Preços do Petróleo Despencam, Obama Vê Oportunidade para Alavancar Energias Renováveis, e a Petrobras…..

O preço do petróleo no mercado internacional continua a cair, tendo chegado a US$ 28/barril.  A Agência Internacional de Energia alerta para o fato do cartel de países produtores e exportadores estarem aumentando a sua produção, o que faz com que analistas do setor digam que não se surpreenderão se o preço chegar a US$ 20/barril quando o petróleo iraniano começar a inundar o mercado.

Enquanto isso, a Venezuela, que tem as maiores reservas mundiais do planeta, começa a importar petróleo dos EUA.  Ah – logo a Venezuela “bolivariana” – um modismo passageiro que lá sobreviveu demais – que sempre colocou a “culpa” de tudo no “imperialismo norte-americano”.

Aproveitando a onda dos baixíssimos preços da gasolina nos postos norte-americanos – bargain prices -, Obama fala, agora, na introdução de um imposto adicional de US$ 10/barril de petróleo para financiar os programas de energia renováveis.  Os economistas convencionais – como é o caso da esmagadora maioria – esperneiam, dizem que esse imposto será transferido para os consumidores finais (como são brilhantes, esses economistas), mas nem levantam a hipótese que esses consumidores simplesmente não reclamem.

De fato, com a gasolina a US$ 1,73 por galão – na média nacional -, ou cerca de R$ 1,83/litro (considerado o câmbio atual), talvez os consumidores finais nem percebam, já que foram muitas as quedas recentes nos preços e, US$ 10 por barril que tem 159 litros significam US$ 0,06 por litro.  Obama e sua equipe conseguiriam, com esse imposto adicional num momento em que os ventos são favoráveis, uma imensa alavancagem de suas propostas de consolidar o mercado norte-americano de energias renováveis, que em 2014 e 2015 cresceu mais do que a geração de qualquer outra fonte nos EUA.

E isso por uma gasolina de qualidade – octanagem – muito superior à brasileira, que é obrigatoriamente batizada com álcool para subsidiar os grandes produtores de álcool, com a mistura em percentuais que variam ao sabor de seus interesses conjunturais.

Esses baixos preços do petróleo beneficiam o conjunto da economia norte-americana, enquanto os altos preços aqui mantidos apenas subsidiam o rombo da Petrobrás, que tende a crescer ou mesmo a se tornar inviável em função de suas imensas dívidas, dos altos custos de extração do petróleo de grande profundidade (custos que já inviabilizaram projetos no pré-sal de Angola) e pelas bilionárias multas que lhe devem ser aplicadas pela Justiça norte-americana por manipulação de informações ao mercado e pela corrupção.

Assustada, a Petrobras encaminha ao órgão que regula o mercado acionário norte-americano notas informando que se defenderá com unhas e dentes – coisas que nem aparecem na imprensa brasileira.  O próprio juiz encarregado da ação já informou à empresa que valor total dessas multas e indenizações pode chegar a US$ 100 bilhões, segundo algumas fontes, ou “apenas” US$ 30 bilhões, segundo outras.

De toda forma, um valor muito alto para a mais endividada entre as grandes empresas de petróleo do mundo: algo em torno de US$ 127 bilhões.

Em todo caso, o julgamento se iniciará em breve e, ainda sendo responsável por grande parte do faturamento da grande mídia no Brasil, o governo e a Petrobras não conseguirão contê-la.

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Agora, uma nova ação judicial, a ser movida na Holanda, ameaça a Petrobras.

Vamos combinar uma coisa: a Petrobras faliu.  Ou o governo federal terá que injetar dinheiro dos contribuintes para cobrir o rombo da corrupção e da incompetência (estão associados), como fez recentemente o México com a Pemex.  Que tal 12% do PIB nacional em dinheiro dos contribuintes?

