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	<title>Luiz Prado Blog &#187; Assuntos Diversos</title>
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	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
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		<title>Extra! Extra! &#8211; Greenpeace e Outros Ongolóides Descobrem &#8220;Gente Pobre&#8221; na Amazônia</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 14:56:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Franquias brasileiras de ONGs estrangeiras e suas parceiras locais também financiadas com dinheiro externo anunciaram uma sensacional descoberta (para o padrão mental delas): existem “humanóides” na Amazônia.  A notícia foi veiculada numa “reportagem” feita no quadro de contenção de despesas de O Globo que se propõe a fazer jornalismo telefônico e sem sair da redação.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Franquias brasileiras de ONGs estrangeiras e suas parceiras locais também financiadas com dinheiro externo anunciaram uma sensacional descoberta (para o padrão mental delas): existem “humanóides” na Amazônia.  A notícia foi veiculada numa “reportagem” feita no quadro de contenção de despesas de O Globo que se propõe a fazer jornalismo telefônico e sem sair da redação.  De São Paulo, o repórter descobriu que de uma população de 7 milhões de habitante do Estado do Pará, cerca de 1,5 milhão ou metade da população rural vivem em “assentamentos”.</p>
<p>Os números da “reportagem” de O Globo limitam-se ao Pará, por falta de informações, falta de interesse pela pesquisa ou por se tratar de reportagem induzida pelas próprias ONGs (sim, O Globo se presta a esses papéis).  O fato é que a população da região Norte do Brasil é de 15,9 milhões e, como os ongolóides gostam de confundir Amazônia Legal com Amazônia quando isso lhes interessa, pode-se falar de uma população superior a 20 milhões.</p>
<p>No passado recente foi moda falar nos “povos da floresta”, mas essa expressão foi rapidamente banida do jargão ongolóide talvez pelo incômodo que os tais “povos” causavam à conveniente fantasia das florestas intocadas.  Agora, são esses povos que incomodam a floresta, e os ongolóides querem mais “fiscalização”.  Talvez um destacamento da Guarda Nacional em cada assentamento ou um programa de governo com um belo nome de fantasia: “bolsa polícia federal”, assegurando a cada família um poloicial.</p>
<p>Para o representante do Greenpeace, “<strong>o desmatamento causado por assentamentos é como um cupim que vai comendo a floresta pelas bordas</strong>”.   Imagina, então, se essa gente resolve comer e ainda por cima plantar ou criar algum gado para abastecer os centros urbanos &#8211; de todos os tamanhos &#8211; na Amazônia?  Pobre tem cada uma!!!  Se esse &#8220;cupim&#8221; &#8211; &#8220;gentinha&#8221; &#8211; não for bem fiscalizado, daqui a pouco vai querer até serviços de saúde, acesso à educação, energia elétrica e quem sabe celulares!!!  Tsc, tsc, tsc.  Pobre tem cada uma!&#8230;.</p>
<p>Ongolóide não gosta mesmo de gente, e ainda menos de pobres!  Gente só é tolerável quando faz doações para as suas campanhas!</p>
<p>A “reportagem” de O Globo segue entrevistando apenas ongolóides.  Um representante do WWFR no Brasil – que atende pelo sugestivo nome de Scaramuzza – afirma que é preciso ensinar os pequenos produtores a praticar uma agropecuária sustentável, além do agroextrativismo.  Quem sabe uma pequena parcela dos 22 bilhões de dólares de investimentos financeiros do WWF possam ser destinados a demonstrar que é possível alguém viver do tal agroextrativismo?  Ou será que ele está se referindo ao tipo de agricultura praticado na terra-natal do WWF, nos EUA, onde são necessárias de 7 a 10 calorias de combustíveis fósseis para produzir uma caloria de alimentos?</p>
<p>Para simplificar uma longa história, vale rever fotos já aqui públicadas sobre como é a vida real em qualquer pequena cidade às margens da bacia hidrográfica da Amazônia – não tão diferente do que acontece no Tietê ou na baía de Guanabara.  Essa história de gente pobre é realmente insuportável para quem fala de Amazônia nas redações refrigeradas da grande imprensa ou nos restaurantes paulistanos.</p>
<p>Divirtam-se!   Afinal, para eles os problemas ambientais se ressumem às florestas.  E nunca dirão aos seus patrocinadores que cerca de 45% da Amazônia já são unidades de conservação ou terras indígenas.  Se não, arriscam perder a bolsa-teta.</p>
<div id="attachment_914" class="wp-caption alignleft" style="width: 650px"><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Blog.Solimões-Manacaparu-I.jpg"><img class="size-full wp-image-914" title="Solimões - Manacaparu I" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Blog.Solimões-Manacaparu-I.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Manacaparu - Às Margens do Soiimões</p></div>
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		<title>&#8220;Desenvolvimento Socio-Ambiental&#8221; no Porto do Açu &#8211; Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 21:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Gerenciamento Costeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolviemnto Socio-Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Eike Batista]]></category>
