ainda não foi publicado e as informações foram conseguidas pelo jornal inglês The Guardian.

Segundo o jornal, os vazamentos das usinas nucleares japonesas tornam as perspectivas ainda piores.

***

A Inglaterra está entre os países que não conseguem reduzir as suas emissões de carbono mas com frequência manda uns trocados, uns recados, e até príncipes e ministros para falar ou pagar para que falem sobre a necessidade do Brasil proteger as florestas amazônicas em nome do combate às mudanças climáticas.

Com a palavra, a turma que acha que o desmatamento na Amazônia é uma das principais causas das mudanças climáticas.

***

Em suas projeções,  a Agência International de Energia – IEA não contabilizou os mega-projetos de exploração de novas reservas de carvão para exportação que estão sendo licenciados nos EUA e na Austrália.

***

Os que cantam em prosa e verso a necessidade de replantio de reservas legais nas florestas amazônicas em função das mudanças climáticas não têm mais este argumento farsante.  Entre eles, a estranha aliança entre os ruralistas norte-americanos e ONGs ambientalistas “brasileiras” (manda quem paga, obedece que tem juízo).

 

Código Florestal – Enfim, Fatos! E Até Um Pouco de Bom Senso..

Email This Post Email This Post

São tantos os absurdos e visões parciais publicadas sobre a aprovação de uma proposta mínima de atualização do código florestal que vale ouvir um pouco de verdade!  Parabéns do jurista Luis Carlos Silva de Moraes.

Fora isso, num surto de bom senso, um membro de uma “OSCIP” (a sigla foi criada para disfarçar o americanismo que vinha de NGO, aqui transformado em ONG), num artigo hoje publicado no Estado de São Paulo, admite:

” (…) o texto votado na Câmara não atendeu a sociedade em geral, que deseja proteção, recuperação e uso das florestas, nem o produtor rural. A norma omite apoio ou incentivo econômico para recuperação. De nada adianta diminuir faixas de preservação ciliar de 30 para 15 metros: quem não possuía recurso para recuperar 30, não recuperará sequer 15. A questão não é normativa, é econômica. Vale também para a reserva legal: sem um mecanismo de mercado que viabilize a troca de ativos florestais, simplesmente não vai ter regularização, seja o que for que a lei reze.”

Ou seja, o tal do “bioma” está se lixando para o código que não é código mas uma mera lei.  A natureza não cabe numa lei.  Esse “mecanismo de mercado” não existe.  As grandes empresas norte-americanas andaram preocupadas com o “compensação” das emissões de carbono através da conservação de florestas enquanto havia riscos de que o Congresso dos EUA aprovasse algum tipo de lei determinando a sua redução progressiva.  Como isso não aconteceu – e nem acontecerá! -,  as ofertas mágicas de recursos para um fantástico “fundo amazônico” ficaram no papel.   E tanto EUA quanto muitos outros países que tanto falavam em florestas – Inglaterra, Noruega – optaram mesmo foi por avançar na exploração do petróleo do Ártico, em prol da “sustentabilidade das emissões de carbono”.

Código Florestal e Números Cabalísticos – Produção de Alimentos nas Encostas

Email This Post Email This Post

Quando aqui se afirma que o conceito GENÉRICO de proteção integal das encostas é uma bobagem sob QUALQUER ótica, os ambientalistas ongueiros sempre tentam associar a ocupação de encostas a algum deslizamento ocorrido em áreas urbanizadas.  O  generalismo do Código Florestal – sem prazo ou flexibilidade para que sejam consideradas situações locais, características específicas da geomorfologia ou do tipo de uso que se pretende – não faz sentido e é de aplicação impossível, até porque continua sendo um conceito juridico indeterminado. 

No caso das encostas, por exemplo, o que fazer quando um trecho correspondente a 1/5 de uma encosta tiver declive superior a 45 graus e no restante tiver declives inferiores?  Se bobear, o CONAMA mete a mão na cumbuca novamente e estabelece que tem que haver uma área de proteção do entorno dos 3 metros da encosta cujo declive é superior a 45 graus e a utilização da área volta ao limbo em que essa turma meteu o país depois que resolveu que regulamentar o morro e o topo do morro, sempre com números cabalísticos.

