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	<title>Luiz Prado Blog &#187; Biocombustíveis</title>
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	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
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		<title>&#8220;Código Florestal&#8221; e &#8220;Bioma Cerrado&#8221; em Moçambique</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 22:26:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>

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		<description><![CDATA[Parte para Moçambique o primeiro grande grupo de produtores rurais brasileiros.  Seguem no mesmo rumo de grandes empresas inglesas, espanholas, e européias em geral, além de estatais chinesas: dar um &#8220;chega prá lá&#8221; nas populações locais e para expandir a produção de alimentos, de biocombustíveis, de soja para alimentar porcos e frangos, de algodão, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parte para Moçambique o primeiro grande grupo de produtores rurais brasileiros.  Seguem no mesmo rumo de grandes empresas inglesas, espanholas, e européias em geral, além de estatais chinesas: dar um &#8220;chega prá lá&#8221; nas populações locais e para expandir a produção de alimentos, de biocombustíveis, de soja para alimentar porcos e frangos, de algodão, de madeira.</p>
<p>Como em muitos países da África não existe a propriedade da terra, é só corromper os governos locais e assenhorar-se dela mediante um pagamento no oficial e outro no paralelo (em dinheiro ou sob a forma de prestação de serviços auxiliares).</p>
<p>Os incomodados que se mudem e os países da África subsaariana ricos em petróleo &#8211; como Angola e a Nigéria &#8211; são exemplos típicos dessa corrupção crônica: um grupo de ricaços no poder e uma população de miseráveis.  Depois, os países da OTAN fingem interesse em derrubar ditaduras existentes há décadas onde for de seu interesse&#8230;  em nome dos direitos humanos.</p>
<p>No caso das negociações há muito iniciadas pelas autoridades brasileiras com o grupo no poder em Moçambique &#8211; e que motivaram várias viagens de Lula ao país e até mesmo a abertura de uma representação da EMBRAPA (sempre com o discurso populista  da &#8220;ajuda aos mais pobres&#8221;), o que agora se anuncia é a concessão de 6 milhões de hectares - isso mesmo! &#8211; por um prazo de 50 anos renováveis por igual período, ao preço de R$21/ha/ano, quase certamente com os  direitos de outorga sobre os recursos hídricos já incluídos (ou seja, R$ 10.500 pelo ciclo de 50 anos).</p>
<p>Se tudo der certo, logo o BNDES estará financiando cleptoempreiteiros brasileiros para construirem estradas de acesso e portos em Moçambique (empréstimo que não será pago, é claro; dona Gleisi Hoffman não sabe, mas esse é dinheiro público SIM).</p>
<p>A região de Moçambique que será concedida a produtores rurais brasileiros &#8211; seria mais fácil fazer um programa de assentamento dos sem-terra brasileiros em Moçambique?) não está sujeita às regras da lei que aqui resolveram denominar &#8220;código florestal&#8221;.  O tal do &#8220;bioma&#8221; &#8211; tão ao agrado do mini-Sarney &#8211; e seus asseclas é do tipo Cerrado e irá para o beleléu em tempo recorde.</p>
<p>De fato, no início da ocupação produtiva do Cerrado brasileiro o que se necessitava era coragem e muito trabalho, já que não existiam as modernas máquinas agrícolas ou mesmo estradas de acesso.</p>
<p>Os ongolóides brasileiros e internacionais com franchise no Brasil -  WWF, Greenpeace, Nature Conservancy -, que em seus países de origem nada fazem para incluir reservas legais ou APPs na legislação ambiental por saberem inúteis essas figuras de retórica &#8211; silenciarão.  Que se dane o &#8220;bioma&#8221; &#8211; que, perdoem-me os leitores, está cagando para o código florestal*.</p>
<p>Os ongolóides <strong>certamente</strong> não proporão um &#8220;código florestal&#8221; válido internacional, aplicável a todos os países, na Rio + 20, que se aproxima.  Fingirão que o assunto não existe.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">Em meados de junho de 2011, o governo de Moçambique anunciou para breve a divulgação &#8220;para breve&#8221; a divulgação dos editais para áreas de concessão de exploração de gás que devem estar terminando de ser elaborados nos escritórios de advocacia das petroleiras em países estrangeiros.  O &#8220;modelo&#8221; adotado deverá ser semlhante ao de Angola e da Nigéria: royalties e todos os ganhos para a quadrilha no poder e a quase totalidade da população na miséria.</p>
<p>* &#8211; Felizmente, o tal do &#8220;bioma&#8221; não cabe em nenhuma codificação legal, ainda que possa caber num livro descritivo de biologia (sem coincidência com a hidrologia ou com a geologia).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Escassez de Alimentos &#8211; Uma Tendência à Crise Permanente</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 10:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Oxfam]]></category>
		<category><![CDATA[peços de alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[A Oxfam, uma confederação de 15 ONGs tradicionalmente sérias, divulgará amanhã um relatório indicando que o preço dos alimentos básicos mais do que dobrará nos próximos 20 anos, conduzindo a um retrocesso sem precedentes no desenvolvimento humano. As populações mais pobres do mundo, que gastam cerca de 80% de seus rendimentos com a compra de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Oxfam, uma confederação de 15 ONGs tradicionalmente sérias, divulgará amanhã um relatório indicando que o preço dos alimentos básicos mais do que dobrará nos próximos 20 anos, conduzindo a um retrocesso sem precedentes no desenvolvimento humano.</p>
