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	<title>Luiz Prado Blog &#187; Alimentos e Saúde Pública</title>
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	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
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		<title>Agricutura Urbana nos EUA (Sem a Tolice da Reserva Legal) &#8211; Uma Nova Realidade?</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 19:44:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentos e Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
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		<category><![CDATA[reserva legal]]></category>

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		<description><![CDATA[Aumenta o número de notícias sobre o cultivo de vegetais para alimentação humana em áreas urbanas dos EUA. Os “agricultores urbanos” e muitos especialistas atribuem o rápido crescimento dessa prática à recessão econômica.  Os temores relacionados às mudanças climáticas talvez contribuam para o desejo de estar mais próximos de suas próprias fontes de alimentos, algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aumenta o número de notícias sobre o cultivo de vegetais para alimentação humana em áreas urbanas dos EUA.</p>
<p>Os “agricultores urbanos” e muitos especialistas atribuem o rápido crescimento dessa prática à recessão econômica.  Os temores relacionados às mudanças climáticas talvez contribuam para o desejo de estar mais próximos de suas próprias fontes de alimentos, algo que nunca desapareceu completamente em países como a Alemanha e o Japão, que viveram tempos de guerra e de escassez de alimentos.</p>
<p>Nos EUA, essa prática tampouco desapareceu, ainda que tenha se mantido como forma de lazer e de educação das crianças.  Lá existe uma <a href="http://www.garden.org/articles/articles.php?q=show&amp;id=158">Associação Nacional de Jardinagem</a>, cujo site tem uma área específica para o que se poderia denominar de “jardins para a alimentação” (já que a tradução literal “jardins vegetais” soaria redundante em português), além de muitas outras informações úteis.</p>
<p>Recentemente, o diretor de pesquisa dessa organização atribuiu o rápido crescimento desse tipo de agricultura urbana à rápida elevação dos preços de alimentos e ao acelerado crescimento do número de “consumidores conscientes”.</p>
<p>Até recentemente, a idéia de “alimentos produzidos localmente” esteve associada apenas a uma elite endinheirada que podia pagar mais pelo que estava na moda.  Mas, segundo o presidente de uma das maiores redes de verduras e legumes dos EUA, a grande mudança começou com a concordata do banco de investimentos Lehman Brothers, em 2008: “a ansiedade sobre o dinehiro cresceu rapidamente, afirmou.  Mas, ao que tudo indica, o que se cresceu mesmo foi a falta de confiança no sistema financeiro como provedor de riquezas, e isso já foi um grande passo para uma mudança de rumos na economia.</p>
<p>Entrevistada, uma professora de uma pequena cidade do Kentuchy, afirmou que as suas despesas com alimentação caíram à metade com a produção própria e com a aquisição de maiores quantidades de alimentos de produtores locais para fazer conservas.</p>
<p>Essa tendência é diferente da que se encontra nas grandes cidades: não há certificação do tipo “orgânico” ou propagandas desse tipo; as pessoas produzem e compram para reduzir despesas mesmo, e usam as mais variadas técnicas para conservar os alimentos, ou os congelam.</p>
<p>“Esse é o meu verdadeiro seguro-social” – afirmou durante uma entrevista um ex-trabalhador na mineração de carvão que resolveu plantar.  Pedaços de terras nas encostas dos morros estão se transformando em “jardins de alimentos” com grande velocidade.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=gdGD19Mo9fc">Imagens da agricultura urbana</a> em plena área urbana de Sacramento, capital da Califórnia, são uma boa ilustração do assunto.  Felizmente, eles não têm, lá, jovens ingênuos, bem intencionados e autoritários do Ministério Público que insistem na aplicação da reserva legal até mesmo em áreas urbanas.  Na verdade, eles simplesmente não têm esse conceito de reserva legal, intocada e que deve ser mantida com vegetação nativa até mesmo no semi-árido nordestino.</p>
<p style="text-align: left;">Os conceitos de áreas de infiltração para recarga do lençol freático, controle de poluição e contenção de cheias, bem como de segurança alimentar para as áreas urbanas e de proteção da biodiversidade são bem mais sofisticados <span style="text-decoration: underline;">e efetivos</span> do que essa mega-tolice nacional.  Mas esses são outros assuntos.</p>
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		<title>Código Florestal e Pressões do Agronegócio dos EUA: Florestas Aqui, Empregos Lá</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 03:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentos e Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade Sócio-Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Transgênicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando ficou claro que a administração Obama sonhava com o estabelecimento de limites para as emissões de gases causadores de mudanças climáticas, o agronegócio negócio norte-americano aproveitou os temores dos maiores responsáveis por tais emissões &#8211; geradores de energia, petroleiras, indústrias &#8211; e desencadeou forte campanha pela defesa das florestas tropicais, em particular no Brasil. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando ficou claro que a administração Obama sonhava com o estabelecimento de limites para as emissões de gases causadores de mudanças climáticas, o agronegócio negócio norte-americano aproveitou os temores dos maiores responsáveis por tais emissões &#8211; geradores de energia, petroleiras, indústrias &#8211; e desencadeou forte campanha pela defesa das florestas tropicais, em particular no Brasil.  Essa campanha envolveu abertamente uma ONG de lá com atuação aqui, e talvez outras de forma mais discreta.</p>