A substituição de regras cabalísticas – para utilizar a expressão de Feranando Gabeira, a quem ninguém pode acusar de “ruralista” – por diretrizes seria uma iniciativa mais sensata.  Mas os ambientalistas gostam mesmo é do tapetão do Planalto e encobrem a sua falta de conhecimento com a noção de que se adaptações locais forem permitidas aos entes federativos tudo se transformará numa grande bagunça – como se a existência do Código tenha impedido a grande bagunça em que a antiquada e abúlica gestão ambiental do Brasil se tornou.

Para evitar explicações técnicas sempre rebatidas com abstrações, vale ver imagens de situações reais de ocupação de encostas por práticas agrícola totalmente sustentáveis na Ásia.

Na China, imagens de apenas uma de muitas áreas de terraceamento para a produção de arroz: a Espinha Dorsal do Dragão, na Província de Lonji.

Nas Filipinas, uma área de 20.000 quilômetros quadrados (se incluídas áreas terraceadas contíguas) já considerada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO: em  Banaue e províncias vizinhas encontram-se terraceamentos feitos há cerca de 2.000 anos, e que se encontram numa altitude média de 1.500 metros.  Aí se cultivam arroz e vegetais, sem indícios de problemas de erosão e com grandes cuidados na proteção das nascentes.

http://www.youtube.com/watch?v=FstpKez2o1c&feature=related

Em Bali, se a delegação brasileira tivesse saído dos luxuosos hotéis da capital onde foram a conferências internacionais sobre o meio ambiente para passear no interior, nas montanhas, teria pelo menos visto o que se faz nas encostas em Tegallalang ou noas cercanias de Ubud, bem mais famosa por seu Tempor dos Macacos.

Divirtam-se!  Sabendo que não há normas genéricas rígidas para a natureza.

***

A produção de olivas na Itália e em outros países da região também não é proibida nas encostas mais íngremes, como se vê na imagem abaixo.  Eles devem nos achar um tanto ridículos por aceitarmos o engessamento cabalístico de nosso território: é o novo Sebastianismo ambientalista sob a forma de um Código Florestal apenas ligeiramente atualizado para se amoldar à realidade da produção agrícola brasileira.

Plantação centenária de olveiras na costa da Itália

Código Florestal – Como os Ruralistas dos EUA Influenciam Decisões sobre a Nação Brasileira

Email This Post Email This Post

 De que lado está o Executivo federal na questão do Código Florestal?  Do lado do voto, da Nação brasileira, da “imagem” do Brasil no exterior (como ocorreu com FHC) ou dos interesses dos “produtores rurais” norte-americanos?  É bem difícil de saber, já que o Executivo não apresenta números, não conhece e nem quer saber de fatos (não ouve a EMBRAPA, por exemplo) e move-se apenas no pântano das conveniências de um “consenso” indecente que dispensaria a própria existência do Congresso Nacional apenas para não dar a impressão de que houve uma “derrota”.  Um pouco de tudo!

“Produtores rurais” norte-americanos vai entre aspas porque eles são altamente subsidiados, e uma grande parte – senão a quase totalidade – desses subsídios vai para o bolso dos fabricantes de equipamentos altamente sofisticados, pesticidas químicos muito danosos ao meio ambiente, fertilizantes derivdos do petróleo, e sementes transgências controladas por empresas do tipo Monsanto.

Aqui, é possível ver como o agri-business gringo se organizou para influir nas decisões sobre o Código Florestal brasileiro!  Essa peça publicitária foi produzida juntamente com um estudo em que se demonstra o quanto o agri-business dos EUA ganharia com a imobilização do território brasileiro em nome de “princípios” de gestão ambiental que lá não existem (eles são bem mais sérios e a prova disso são os resultados alcançados).  O estudo indica números na faixa de US$ 200 a US$ 300 bilhões de ganhos nas áreas de óleos vegetais, soja, carne e madeira.  Além de empregos assegurados no setor do agro-negócio dos EUA, o estudo, aqui encontrado na versão original em ingles, poderia ser intitulado os interesses do agro-negócio norte-americano no Código Florestal brasileiro!