<p>As populações mais pobres do mundo, que gastam cerca de 80% de seus rendimentos com a compra de comida, serão as mais fortemente atingidas.  Segundo o relatório, o mundo está entrando numa era de crise alimentar permanente com inevitáveis turbulências políticas.</p>
<p>O relatório indica que o preço do milho aumentará em cerca de 180% até 2030, em grande parte como decorrência das mudanças climáticas.</p>
<p>Depois de décadas de redução na fome em todo o mundo, os números estão aumentando rapidamente, à medida que a demanda cresce mais do que a produção.  As taxas médias de crescimento da produção de alimentos foi reduzida quase à metade desde 1990 e está destinada a se reduzir a menos de 1% na próxima década.</p>
<p>“Uma combinação devastadora de fatores criaram as condições para o crescimento da extrema pobreza.  As mudanças climáticas, uma luta global por terra e água, a aceleração da transformação de alimentos em biocombustíveis, o crescimento da população global, mudanças nas dietas dos países, e a escassez dos recursos naturais – são esses fatores.”</p>
<p>A principal executiva da Oxfam, Barbara Stocking, criticou a excessiva concentração de poderes das corporações que atuam no setor alimentar, em particular no comércio de grãos de na produção de agroquímicos.</p>
<p>A divulgação do relatório da Oxfam acontece logo após um alerta da ONU sobre a possível elevação dos preços dos alimentos a patamares sem precedentes nas próximas semanas, desencadeando tensões sociais nos países em desenvolvimento.</p>
<p>Esse relatório merece reflexão no Brasil que se encontra numa bifurcação entre a segurança alimentar e uma hipotética proteção ambiental resultante da gradativa ampliação das restrições ao uso da terra através de Medidas Provisórias que alteraram o Código Florestal e Resoluções casuísticas do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA.</p>
<p>A manutenção dessas regras nunca antes votadas pelo Congresso Nacional é defendida por instituições como a obscura Academia Brasileira de Ciências – ABC, cuja posse da nova diretoria ocorreu recentemente com um coquetel no Golden Room do Copacabana Palace.  É bem fácil falar na proteção da biodiversiddade e em &#8220;biomas&#8221; sem seres humanos tomando um drinque e comendo salgadinhos em lugares refinados.  Enquanto isso, os agrônomos que realmente conhecem a produção rural não são consultados e/ou permanecem em silêncio.</p>
<p>A hipótese de um &#8220;desenvolvimento sustentável&#8221; nunca foi sequer considerada pelos cientistas de verdade que elaboraram os estudos que deram origem às conferências mundiais de meio ambiente em 1972 e em 1992.  Não há indícios de que o crescimento da população e o crescimento econômico possam ser &#8220;sustentáveis&#8221;.</p>
<p>O Brasil continua sem uma política de segurança alimentar além das bolsas isso e aquilo.  Sistemas de apoio à alimentação e outros não são &#8211; ao contrário do que alguns tentam fazer acreditar &#8211; um invenção de Lula; existiram e esxistem até mesmo em países hoje altamente desenvolvidos, ainda que com maior ênfase em períodos de guerra ou de crise econômica e similares; nunca com características eleitoreiras e de permanência.</p>
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		<title>Código Florestal e (Enfim) Mobilização Nacional dos Produtores de Alimentos &#8211; II</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2011 15:29:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Como era de se esperar, a imprensa não deu grande destaque à manifestação de produtores rurais no dia 5 de abril em Brasília, que reuniu cerca de 21.000 pessoas, segundo a Globo News, e 10.000, de acordo com a super-tendenciosa Folha de São Paulo quando o assunto são as inevitáveis mudanças no Código Florestal as imprescindíveis mudanças no Código Florestal (que, de fato, não chega a ser um Código, mas apenas uma lei muitas vezes remendada por medidas provisórias).</p>
<p> Usualmente, este último jornal tem dado primeira página a manifestações de qualquer grupo de uma dúzia de “ativistas” que adotem táticas de teatro de guerrilha, já tão antigas e agora um tanto ultrapassadas ou usadas apenas para eventos de marketing.</p>
<p>A palavra “ativistismo” está assim definida no Aurélio:  1 (Filos.) – Doutrina que faz da atividade a essência da realidade; 2 (Filos.) – Doutrina que admite algum tipo de oposição entre a ação (q.v.) e os domínios diversos do conhecimento, e que dá primazia à ação, primazia que comporta diferentes graus  e definições (Cf., nesta acepção, naturalismo, humanismo e pragmatismo); 3 (Liter.) – Estilo impressionista em que se empregam os gêneros literários para a propaganda de idéias políticas; , e 4 – Militância política.  O confronto entre o ativismo e o conhecimento é mais do que evidente nos meios  ambientalistas brasileiros, sem nunca ter contagiado, exceto episodicamente, aqueles que têm uma profissão no campo científico, técnico, e/ou da gestão pública dos recursos ambientais.  Nenhum engenheiro que trabalha na área de energia eólica, por exemplo, se auto-denomina “ambientalista”, já que esses dão a primazia ao conhecimento e ao desenvolvimento tecnológico.</p>
<p>Por essa razão, nas sociedades de conhecimento os avanços tecnológicos de interesse ambiental tem sido muito maiores do que no Brasil, onde a primazia na área das compensações da “pegada carbônica” continua a se limitar a plantar “arvrinhas”, em detrimento dos significativos avanços tecnológicos que estão ocorrendo nos países sérios.</p>
<p>Infelizmente, mesmo a Globo News editou a fala da senadora Katia Abreu de maneira a dar a impressão de que ela está “ameaçando” uma redução intencional na produção de alimentos, e não constatando que essa redução ocorrerá inevitavelmente se o “Código” Florestal não for mudado.  Para a grande imprensa, a polarização é sempre mais interessante para atrair clientes.  E que se danem os tais “conhecimentos”, de mais difícil compreensão pelo grande público.</p>