<p>Ninguém com um mínimo de bom senso acredita que o agronegócio norte-americano esteja ou tenha estado em qualquer momento interessado em florestas de qualquer tipo e, ainda menos, num país distante.  Ou na biodiversidade, ou nas mudanças climáticas.  Mas&#8230; por que o Brasil?</p>
<p>Por uma razão simples, demasiadamente simples: o temor da concorrência com os produtos agropecuários brasileiros!  Eles querem a abertura do mercado brasileiro para os seus produtos de alta tecnologia mas fecham os seus mercados para as &#8220;commodities&#8221; agrícolas como o algodão e o etanol.</p>
<p>O uso de &#8220;cotas&#8221; e sobretaxas para atingir esses objetivos espúrios é o &#8220;normal&#8221; norte-americano &#8211; e o Brasil que se vire na Organização Mundial do Comércio (OMC), cujas decisões, de toda forma, não são lá muito respeitadas pelos EUA.</p>
<p>Essa campanha farsante incluiu a confecção e o envio para os congressistas de um vídeo curto sobre os riscos e potencias prejuízos para o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hNAFL8dyZ0U">agribusiness dos EUA</a> diante do crescimento das exportações brasileiras.  Essa peça publicitária usada para que o Congresso norte-americano não aprovasse lei contendo metas de redução das emissões de CO já foi mostrada neste blog, mas no atual momento vale relembrar essas raízes da mentira.</p>
<p>Com a muita grana e descaramento dessa turma, não é de se admirar que tenham crescido os recursos financeiros para ONGs de lá com <em>franchises</em> aqui acirrarem campanhas mentirosas contra o trabalho que vem sendo feito pelo Congresso Nacional em relação ao nunca votado &#8220;código florestal&#8221; (que não é código de coisa alguma, mas um fuxico de conceitos abstratos e mal costurados).  Afinal, é tão fácil capturar o imaginário de adolescentes e jovens urbanos que nada conhecem da produção de alimentos e menos ainda de conservação de solos ou de recursos hídricos.</p>
<p>Com a derrota final das proposta de Obama no Congresso dos EUA, esse apoio ao lobby feito no Brasil deveria ter-se reduzido.  Mas as pressões continuaram porque a posição brasileira na produção agropecuária internacional continua a ameaçar os interesses da produção de alimentos lá altamente subsidiada e consumidora de combustíveis fósseis.</p>
<p>De fato, os pecuaristas norte-americanos desencadearam <a href="http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/eua-produtores-tentam-vetar-carne-bovina-do-brasil-74297n.aspx">nova ofensiva</a> para contingenciar a exportação de carne brasileira.  Alegam aftosa, doença da vaca louca, qualquer mentira &#8211; e até que o gado provem de áreas desmatadas ilegalmente.  Logo eles, que têm a mais antiquada e menos sustentável produção pecuária do mundo: <span style="text-decoration: underline;">10 calorias de petróleo por caloria de alimento produzida</span>.  Uma carne vagabunda, de gado criado em grandes campos de concentração, alimentado com milho, soja, hormônios e antibióticos.  Querem manipular o preço da soja mas não querem qualquer valor agregado fora de lá.</p>
<p>E financiam ONGs &#8220;ambientalistas&#8221;.  Os impostores, é como deveriam ser conhecidos.  Não é essa a agropecuária que queremos!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Código Florestal &#8211; A Falácia da Dualidade Ruralista X Meio Ambiente</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Feb 2011 14:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentos e Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação de Solos]]></category>
		<category><![CDATA[Gerenciamento Costeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Unidades de Conservação]]></category>

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		<description><![CDATA[Se somadas as unidades de conservação, as áreas indígenas e as áreas de preservação permanente como definidas pelo antiquado Código Florestal brasileiro, ainda não contabilizadas as áreas urbanas, os espaços territoriais utilizados para infraestrutura (tais como áreas de alagamento das hidroelétricas) e outras, restam apenas 29% do território brasileiro para a produção agropecuária.  Os EUA, entre outros, evidentemente não querem ver a produção brasileira crescer e competir com os produtores norte-americanos, que recebem imensos subsídios e não são obrigados a cumprir com qualquer ítem de uma lei tão genérica (nos países sérios, esses regulamentos só valem quando definidos em cada localidade específica!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços dos produtos agrícolas sobem no mercado internacional, a FAO alerta que ainda há uma boa parcela da humanidade passando fome e que a população continua crescendo, e o governo brasileiro não ouve os mais importantes dentre os seus próprios órgãos &#8211; a EMBRAPA!</p>