Ambos foram posteriormente mascarados com interesses sobre a proteção da biodiversidade e do combate às mudanças climáticas – e outros trololós -, para que não ficasse evidenciada a indecência absoluta dos propósitos puramente comerciais da ONG dos ruralistas dos EUA (que, vale dizer novamente, inclui interesses nos mais diversos setores da economia daquele país, já que derivados de milho encontram-se presentes em grande parte dos alimentos processados industrialmente no país).

O vídeo fala por si mesmo e o uso de imagens de uma Amazônia pristina, sem gente, é exemplo da mais pura calhordice.  Até mesmo o uso de um curto trecho da mesma filmagem do corte de uma árvore, ora num sentido, ora no outro (ou seja, as imagens são as mesmas, apenas revertidas), é mais um “detalhe” desse tipo de pressão comercial à qual o Executivo brasileiro se rendeu.

Parabéns para eles!  Aos vencedores, as batatas.

***

No “princípio”, essa turma fez Obama levou à farsa programada da Conferência de Copenhagen ao final de 2009  a “promessa” de um compromisso de US$ 1 bilhão para a preservação de florestas.  A própria Noruega fingiu ter o mesmo compromisso doando uns trocados que sumiram na poeira da estrada (mas que à época eram apenas uma fração do que o país havia investido na compra de caças militares para proteger os seus interesses na extração de petróleo no Ártico).  Aqui, anunciou-se a constituição de um mitológico Fundo Amazônico.  Tudo foi logo esquecido e não se tocou mais no assunto. 

Código Florestal – A Quem Realmente Interessam os Créditos de Carbono?

Email This Post Email This Post

Há coisas que as ONGs brasileiras e seus financiadores preferem manter escondidas.  E BEM escondidas.  Uma delas é a ação das petroleiras e das maiores empresas de geração de eletricidade com carvão – as maiores emissores de gases causadoras de mudanças climáticas – com a aquisição de áreas no Brasil para a “preservação” enquanto elas ficam com os créditos de carbono.

Se as áreas adquiridas ficam em nome de uma ONG de fachada ou dessas empresas estrangeiras, e quais os contratos de gaveta que eles têm entre si, são fatos irrelevantes.  O relevante é a imobilização do território segundo critérios que só interessam a essas multinascionais – já que o resgistro em cartório dessas áreas como “de preservação” é condição imposta pelos doadores.

Para evitar dar excesssivas opiniões, aqui vão as várias partes da reportagem do jornalista Mark Schapiro, divulgada em maio de 2010, e que permaneceu oculta da mídia brasileira – ou foi deliberadamente ocultada por ela – até o pressente, quando foi legendada.

O fato é que numa primeira tacada, A American Electric Power – AEP (1) adquire, no Brasil, uma área do tamanho de Manhattan!   A AEP é uma das maiores emissoras de gases causadores de mudanças climáticas do mundo, já que a sua geração de eletricidade é fundamental – senão exclusivamente – proveninente da queima de carvão.  E essas empresass americanas comprarm áreas no Brasil literalmente “a preço de banana”.  Ou menos.  E logo os tais “povos da floresta” começam a ser educados at gun pont, isto é, pela mira de armas de fogo.

Para efeitos de upload no YouTube, a reportagem legendada foi dividida em 4 partes, que merecem ser vistas com atenção.  No total, ela tem algo como 20 minutos.

Sugerimos, enfaticamente, aos leitores, que façam od download das várias partes para disseminá-las entre os seus amigos, bem como entre vereadores, prefeitos, deputados, cooperativas de crédito e de produtores rurais, e muito mais.

A questão central de Mark Schapiro é simples: quem fica com a grana dos créditos de carbono?  Certamente não são os tais “povos da floresta”!  Se o dinheiro for para os cofres do governo, então, nada muda.  As pequenas cidades da Amazônia continuarão sem os serviços básicos de saneamento, educação e saúde.  A a madeira de boa qualidade, cortada legal ou ilegalmente, continuará viajando para os países mais ricos, que por ela podem pagar.