<p>Como os políticos e mesmo o governo parecem perdidos, é preciso que os produtores rurais se mantenham mobilizados, aumentando o contato com as bancadas de seus estados.  Só assim será possível evitar que passemos de produtores a importadores de álcool e até de feijão (como está ocorrendo).</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>A turminha do IBAMA e de alguns órgãos ambientais, bem como alguns membros do MP que atuam na área ambiental, são divertidos: eles querem que os proprietários rurais registrem as suas reservas legais com base em georeferencimento mas não fazem isso nas unidades de conservação que deveriam administrar ou pelas quais deveriam velar.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>E os politicos adiam a votação criando mais comissões.  Mas já dão indícios de ter uma vaga idéia do que se trata, como se pode ver no texto abaixo, publicado no boletim da Organização de Cooperativas do Estado de Santa Catarina &#8211; OCESC.</p>
<p>&#8220;Diante da polêmica em torno das mudanças, o presidente da Câmara, Marco Maia, criou um grupo de trabalho para discutir o substitutivo e apresentar novas sugestões. Na próxima terça-feira (5), o colegiado se reúne para discutir 54 notas técnicas enviadas por entidades interessadas no tema.</p>
<p>&#8220;Entretanto, conforme explica Aldo, o grupo tem “apenas autonomia política para apresentar sugestões”. O relator é quem decide sobre os pontos a serem acolhidos ou não no texto.</p>
<p>&#8220;Ele reafirmou, por exemplo, que pretende realmente acatar a <strong>sugestão de entidades representativas da agricultura familiar</strong> de reduzir à metade as medidas atuais das áreas de preservação permanente (APPs) em todas as propriedades de até quatro módulos rurais. “Se não acolher essa proposta, vou acabar com boa parte da agricultura familiar no Brasil”, argumenta.</p>
<p>Na versão atual, o texto prevê a diminuição apenas da extensão da cobertura florestal em margens de cursos d’água de até cinco metros de largura, que passa de 30 para 15 metros. Com a <strong>sugestão dos pequenos agricultores</strong>, essa medida seria reduzida para 7,5 metros.</p>
<p>E o Greenpeace não se pronunciou sobre essas sugestões dos pequenos agricultores.</p>
<p>Quanto às reivindicações de ambientalistas, Aldo Rebelo sustenta que já acolheu “várias”. Entre elas destaca a manutenção da reserva legal, que, segundo ele, só existe no Brasil. A manutenção de medidas das APPs, que atualmente vão até 500 metros, seria outra concessão. “Nos outros países essa medida chega, no máximo, a 20 metros”, sustenta.&#8221;</p>
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		</item>
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		<title>Florestas &#8211; Falem Bem, Mas Falem dos Outros</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/11/14/florestas-falem-bem-mas-falem-dos-outros/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 18:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
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		<category><![CDATA[Suiça]]></category>

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		<description><![CDATA[Países altamente desenvolvidos que falam demasiadamente na proteção de florestas tropicais preferem sonegar a informação de que têm ZERO de cobertura florestal nativa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dos países que mais falam na preservação das florestas tropicais são grandes importadores de óleo de palma (dendê) provenientes de áreas desmatadas na Indonésia, na Malásia e em outros para assegurar-lhes o fornecimento de &#8220;biocombustíveis&#8221; com o deslocamento de populações nativas para a periferia das cidades. </p>
<p>Mas o cinismo descarado não termina aí.  Dados sobre o percentual de áreas florestadas sobre a área total dos vários países, bem como sobre o percentual de florestas nativas (primárias) em relação à área total florestada em cada um deles, demonstram claramente como se forja o mecanismo de projeção de responsabilidades sobre os demais.</p>
<p>Países como Holanda (sede do Greenpeace), Inglaterra e Alemanha &#8211; que estão entre os que mais falam sobre a preservação das florestas tropicais e mais prometem recursos para a sua proteção tem ZERO de florestas nativas em seus próprios territórios.  A Noruega, que compra caças militares de US$ 200 milhões para proteger os seus interesses sobre o petróleo do Ártico, também fala um bocado em florestas tropicais mas tem desprezíveis 2% de florestas nativas enquanto mantem 33% de seu território com florestas comerciais.</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="175" valign="top"><strong>País</strong></td>
<td width="174" valign="top"><strong>A</strong></td>
<td width="222" valign="top"><strong>B</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="175" valign="top">Reino Unido</td>
<td width="174" valign="top">12</td>
<td width="222" valign="top">0</td>
</tr>
<tr>
<td width="175" valign="top">Noruega</td>
<td width="174" valign="top">33</td>
<td width="222" valign="top">2</td>
</tr>
<tr>
<td width="175" valign="top">Suiça</td>
<td width="174" valign="top">31</td>
<td width="222" valign="top">40</td>
</tr>
<tr>
<td width="175" valign="top">Canadá</td>
<td width="174" valign="top">34</td>
<td width="222" valign="top">53</td>
</tr>
<tr>
<td width="175" valign="top">Holanda</td>
<td width="174" valign="top">11</td>
<td width="222" valign="top">0</td>
</tr>
<tr>
<td width="175" valign="top">Alemanha</td>
<td width="174" valign="top">32</td>
<td width="222" valign="top">0</td>
</tr>
<tr>
<td width="175" valign="top">Brasil</td>
<td width="174" valign="top">62</td>
<td width="222" valign="top">92</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A &#8211; %  áreas com florestas sobre área total do país</p>
