A morte anunciada das térmicas a carvão… e o Brasil na mesmice

O título de uma notícia não poderia ser melhor – e por isso foi, aqui, apenas traduzido: Assim morre o carvão – Com energias renováveis super baratas e sistemas de estocagem de energia.

A notícia foi publicada inicialmente por Think Progress e logo reproduzida por outros meios de comunicação.  Ela pode ser lida aqui (em inglês).

A noticia é sobre a última concorrência feita no Colorado para aquisição de energia firme – isto é, de fornecimento constante, 24 horas por dia – que resultou em preços de energias renováveis mais baixos do que os meros custos operacionais das termelétricas a carvão existentes (e já amortizadas).  E isso no Colorado, onde os índices de insolação não são tão altos quanto na região nordeste do Brasil.

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Estocagem de energia solar e eólica em mega-baterias – Austrália inaugura uma com capacidade de 100 MW

Um dos problemas centrais das energias renováveis – excetuadas as células de combustível/hidrogênio – é que nem sempre a geração se dá nos momentos de maior consumo.  Daí a preocupação com a estocagem, entre outras como as redes inteligentes (smart grids).

O Brasil tem um sistema de estocagem já implantado mas mal utilizado no que se refere à sua integração com a energia solar e eólica: os reservatórios das hidrelétricas.  Se as assim chamadas autoridades setoriais soubessem fazer contas ligeiramente mais sofisticadas e cuidassem da automação das hidrelétricas, estocaria água – e portanto energia – nesses reservatórios no período da geração com energias renováveis fora dos horários de demanda de pico.

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Igrejas católicas também “desinvestem” de combustíveis fósseis

Mais de 40 instituições religiosas anunciaram que retirarão todos os seus investimentos de empresas produtoras de combustíveis fósseis no aniversário da morte de São Francisco de Assis.  Além dessas organizações, um porta voz do Banco Alemão da Igreja e da Caritas – que têm cerca de US$ 5,3 bilhões em investimentos – também anunciaram o seu compromisso de remover todos os seus investimentos em empresas de produção de petróleo, areias betuminosas e xisto.  Tais recursos deverão ser reorientados para energias renováveis.

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A bandeira vermelha na tarifa de eletricidade e a incompetência institucionalizada

Com o total domínio da força da inércia e da preguiça que lhe são características, a carimbadora de reajustes solicitados pelas concessionária que atende pelo codinome de ANEEL tungará novamente o bolso dos consumidores de energia elétrica a partir deste início de novembro, com a achaque destinado a financiar novas  térmicas de reserva e a dar vazão ao caro gás da obsoleta Petrobrás.

Como o Brasil não tem qualquer política de segurança hídrica e a maioria de sua geração de eletricidade é de fonte hídrica, qualquer seca mais prolongada compromete tanto a geração de energia elétrica quanto o abastecimento público de água.

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Coréia do Sul proíbe novas termelétricas a carvão e Brasil resume-se à questiúncula da “reserva” de cobre

O ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coréia do Sul (no Brasil, seriam três ou quatro ministérios) anunciou que (a) não serão mais concedidas licenças para termelétricas a carvão, (b) as usinar térmicas a carvão em fase de implantação deverão ser convertidas para o uso do gás natural, (c) a operação das térmicas a carvão com maiores emissão por serem mais antiga será simplesmente suspensa de maneira a reduzir as emissões a menos da metade, (d) a redução ou supressão da implantação de usinas nucleares está sendo considerada, e (e) a meta de 20% de geração de energias renováveis até 2030 será mantida, inclusive com a extensão dessas fontes à agricultura.

É uma radical mudança na matriz energética da Coréia do Sul, que em 2016 era constituída de 39% de carvão e 31% de nuclear (uma fonte já considerada ultrapassada na maior parte do mundo).

O anúncio das decisões pode ser lido aqui.

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