		<category><![CDATA[Poroto do Açu]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse é o exemplo máximo do &#8221;desenvolvimento socio-ambiental&#8220; à moda do chefe! Vale assistir TODO o excelente trabalho dos estudantes de jornalismo cujos nomes se encontram ao final do documentário.  Qualquer comentário sobre o amontoado de leis e regulamentos jogados no lixo é redundante diante das imagens.  Parabéns, também, ao professor que os orientou os estudantes. Os ongolóides do &#8220;desenvolvimento sócio-ambiental&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é o exemplo máximo do &#8221;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=RA9h2AKGlSc&amp;feature=player_embedded#at=504">desenvolvimento socio-ambiental</a>&#8220; à moda do chefe!</p>
<p>Vale assistir TODO o excelente trabalho dos estudantes de jornalismo cujos nomes se encontram ao final do documentário.  Qualquer comentário sobre o amontoado de leis e regulamentos jogados no lixo é redundante diante das imagens.  Parabéns, também, ao professor que os orientou os estudantes.</p>
<p>Os ongolóides do &#8220;desenvolvimento sócio-ambiental&#8221; ainda não se pronunciaram!</p>
<p>No Brasil, a mera expulsão de pessoas de suas propriedades sempre foi feita com o enchimento de barragens de hidrelétricas.  Mais tarde, também com a criação de parques de papel e de outras unidades de conservação, mas aí o roubo é gradual, ainda que igualmente &#8220;na mão grande&#8221;.</p>
<p>Mas o uso de recursos públicos para fazer desapropriações em benefício de uma única empresa é uma novidade!  Nesse caso, o interesse social foi apenas uma &#8220;ação entre amigos&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Belezas da Holanda &#8211; Impensáveis no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jun 2011 21:31:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>

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		<description><![CDATA[Para o feriado prolongado, nada como um pouco de beleza. Infelizmente, não foi possível traduzir a abertura em italiano na qual se diz que Giethoorn, uma cidade sem ruas e estradas, existe de verdade, na Holanda. Aqui, com uma lei que foi apelidada de &#8220;código&#8221;, esse tipo de beleza seria inviável. Vale dizer que há dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para o feriado prolongado, nada como um pouco de beleza.</p>
<p>Infelizmente, não foi possível traduzir a abertura em italiano na qual se diz que <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Giethoorn-villaggio-senza-strade-CS.pps">Giethoorn, uma cidade sem ruas e estradas</a>, existe de verdade, na Holanda.</p>
<p>Aqui, com uma lei que foi apelidada de &#8220;código&#8221;, esse tipo de beleza seria inviável.</p>
<p>Vale dizer que há dois tipos de proteção dos recursos hídricos: qualitativa e quantitativa.  No que se refere aos aspectos qualitativos &#8211; o controle da poluição e da biota aquática &#8211; , avançamos quase nada.</p>
<p>No que se refere aos aspectos quantitativos, a proteção não depende apenas &#8211; e nem principalmente &#8211; de qualquer faixa de proteção arbitrária, mas das taxas de impermeabilização dos solos e do encaminhamento adequado de águas de chuvas (escorrimento superficial) das cidades para recarga do lençol freático.</p>
<p>Os holandeses, que conhecem o convívio com a água melhor do que ninguém, conhecem MESMO, e não nunca se deixaram levar por lorotas de ONGs.  Eles tem governo.  E uma sólida comunidade científica / tecnológica na área de hidrologia / hidráulica.</p>
<p>Tenham, todos, um excelente fim de semana!</p>
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		<title>Minas Gerais, Mineração e Corrupção Institucional</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Mar 2011 02:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
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		<description><![CDATA[Há poucos dias, o Valor Econômico, que tem excelente cobertura dos temas ambientais, publicou reportagem intitulada &#8220;Siderurgia transforma região do Alto Paraopeba&#8221;, em Minas Gerais.  O parágrafo inicial evidencia um jornalismo da melhor qualidade devido à capacidade de síntese do desastre em andamento e anunciado. &#8220;Do alto das colinas que cercam Congonhas, a visão é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há poucos dias, o Valor Econômico, que tem excelente cobertura dos temas ambientais, publicou reportagem intitulada &#8220;Siderurgia transforma região do Alto Paraopeba&#8221;, em Minas Gerais.  O parágrafo inicial evidencia um jornalismo da melhor qualidade devido à capacidade de síntese do desastre em andamento e anunciado.</p>
<p>&#8220;Do alto das colinas que cercam Congonhas, a visão é nítida: no fim da tarde, quando sopra um vento forte, ergue-se uma grande nuvem escura da área escavada da mina Casa de Pedra e, em poucos minutos, a sombra de minério cobre a cidade que ganhou fama pelo conjunto arquitetônico de Bom Jesus dos Matozinhos, <strong>marcada pelas 12 estátuas de profetas de Aleijadinho</strong>.  A ampliação da mina Casa de Pedra, da CSN, onde se extrai ferro com altíssimo teor de pureza, é apenas um dos muitos investimentos programados para a região do Alto Paraopeba, que a médio prazo devem tornar a área de cinco municípios a cerca de cem quilômetros de Belo Horizonte no principal polo minerador e no segundo polo siderúrgico do Estado.&#8221; (o grifo é nosso)</p>
<p>Minas Gerais tem muitas belas tradições culturais &#8211; inclusive artísticas e arquitetônicas.  E, também, um passivo ambiental esplendoroso, no qual se incluem muitas barragens de rejeitos de resíduos de mineração, com a aceitação indecente e uma destinação inadequada e inaceitável para centenas de milhares de toneladas de lama tóxica.</p>