Segurança Alimentar e Aquisição de Terras em Países de Economia Periférica

Na esteira dos programas de segurança alimentar e energética, corporações européias e mesmo chinesas estão fechando acordos com governos totalitários africanos nos quais inexiste a propriedade da terra, expulsando as pessoas que nelas viviam, apossando-se de áreas agriculturáveis e produzindo comida e biocombustíveis para exportação. Esses acordos, é claro, implicam nos usuais indícios de corrupção dos governantes e de descaso com as populações locais.

Nos últimos 14 anos, pelo menos 31 milhões de hectares foram “adquiridos” por investidores em países estrangeiros. Pelo menos metade dessa área foi comprada ou alugada por longos prazos na África e, em particular, no Sudão, mas também na Indonésia, Papua e Nova Guiné.

Cinicamente, os “investidores” argumentam que serão gerados empregos e aumentada a produção de alimentos, ainda que as populações locais não sejam sequer consultadas e que a quase totalidade dos produtos seja para exportação. Dessa forma, entre outras coisas, os países europeus que têm metas para a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis de biocombustíveis – e que já limitaram o percentual de seus territórios agriculturáveis que podem ter esse tipo de uso sem causar riscos à segurança alimentar – objetivam cumprir essas metas de “sustentabilidade”.

Um novo estudo sobre o assunto, publicado recentemente sob o título de Apropriação de Alimentos Através da Aquisição de Terras em Grande Escala, analisou todas as apropriações de terra declaradas acima de 200 hectares no período 2000-2013 indicou que ainda que 443% dessas terras se encontrem na África, as mais produtivas e com capacidade de produção de alimentos mais nutritivos encontram-se na Indonésia, Malásia e Papua Nova Guiné.

“A cessão dessas terras é frequentemente feita sem o consentimento das populações nativas e que delas tiram o seu sustento” – afirma o estudo.

Já a professora Maria Cristina Rulli, do Instituto Politécnico de Milão, coloca o “dedo na ferida” de maneira mais direta: “É preciso saber quantas pessoas poderiam ser alimentadas com a produção dessas áreas agrícolas”.  Participante de uma equipe de pesquisadores que fez o levantamento de mais de 1.000 aquisições ou leasing de terras em países estrangeiros de economia periférica por corporações de países altamente desenvolvidos, levantamento de mais de 1.000 “aquisições” de terras desse tipo, a pesquisadora resssalta que mesmo mesmo consideradas as terras direcionadas para a produção de biocombustíveis, essas terras poderiam alimentar entre 350 e 550 milhões de pessoas se a produtividade atingisse os níveis dos países desenvolvidos; ou entre 190 e 370 milhões de pessoas em condições normais de produtividade.

A matriz  das “aquisições” de terras nesses moldes indica que muitas delas se deram em áreas nas quais as populações se defrontam com a fome e crescente necessidade de ajuda alimentar.   Os pesquisadores constataram, por exemplo, que aquisições de terras em Serra Leoa entre 2007 e 2012 foram utilizadas para o plantio de culturas voltadas para a exportação, tornando mais difícil a alimentação e o emprego das populaçõs locais.  Da mesma forma, no Camboja, campos de arroz foram transformados em plantações de cana-de-açúcar e os camponeses foram realocados para terras menos férteis.

O Brasil tampouco têm uma política de segurança alimentar, com a de cana de açúcar frequentemente deslocando a produção até mesmo de perecíveis para regiões mais distantes dos centros de consumo, e assim aumentando os seus preços em decorrência dos custos de transporte rodoviário.  Em muitas regiões do país é possível dirigir um veículo por horas e só ver soja ou cana-de-açúcar de ambos os lados das estradas, sem qualquer separação de áreas para a produção de alimentos para consumo local ou regional.

Agora, que se aproximam eleições, este tema pode e deve debatido!  A começar pelo velho, desgastado e persistente “passeio do álcool”, transportado a longas distâncias para ser misturado à gasolina sem qualquer estratégia de otimização logística.

Simplesmente proibir a propriedade de terras acima de certos limites por corporações estrangeiras é uma piada.  Laranjas estão por aí disponíveis aos montes!