<p>B &#8211; % florestas primárias sobre total de áreas com florestas</p>
<p>Curiosamente, os dados podem ser encontrados na página na internet de uma dessas organizações que tanto falam  na proteção das florestas tropicais.  São dados baseados em informações da FAO, <strong>referem-se ao ano de 2010</strong>, e estão em:</p>
<p><a href="http://rainforests.mongabay.com/deforestation/">http://rainforests.mongabay.com/deforestation/</a></p>
<p>Essa organização, como as demais que atuam nessa área, não propõem que os paises que tanto falam nas florestas tropicais e na biodiversidade iniciem um processo de restauração de suas florestas originais e de seus &#8220;biomas&#8221;. </p>
<p>E nem fazem nada de concreto para que as suas corporações paguem pela biodiversidade que tanto lucro lhes proporcionou e continua proporcionando.</p>
<p>Evidentemente, isso não impede que esses países tenham, em todos os outros campos, políticas ambientais MUITO mais avançadas do que as nossas.  Os resultados concretos comprovam isso: nesses países, os rios e lagoas estão completamente limpos (ou quase), com a cadeia biológica desses corpos d&#8217;água recuperada (ou em fase avançada de recuperação).  E note-se que nenhum deles tem leis estabelecendo faixas marginais de proteção e áreas de preservação permanente ou qualquer coisa que se possa parecer com o tão decantado Código Florestal brasileiro.  A gestão dos recursos ambientais é feita no mundo real, e não no mundo jurídico, político partidário. ou do imaginário dos naturalistas do século XIX, que enganam o público leigo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Marinha dos EUA adota B-50 feito a partir de algas</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/11/01/marinha-dos-eua-adota-b-50-feito-a-partir-de-algas-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Nov 2010 00:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[ANP]]></category>
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		<category><![CDATA[B-20]]></category>
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		<category><![CDATA[biodiesel]]></category>
		<category><![CDATA[biodiesel de algas]]></category>
		<category><![CDATA[energias renováveis]]></category>

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		<description><![CDATA[Os EUA assumem a liderança tecnológica e comercial no campo da produção de biodiesel a partir de algas.  O Brasil continua capengando com uma política antiquada para biocombustíveis, apesar do imenso potencial do etanol.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao final de outubro de 2010, a Marinha dos EUA testou, numa pequena embarcação de 49 pés do tipo RCB-X (foto) um combustível B-50 com a parte de biodiesel produzida a partir de algas pela Solazyme, da Califórnia (<a href="http://www.solazyme.com/">www.solazyme.com</a>).  Esse é um notável avanço tecnológico e também na área de políticas públicas para os biocombustíveis.  Os EUA &#8211; que não assinam tratados internacionais sobre energias renováveis &#8211; ficam, assim, em posição bastante confortável do ponto de vista econômico, também, por deter mais patentes nesse campo. </p>
<p>“Esse é o futuro” – declarou o contra-almirante Philip Cullom: “Nós vamos operar a nossa frota com base nesse combustível”.</p>
<p>De acordo com o Ministério da Energia dos EUA, as atividades militares são responsáveis por cerca de 80% de todo o consumo de energia do governo.  E ainda que o consumo militar tenha sido reduzido em 9,5% entre 2003 e 2007, o valor da conta cresceu 142%, atingindo US$ 142 bilhões ao final desse mesmo período.</p>
<p>Em decorrência, os militares norte-americanos adotaram um plano para substituir 25% dos combustíveis fósseis que utilizam por energias renováveis até 2020.  A Marinha foi bem mais longe e estabeleceu a sua meta em 50%.  A Marinha começará a fazer isso já em 2012, usando esse B-50 em pequenas embarcações que trafegam por rios e na área costeira.  O incremento será gradual de maneira a incluir fragatas, cruzadores e destroyers até chegar numa “força de ataque verde” em 2016.</p>
<p>Isso tudo é possível, em grande parte, porque lá não existe uma Agência Nacional do Petróleo &#8211; ANP preocupada com trivialidades inúteis sobre biocombustíveis, cafetinando o assunto e fazendo com que a adição de etanol à gasolina seja a mesma em regiões produtoras e em regiões extremamente distantes da produção &#8211; e, assim, aumentando os preços para os usuários finais -, ou decidindo quem pode usar B-2 ou B-5 ou B-50 ou B-100 independentemente da disponibilidade regional do óleo vegetal. </p>
<p>“A Solazyme está orgulhosa por ser o primeiro fabricante de combustível produzido microbiologicamente utilizado pela Marina numa embarcação militar”, declarou o presidente da empresa.  “O compromisso da Marinha norte-americana com a redução da dependência de combustíveis fósseis deu um novo passo e nós aplaudimos essa liderança.”</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">A imagem abaixo mostra o modelo da embarcação da Marinha dos EUA em que foram feitos os testes  com o B-50 produzido com algas.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/RCB-X1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-617" title="0Embarcação da Marinha dos EUA utilizada nos testes de B-50" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/RCB-X1.jpg" alt="" width="500" height="357" /></a></p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Enquanto isso acontece, o Brasil continua falando em B-2, B-3 e B-5, sempre a partir de produtos agrícolas que concorrem coma produção de alimentos.  Apeasr de ter 7.400 km de costa, é pequeno ou desprezível o apoio para a pesquisa de biodiesel a partir de algas.  E, ainda que excelentes pesquisadores façam o seu trabalho, não emos a mentalidade de que é preciso &#8220;criar os mercados&#8221;.  Aqui, os economistas em geral e em particular os do governo parecem acreditar que o mercado é algo que existe independentemente das decfisões humanas.  Nos países sérios, adotam-se mecanismos variados para &#8220;criar o mercado&#8221; para os produtos de tecnologias inovadoras consideradas estratégicas.</p>