Há outras questões e  pontos abordados pela reportagem que merecem análise,o que pode ser feito por cada um.  Mas uma coisa é certa: ao contrário dos zumbientalistas lobbistas, na Amazônia que ele foi capaz de ver e filmar vive gente de verdade!

À reportagem, portanto!

Parte I

http://www.youtube.com/watch?v=2u5hmYv0-ZY

Parte  II

http://www.youtube.com/watch?v=SPxd8LoV0cU

Parte III

http://www.youtube.com/watch?v=X0RcKTJfFZM

Parte IV

http://www.youtube.com/watch?v=kU5jiczJ1jM

***

Informações sobre Mark Schapiro podem ser encontradas em http://centerforinvestigativereporting.org/reporters?profile=199, que é um Centro de Jornalismo Investigativo (coisa que aqui ainda não temos quando se trata da área de meio ambiente, e em outras áreas incomoda em demasia aos políticos e mantem o Estado de São Paulo, sob censura há 647 dias por incômodos causados à gente da facção Os Amigos dos Amigos).  Ainda sendo estrangeiro, Mark Schapiro aprofunda-se no tema bastante mais do que as estrelas do jornalismo brasileiro que têm posição pre-definida pelas expectativas de suas clientelas.

***

Na Conferência de Copenhaguem, em dezembro de 2009, os EUA prometeram US$ 1 bilhão para as florestas. Depois, esqueceram do assunto.  Como a própria Noruega, que anunciou ‘uns trocados” para um “Fundo Amazônico”, e outros, optaram pela exploração do petróleo na Antardida, onde só a Groenlândia tem reservas muito maiores do que o tão decantado pré-sal brasileiro.

***

A American Electric Power – AEP é indicada pelo Environmental Defense Action Fun (uma das ONGs sérias dos EUA, que não fica só se metendo na vida alheia) como a maior poluidora do país, e a que mais lobby faz para evitar que o país tenha leis de controle  das emissões de gases gausadores de mudanças climáticas.  Abaixo, um trecho de um relatório dessa ONG:

AEP is America’s #1 polluter. But, instead of working proactively to clean up its act, AEP is spending tens of millions of dollars to lobby against life-saving clean air standards.  The newest wish-list bill written by AEP’s lobbyists would halt implementation of America’s clean air laws for the single largest source of air pollution: the oldest, dirtiest coal-fired power plants.

Código Florestal – Insuficiências da Nova Proposta e Tolices Verdes

Email This Post Email This Post

Que o Brasil em geral, bem como os pequenos e médios proprietários rurais, estão sendo os grandes prejudicados pelo ambientalismo de algibeira das ONGs, que muitas vezes têm o apoio de uma ala obscurantista do Ministério Público, todos já sabem.   Toda e qualquer argumentação séria parece insuficiente para a politicagem de quinta categoria que está marcando esse processo decisório.  A turma do Alvorada pensam em votos, e o brasileiro das cidades não está nem aé para a facada no bolso alheio, quando o seu próprio bolso é presa fácil para a gatunagem do poder público no dia a dia.  Tampouco conesegue perceber como o seu próprio bolso será prejudicado.

Durante esse processo de elaboração da proposta de revisão do tal código – proposta bem chulézinh, aliás -, tanto Katia Abreu quanto Aldo Rebelo cometeram inúmeros erros de avaliação e de articulação.  Entre eles, a total inércia em relação à mobilização dos prefeitos incessantemente assediados pelo obscurantismo do MP ambiental quando se trata de assegurar o natural, necessário e inevitável dinamismo das cidades.

De fato, o bom senso recomendaria que as áreas urbanas fossem totalmente excluídas da aplicação dessa lei, mas, bem ao contrário, e isso teria sido possível mediante a introdução de um única parágrafo ou inciso afirmando isso de maneira clara e inequívoca.  Os problemas ambientais das cidades são de natureza totalmente diferentes daqueles encontrados no meio rural.  Mas, ao contrário, Aldo Rebelo optou por incorporar à sua proposta algumas tolices antes já aprovadas pelo abúlico Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA.