 

 

 

Etanol, Biodiesel e Redução da Segurança Alimentar

O etanol é, sim, altamente subsidiado no Brasil.  Porque o consumidor é obrigado a comprá-lo misturado à gasolina, o que a torna de qualidade ainda pior (isto é, com menor octanagem).  E o percentual de etanol na gasolina varia em função dos interesses dos grandes produtores, entre os quais temos, agora, a Shell: se eles querem exportar, exportam; se querem produzir açúcar produzem; e se há excedentes de álcool, mandam o ministro aumentar o seu percentual na gasolina.  Simples assim.  Com o mercado garantido, fechado, os produtores de álcool compraram terras agrícolas de excelente qualidade que poderiam estar alocadas à produção de alimentos.
Quem insiste em fingir que não existe competição entre os diversos usos das terras agrícolas e que o mercado é perfeito na competição entre os preços dos combustíveis e os alimentos, vale a experiência pela qual passam os EUA neste momento.
A seca é tão grande grande que os produtores de alimentos pediram à administração Obama que suspenda a mistura de etanol de milho à gasolina, total ou parcialmente.  O temos é de um aumento de 4% no preço dos alimentos em geral, já que o milho também é utilizado na preparação de ração para alimentação animal.
Uma pesquisa publicada há dias pelo Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra alerta para uma iminente crise global de alimentos causada por uma “bolha especulativa” decorrente da expectativa de que os impactos da seca sejam ainda mais graves.

“O Instituto vem alertando há meses que a mal direcionada conversão de alimentos em etanol e a acelerada especulação com essa commodity está criando uma bolha de preços de alimentos que levará a um inevitável pico de preços em 2013.  Agora, tudo indica que o choque da colheita vai ocorrer mais cedo em decorrência da seca, exceto se medidas para reduzirem a produção de etanol e para frear os especuladores forem adotadas imediatamente” – afirmam os pesquisadores.

Produtores de carne, frango e leite já pediram à Agência de Proteção Ambiental que suspenda neste ano as cotas de produção de etanol a ser usado como biocombustível.  “Nós estamos preocupados com a disponibilidade de milho, soja e outros grãos para alimentar os nossos animais” – afirmou a Associação Nacional de Produtores de Suínos.

Já o Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra afirma que “ao longo dos últimos seis anos, preços altos e instáveis já causaram muita fome e tensões sociais” – posto que os EUA são o maior produtor mundial de alimentos.  O uso crescente do etanol como combustível já havia sido considerado como principal causador das crises de alimentos em 2007 e em 2008.

Há poucos dias, a Oxfam – uma ONG inglesa que concentra os seus esforços em programas para aliviar a fome – acusou os governos do G-20 de desprezarem o tema da segurança alimentar durante o encontro realizado em Los Cabos, no México, nos dias 18 e 19 de junho de 2012.  A Oxfam vem afirmando que “os biocombustíveis são um dos principais causadores da insegurança alimentar global” que causa a fome de 1 bilhão de pessoas.

Não tem sido poucos os alertas de organizações internacionais, como a própria FAO  e o Banco Mundial- pelo menos desde 2008 – , sobre os impactos da crescente produção de etanol de cereais sobre as disponibilidades de alimentos no mundo.  Esses impactos se devem às metas de crescimento de participação dos biocombustíveis na Europa e em outros países como parte das políticas de combate às mudanças climáticas.

Para os que não gostam nada de serem contrariados ou de conviverem com a realidade – entre os quais os “ambientalistas” e o governo brasileiro, vale um exame cuidadoso dos critérios recentemente publicados pela FAO para avaliação dos impactos dos biocombustíveis sobre a segurança alimentar na escala nacional de cada país.

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Será que alguém acredita mesmo que a produção de biodiesel de dendê (óleo de palma) pela Vale e pela Petrobras na Amazônia é “sustentável”?  Pelo menos o Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA já aprovou a utilização de 50% das propriedades, jogando no lixo a historinha da carochinha dos 80% de reserva legal do tal “código” florestal naquela região.

 

 

 

 

 

 

Producers were already scaling back production, and some could be forced out of business entirely, said John Burkel, president of the Minnesota Turkey Growers’ Association. “Even the most prudent and cautious producer could be put out of business,” he said.