<p>Facilita a criação do mercado o fato da mistura, nos EUA, não ser obrigatório e padronizada em todo o território nacional, como ocorre aqui.  Frotas cativas podem adotar B-20 ou B-100 ou qualquer percentual fazendo a mistura em suas próprias bombas de combustível, como os usuários de carros podem escolher a mistura desejada de etanol em inúmeros postos de gasolina, sem necessidade da cafetinagem do produto aqui gerenciada pelo governo e com menores custos porque o biocombustível não tem que &#8220;passear&#8221; até as refinarias ou pontos de mistura centralizados.</p>
<p>Nota &#8211; O texto principal foi retirado da newsletter eletrônica do National Bulletin Board, de subscrição recomendada para quem se interessa por políticas sérias e avanços tecnológicos no campo dos biocombustíveis.</p>
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		<title>Amazônia, Subsídios à Geração de Eletricidade e Imbecilidade &quot;Ecológica&quot;</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 17:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>

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		<description><![CDATA[Em reportagem de Ramona Ordonez publicada nesta data em O Globo comenta que uma tunga adicional de 1,5% do valor das contas de eletricidade dos consumidores brasileiros de energia elétrica está para ocorrer a qualquer momento – além do que acontecerá com o bolsa-eletriricidade recentemente concedida pelo residente Lula a nuestros hermanitos paraguayos com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em reportagem de Ramona Ordonez publicada nesta data em O Globo comenta que uma tunga adicional de 1,5% do valor das contas de eletricidade dos consumidores brasileiros de energia elétrica está para ocorrer a qualquer momento – além do que acontecerá com o bolsa-eletriricidade recentemente concedida pelo residente Lula a nuestros <em>hermanitos paraguayos</em> com a decisão de rever a favor deles o contrato da Itaipu Binacional.</p>
<p>A mágica se dará com a vigência da Medida Provisória 499, editada em 29 de junho de 2009, que prevê alterações filantrópicas nos valores da Conta de Consumo de Combustível – CCC que subsidia os chamados sistemas isolados em particular na região amazônica.  A MP está em jurisdiquês e em economês.  Já a exposição de motivos, assinada por Nelson Machado e Edison Lobão, e as rocambólicas justificativas podem ser encontrada em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Exm/EMI-33-MME-MF-09-Mpv-466.htm">www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Exm/EMI-33-MME-MF-09-Mpv-466.htm</a>.  Se alguém tiver dificuldades em chegar lá porque o Windows identifica o site como não seguro, é só clicar em prosseguir.  Não há riscos de uma tentativa de tunga adicional online.</p>
<p>Absurdamente &#8211; e intencionalmente - não há referências a valores na Exposição de Motivos e nem na Medida Provisória,  sequer estimativos  O alerta veio do presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e dos Consumidores Livres – ABRACE, que estimou o <strong>aumento das despesas com a CCC dos R$ 2,48 bilhões já aprovados para 2009 pela ANEEL para R$ 4,88 bilhões – quase o dobro do valor original</strong> – “se a MP entrasse em vigor nesta data&#8221;.  Eufemismo, já que ela entra em vigor na data de sua publicação, o que deverá ocorrer em poucos dias.</p>
<p>Os elevados subsídios para o transporte de combustível para os Sistemas isolados continuam a ser uma aberração do ambientalismo imbecil – afinal, os slogans do tipo eco estão mais na moda do que nunca -, já que tais sistemas poderiam ser abastecidos com B-100 (100% óleo vegetal) feito a partir do dendê e do babaçu, abundantes em toda a região.  A tecnologia para o uso do B-100 nos geradores diesel não envolve mais pesquisas, e a extração e filtragem do óleo pode ser feita em quantidades adequadas a cada sistema isolado.  A grana também seria melhor usada com a implantação de sistemas híbridos solar-biodiesel ou mesmo solar-eólico-biodiesel, gerando emprego e renda na própria região e utilizando tecnologia já desenvolvida pelo Instituto Militar de Engenharia &#8211; IME.</p>
<p>O que realmente não faz sentido é pagar a conta de caminhões que saem de São Paulo e viajam 2.000 quilômetros até a Amazônia, depois fazem o transbordo do óleo para um barco, que depois o coloca em outro caminhão, e ninguém audita nada.</p>
<p>Mas Lobão – afilhado político de Sarney – e Lula preferiram aumentar os subsídios para fazer mais da mesma coisa sob o argumento de que&#8230; blá-blá-blá&#8230; os mesmos de sempre.   Afinal, o que são meros R$ 4,88 bilhões ou valor aproximado para beneficiar um transporte de caminhão e outros valores nunca auditados?  De toda forma, eles serão extraídos furtivamente do bolso de quem paga a conta de luz sem os subsídios sociais que são uma espécie de bolsa-eletricidade.</p>
<p>***</p>
<p>O falecido Gilberto Mestrinho lutou para que o gás de Urucu fosse liquefeito ou transportado por chatas em alta pressão, já que o principal meio de transporte da região é fluvial.  Assim, seria possível subsituir o combustível de TODOS os sistemas isolados por gás natural, e ainda utilizar esse combustível, mais limpo, no abastecimento de barcos e carros.  Mas, com essa alternativa, as empreiteiras &#8220;amigas dos amigos&#8221; não teriam a chance de fazer 600 quilômetros de dutos terrestres e 140 de dutos subaquáticos.   </p>