<p>Similar, só o emburrecido governo Bush que mandou a NASA tirar do ar informações sobre mudanças climáticas.  Afinal, quem é a NASA para querer falar desse assunto?</p>
<p>Talvez por razões eleitorais (os votos encontram-se no meio urbano),o governo acaba ouvindo ONGs gringas e ambientalóides urbanos que preferem dizer que o substitutivo elaborado por uma Comissão do Congresso Nacional é de autoria do deputado Aldo Rebelo porque para o público leigo &#8211; tanto em meio ambiente quanto em produção agro-florestal &#8211; é mais fácil demonizar uma pessoa do que a própria instituição.  Não vão, é claro, dizer que ao longo do processo de elaboração da proposta de revisão do Código que nunca foi votado <strong>ocorreram cerca de 60 audiências públicas nas mais diversas regiões do país e foram ouvidos representantes de todos os segmentos da sociedade</strong>.</p>
<p>Como sonegar essas informações e preparar um projeto no tapetão é uma atitude com ares de <em>democracia feudal</em> &#8211; com mais impressão do que realidade democrática, e grupos partidários e outros exercendo o papel de senhores feudais -, vale rever, calmamente, uma excelente apresentação feita perante o Congresso Nacional pela equipe da EMBRAPA &#8211; Monitoramento por Satélite onde ficou demonstrado, entre outras coisas, que <strong>somadas as áreas indígenas às unidades de conservação mais de 46% da área total da Amazônia já se encontra legalmente protegida</strong>.</p>
<p>Abaixo a apresentação intitulada <strong>Alcance Territorial da Legislação Ambiental e Indigenista</strong>.  Ela é importante para quem gosta de conhecer <strong>FATOS</strong>, e não apenas de bater tambores.  Essa apresentação é especialmente importante para estudantes, mas é igualmente útil para todos os cidadãos que vivem em áreas urbanas.</p>
<p><object style="width: 500px; height: 500px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="500" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/090424_ALCANCE_CENARIOS.swf" /><embed style="width: 500px; height: 500px;" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="500" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/090424_ALCANCE_CENARIOS.swf"></embed></object></p>
<p>(A apresentação acima pode ser baixada em três partes: <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/090424_ALCANCE_CENARIOS_1de3.ppt" target="_blank">parte1 </a>| <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/090424_ALCANCE_CENARIOS_2de3.ppt" target="_blank">parte2 </a>| <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/090424_ALCANCE_CENARIOS_3de3.ppt">parte3</a>)</p>
<p>Os estudos elaborados pela EMBRAPA &#8211; Monitoramento por Satelite evidenciaram que com os requisitos do Código Florestal generalista sobram apenas 29% do território brasileiro para a produção rural.  E desses devem ser deduzidas as áreas urbanas, as áreas militares, e as áreas utilizadas para a infra-estrutura (com rodovias, ferrovias, portos, e os imensos reservatórios das hidrelétricas)!   Para não falar, é claro, da produção mineral e das vastas e crescentes partes do território utilizadas para a produção de celulose por grupos nacionais (do tipo Klabin) e estrangeiros, ou da competitividade brasileira na produção de etanol e, talvez, biodiesel.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>“Florestas Tropicais – Uma Solução para a Agricultura dos EUA”</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/06/08/%e2%80%9cflorestas-tropicais-%e2%80%93-uma-solucao-para-a-agricultura-dos-eua%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 14:18:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentos e Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio dos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[conexões promíscuas.]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>

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		<description><![CDATA[O agronegócio dos EUA rasga a fantasia e diz porque quer "salvar" as florestas tropicais e porque financia ONGs.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O título deste artigo pode ser encontrado numa campanha desencadeada pelo agro-negócio norte-americano para evitar a competição de produtos agrícolas importados de países como o Brasil e cuja página na internet pode ser visitada em <a href="http://www.adpartners.org">http://www.adpartners.org</a>.  Aí, rasga-se a fantasia da grande fraternidade dos países ricos com os nobres objetivos da proteção das florestas tropicais como fator de redução das mudanças climáticas.</p>
<p>Na página de mais essa “máfia” que finge ter interesses legítimos na proteção das florestas tropicais há um relatório contundente onde se pode ler:</p>
<p>“A destruição das florestas tropicais para a produção agrícola, de gado e de madeira levou a uma dramática expansão da produção de commodities que competem diretamente com produtos dos EUA. A proteção das florestas tropicais aumentará a renda dos produtores norte-americanos em US$ 221,3 bilhões.  Neste relatório podem ser encontrar dados estado por estado, e por setores do agronegócio tais como carne, soja, óleos vegetais, madeira, e etanol.”  O relatório pode ser baixado clicando-se em sua capa em <a href="http://adpartners.org/agriculture/">http://adpartners.org/agriculture/</a>.  O título é &#8220;Fazendas Aqui, Florestas Lá &#8211; Desmatamento nos Trópicos e a Competitividade do Agronegócio e da Indústria Madeireira dos EUA&#8221;.  É o jubileu do cinismo&#8221;</p>