<p>No caso da violência premeditada e anunciada a um dos mais belos conjuntos arquitetônicos e patrimônios artísticos do Brasil &#8211; expresso na estatuária do Aleijadinho -, ninguém sequer tem a vaga esperança de uma ação preventiva do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN (de excelentes serviços prestados à nação, mas sem nunca ter aplicado uma só multa) e, ainda menos, do inepto IBAMA, que só exerce as suas tais competências concorrentes, supletivas, indispensáveis nos casos de omissão dos órgãos estaduais, quando politicamente conveniente ou oportunisticamente possível.</p>
<p>É fácil &#8211; demasiadamente fácil &#8211; medir a presença de material particulado danoso às esculturas do Aleijadinho, bem como sua origem.  Um mero pires ou prato colocado sob a cabeça de uma das estátuas, com a poeira sendo observada pelos visitantes, e cidadãos locais &#8211; basta passar o dedo! &#8211; e, depois, pesada e feita a análise química (do óbvio) por um grupo de estudantes.  Essa atividade poderia passar a fazer parte do roteiro turístico, para mostrar o quanto a poluição devido ao descaso danifica as esculturas em pedra!</p>
<p>Isso contribuiria para mandar os órgãos ambientais com os seus padrões e critérios de avaliação às favas, já que eles sempre permitem demonstrar que até o ar no entorno das refinarias da Petrobras ou das regiões metropolitanas é de boa qualidade.</p>
<p>Estudos da Universidade de Minas Gerais &#8211; UFMG estimam um crescimento populacional de 70% em 15 anos em decorrência dos diversos investimentos na região, passando a população de 200.000 para 300.000 habitantes.  Os efeitos já se fazem sentir no mercado imobiliário.</p>
<p>Segue a reportagem do Valor Econômico:</p>
<p>&#8220;A poluição provocada pela extração é o maior problema. Mas nós topamos o ônus da mineração e da sobrecarga sobre a infraestrutura, diante do bônus da industrialização&#8221;, comentou o prefeito Anderson Cabido (<strong>PT</strong>), de Congonhas, cidade que concentra a maior parte dos investimentos projetados. Ele teme que o mercado de minério aquecido leve a CSN a retardar os investimentos em siderurgia.  O Cabido quer mesmo é um cabide, já que não consegue pensar em qualquer outra alternativa econômica para a região!</p>
<p>De fato, desde 2007 a empresa negocia com o governo de Minas Gerais um <strong>PAC</strong>ote de incentivos fiscais, leia-se isenções tributárias opostas à política econômica oficial dos governos para os interesses maiores da nação ou dos cidadãos.</p>
<p>&#8220;De acordo com a siderúrgica, uma outra empresa foi contratada especificamente para analisar a origem da poeira que cobre a cidade e propor um plano de ação.&#8221;  Se contratados bons capachos, eles vão conseguir elaborar um &#8220;modelo de dispersão atmosférica&#8221; que ninguém compreenderá mas demonstrará que a contribuição da nova mineração será insignificante e, o que é mais importante, os ventos predominantes ocorrem de baixo para cima, em direção à Lua!</p>
<p>Aliás, de toda forma as &#8221; políticas ambientais&#8221; brasileiras nunca levam em conta o somatório dsa fontes de poluição no momento do licenciamente de uma atividade.  Com a mineração fazendo a lambança sem controle, virá o trâfego de milhares de carretas e o trem que, igualmente sem regras para evitar o arraste do pé de minério, já demonstrou os estragos que faz em pouco tempo nas praias de Mangaratiba, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Curiosamente, a mineração não paga os mesmos <em>royalties </em>que o petróleo ou mesmo que as áreas de alagamento dos municípios onde se instalam hidrelétricas e seus reservatórios.  E o Brasil projetando ampliar portos para exportar mais minério bruto ou com baixíssimo índice de processamento (ferro gusa ou, melhor dizendo, minério cozido).</p>
<p> E, havendo aumento indireto de arrecadação, as últimas prioridades são educação e saúde pública de boa qualidade.  De fato, resssalta a reportagem, &#8220;na expectativa de atender a demanda crescente, os prefeitos programam investimentos. Surge, contudo, entre as prioridades, a construção de novas prefeituras. &#8216;O novo centro administrativo será o cerne de tudo&#8217; &#8211; disse o prefeito de Jeceaba, Júlio César Reis (<strong>PT</strong>). A prefeitura teve um grande acréscimo de arrecadação nos dois últimos anos, em função do pagamento de ISS pelas empreiteiras que fizeram as obras de construção civil da siderúrgica da VSB.&#8221; (os grifos são nossos)</p>
<p>Para atender a esse grande afluxo, que inclui não apenas população, mas dezenas de carretas passando pela rodovia e composições ferroviárias na metade do tempo atual abarrotadas de minério, todo o esforço das prefeituras será pouco, de acordo com Cabido. &#8216;Temos várias parcerias com o setor privado e com os governos do Estado e federal, mas nada que se aproxime da realidade que se avizinha. Seriam necessário R$ 3,5 bilhões em investimentos, sobretudo em logística de transporte e habitação. Não há esse dinheiro&#8217;, disse.&#8221;</p>
<p>Como de hábito, privatizam-se os lucros e socializam-se os custos e prejuízos.  Inclusive os danos ambientais, &#8220;efetivos e potenciais&#8221; &#8211; como consta da lei (ah, a lei cheia de conceitos abstratos).</p>
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		<title>Casas Flutuantes &#8211; Uma Alternativa Habitacional Sustentável para a Amazônia</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 19:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura e Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente Urbano]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Amazôniia]]></category>