De fato, são muitas as inconsistências da versão proposta por Aldo Rebelo, entre as quais a inclusão de uma definição otária de área urbana consolidade – sobre a qual não diz mais nada.  Área urbana consolidada “que além de malha viária implantada,tenha, no mínimo, três dos seguintes elementos de infraestrutura urbana implantados: a) derenagem de águas pluviais urbanas, b) esgotamento saniatário, c) abastecimento de água potável, d) distribuição de energia elétrica, ou (e) limpeza urbana, coleta e manjeo de resíduos sólidos.

De um lado, aprovar um loteamento ou projeto de desenvolvimento urbano numa área que tenha um proprietário sera dificil, já que a criação de novas áreas urbanas ou de expansão urbana esbarrará com as tolices do código florestal.  De outro, mesmo no caso de ocupação de baixa renda, esses além da “malha viária” conseguir tres desses serviços sociais é bastante difícil.

O texto de Aldo é uma sopa de conceitos jurídicos indeterminados como esse, que farão com que tudo permaneça como está no que se refere à expansão das cidades ou mesmo à edificação em áreas onde a expansão já foi aprovada pelos municípios mais ainda não ocorreu.  Os prefeitos poderia e deveriam ter sido consultados; os prefeitos poderiam e deveriam ter se organizado para expressar os seus pontos de vistaz.

Fora isso, no que se refere à cretinice ambientalista da definição de “áreas rurais consolidadas”, cuja “função ecológica” é nenhuma, vale dar uma olhada num trecho da apresentação feita ao Senado pelo Dr. Evaristo de Miranda com base num trabalho pela EMBRAPA Monitoramento por Satélite.  As imagens mostram algumas das áreas que Marina Silva e seus asseclas gostariam de trazer de volta ao estágio de extrativismo.

As imagens falam por si!

Amazônia, Mudanças Climáticas e Código Florestal

Email This Post Email This Post

Enquanto o Brasil perde tempo com o debate infindável sobre um “Código” Florestal inútil, absurdo, com traços de Ordenações Manoelinas, tem gente fazendo pesquisa séria, e não são as ONGs.

A “suspeitíssima” NASA acaba de divulgar uma análise dos impactos da seca de 2010 sobre as florestas amazônicas.

“Entre julho e setembro de 2010, uma seca severa atingiu a bacia Amazônica. O rio Negro, tributário do rio Amazonas, atingiu o seu mais baixo nível em 109 anos. E incêndios espontâneos foram de controle esparramaram fumaça nas áreas de seca. Mas como isso tudo afetou as árvores?”

Os cientistas – e não as ONGs – já observaram que um maior número de brotos de folhas de árvores ocorre durante os períodos de vazante. Talvez uma reação da vegetação à escassez de água. Mas a seca de 2005 matou árvores e reduziu esse crescimento em locais cuidadosamente monitorados. Com essas observações conflitantes, os cientistas têm um novo desafio: obter indicadores sobre o que acontece com essas florestas nos períodos de seca.

Uma análise mais apurada ”permitirá estimar o que acontecerá em decorrência da aceleração das mudanças climáticas, quando os períodos de seca serão mais freqüentes e mais acentuados” – afima a NASA.

Há anos, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE entregou ao Governo brasileiro – e, em particular, à Marina Silva – um extenso relatório sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil, indicando a tendência à transformação das florestas amazônicas em savanas.  Mas quem cuida de “política partidária” ou é “defensor da lei” não se importa nadinha com a opinião de cientistas, e o relatório foi para a gaveta.

Talvez, aí, haja necessidade do IBAMA intensificar a sua fiscalização e determinar que os proprietários façam o replantio das áreas atingidas por incêndios, e que o MP leve à prisão os proprietários que não forem bem sucedidos nessa empreitada.  Afinal, eles devem ser considerados os grandes responsáveis pelas mudanças climáticas.  E que se danem, juntamente com a tal da realidade.   Que ela – a tal da realidade – adeque-se às leis!

A imagem abaixo mostra as áreas monitoradas pelos satélites da NASA depois de feitas as correções necessárias em decorrência da presença de nuvens e aerossóis.