<p>No vídeo,  que pode ser visto em <a href="http://adpartners.org/">http://adpartners.org</a>, para o qual infelizmente não há subtítulos ainda que a página na internet mencione como parceiros vários atores de outros países, encontra-se uma farsa que se já se tornou usual: a responsabilização das queimadas em florestas tropicais para as mudanças climáticas utilizada como forma de ocultar as elevadíssimas emissões dos países altamente industrializados como os EUA. </p>
<p>Entre essas emissões, as provenientes da produção agrícola totalmente mecanizada e dependente de insumos derivados de petróleo, desde os combustíveis até os fertilizantes.</p>
<p>Mas o resumo do que é dito no vídeo que serve de âncora para a campanha é simples, demasiadamente simples:</p>
<p>“As queimadas em florestas tropicais são responsáveis por mais emissões do que aquelas geradas pela totalidade dos carros, caminhões, aviões e navios” – afirma a peça publicitária do agro-negócio norte-americano.</p>
<p> “Você sabia que salvando as florestas podemos economizar bilhões de dólares para os consumidores norte-americanos? Você sabia que salvando as florestas empregos nos EUA serão protegidos? Que salvando as florestas criam-se oportunidades de trabalho nos EUA?”</p>
<p>As imagens de queimadas nas florestas são sucedidas de imagens de americanos felizes dirigindo os seus tratores!</p>
<p>E continua a publicidade impostora: “não são necessárias novas tecnologias, não são necessários novos sistemas”.  E aí, imagens do Congresso norte-americano, como instância que pode proteger o agronegócio dos EUA.</p>
<p>Esses são apenas alguns dos grupos de interesse que sempre impediram que os EUA subscrevessem ao Protocolo de Kyoto ou adotasse qualquer meta de redução da emissão de gases causadores de mudanças climáticas e que agora lutam para que não seja aprovada a lei sobre o assunto que se encontra parada no Senado norte-americano.</p>
<p>Entre os parceiros dessa iniciativa são listadas algumas ONGs dos EUA que atuam no Brasil. Agora é possível saber quem financia quem no jogo de lobbies em torno do Código Florestal brasileiro. </p>
<p>Ninguém de bom senso acredita que o inverso seria possível, isto é, que ONGs brasileiras ou financiadas por brasileiros possam fazer lobby junto a congressistas norte-americanos e dar palpites em questões de política interna sem terem as suas fontes de receita vasculhadas pelo FBI e pela CIA.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">Vale evitar a demagogia &#8220;ambientalista&#8221; em torno de um debate sereno sobre o Código Florestal no Congresso Nacional.  Até porque os profissionais, pesquisadores e cientistas altamente qualificados que trabalham diariamente no controle da poluição nos órgãos estaduais de meio ambiente, os da EMBRAPA, os do INPE, e outros, não são otários e não se auto-denominam &#8220;ambientalistas&#8221;.  Os ambientalistas sérios não ficam por aí fazendo teatrinho de guerrilha para dar a impressão de que são muitos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Substâncias Cancerígenas &#8211; Aumentam os Riscos de Exposição Humana</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 00:27:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentos e Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo e Responsabilidade Socio-Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto naufragam (com trocadilho) as tentativas de controlar o mega-vazamento de óleo no Golfo do México e o governo americano inventa atentados terroristas feitos com fogos de artifício para distrair a atenção do povo norte-americano, ganha pouco espaço na imprensa um novo relatório sobre a importância da massiva presença de produtos químicos não regulados no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto naufragam (com trocadilho) as tentativas de controlar o mega-vazamento de óleo no Golfo do México e o governo americano inventa atentados terroristas feitos com fogos de artifício para distrair a atenção do povo norte-americano, ganha pouco espaço na imprensa um novo relatório sobre a importância da massiva presença de produtos químicos não regulados no meio ambiente e as suas conseqüências para a disseminação do câncer.</p>
<p>O novo relatório do Painel Presidencial Sobre o Câncer pode ser encontrado, em sua versão original, em inglês, no link abaixo.</p>
<p><a href="http://deainfo.nci.nih.gov/advisory/pcp/pcp08-09rpt/PCP_Report_08-09_508.pdf">http://deainfo.nci.nih.gov/advisory/pcp/pcp08-09rpt/PCP_Report_08-09_508.pdf</a></p>
<p>Não se trata de um estudo preparado por ambientalistas ou vegetarianos, mas sim por renomados especialistas, com o timbre Instituto Nacional do Câncer e do Ministério da Saúde e Serviços Humanos do governo dos EUA.</p>
<p>Alguns trechos do Sumário Executivo do relatório dizem mais do que qualquer tentativa de narrar o seu conteúdo.</p>
<p>“A despeito da redução na mortalidade, (&#8230;) 41% dos norte-americanos terão um diagnóstico de câncer em algum momento de suas vidas e 21% morrerão de câncer.”</p>
