Energia elétrica no Brasil – Necessidade de revisão e integração de políticas públicas

A geração, a transmissão e a distribuição de energia elétrica no Brasil é baseada em conceitos econômicos no mínimo opacos, se não ultrapassados, inconsistentes e irracionais.  Isso se deve, em grande parte, ao fato da ANEEL ser um escritório central de gestão dos interesses bastante retrógrados das concessionárias de todos os tipos.

Na geração solar e eólica não se considera, por exemplo, que o Brasil dispõe de um sistema já pago e em grande parte amortizado de estocagem de energia que são os reservatórios das hidrelétricas.

A transmissão a longa distância parece não estar contabilizada nos custos de geração de novas e mais distantes hidrelétricas.

E agora, as concessionárias começam a pressionar as autoridades pela redução dos incentivos à microgeração distribuída sem considerar o que essa abordagem pode reduzir em muito os custos de reforços de linhas de transmissão e de distribuição.

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Roraima e segurança energética – Brasil, um país do passado

O Brasil opõe-se à inovação – mesmo quando já consagrada no mundo inteiro! – e continua movido pela mesmice, nessa época de rápidas transformações.  Um bom exemplo é o abastecimento de energia elétrica para o estado de Roraima, um problema já por demais conhecido, que se agravou porque a eletricidade do estado vem da Venezuela e o mesmo blá-blá-blá “emergencial” de sempre.  Nenhuma visão estratégica.

E isso não é coisa da atual administração que possa estimular os fora isso ou aquilo.  É assunto que vem de longe.

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A ANEEL joga contra a segurança energética do Brasil e a serviço do atraso

As concessionárias de energia elétrica argumentam contra os incentivos à energia solar distribuída e a ANEEL finge que faz um trabalho sério ao convocar audiências públicas num país onde não existem organizações de consumidores com estrutura para entrar no debate.  O assunto foi objeto de reportagem da Folha de São Paulo, sem a qual apenas um punhado de iniciados saberia da trama.

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Embarcações de transporte movidas a hidrogênio, enquanto a Petrobras acha que o negócio dela é pré-sal

Na Califórnia, uma empresa de transporte aquático anuncia o catamarã de transporte de passageiros (ferry boat) inteiramente movido a hidrogênio.

Enquanto isso, aqui, o presidente da Petrobras declara que a missão da empresa é “desenvolver” o pré-sal, sem mencionar custos e liberdade de importação de combustíveis derivados de petróleo diretamente pelas distribuidoras.  Trata-se de sustentar a Petrobras sem qualquer consideração relacionada à economia nacional e ao bolso dos brasileiros.

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A Petrobras e o Brasil em questão – Até quando essa estatal será um bom investimento

Novamente, um estudo de grande seriedade indica que o petróleo pode perder rapidamente o seu peso relativo na economia internacional em decorrência dos rápidos avanços nas energias renováveis e na área de eficiência energética em geral.

“A rápida redução na demanda por combustíveis fósseis poderá resultar em perdas econômicas entre US$ 1,3 e US$ 5.3 trilhões até 2035”, afirma o estudo (cf. reportagem do The Guardian com o cursor no trecho acima sublinhado, que contem um link para o estudo em negritos).

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