O triste congresso nacional (com minúsculas) e o mito da regulamentação de tudo

A câmara dos deputados prepara-se para votar, novamente, algum tipo de regulamentação dos aplicativos de transporte de automóveis.  Evidentemente, é apenas mais uma imbecilidade na disputa entre a máfia dos táxis comuns e os grupos que controlam esses aplicativos.  A obsessão regulatória já tem um custo demasiadamente elevado para o Brasil: tomada de três pinos, passaporte com validade de apenas 4 anos, exigência de certidão de nascimento e uma pilha de outros documentos para a renovação do passaporte (supondo-se que ao se tirar o primeiro, a pessoa já provou à PF que nasceu), e por aí afora.

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Buurtzorg – Dando poder aos profissionais de saúde para concentrar-se nas necessidades das comunidades

Uma abordagem inovadora adotada pela Holanda já demonstrou um alto potencial para dinamizar o atendimento no sistema público de saúde.  A história da organização que recebeu o nome de Buurtzorg originou-se da insatisfação e do desejo de um pequeno grupo de enfermeiras holandesas de melhorar os serviços de atendimento domiciliar (home care) no país.  A partir daí constitui-se uma organização mais simples, acessível, apoiada numa plataforma tornada possível pela tecnologia da informação (TI).  Os resultados foram impressionantes: uma redução de 40% nos custos e de 50% no tempo dispendido com os atendimentos.

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Eficiência no uso da água: quando o legislador não tem a mais vaga ideia do assunto mas o poder de aprovar leis

Tentando pegar uma carona indevida e nunca merecida na moda do reuso de água, o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro – Jorge Picciani – apresentou e fez aprovar um projeto otário de reuso da água, logo sancionado pelo governador.  Assim se discutem – ou nem se discutem – e aprovam projetos no Brasil: no compadrio ou no escambo: “você vota no meu e eu voto no seu”.

Lei 7.599, promulgada em 24 de maio de 2017 deixa claro o grau de desconhecimento do tema por parte de seu autor, dos demais deputados que votaram a favor da tolice.  Mas tem a grande utilidade de servir de alerta para a inconsistência – senão a anarquia – nos procedimentos legislativos.  O fato de cumprir normas de tramitação não assegura a qualidade e a consistência do conteúdo das leis.

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Avançam no mundo os veículos elétricos – Oportunidades e barreiras no Brasil

Projeções da Bloomberg Energy Finance indicam que até 2025 os carros elétricos serão mais baratos do que os convencionais nos EUA e na Europa.  O gráfico de barras abaixo mostra essa evolução de preços.

 

 

 

 

 

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Cedae – Privatização ou concessão à iniciativa privada?

A palavra “privatização’ da Cedae parece ter se tornado unânime, ainda que inevitavelmente se trate de várias concessões.  A competente Maria Silvia Bastos – presidente do BNDES – sabe disso e suas declarações sempre foram claras: nada de privatização, mas quatro concessões abrangendo grupos de municípios.  Exatamente como foi feito, de forma pioneira na Região dos Lagos, de forma pioneira, por iniciativa dos próprios prefeitos e excelentes resultados.

Quem insiste na palavra privatização é o corporativismo, políticos que se posicionam ideologicamente ou estão caçando uns votinhos, e a imprensa quando não sabe a diferença entre uma coisa e outra.

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