		<category><![CDATA[Areas de Preservação Permanente]]></category>
		<category><![CDATA[Casas flutuantes]]></category>
		<category><![CDATA[CNBB]]></category>
		<category><![CDATA[CPT]]></category>
		<category><![CDATA[faixas marginais de proteção]]></category>
		<category><![CDATA[Nadja Irina Cernov. habitações populares]]></category>

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		<description><![CDATA[Casas Flutuantes são tanto uma tradição quanto uma excelente alternativa para a habitação na Amazônia.  Em países sérios, a pesquisa de Nadja Irina Cernov seria premiada e receberia recursos púlblicos - financeiros e ténicos - para ser aprofundada e disseminada.  Aqui, esbarra com a mentalidade tacanha do ambientalismo de ONGs e de Brasília.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;No Brasil, observamos casas flutuantes nos rios amazônicos. São, na verdade, juntamente com as palafitas, a solução perfeita para o clima e o relevo da região norte. A floresta é densa, com árvores altas, o que já impõe uma barreira quase intransponível para o homem desprovido de tecnologia, como é o caso da população primordial não-indigena. Em Manuas/AM, o grande número deNo Brasil, observamos casas flutuantes nos rios amazônicos. São, na verdade, juntamente com as palafitas, a solução perfeita para o clima e o relevo da região norte. A floresta é densa, com árvores altas, o que já impõe uma barreira quase intransponível para o homem desprovido de tecnologia, como é o caso da população primordial não-indigena. Em Manuas/AM, o grande número de casas flutuantes levou a população a adotar o nome de “cidade flutuante”, mas foram destruídas para promover uma “limpeza”. Uma das características destas casas na região norte é justamente a falta de higiene: a água não é tratada e o esgoto é despejado in natura na água, assim como o lixo descartado pelos moradores. casas flutuantes levou a população a adotar o nome de “cidade flutuante”, mas foram destruídas para promover uma “limpeza”. Uma das características destas casas na região norte é justamente a falta de higiene: a água não é tratada e o esgoto é despejado in natura na água, assim como o lixo descartado pelos moradores.&#8221;</p>
<p>O trecho acima foi extraído da excelente monografia de autoria de <strong>Nadja Irina Cernov de Oliveira Siqueira</strong>, apresentada como trabalho final de gradução em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade Interamericana de Porto Velho.</p>
<p>Aqui, já se publicou um artigo sobre a rápida disseminação de casas flutuantes na Holanda, não apenas pela tradição desse país como, também, pelas perspectivas de elevação do nível dos oceanos (e a Holanda vem fazendo investimentos massivos nas proteções de seu território para esse evento).</p>
<p>No Brasil, as casss flutuantes e também sobre palafitas são uma tradição da Amazônia, onde o principal meio de transporte é fluvial e há séculos os habitantes conhecem os ciclos de cheias e vazantes.  Nos períodos de vazente, a edificação de casas comuns, em terreno permanentemente seco, os faria ficar muito distante da água, que lhes fornece também a sua principal fonte de proteínas.  Assim, adaptaram-se de maneira notável.</p>
<p>Como os &#8220;ambientalistas&#8221; de fora &#8211; ou de Brasília &#8211; vêem a Amazônia como um território sem seres humanos, enredam-se na tentativa de adaptar as suas regras sobre áreas de preservação permante nas faixas marginais de proteção que sejam aplicáveis a todo o território nacional.  E assim, tentam permitir o uso das vastas áreas de alagamento enriquecidas palo húmes para a continuidade do cultivo de alimentos nos períodos de vazante.  E ainda tentam fazer isso por mera Resolução do Cnselho Nacional do Meio Ambiente &#8211; CONAMA, passando por cima dos disposiivos legais do Código Florestal inaplicável como regra genérica para um país de dimensões continentais.</p>
<p>Nadja Irina, com a sabedoria da população local, ignorou ou apenas tangenciou de forma indierta esse debate estéril, demonstrando que casas flutuantes são e podem ser muito mais uma alternativa saudável para o problema habitacional da região. </p>
<p>O excelente monografia, intitulada <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Monografia-Casas-Flutuantes.docx">Casa Vitória Régia: Habitações Populares, Flutuantes e Sustentáveis</a>, pode ser feita aqui.</p>
<p>Sempre há alguma esperança que o Governo (federal ou dos estados) desperte e dê continuidade a esse lindíssimo trabalho.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Não deixa de ser divertido ler que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBBse posiciona contra a revisão do Código Florestal sem quaisquer explicações enquanto a Comissão Pastoral da Terra &#8211; CPT posiciona-se em defesa da cultura e das tradições das populações ribeirinhas.  Na linda da CNBB será necessário remover um imenso número de pequenos lavradores das margens do Rio São Francisco.  Será que eles pensaram nisso?</p>
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		<title>Jardins Botânicos &#8211; Monumentos de Amor à Natureza (Sem APPs)</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Mar 2011 22:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[áreas de preservação permantente]]></category>
		<category><![CDATA[faixas marginais de proteção]]></category>