<p>“O crescimento da incidência de câncer, inclusive aqueles mais comuns entre as crianças, não pode ser explicado.  (&#8230;) Entre os fatores que impedem o controle dos riscos do câncer encontra-se (&#8230;) a baixa efetividade da regulamentação da presença de substâncias químicas no meio ambiente e outras formas perigosas de exposição.</p>
<p>“A abordagem regulatória do governo norte-americano é reativa e não adota o princípio da precaução.  Ou seja, em lugar de adotar medidas preventivas quando existem incertezas sobre o dano potencial de uma substância química, o risco deve ser comprovado sem controvérsias antes que medidas sejam tomadas para reduzir a exposição.  Mais do que tudo, em lugar de exigir da indústria ou de qualquer proponente de uma nova substância química que a sua segurança seja comprovada, recai sobre a população o peso da prova de que a exposição ambiental de um composto químico é danoso.  Apenas algumas centenas das mais de 80.000 substâncias químicas em uso nos Estados Unidos foram testadas no que se refere à sua segurança para a saúde.</p>
<p>“Algumas dessas substâncias químicas são encontradas no sangue, na placenta e no leite materno.  Dessa forma, tais substâncias químicas estão passando de uma geração para a outra.</p>
<p>“ A fabricação de produtos e os processos industriais introduzem um grande número de riscos ocupacionais e exposições ambientais experimentadas pelos norte-americanos.  (&#8230;)  Numerosas substâncias químicas integram os produtos industriais ou neles permanecem como resíduos.  Além disso, no esforço para fabricar produtos industriais e de consumo de maneira mais efetiva, novas substâncias químicas estão sendo criadas ou utilizadas em outras aplicações.</p>
<p>“A totalidade da população norte-americana encontra-se exposta diariamente a substâncias químicas de uso agrícola, algumas das quais são também utilizadas em residências ou no meio urbano.  Muitos desses compostos químicos são comprovadamente ou potencialmente cancerígenos, ou tem propriedades danosas para o sistema endócrino.  Pesticidas (inseticidas, herbicidas e fungicidas) aprovados pela Agência de Proteção Ambiental contem cerca de 900 ingredientes ativos, muitos dos quais são tóxicos.”</p>
<p>A tradução desse relatório para o português pode ser uma bela iniciativa da ANVISA, do Conselho Federal de Medicina, do Ministério da Saúde ou do Instituto Nacional do Câncer, entre outros órgãos.</p>
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		<title>Segurança Alimentar &#8211; A Inglaterra Dá o Seu Primeiro Passo</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 02:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentos e Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>

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		<description><![CDATA[O ministro de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais da Inglaterra divulgou, ontem, a estratégia do governo para a segurança alimentar nos próximos 20 anos, como parte da estratégia de adaptação às mudanças climáticas. “A segurança alimentar é importante para o bem estar futuro deste país e para o mundo, da mesma forma que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais da Inglaterra divulgou, ontem, a estratégia do governo para a segurança alimentar nos próximos 20 anos, como parte da estratégia de adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>“A segurança alimentar é importante para o bem estar futuro deste país e para o mundo, da mesma forma que a segurança energética.  Nós precisamos produzir mais alimentos.  Nós precisamos fazer isso de maneira sustentável.  E nós precisamos assegurar que a nossa alimentação seja saudável.” – declarou o ministro Hillary Benn durante o lançamento do programa, numa Conferência de Produtores Rurais em Oxford.</p>
<p>Na ocasião, ele propôs uma revolução tecnológica na produção de alimentos orientada para o bem estar dos cidadãos.  O documento, formulado de forma coordenada com outros ministérios, chama-se Alimentos 2030 e busca, entre outras coisas, <strong>apoiar o consumo de alimentos produzidos localmente</strong>.  Os ministros envolvidos em sua formulação afirmam que isso pode aumentar as habilidades dos cidadãos ingleses para a produção de alimentos, bem como trazer melhoras para a sua saúde física e mental.</p>
<p>Em seu discurso, o ministro recomendou, ainda, a redução do consumo de carne por sua contribuição para as mudanças climáticas. Já a Comissão de Desenvolvimento Sustentável mostrou-se mais cautelosa quanto ao assunto afirmando que não há evidências de que todas as formas de produção de carne gerem a mesma quantidade de gases causadores de mudanças climáticas e, o que é mais importante, ressaltou que <strong>essa produção pode ser a única alternativa econômica para algumas áreas montanhosas</strong>.</p>
<p>A representante da Associação de Solos afirmou que “ainda sendo verdade que precisamos comer menos carne vermelha, o fato é que desde que o gado seja alimentado em pastagens esse tipo de produção pode ter um papel importante na redução das emissões de carbono.</p>
<p><strong>Há acordo quanto à necessidade de reduzir o uso de fertilizantes, de pesticidas e de combustível na produção e na distribuição de alimentos.  O mesmo acontece em relação à necessidade de reduzir o poder das grandes redes de supermercados que controlam cerca de 80% d distribuição de alimentos</strong>.</p>