Under the EPA’s renewable fuel standard programme, oil companies are required to dilute their gasoline with increasing amounts of biofuel every year. This year’s mandate calls for the production of 13.2bn gallons of biofuels – almost all of it produced from corn.

Demand for corn ethanol was seen as a key driver of the 2007 and 2008 global food crisis.

About 40% of America’s corn crop went for ethanol last year – although the refineries then sell on “distillers’ grain” as animal feed.

But with expectations for a smaller harvest this year, there are fears ethanol will consume an even bigger share of the crop.

That will price corn out of reach of livestock producers as well as countries which rely heavily on imported grains, food security experts say.

Ethanol producers have already reduced production by more than 15% this year, and many refineries across the mid-west have closed because of high corn prices.

The National Corn Growers Association, which supports corn ethanol production, said in a statement that it was “premature” to suspend the incentive. “With the crop still in the field, it is too early to determine this year’s final corn supply,” it said in a statement.

Rio + 20 ou Mais do Mesmo?

Todo mundo sabe – ou intui – que a “economia verde” é só um A Aquslogan, sem qualquer potencial para uma transformação mais profunda dos padrões de produção e consumo.  Seria cansativo repetir o já dito e o óbvio: os biocombustíveis competem tanto com a produção de alimentos quanto com a biodiversidade, a energia eólica e a fotovoltaica são relativamente antigas e não influíram de maneira significativa na matriz energética mundial, a reciclagem e o reuso têm limitações mais do que evidentes, as soluções tecnológicas dependem da ciência e não deram, ainda, indícios de resultarem na redução do consumo (transformação) de materiais e de energia.

Sem dúvida, a maioria das propostas concretas agora denominadas oficialmente de “verdes” é boa e merece apoio.  No Brasil, se pelo menos a Petrobras já promovesse o reúso da água utilizada em suas refinarias ao nível dos padrões dos países desenvolvidos, se fosse feita a repotencialização e a automação de todas as hidrelétricas mais antigas, se as concessionárias de serviços públicos de águas e esgotos reduzissem as perdas, se…..

Insistir em pedir esmola – ou dinheiro a fundo perdido – para países altamente desenvolvidos é que não vai ser uma solução… e não deixa de ser vergonhoso.  Supor que os países altamente desenvolvidos farão transferência de tecnologia sem custos também beira ao ridículo!  De um lado, na maioria dos casos – ou na quase totalidade -, a tecnologia não pertence ao governo mas às empresas, que não transferem nem tecnologia de medicamentos que salvam vidas gratuitamente.  Do outro, porque em muitos casos a “tecnologia” é uma forma de conhecimento que já está disponível, já é de domínio público, e só não é absorvida pelos países “não tecnológicos” – ou que não avançaram na direção de se tornarem “sociedades de conhecimento” porque não investiram em educação!  E aí, não tem mesmo como “transferir” nada.

Se as cidades brasileiras não fazem sequer bons projetos de redes de drenagem de águas pluviais – incluindo áreas para contenção de cheias e recarga do aquífero subterrâneo, no mínimo para evitar excedentes de  poluição nos rios -, isso não ocorre porque a “tecnologia” não se encontra disponível, mas por muitas outras razões!

Criticar os países altamente desenvolvidos por salvarem os seus bancos – com os seus próprios recursos – é jogo de cena para o público interno brasileiro mais desavisado.  Algo similar a criticar os chineses por inundarem o Brasil com os seus produtos.  O blá-blá-blá dos bodes expiatórios só funciona temporariamente e tem pernas curtas.  A proposta de “mais consumo” para evitar a crise está na essência do capitalismo e nunca foi tão efetiva como o aumento da produtividade, 0  eficiência global da economia e os investimentos em infraestrutura.

Todo mundo tem o direito de redescobrir tudo de  novo, até mesmo o FMI, cuja missão fundamental é manter a pulsação do sistema financeiro e agora se junta ao já velho mote do “pagamento pelos serviços ambientais”.