		<category><![CDATA[Jardins botânicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os jardins botânico do mundo são monumentos ao amor pela natureza.  Aqueles naturalistas que os conceberam nunca tiveram qualquer interesse em áreas de preservação permanente e faixas marginais de proteção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Um merecido intervalo na usual avalanche de tolices proclamadas pelos Zambientalistas do Sétimo Dia sobre o Código Ambiental brasiliero: imagens do <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Jardim-Botânico-de-Barcelona.pps">Jardim Botânico de Barcelona</a>.  Lá, como no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e em todos os outros do mundo, não há faixas marginais de proteção e nem áreas de preservação permanente estabelecidas em lei federal como regra pretensamente &#8220;de ouro&#8221; válida em qualquer lugar.  As margens dos riachos são contidas com estruturas de pedra de mão e de concreto, e ninguém é otário a ponto de achar que uma largura fixa de 30 metros (mínima) é útil para conter a erosão ou para determinar que essa faixa seja replantada com espécies nativas.</p>
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		<title>The Nature Conservancy &#8211; Cai a Máscara da Proteção Ambiental?</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 14:56:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Trivialidades e Fatos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Unidades de Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[créditos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[florestas]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs estrangeiras no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[The Nature Conservancy]]></category>
		<category><![CDATA[TNC]]></category>

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		<description><![CDATA[Por aceitar doações de grandes petroleiras, a ONG norte-americana The Nature Conservancy defronta-se, agora, com a desconfiança de seus muitos associados como "pessoas físicas".  Esses vínculos, existentes há muito, dão à ONG traços de negociação de uma imagem amigável do meio ambiente para as grandes corporações mais sujas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="color: #000000;">Abaixo, em &#8220;azul petróleo&#8221;, a tradução integral de uma notícia recentemente publicada pelo The Washington Post, o principal jornal da capital dos Estados Unidos.  A notícia mostra alguns dos vínculos da The Nature Conservancy – também conhecida como TNC – com a British Petroleum &#8211; BP. </span></div>
<p>A The Nature Conservancy tem forte presença no Brasil e não perde a oportunidade de se meter nos debates do Congresso Nacional sobre o Código Florestal, algo que, em seu país de origem, já teria motivado uma investigação sobre as suas fontes de recursos financeiros.</p>
<p>Entre as suas inúmeras peraltices já feitas no Brasil, The Nature Conservancy ganhou dinheiro intermediando a aquisição de terras no Brasil para assegurar créditos de carbono para a General Motors, para American Electric Power &#8211; AEP e para a Chevron Oil.  Só a ADP, que é responsável pelas mais elevadas emissões de carbono nos EUA com o uso de carvão muito sujo, financiou a compra de uma área maior do que a ilha de Manhattan.</p>
<p> Um curto documentário sobre o assunto, em inglês mas com trechos em português, foi feito por Mark Schapiro para a rede pública de rádio e televisão pública dos EUA: PBS.  O vídeo, no qual estão sendo colocadas legendas em português, pode ser visto no link ao final deste post.</p>
<p style="text-align: center;">    ***</p>
<p><span style="color: #000080;">A NATURE CONSERVANCY SE DEFRONTA COM POTENCIAIS DANOS DECORRENTES DE SUAS LIGAÇÕES COM A BRITISH PETROLEUM.   </span></p>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">Nos dias que sucederam à evidência de quer era imenso o derramento de óleo no Golfo do México, muitos dos que apoiavam a Nature Conservancy nos EUA usaram a sua própria página na internet para expressar a sua raiva. </span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;"> &#8221;A primeira coisa que eu fiz foi vender as minhas ações da BP, não querendo manter qualquer tipo De relação com uma empresa tão irresponsável&#8221; &#8211; escreveu um.  O outro adicionou: &#8220;Eu gostaria de forçar todos os executivos da BP, as secretárias e os acionistas a sairam para o litoral para recolher óleo e para limpar os pássaro&#8221;.  Reagan De Leon, do Havai, conclamou a um boicote de &#8220;tudo o que a BP tocar&#8221;.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">&#8220;Oh, waw&#8221;, De Leon disse quando soube da profundidade de relação entre a ONG sem fins lucrativos que ela ama e a companhia que ela odeia.  &#8220;Isso é muito perturbador&#8221;.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">A Nature Conservancy, já lutando para proteger os bancos de ostras do vazamento de óleo, agora se defronta com um novo problema: a forte impacto da percepção negativa que as pessoas que a apoiam tem quando ficam sabendo que o gigante do petróleo e uma das maiores ONGs ambientalistas do mundo forjaram, há muito tempo para emprestar à BP a imagem de amiga da Terra e ajudar a Nature Conservancy a lutar pelas causas que ela ama.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">O oléo que vaza do poço da BP agora ameaça um bom número de alianças entre conglomerados de energia e ONGs sem fins lucrativos.  