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		<title>Biodiesel &#8211; Já é hora do Brasil ter uma política séria</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 03:35:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil bem que podia ter uma política séria de produção de biodiesel, agora que já foram esquecidas todas as tolices  (e mentiras!) sobre pequenos produtores plantando mamona.  Uma política séria incluiria a seleção das espécies em função das características de cada região. A produtividade média por tipo de cultura – em kg de óleo por hectare [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil bem que podia ter uma política séria de produção de biodiesel, agora que já foram esquecidas todas as tolices  (e mentiras!) sobre pequenos produtores plantando mamona.  Uma política séria incluiria a seleção das espécies em função das características de cada região.</p>
<p>A produtividade média por tipo de cultura – em kg de óleo por hectare é a seguinte:<br />
Cultivar                      Kg de oleo/hectare</p>
<p>Castanha de caju              148<br />
Café                                   386<br />
Soja                                    493<br />
Sésamo                              585<br />
Girassol                             800<br />
Cacau                                863<br />
Canola                            1.000<br />
Óleo de babaçu              1.541<br />
Jatropha                         1.590<br />
Côco                                2.260<br />
Óleo de dendê                5.000</p>
<p>Os números dispensam comentários, já que, atualmente, a quase totalidade do biodiesel produzido no  Brasil é proveniente da soja, que no Brasil tem alta produtividade mas apenas 18% de óleo.</p>
<p>Fonte:  <a href="http://www.earthtoys.com/emagazine.php?issue_number=09.02.01&amp;article=jatropha">www.earthtoys.com/emagazine.php?issue_number=09.02.01&amp;article=jatropha</a></p>
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		<title>Etanol de Segunda Geração &#8211; Boas Notícias na Área de Energias Renováveis</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 13:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>

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		<description><![CDATA[O sonho brasileiro de exportar etanol começa a ir para o ralo: inicia-se em breve, na Dinamarca, a produção de etanol de segunda geração, fabricado a partir dos resíduos agrícolas.  Assim, evita-se a competição entre o uso do solo para a produção de alimentos e de biocombustíveis. É uma boa lição para o Brasil e uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR">O sonho brasileiro de exportar etanol começa a ir para o ralo: inicia-se em breve, na Dinamarca, a produção de etanol de segunda geração, fabricado a partir dos resíduos agrícolas.<span>  </span>Assim, evita-se a competição entre o uso do solo para a produção de alimentos e de biocombustíveis.</span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"> </span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR">É uma boa lição para o Brasil e uma oportunidade de desmascarar a história da globalização, do livre mercado, da Organização Mundial do Comércio – OMC com as suas proibições de subsídios aos produtos.<span>  </span>De fato, nos países sérios os subsídios governamentais são massivamente direcionados para o desenvolvimento científico e tecnológico, depois repassados à iniciativa privada.<span>  </span>Além disso, CRIAM-SE mercados a partir de contratos como o que agora foi anunciado entre a Statoil – a empresa petrolífera da Dinamarca – e a Inbicon, uma empresa privada que atua no ramo dos biocombustiveis (<a href="http://www.inbicon.com/"><font color="#800080">www.inbicon.com</font></a>).<span>  </span>A Statoil comprou, por antecipação, a produção quase total da fábrica da Inbicon ainda em construção – 5 milhões de litros. </span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"> </span></span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR">Ou seja, os mercados não são figuras etéreas, produtos apenas da teoria econômica, mas mecanismos da dinâmica econômica que podem e devem ser influenciados por iniciativas das sociedades. <span> </span>A Dinamarca sai, assim, do estágio da pesquisa aplicada para uma fábrica-piloto da Inbicon que pretende demonstrar a viabilidade econômica da produção do etanol de segunda geração em escala industrial.</span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"> </span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"> </span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR">Essas são boas notícias para os que se interessam por políticas públicas efetivas e inovadoras na área da gestão ambiental.<span>  </span>Mas, evidentemente, destinam-se a resolver os problemas relacionados à segurança energética dos países altamente desenvolvidos.</span></p>
<p></span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR">Muito provavelmente, no futuro próximo países como o Brasil estarão pagando royalties para usar essas novas tecnologias.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR">No entanto, a produção de etanol a partir dos resíduos agrícolas é apenas uma solução parcial, já que o eixo da conservação dos solos e dos recursos hídricos – em particular da recarga dos aqüíferos subterrâneos – é o plantio direto que deixa esses resíduos recobrindo os solos depois das colheitas.<span>  </span>Essa é uma prática bastante difundida no Brasil pelos próprios produtores rurais de médio e grande porte, os tais “ruralistas” que estão servindo de bode expiatório para a incompetência dos “ambientalistas” (mas esse é outro assunto).<span>  </span>Quando os resíduos agrícolas são removidos, o solo fica exposto às chuvas e sujeito à erosão; a água não é retida para infiltração lenta.</span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"> </span></span></p>