<p>Duras críticas foram feitas ao documento por não fazer referências à necessidade de que as crianças sejam ensinadas a reduzir o consumo de comida-lixo (alimentos processados industrialmente em geral) bem como pela omissão em relação aos transgênicos.</p>
<p>O relatório faz cita, ainda, a vulnerabilidade dos canais de importação de alimentos e água.  Mais de 90% dessa importação é feita através de portos e altamente concentradas em 6 deles.  “Portos são vulneráveis a danos por tempestades ou devido às mudanças climáticas” – afirma o relatório.  O porto de Tilbury é o canal de entrada para a maior parte do açúcar, pelo porto de Liverpool entra quase toda a soja, e o porto de Southhampton é a única porta de entrada para perecíveis vindos das Ilhas Canárias.  O relatório recomenda que outros portos sejam equipados para receber esses alimentos.</p>
<p>É auspicioso saber que eles se permitem o livre debate de idéias, não se tornam reféns de dogmas e a discordância não é vista como “oposição”.  Ainda com um território muito menor que o do Brasil, a Inglaterra não tem um &#8220;Código Florestal&#8221; e protege os seus recursos naturais de maneira bastante efetiva.</p>
<p>***</p>
<p>O texto integral e o sumário executivo do documento, em inglês, estão disponíveis em<br />
<a href="http://www.defra.gov.uk/foodfarm/food/strategy/index.htm">http://www.defra.gov.uk/foodfarm/food/strategy/index.htm</a>.</p>
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		<title>As Enganações da Coca-Cola e os Produtos &quot;Caseiros&quot; Industrializados</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 23:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentos e Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade Enganosa - por Raquel Valentini]]></category>

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		<description><![CDATA[A Cola-Cola faz propaganda enganosa quando anuncia sucos do jeito que você faz em casa, com gominhos de laranja, para vender um produto que é cozido, desidratado, congelado, e depois adicionado com água e sabores artificiais. O consumidor vê nas prateleiras de suco dos supermercados uma embalagem muito convidativa, que lembra uma toalha de mesa, lembra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial">A Cola-Cola faz propaganda enganosa quando anuncia sucos <em>do jeito que você faz em casa, com gominhos de laranja</em>, para vender um produto que é cozido, desidratado, congelado, e depois adicionado com água e sabores artificiais.</span><strong><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial"> <span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal">O consumidor vê nas prateleiras de suco dos supermercados uma embalagem muito convidativa, que lembra uma toalha de mesa, lembra fazenda, toalha de mesa da fazenda&#8230; algo bem aconchegante&#8230; a casinha bem cuidada da fazenda e seus frutos recém saídos do pé: Laranja caseira.</span></span></strong> <strong> </strong> 
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/laranja-caseirajpjeg.jpg" title="laranja-caseirajpjeg.jpg"><img src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/laranja-caseirajpjeg.jpg" alt="laranja-caseirajpjeg.jpg" /></a></p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; font-size: 15px; color: #333333; font-family: Arial">O consumidor e a embalagem:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial">Na embalagem, o fato de dizer que é <em><span style="font-family: Arial">caseira &#8211; com gominhos de laranja,</span></em> entende-se que é feito da polpa e no máximo deve conter algum ‘ante’ para segurar o suco por mais tempo. Feliz por ter um suco mais próximo do natural em caixinha, essa informação leva-o a consultar os ingredientes. “Por que um suco que se diz caseiro mistura suco, polpa e água?” Ele imagina que o ‘polpa’ sejam os gominhos. Como o suco é caseiro numa embalagem tetrapak e com ‘ácidos’ e ‘antes’ mesmo não sabendo o que isso significa exatamente? Para um leigo no assunto (diga-se os consumidores em geral), qual a diferença entre néctar e suco? Já nas informações nutricionais surge mais uma dúvida: como é caseiro e só contém carboidratos e calorias? Cadê as vitaminas da laranja (Vitamina C)?</span></p>
<p><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial">Ao procurar o responsável pelo produto para serem tiradas as dúvidas, encontra-se uma fazenda situada no Espírito Santo e a palavra Coca-Cola escrita em fontes pequenas no símbolo do SAC. Logo acima do nome do produto está a marca Minute Maid Mais, então deve ser com a Coca-Cola que o consumidor tira suas dúvidas.</span>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; font-size: 15px; color: #333333; font-family: Arial">Aos fatos:</span></p>
<p><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial">Polpas e concentrados de frutas são feitos a partir do suco da fruta, aquecidos em altas temperaturas em torno de 7 horas, evaporando o excesso de água (leia-se vitamina das frutas), reduzidas a uma espécie de xarope. Por conta desse cozido, não há seleção das frutas junto aos produtores e o transporte desses concentrados para as fábricas fica mais barato (redução da água = peso).  Na fábrica, esse “xarope” é misturado à água tratada da rua, açúcar, conservantes, e aroma idêntico ao natural (leia-se artificial). Para exemplificar no dia-a-dia, é a mesma coisa que pegar qualquer laranja, espremer o suco, colocar numa panela, ligar o fogo a 180 graus e deixar cozinhando o suco por horas.</span>