Pelo menos um grupo, o Conservation International, reconhece que deve reavaliar as suas conexões com as empresas petroleiras, de maneira a proteger a sua própria reputação.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">&#8220;Esse vai ser o verdadeiro teste para as doações que recebem grupos como a Nature Conservanc&#8221;, declarou Dean Zerbe, um advogado que vem investigando as relações da ONG com os seus doadores desde que trabalhou para o Comitê de Finanças do Senado norte-americano.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">&#8220;O vazamento não apenas mancha a BP, mas se não tivermos respostas apropriadas, também mancha aqueles que receberam as doações e o apoio.&#8221;   Alguns puristas acreditam que os grupos ambientalistas deveriam manter uma razoável distância de alguns tipos de corporação, particularmente daquelas cujo principal negócio causa riscos ambientais.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">Eles argumentam que se o vazamento da BP mostrar o seu lado mais negativo eles serão vistos como teno feito acordos com o demônio.   No lado oposto encontram alguns que se descrevem como pragmáticos que, como a Nature Conservancy, afirmam que é através de parcerias como essas que se cria a mudança em larga escala.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">&#8220;Qualquer pessoa séria sobre o conservacionismo nessa região deve unir-se a essas empresas, de maneira a que não sejam apenas uma parte do problema mas possibilitando a que essas corporações restaurem uma parte significativa desse incrível ecossistema&#8221;, o escreveu o presidente da Nature Conservancy, Mark Tercek, na página da ONG na internet depois das críticas daqueles que apoiam a ONG.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">A ONG, baseada em Arlington, não fez segredo de suas relações com a BP, um entre muitos que forjou com grandes corporações multinacionais.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #000080;">A página da Nature Conservancy na internet lista a BP como membro do Conselho de Lideranças Internacionais da Nature Conservancy.   A BP foi um dos maiores doadores para um projeto da Nature Conservancy que teve por objetivo a proteção de uma floresta na Bolívia.</span></div>
<div><span style="color: #000080;"> </span></div>
<div><span style="color: #008080;"><span style="color: #000080;">Em 2006, a BP doou à ONG cerca de 300 hectares de terra no Condado de York, na Virgínia, onde se planeja fazer uma gestão da vida silvestre.  No Colorado e em Wyoming, a Nature Conservancy trabalhou com a BP para limitar os danos ambientais da extração de gás natural</span>.</span></div>
<div style="text-align: center;">***</div>
<div>Uma pergunta &#8220;indiscreta&#8221;: qual será o salário de Mark Tercek, presidente da The Nature Conservancy.  Ainda entendendo e aprovando o princípio adotado nos EUA de que diretores de instituições sem fins lucrativos, o salário do presidente de um WWF-US &#8211; na faixa de US$ 30.000 / mês &#8211; parece bem elevado, mesmo para padrões norte-americanos.</div>
<div>Vale notar que uma ONG pode ajudar pouco ou nada em matéria de &#8220;limitar danos ambientais&#8221; de uma grande petroleira.    Aqui, o vídeo da PBS &#8211; Public Broadcasting System &#8211; dos EUA.</div>
<div><a href="http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/video/flv/generic.html?s=frow03n3f67qead">http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/video/flv/generic.html?s=frow03n3f67qead</a></div>
<p>Nele, representantes da The Nature Conservancy se recusam a falar com o jornalista norte-americano diante das câmeras, enquanto o &#8220;parceiro&#8221; brazuca deita falação. </p>
<p><a href="http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/video/flv/generic.html?s=frow03n3f67qead">http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/video/flv/generic.html?s=frow03n3f67qead</a></p>
<p><a href="http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/video/flv/generic.html?s=frow03n3f67qead"></a></p>
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		<title>Ambientalistas Gringos &#8220;Salvam o Planeta&#8221;?</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/06/19/ambientalistas-gringos-salvam-o-planeta/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Jun 2010 18:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo e Responsabilidade Socio-Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura e Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[A impostura do mundo colonialista e do Banco Mundial preocupados com a preservação do planeta através de "doações" para salvar as florestas não passa de.. uma impostura.  Afinal, eles evitam a todo custo falar nos indicadores sociais, no uso da biodiversidade das florestas tropicais que as empresas farmacêuticas de seus países de origem já fizeram e continuam a fazer, das emissões PER CAPITA de gases causadores de mudanças climáticas, e por aí afora.  Querem, apenas, que sejamos bons selvagens!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voce sabe o que é um &#8220;endowment&#8221;?  Acha que as ONGs (sem fins lucrativos) são apenas essas de meio ambiente?  Então, vale ir aos fatos, como me foram sumariamente descritos por um membro do Conselho de Administração do WWF numa cerimônia na embaixada do Brasil em Washington): &#8221;it is all about money, my friend&#8221;, ou &#8220;é apenas um questão de grana, meu amigo&#8221;.</p>
<p>Aos fatos! </p>