<p style="text-align: left; margin: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal" align="left"><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR">Fora o que, o plantio direto retém mais carbono nos solos agrícolas, oportunidade que as autoridades ambientais brasileiras têm ignorado ou subestimado ou desconsiderado, já que os &#8220;ruralistas&#8221; &#8211; e não o governo &#8211; colocaram o Brasil entre as lideranças mundiais desse prática que além de conservar os solos e aumentar a produtividade, reduz de maneira significativa o aporte de adubos químicos e de pesticidas.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"></span><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR">A ver quais os próximos passos do novo conflito entre conservação dos solos e produção de etanol de segunda geração.<span>  </span>Nada pode ocultar que o planeta ficou pequeno demais para a sua atual população, que continua crescendo, e não á qualquer alternativa para um desenvolvimento sustentável global, exceto nos países altamente desenvolvidos que estão cada vez mais fechando as suas fronteiras.</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR"><span style="font-family: 'Verdana','sans-serif'; font-size: 10pt" lang="PT-BR">De toda forma, os países altamente desenvolvidos já se posicionaram contra o uso de etanol de primeira geração por entenderem que ele concorre com a produção de alimentos, e não o importarão, em especial quando a FAO estima que em 2009 o número de desnutridos do planeta será superior a 1 bilhão de pessoas.</span></span></p>
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		<title>Tecnologia da Energia e Tecnologia da Informação &#8211; Revoluções Semelhantes?</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 04:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Acaba de ser publicado um interessante livro sobre meio ambiente.  No Brasil intitulado O Mundo é Plano, o livro tem um título bem mais longo em sua versão original, em inglês: Quente, Plano e Populoso – Por Que Necessitamos de Uma Revolução Verde e Como Ela Pode Renovar a América.  O autor, Thomas Friedman, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acaba de ser publicado um interessante livro sobre meio ambiente.  No Brasil intitulado O Mundo é Plano, o livro tem um título bem mais longo em sua versão original, em inglês: Quente, Plano e Populoso – Por Que Necessitamos de Uma Revolução Verde e Como Ela Pode Renovar a América.  O autor, Thomas Friedman, é jornalista, colunista do New York Times, e já agraciado com um Prêmio Pulitzer.</p>
<p>O livro ironiza aqueles que acreditam na continuidade de uma civilização do petróleo, como George W. Bush, que aposta na exploração desse combustível fóssil em águas ultra-profundas (utra-deep drilling) – como é o caso do que aqui se convencionou chamar de pré-sal.</p>
<p>Numa entrevista recente para a renomada revista Foreign Policy, Thomas Friedaman afirmou que essa visão é apenas non-sense.</p>
<p>“Ninguém acredita sinceramente que nas profundezas dos oceanos exista petróleo para assegurar a autonomia dos EUA.  Essa é uma abordagem errada porque, num mundo que se tornou quente, plano e super-populoso, os combustíveis fósseis – e em particular o petróleo – vão ser demasiadamente caros e finitos.  Então, o nosso foco  deve ser na próxima grande indústria global: energias renováveis e limpas.  Quando o McCain diz `perfurem, perfurem, perfurem`, eu vejo algo similar a alguém que defendesse as máquinas de escrever elétricas da IBM às vésperas da revolução da tecnologia da informação.</p>
<p>Para o autor, a próxima revolução tecnológica será uma <strong>revolução de elétrons</strong>.  Os países que liderarem essa revolução serão aqueles nos quais os padrões de vida serão os mais elevados, que serão mais respeitados pelo “resto do mundo” (ah, a usual arrogância norte-americana), e nos quais a inovação vai se acelerar e a segurança nacional aumentará.</p>
<p>“Eu quero gente colocando dólares malucos em idéias malucas, em cada garagem, 100.000 pessoas tentando 100.000 coisas diferentes, cinco das quais serão bem sucedidas, e duas poderão ser o próximo Google verde.  Só assim, com cada um sendo um cientista inovador verde, é que a tecnologia da energia – TE – será para o século XXI o que a tecnologia da informação – TI – foi para as décadas de 80 e 90 do século XX.”</p>
<p>Thomas Friedman fala na necessidade de escala para a revolução da tecnologia da energia e ironiza os ambientalistas que acreditam na conscientização de todos: “se você tiver que educar as pessoas a fazerem 20 coisas verdes a cada dia, esqueça a possibilidade de qualquer mudança significativa; é necessário ter um novo sistema em funcionamento sem que as pessoas sequer percebam, como ocorreu com a tecnologia da informação”.</p>
<p>Thomas Friedman talvez sintetize o que serão as mudanças feitas por Obama caso seja eleito presidente dos EUA.  Algo similar ao que fez Bill Clinton, que dinamizou a economia e revolucionou o mundo ao retirar a internet e o GPS da lista de tecnologias restritas aos usos militares.</p>
<p>É bem verdade que hoje as coisas são bastante mais complexas, já que as previsões de aumento da demanda de matérias-primas sugerem um colapso da civilização do consumo.  Ainda assim, Friedman aporta um bom discurso eleitoral para Obama e de esperança para a maioria dos norte-americanos, hoje muito preocupados com os preços do petróleo.</p>
<p>***</p>
<p>Numa situação dessas, as ONGs ambientalistas que já foram inovadoras, como os Greenpeace da vida e tantas outras sem a mesma fama, podem ser vistas, hoje, como tão anacrônicas quanto os combustíveis fósseis.  Elas têm tantos compromissos com o próprio passado que não lhes sobra tempo para ver o presente e o futuro.  É o conservacionismo conservador, já mais que ultrapassado.  Recentemente, o Greenpeace apelou para a produção e divulgação de um &#8220;Manual do Sexo Ecológico&#8221;, recomendando aos casais que verifiquem antes se a madeira das camas tem origem certificada.  Coisa de hippie velho.</p>