O desinteresse dos europeus pela Rio + 20 não se deve apenas à gravidade dos problemas financeiros com que eles se defrontam, mas também – e principalmente – à percepção de que é preciso se preparar para uma transição que não se dará sem crises sociais mais ou menos graves, que nos documentos oficiais foram e são chamadas de “social unrest“.  Para quem se interessa pelo assunto, alguns dos melhores documentos sobre a sociedade de transição (em inglês) estão na página do German Advisory Council on Global Change.

Na Rio + 20, é que não vai acontecer nada além do falatório usual!

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É interessante notar que os alemães, como toda a Europa, continua falando sobre uma “sociedade de baixo carbono” e em proteção às florestas… ainda sabendo que até o mês em curso a produção mundial de petróleo bateu todos os recordes históricos, que nos EUA dezenas de novas usinas termelétricas a carvão foram encomendadas nos últimos anos (e ainda não entraram em operação), que novas áreas de mineração de carvão foram liberadas nos EUA e na Austrália, que a produção de petróleo no Ártico é, agora, uma questão de pouco tempo, e que acelera-se rapidamente a exploração de gás através de novas técnicas de fraturamento hidráulico (shale gas).  Então, que sociedade de baixo carbono será essa?

 

 

Brazilian “Environmental” Law and the Arguable Role of Foreign NGOs – The Case of River Margins

There is a great difference between the widespread acceptance of the need for some level of protection and restorartion of  river borders or marginal strips of rivers, in the one side, and the many lies foreign NGOs which unduly with franchises in Brazil try to present the ongoing debate about the so called “forest code” which is taking place in the Brazilian Congress.

Straight to the facts!

First, the Brazilian so called Forest “Code” was initially passed during the Vargas dictature in 1934; and then it was revised in the beginning of the military dictature, in 1965; it has been never democratically voted prior to be enacted.  This is the first time it has been subject to a large number of public hearings all over the country and in the Congress.

Second, the so called “code” issued in 1965 established fixed figures for the width of the river margins to be totally protected from any kind of human occupation, including agriculture.  In this “code”, the width of the strip along the edge of any river keeps a relationship to the width of the river.   Most evidently, there is no necessary relation between one and the other.   In the Amazonian region, flood plains are very large, as opposed to rivers in mountaineous Southern Brazil.

The population of the Amazonian region NEED to be close to the water for fishing, transportation and water supply.  This population can not be displaced to a distance of 1 km river edge as measured during flood season because in the dry season they would be located to far from the water.  The current “code” establishes a standard 500 meter fully protected area in all rivers larger than 600  meter counting from the highest level of the river during the flood season.   The local population got acquainted to live up to  flood seasons by building still houses (palafitas).

Third, the Law was changed in 1989 and extended such marginal strips to a minimum of 30 meters from previous 5 meters  and to a  maximun of 500 meters from previous 15o meter (sse Artigle 2 of the text).  Nothing against it.  The only point is that the Law is not expected to be in force retroactively!  No citizen can go to bed in a legal situation and wake up in the morning as an environmental criminal.  The way the revised Law is being interpreted is such that 35 million hectares of currently productive agriculture land in Brazil would have to be destroyed with no compensation to their owners – not to speak about food security, of course.

Are you suprised?  That is it, this is Brazil!  No National Park is 100% owned by the Government – not even the ones created in the 1950s – due to lack of land acquistion procedures!  No National Park has its borders set in GIS – Geographic Information System,  but GIS is what is being asked to private owners of land at river margins and other protected areas now. Is it reasonable?  No protected area in the river edge has been defined by authorities except in very small tracts of private land when someone requested an authorization to build… and paid for it.

So, human history – human settlements over time – is not at all being considered by these foreign NGOs – and local NGOs funded with foreign money.  They need to pretend that the new proposal authorizes deforestation, and reduced protection of surface water and biodiversity.  They need to claim that there is an iminent risk of destruction of nature in order fo fund raise abroad.

Do not fund charities like WWF, Greenpeace and alike, because they are simply lying by prividing their donors with a partial vision of what is under discussion… just to get more funds.