<p>As grandes universidades norte-americanas são ONGs, isto é, são organizações sem fins lucrativos.   Harvard, Yale, todas!  Não são, como no Brasil, máquinas de fazer dinheiro com a crendice popular e de vender diplomas.  Destinam-se realmente à educação!  Elas recebem doações que vão para um fundo que não pode ser tocado &#8211; esse é o endowment.  A cada ano, para pagar as suas despesas correntes, essas ONGs utilizam apenas os rendimentos de seus respectivos fundos..</p>
<p>Por que alguém faria doações tão vultosas?  Bem, é simples: a lei norte-americana permite aos doadores de grandes fortunas receberem, após uma certa idade, os rendimentos de suas doações SEM IMPOSTOS até o final de suas vidas.  Assim, se o cara chegou a US$ 100 milhões e já deu a parte dos filhos, e ele quer parar de trabalhar, vale mais doar e ficar com os rendimentos do que investir como pessoa física e pagar impostos.  Parece claro, não?  It is all about money!  E o doador ainda fica com as &#8220;honras da casa&#8221; &#8211; a universidade construirá um laboratório ou biblioteca com o seu nome!</p>
<p>Ocorre que nas últimas décadas as ONGs que atuam na área de meio ambiente ganharam grande visibilidade, e assim um WWF, por exemplo, chegou a ter um endowment total de <strong>US$ 22 bilhões</strong> &#8211; um dos maiores dos EUA.  Até há alguns anos, esse rio de dinheiro chegou a render até 20% ao ano ou mais, ou seja US$ 2,2 bilhões por ano para serem gastos com meio ambiente.</p>
<p>E aí, saiu dinheiro pelo ladrão, e eles começaram a criar filiais em outros países.  Mas foram espertos o bastante para colocar a &#8220;séde&#8221; na Suiça, para evitar confusões tributárias com os países que recebem essa grana de fora.  E também foram espertos o suficiente para procurar estabelecer conselhos de administração locais com representantes das famílias mais ricas de cada país.  Assim, ficam todos com as consciências tranquilas.</p>
<p>Assim vivem, aqui, os Greenpeaces, as TNCs (The Nature Conservancy), Conservation International e outras cujos coquetéis para arrecadação de fundos em seus países de origem, há que se dizer, são maravilhosos.</p>
<p>O assunto chama mais atenção quando um deles coloca um anúncio na televisão brasileira, em horário nobre, falando da importância de preservar a Mata Atlântica &#8211; anúncio em que se vêem caboclos ou caiçara ou similares em canoas pescando em meio a paisagens luxuriantes.  Tudo sobre o &#8220;bom selvagem&#8221; &#8211; o mito da humanidade pura nos tempos modernos ou quase -, sem nada sobre a vida real atual deles.  E, menos ainda, sobre a importância de que os EUA assinem a Convenção Internacional Sobre a Biodiversidade de maneira a começar a pagar pelo material genético surrupiado da mesma Mata Atlântica.  Quanta impostura!</p>
<p>A pergunta é: de onde vem esse dinheiro e o processo decisório?</p>
<p>Como Brasília parece não gostar de perguntas complicadas e ninguém aponta o dedo na origem espúria dessas granas, vale apenas olhar o vídeo que está no link abaixo.  Será que essa turma acha MESMO que vai &#8220;salvar o planeta&#8221; ou há uma agenda oculta nesse lero-lero todo?</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=X_Di4Hh7rK0">http://www.youtube.com/watch?v=X_Di4Hh7rK0</a></p>
<p>Evidentemente, há ONGs sérias também, de todos os tipos.  É apenas a mesmice do bom selvagem aqui e do Volvo híbrido lá que chama a atenção para o duplo padrão moral de algumas.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">Por precaução, não assine petições online sobre temas ambientais quando contenham apenas slogans e outras ameaças de fim do mundo!  E nunca acredite nos &#8220;bancos mundiais&#8221; da vida.  Eles são apenas bancos e nenhum país jamais se desenvolveu com base em seus empréstimos.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Tráfico de Resíduos Tóxicos e Questões Ambientais de Interesse da &quot;Humanidade&quot;</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2009/09/19/sobre-a-etica-empresarial-no-trato-das-questoes-ambientais-e-de-interesse-da-humanidade/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 19:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem/Reuso]]></category>
		<category><![CDATA[Trivialidades e Fatos Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pequeno grupo de milionários ingleses tem a terceira maior empresa privada do mundo atuando na área de comércio de petróleo e de minerais: Trafigura.  A empresa tem sede na Holanda, escritório na Suíça, e amigos no poder.  O líder do partido conservador da Inglaterra, Lord Strathclyde, membro do Parlamento, está na folha de pagamento da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pequeno grupo de milionários ingleses tem a terceira maior empresa privada do mundo atuando na área de comércio de petróleo e de minerais: Trafigura.  A empresa tem sede na Holanda, escritório na Suíça, e amigos no poder.  O líder do partido conservador da Inglaterra, Lord Strathclyde, membro do Parlamento, está na folha de pagamento da Trafigura como diretor de um fundo de <em>hedge</em>.</p>
<p>Se a sua página na internet está atualizada, a Trafigura – agora <strong>ré num dos maiores escândalos de tráfico de resíduos tóxicos do mundo – também tem uma representação no Brasil, com o nome de Intracom, no Rio de Janeiro, em pleno Leblon</strong>, além de diversos outros países da América do Sul: <a href="http://www.trafigura.com/our_global_locations.aspx">http://www.trafigura.com/our_global_locations.aspx</a>.</p>