<p>***</p>
<p>A maior parte do petróleo do pré-sal brasileiro está a profundidades acima de 7.000 metros.  Sondagens já são feitas até mesmo na China e na Rússia a profundidades de até 12.000 metros.  Mas a tecnologia para a efetiva exploração do petróleo e do gás em reservas ultra-profundas nunca superou a marca dos 3.500 metros.</p>
<p>***</p>
<p>A entrevista de Thomas Friedman, em inglês, pode ser lida em <a href="http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=4463">www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=4463</a>.</p>
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		<item>
		<title>Amazônia &#8211; Reserva Legal e Pequenos Produtores</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2008/08/19/amazonia-reserva-legal-e-pequenos-produtores/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 18:25:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>

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		<description><![CDATA[É positiva a decisão de concordar com o plantio de “espécies exóticas” na Amazônia, reduzindo na prática o percentual da reserva legal de 80% para 50%.  Afinal, esse percentual foi elevado de 50% para 80% por Medida Provisória &#8211; isto é, do dia para a noite &#8211; por FHC e sua turma mais para agradar à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É positiva a decisão de concordar com o plantio de “espécies exóticas” na Amazônia, reduzindo na prática o percentual da reserva legal de 80% para 50%.  Afinal, esse percentual foi elevado de 50% para 80% por Medida Provisória &#8211; isto é, do dia para a noite &#8211; por FHC e sua turma mais para agradar à imprensa internacional do que para encontrar uma solução sensata para o desmatamento na Amazônia. </p>
<p>Entre outras coisas, essa decisão pode resultar numa imensa economia do diesel cujo transporte para a região é subsidiado através da Conta de Consumo de Combustíveis – CCC.  O montante desses subsídios deverá atingir R$ 3,5 bilhões em 2008.  O óleo de dendê, cujo plantio de já amplamente difundido no Pará, pode substituir o diesel no parque gerador de centenas de cidades e vilarejos não conectados à rede de distribuição de energia elétrica, com benefícios significativos para a região e para todo o Brasil.</p>
<p>O mesmo ocorre com o babaçu, originário da Amazônia.  Na Amazônia Oriental, há extensos babaçuais hoje sem qualquer aproveitamento ou benefício para a população local.  Com um mínimo de boa vontade, os ambientalistas poderiam estar mais atentos a essa oportunidade de substituição de combustível fóssil por fontes renováveis de energia.  E ainda com a realocação desses recursos financeiros para atividades mais benéficas para a população local.</p>
<p>Essa produção de óleo (biodiesel) pode ser feita de forma descentralizada, com unidades modulares de esmagamento e produção de óleo por produtores de todos os portes.  A tecnologia nacional nessa área já se encontra desenvolvida.  E os grupos geradores podem operar com B-100, se houver boa vontade da ANP e do MME para enfrentar o lobby da CCC.</p>
<p>Com um pouco de esforço na formação de cooperativas, associações de produtores e outras formas de organização social que propiciem uma melhor participação na geração de renda para as populações mais pobres que vivem do extrativismo, além das usuais culturas de subsistência, como a mandioca, o feijão e até o milho, entre outras. Iniciativas que ainda merecem a atenção do governo nesse momento de transição incluem a concessão de títulos de propriedade para os pequenos produtores da região, que não têm acesso às mesmas facilidades que os grandes para processar papéis e percorrer os corredores da burocracia.</p>
<p>Essa iniciativa, com o uso de GPS e uma injeção de recursos na advocacia pública não é – ou não deveria – ser difícil, mas o jogo de poder na região sem dúvida a dificulta muito. Da mesma forma, é preciso pensar no fato de que os pequenos produtores não têm como elaborar planos de manejo para as áreas de onde tiram o seu sustento.  Para que o façam, é fundamental um grande reforço nos serviços de extensão rural, que deixam muito a desejar, quando não são simplesmente inexistentes.</p>
<p>A possibilidade de que os pequenos vendam as suas terras se regularizada a situação fundiária é alta devido à atração que as grandes cidades exercem numa sociedade de consumo e à influência da televisão.  Essa tendência pode ser retardada ou contrabalançada pelo acesso a serviços básicos de saúde e educação, que ainda são escassos quando consideradas os núcleos populacionais menores e mais dispersos.</p>
<p>É hora de investir maciçamente na formação dos pequenos produtores para que deixem de ser apenas “mão de obra” e passem a ter mais acesso à tecnologia e às formas de organização da produção que aumentem a sua geração de renda e auto-estima.</p>
<p>***</p>
<p>Usar a expressão “introdução de espécies exóticas” para falar da nova realidade pode não ser adequado para a percepção que os brasileiros têm da mudança nas regras do jogo.  O dendê e o coco também são espécies exóticas.  A questão é saber se devem ser consideradas como estranhas à vida da população da Amazônia, num momento em que o mero extrativismo já se revelou, na prática, insuficiente ou mesmo inviável como alternativa econômica para o conjunto dos pequenos produtores da região.</p>
<p>***</p>
<p>As reservas legais em propriedades rurais não encontram paralelos em outros países, e isso talvez seja suficiente para uma reflexão sobre o tema.</p>
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