<p class="MsoNormal"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; font-size: 15px; color: #333333; font-family: Arial">Às evidências:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial">A embalagem de qualquer produto é uma forma de publicidade, por isso se encaixa nas regras aplicadas à atividade:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial">O nome do produto refere-se aos sucos caseiros e o próprio texto de apresentação inicia com: <em><span style="font-family: Arial">sabe aquela laranja que você faz em casa</span></em> quando é proibida a comparação de um produto industrializado com o que é feito em casa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial">O código publicitário exige a apresentação correta das características de sabor, tamanho, etc. Além de não mencionarem o processo do suco cozido, a embalagem não menciona que os <em><span style="font-family: Arial">gominhos de laranja</span></em> são feitos de partículas de gelatina imitando os gominhos e que o <em><span style="font-family: Arial">aroma da fruta fresca </span></em>é artificial.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial">O código também prevê que as informações contidas tem o dever não gerar confusão quanto à qualidade, natureza (natural ou artificial), “bem como quanto à presença de aditivos, quando for o caso.” Em momento algum diz que é um suco artificial, e sim, utiliza a palavra néctar uma hora e suco</span></p>
<personname productid="em outra. Será" w:st="on"></personname>em outra. Será que o consumidor sabe que néctar é o suco mais pobre na cadeia de sucos?  
<p class="MsoNormal"> </p>
<p><span lang="PT-BR" style="font-size: 11pt; color: #333333; font-family: Arial"><strong>Raquel Valentini</strong></span>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal">(Iniciamos, aqui, uma série de artigos sobre &#8220;ética na publicidade&#8221;, incluindo as embalagens, de autoria de Raquel Valentini, que concluiu o seu curso de Communicação Social com especialização em Publicidade e Propaganda, no Instituto Superior de Educação da Paraíba, tendo apresentado a monografia intitulada &#8220;Publicidade e Meio Ambiente &#8211; Ausëncia de Ética nas Campanhas Ambientais&#8221;, na qual analisa a publicidade da Petrobras sobre a proteção do meio ambiente. </p>
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		<title>Contaminação da Água de Abastecimento Público X Mal de Alzheimer</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 11:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentos e Saúde Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Saneamento Básico]]></category>

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		<description><![CDATA[“Como os demais países em desenvolvimento, o Brasil deverá igualar-se, nas próximas décadas, aos do primeiro mundo no que diz respeito ao mal de Alzheimer, a condição mais crítica que se conhece de degeneração cerebral&#8230;”.   A afirmação é do notável médico e pesquisador Helio Póvoa, em seu livro Nutrição Cerebral, leitura indispensável para epidemiologistas e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"></span><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">“Como os demais países em desenvolvimento, o Brasil deverá igualar-se, nas próximas décadas, aos do primeiro mundo no que diz respeito ao mal de Alzheimer, a condição mais crítica que se conhece de degeneração cerebral&#8230;”. <span>  </span>A afirmação é do notável médico e pesquisador Helio Póvoa, em seu livro Nutrição Cerebral, leitura indispensável para epidemiologistas e, sobretudo, para as autoridades da área da saúde, bem como para os leigos.</span><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"> </span></span><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">A doença de Alzheimer deveria ser objeto de políticas preventivas de saúde pública, e não apenas da gana dos laboratórios farmacêuticos por maiores lucros. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">De fato, diversos estudos sugerem a ligação entre essa doença e a contaminação por alumínio.  Não há estudos conclusivos, mas há muito a Organização Mundial de Saúde &#8211; OMS reconhece que o alumínio tem efeitos negativos nas funções cerebrais, no desenvolvimento do sistema neurológico e nos ossos.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">Ainda que estudos da OMS indiquem que a absorção de alumínio residual existente na água potável corresponda a apenas 5% a 10% da absorção total das pessoas, os países desenvolvidos têm sido cautelosos ao assunto, amplamente estudado e debatido.  </span><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"> O restante da absorção de alumínio por seres humanos viria de diversas fontes, incluindo desde as panelas usadas no cozimento de alimentos até anti-ácidos e aditivos amplamente usados nos alimentos industrialmente processados.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"></span><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">No Brasil, u</span></span></span><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">m estudo publicado em 2001 indicava a presença de níveis inaceitáveis de alumínio em 100% das amostras de água de abastecimento público nos municípios de São Gonçalo e de Duque de Caxias &#8211; no Rio de Janeiro &#8211; , abastecidos a partir de sistemas diferentes – Acari e Imunana-Laranjal.  </span></span></span><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">Esses sistemas de captação, tratamento e distribuição de água não abastecem apenas esses dois municípios.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">O estudo – intitulado “Importância da análise de água para a saúde pública em duas regiões do Estado do Rio de Janeiro: enfoque em coliformes fecais, nitratos e alumínio” é de autoria dos professores Marcelo Bessa de Freitas, do Núcleo de Saúde Coletiva da UFRJ, Liz Maria de Almeida, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, e Ogenis Magno Brilhante, do Instituto de Estudos Urbanos de Roterdam. <span> </span>A versão integral da pesquisa pode ser encontrada em <a href="http://www.scielo.br/pdf/csp/v17n3/4647.pdf"><font color="#800080">www.scielo.br/pdf/csp/v17n3/4647.pdf</font></a>.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">Os padrões de potabilidade de água para consumo humano estão definidos, no Brasil, pela Portaria n<sup>o</sup> 518/2004 do Ministério da Saúde. <span> </span>Essa norma permite que os programas e resultados do monitoramento sejam feitos pelas próprias concessionárias dos serviços, que usualmente não os divulga, ainda que algumas, como a SABESP, o faça em sua página na internet. <span> </span>Esses programas deveriam ser auditados por instituições autônomas independentes das concessionárias de água e esgoto, por razões óbvias.  Auditar a si próprio não é uma prática recomendável em lugar nenhum do mundo, em nenhum setor da atividade humana.</span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">A violação dos padrões de alumínio &#8211; entre outros &#8211; não é &#8220;privilégio&#8221; de nenhuma concessionária em particular e certamente pode ocorrer na água de muitas outras prestadoras de serviços de abastecimento de água, estaduais, municipais, públicas ou privadas.  </span></span></span></span><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">Em Santa Catarina, o Ministério Público estadual abriu inquérito sobre o assunto em 2008.</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"></span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">Estudos feitos por solicitação da Organização Mundial de Saúde &#8211; OMS indicaram que na década de 90 as concentrações de alumínio na água distribuída à população na Alemanha variavam de 0,01 mg/litro a 0,2 mg/litro, enquanto 2,7% da população recebiam água com concentrações mais altas de alumínio.  Num amplo programa de monitoramento feito na Inglaterra nesse mesmo período, apenas 0,7% das amostras indicaram concentrações superiores a 0,2 mg/litro.  No entanto, episódios de concentrações residuais de alumínio mais elevadas ocorreram na Irlanda do Norte e em regiões dos EUA (onde foram constatadas concentrações máximas 2,5 vezes superiores aos limites máximos estabelecidos pela norma).  Nos países sérios, esses problemas são amplamente debatidos em público sem que ninguém ache que há qualquer difamação na divulgação de informações.</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">A OMS considera que a operação correta de uma grande estação de tratamento de água pode assegurar concentrações residuais de alumínio de 0,1 mg/litro.  Isso significa que desjustes temporários ou não na operação dessas estações pode deixar, na água, concetrações residuais mais elevadas.</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">***</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">O uso de panelas de alumínio aumenta a ingestão desse metal tóxico, de acordo com estudos de pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, que detectou elevadas quantidades de alumínio na simples preparação de arroz e feijão.<span>  </span>O sal colocado na água durante a preparação de alimentos em panelas de alumínio aumenta a condutividade da água, resultando num aumento de 25% das concentrações de alumínio nos alimentos.<span>  </span>Pesquisadores da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UNICAMP também recomendam evitar que alimentos sejam cozidos ou armazenados em utensílios de metal.</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">***</span></span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR"><span style="font-family: Arial" lang="PT-BR">Outra interessante análise das questões relacionadas ao uso de alumínio no tratamento de água, feita por André Trigueiro, foi publicada em O Globo em maio de 2003 e pode ser encontrado em <a href="http://www.recicloteca.org.br/agua/trig-quim.htm">www.recicloteca.org.br/agua/trig-quim.htm</a>.  André Trigueiro, que escreveu sobre as quantidades de sulfato de alumínio utilizado pela SABESP e pela CEDAE (na estação do Guandu) chama a atenção para um fato importante: &#8220;se o Guandu fosse um tecnicamente limpo, a quantidade de sulfato de alumínio necessária para tornar a água bruta própria para o consumo seria de apenas 28 toneladas por dia&#8221;, muito inferior às 280 toneladas diárias então utilizadas (que atingiriam 840 toneladas nos dias de chuva).</span></span></span></span></p>
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