Água e energia: o fim do consumidor cativo como condição para o avanço do Brasil

O uso da expressão “monopólio natural” é frequente na economia para descrever uma situação na qual não se justifica a concorrência – até por razões econômicas – e, assim, há necessidade da presença do poder público na regulamentação.  Aos poucos, esse tipo de monopólio se espatifa, como já vem acontece há tempos com a telefonia e com as comunicações em geral.   A mesma tendência vem mostrando os seus contornos da área da eletricidade e logo se fará presente no campo da gestão de águas.  Em alguns lugares, as resistências inerciais são maiores do que em outros, ainda que os avanços tecnológicos sejam irreversíveis e a sua disseminação cada vez mais incontrolável.

Evidentemente, essa noção já avançou bastante – ainda que não o suficiente -p no setor elétrico, e tardará mais, ainda que deva ser um norte para o setor de água e esgoto.

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Patina a participação da iniciativa privada na Cedae

Enquanto o debate sobre a participação da iniciativa privada nos serviços de água e esgoto nos municípios que fizeram a concessão à Cedae (Rio de Janeiro) permanecer nas mãos apenas de financistas (BNDES e similares), políticos voltados para a resolução de naufrágios da administração pública e atores que pensam dentro de suas caixinhas, nada acontecerá, ou acontecerá de maneira fracionada e sem uma direção estruturante.

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Cedae – Privatização ou concessão à iniciativa privada?

A palavra “privatização’ da Cedae parece ter se tornado unânime, ainda que inevitavelmente se trate de várias concessões.  A competente Maria Silvia Bastos – presidente do BNDES – sabe disso e suas declarações sempre foram claras: nada de privatização, mas quatro concessões abrangendo grupos de municípios.  Exatamente como foi feito, de forma pioneira na Região dos Lagos, de forma pioneira, por iniciativa dos próprios prefeitos e excelentes resultados.

Quem insiste na palavra privatização é o corporativismo, políticos que se posicionam ideologicamente ou estão caçando uns votinhos, e a imprensa quando não sabe a diferença entre uma coisa e outra.

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A espalhafatosa privatização da Cedae e danem-se os municípios… e o saneamento básico

Meirelles é a única voz do governo – fora as usuais disputas por cargos em Brasília.  Em tempos de crise, um mero contador tenta aparecer como economista, quando na verdade só quer que as colunas da direita e da esquerda se encontrem (o que, convenhamos, é o mínimo).  Nada sobre o aumento do dinamismo econômico que possa resultar em geração de emprego e em aumento da arrecadação.  Nada de sério na saúde pública ou na educação.

Até as mais caretas agências de classificação de risco já divulgaram notas informando que não se trata apenas do deficit público, mas da incapacidade do governo para fazer a economia crescer

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Carta aberta aos prefeitos eleitos – Concessões dos serviços de água e esgoto

Nos primeiros meses do ano, Meirelles e o BNDES surgiram com a ideia de “privatização” da Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro – CEDAE e de outras.  Depois de dias no noticiário e manifestações de interesse das duas concessionárias privadas mais atuantes no Brasil, aquietaram-se.   Meirelles, o Contador, não sabe o que é um monopólio natural, ainda que as intenções possam ter sido boas em função do péssimo desempenho gerencial e econômico-financeiro da empresa.

Aos fatos!

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