<p>No momento, 31.000 cidadãos de Abidjan na Costa do Marfim, estão processando a Trafigura nos tribunais ingleses por danos à saúde caudados pela disposição de lama tóxica nos arredores da cidade.  Temendo o pior, a Trafigura já propôs um “acordo”.  Ainda não há informações sobre o valor da proposta, mas pode-se imaginar que será aceita, já que as vendas da empresa atingiram US$ 73 bilhões no ano passado, o dobro do produto nacional bruto da Costa do Marfim.</p>
<p>A empresa agora tenta escapar de acusações criminais nas cortes holandesas.</p>
<p>Numa de suas operações, a Trafigura começou a comprar óleo sujo (conhecido como coker nafta) de uma refinaria mexicana da PEMEX.  Desse óleo, extraia outro, limpo, de maior valor, com a adição da soda cáustica e catalisadores.  A primeira dessas operações teria sido feita num navio ancorado em Gibraltar.  Os resíduos – talvez acrescidos de outros – foram destinados à Costa do Marfim, onde foram jogados nos sistemas de drenagem e lagoas no entorno de Abidjan.  </p>
<p>No passado, a Trasfigura foi acusada de fazer uma “doação política” ao Partido do Povo (o nome é muito bom!) que então se encontrava no poder na Jamaica para obter uma autorização de vender um óleo de má qualidade proveniente da Nigéria.  A Trasfigura nega essa acusação.</p>
<p>Numa reportagem recente publicada no The Guardian, respeitável jornal da Inglaterra, há um comentário passageiro, com a usual &#8220;fleugma&#8221; inglesa, muito útil para mascarar fatos incômodos:</p>
<p>“Há indícios de que muito mais lixo tóxico esteja sendo levado para outras partes do mundo onde os controles ambientais são fracos e há gente pobre e inescrupulosa que aceita fazer uma disposição desses resíduos em qualquer lugar por pouco dinheiro.  E não são apenas resíduos químicos.  No início do ano, uma investigação na qual o The Guardian tomou parte mostrou que empresas inglesas enviam para a África televisões, computadores e outros equipamentos eletrônicos inservíveis, ainda que a lei determine que esses equipamentos tenham que ser desmontados por pessoal especializado.”</p>
<p>O governo inglês, em particular as lastimáveis figuras do príncipe Charles e do ministro de energia e mudanças climáticas, David Miliband, falam muito sobre a necessidade de proteger as florestas e os povos indígenas na Amazônia.  Mas silenciam quando se trata escândalos como o tráfico de resíduos tóxicos.  E essa turma fala em nome de &#8220;salvar o planeta&#8221; quando se trata de mudanças climáticas.<br />
Logo eles, que representam um país que enriqueceu pilhando a África, a Ásia e o Oriente Médio.</p>
<p>***</p>
<p>A Trafigura tem uma fundação que se dedica &#8211; diz ela, na página da empresa na internet &#8211; ao meio ambiente, à educação e à inclusão social.  Se bobear tem até ISO 95.000, ainda que as empresas dos países altamente industrializados estejam pouco se lixando para essa história de ISO, tão bem vendida para as empresas dos países de economia periférica.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Termo de Ajuste de Conduta e a Cafetinagem do Meio Ambiente</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2009/08/18/o-termo-de-ajuste-de-conduta-e-a-cafetinagem-do-meio-ambiente/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 12:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Resende, na área de amortização do Parque Nacional de Itatiaia, calmamente, o Departamento de Estradas de Rodagem – DER do governo do estado do Rio de Janeiro asfalta uma estrada há muito existente.  De repente, chega a fiscalização do IBAMA e a obra está interditada.  Não se podem asfaltar estradas – ainda que antigas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Resende, na área de amortização do Parque Nacional de Itatiaia, calmamente, o Departamento de Estradas de Rodagem – DER do governo do estado do Rio de Janeiro asfalta uma estrada há muito existente.  De repente, chega a fiscalização do IBAMA e a obra está interditada.  Não se podem asfaltar estradas – ainda que antigas – sem uma licença ambiental, e esse tem sido tema de atrito entre a cúpula do governo Lula e o ministério do Meio Ambiente.</p>
<p>Interditada a estrada, sentam-se as partes para “negociar”.  Se a interdição foi feita em decorrência de um dano ao meio ambiente – isto é, ao interesse público, ao bem comum, indisponível, não poderia ocorrer “negociação”.  Mas elas ocorrem e resultam num Termo de Ajuste de Conduta – TAC, figura que deveria ter por objetivo a restauração do dano causado.</p>
<p>Mas não.  No Termo de Ajuste de Conduta em questão acordam as partes que o responsável pelo asfaltamento da estrada poderá continuar o seu trabalho se mandar consertar um carro utilizado pela administração do Parque.</p>
<p>Essa não é uma exceção.  Bem ao contrário, já vem se tornando a regra há alguns anos, com ou sem a presença do Ministério Público.  Como “compensação ambiental” os empreendedores doam carros, computadores e similares aos órgãos de meio ambiente.  O que é que isso tem a ver com a tal da “compensação ambiental” é algo que ninguém sabe, mas todos vão para casa com a sensação de dever cumprido.</p>
<p>O que diferencia esse tipo de comportamento das ações de uma milícia é que ele é sancionado pelas leis em vigor.  Mas, fundamentalmente, faz-se “um ganho” em cima do empreendedor e de um suposto dano ao patrimônio comum totalmente desfrutável pela cafetinagem monopolista da burocracia encarregada da gestão ambiental, que dele se apropria nas mesas de &#8220;negociação&#8221;.</p>
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