Seca na Amazônia em 2010

Os pontos em tons vermelhos indicam os de maior redução da vegetação e da fotossíntese em relação às médias normais.

A NASA disponibiliza imagens e suas interpretações através de seu Observatório da Terra.  Com frequência, enchentes anormalmente duradouras e incêndios espontâneos até mesmo em áreas de pastagens podem ser vistas.  E uma newsletter encontra-se disponível para subscrição.

As imagens em vários graus de definição, o artigo e a bibligrafia – que certamente não são de interesse eleitoral dos Pallocis da vida – podem ser encontrados en  2010 Drought in the Amazon Forest.

A NASA também disponibiliza as imagens consolidadas de seus satélites superpostas à imagem Google Earth, para uma melhor localização das áreas afetadas e também para a melhor visualização daqueles que não “curtem muito” essa tal da realidade.

O “Código” Florestal e a Omissão Política Geral

Email This Post Email This Post

Não existem Áreas de Preservação Permanente – APPs ou Faixas Marginais de Proteção – FMPs em países sérios, que tiveram políticas de gestão ambiental bem sucedidas.  As questões dos processos erosivos dos solos é tratada em função das características dos solos, e os reservatórios de hidrelétricas ou outros têm usos múltimplos, incluindo o lazer.

Aqui é que o poder público – com minúsculas mesmo – finge que age seriamente quando discute uma revisão de um Código Florestal mais do que antiquado, na verdade demente, quando está mesmo é em busca do melhor proveito eleitoral!  O governo não ouve os seus melhores profissionais – a EMBRAPA, por exemplo -, mas ONGs gringas e interesses gringos que dão mais espaço na imprensa urbana.  O judiciário frequentemente não se interessa pelo espírito das leis, restringindo-se à métrica e ao papel de bedel de textos.  O MP que atua na área parece preferir o salto alto.

Por falar em reservatórios, vale assistir a duas reportagens curtas do Canal Rural sobre a mão de ferro do MP e da lei contra os mais fracos e outra sobre a total omissão das empresas de eletricidade, inclusive estatais.

Enquanto a coisa rola assim para os mais fracos, os muito ricos se divertem, como noticiado hoje pelo Estadão, em excelente reportagem que é comum nas mais diversas regiões do país: a ocupação das margens dos reservatórios pelos mais ricos.

Diante dos absurdos e do circo sobre a revisão do Código Florestal – que, na verdade, não “revê” nada e invade qualquer noção de pacto federativo, só mesmo citando o belíssimo poeta Bruno Tolentino – e fica aqui a minha homenagem ao amigo – que, por sua vez, abre o poema citando Alberto Torres.

 “Este estado não é uma nacionalidade. Este país não é uma sociedade; esta gente não é um povo.  Nossos homens não são cidadãos.”  (Alberto Torres)

 Um Interlúdio – Torres e Deuses (Bruno Toletino)

 
AlbertoTorres

há muitos anos

disse de nós

que não formamos

uma união

ainda não;

que, como os símios

que trocam os ramos

pelos cipós,

nos enredamos

com o ilusório

e confundimos

o bem e o mal;

que porque temos

um território

nos persuadimos

de que há um país

neste local.

 

Que nesses termos

nunca faremos

uma nação

de um matagal,

pois se não dermos

comida, teto, 

lugar, raiz

e dignidade 

ao cidadão,

ao branco e ao negro,

nosso projeto,

nossa retórica

nacional,

não passarão

de uma inverdade,

de uma ilusão

escrita a giz

no quadro-negro.

O circo em andamento ajuda um bocado a ocultar a imundície dos rios, a abundância de lixões, a inexistência de sistemas de coleta de águas pluviais nas cidades, e muito mais que serve como comprovação tácita do fracasso de nossas políticas ambientais.  Como disse minha filha, ontem, eles têm o máximo controle sobre o imposto de renda e sobre a coleta de impostos em geral, mas fazer algo parecido, por exemplo, para controlar o cronograma físico-financeiro de obras públicas, ou o agendamento de consultas em hospitais….