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	<title>Luiz Prado Blog &#187; Eficiência Energética</title>
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	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
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		<title>Jornalismo de Releases &#8211; O Globo e a Garganta Profunda da Petrobras</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 09:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Poluição / Controle da Poluição]]></category>
		<category><![CDATA[Transporte]]></category>
		<category><![CDATA[diesel baixo teor de enxofre]]></category>
		<category><![CDATA[O Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>

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		<description><![CDATA[A imprensa brasileira embarca em qualquer release distribuído por grandes anunciantes, sem pestanejar, por preguiça, insuficiência ou incompetência de equipes de jornalismo, distração ou outra razão.  Isso permite à Petrobras “plantar” (é o jargão das redações) notícias sobre avanços na qualidade do diesel que ocorrem com imensos atrasos. A notícia “plantada” em O Globo afirma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A imprensa brasileira embarca em qualquer release distribuído por grandes anunciantes, sem pestanejar, por preguiça, insuficiência ou incompetência de equipes de jornalismo, distração ou outra razão.  Isso permite à Petrobras “plantar” (é o jargão das redações) notícias sobre avanços na qualidade do diesel que ocorrem com imensos atrasos.</p>
<p>A notícia “plantada” em O Globo afirma que “novo combustível, se usado em veículos com motores modernos, reduz emissões de enxofre em 80%”.</p>
<p>“O próximo dia 1º será um marco para a melhoria da qualidade do ar que se respira no Brasil. No primeiro dia do ano, a Petrobras passará a oferecer um óleo diesel menos poluente, com 50 partículas de enxofre por milhão (ppm), o S-50. Com isso, o Brasil se junta a EUA e diversos países da Europa, além de Chile e Colômbia, que já utilizam o combustível. E, a partir de 2013, a redução das emissões vai aumentar ainda mais, já que a estatal vai passar a oferecer o diesel 10, que substituirá o S-50. Em 2014, o mercado terá apenas dois tipos de diesel: o S-500 no interior (para motores mais antigos) e o S-10 nas regiões metropolitanas.”</p>
<p>A primeira coisa a ser destacada é que a Petrobras conseguiu atrasar em três anos um prazo estabelecido em 2002 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente &#8211; CONAMA, <span style="text-decoration: underline;">depois de muito tempo de negociação</span>.  Fez isso através de um Termo de Ajuste de Conduta – TAC inadmissível se não fosse uma estatal e se não detivesse – na prática – o monopólio do refino de petróleo no Brasil.  A tolerância das autoridades ambientais e do MP com a Petrobras seria impensável em se tratando de qualquer grande empresa privada, para não falar de uma petroleira estrangeira.</p>
<p>O argumento da Petrobras para o TAC foi que a indústria brasileira ainda não fabricava motores capazes de transformar em realidade os benefícios do “novo” (no Brasil) diesel.  De fato, ocorreu o oposto: a indústria brasileira atrasou a fabricação de motores mais modernos – e mais eficientes – pelo fato do país não dispor de um combustível cujas especificações fossem compatíveis com o seu desempenho.  O diesel sujo danifica os motores fabricados para um diesel de menor teor de enxofre, e isso aconteceu muito com veículos importados.</p>
<p>Os autores do release também ocultam que a distribuição do combustível só para as regiões metropolitanas coloca em risco a vida útil e o desempenho dos motores de caminhões e outros veículos que não se limitam a trafegar nessas áreas.  Fora delas, eles serão abastecidos com diesel de teor de enxofre mais elevado, exceto se saírem buscando postos específicos.   De fato, sabendo disso, a Petrobras Distribuidora tem&#8230; “uma ideia”:</p>
<p>“O presidente da Petrobras Distribuidora, José de Lima Neto, garantiu que, no mínimo, 900 postos com a bandeira da empresa oferecerão o S-50 a partir de janeiro. A ideia é que os motoristas não precisem rodar mais de 400 quilômetros para encontrar o combustível.”</p>
<p>Por último, mas não menos importante, a Petrobras sonega uma informação de interesse da nação: o Brasil é importador de enxofre, amplamente utilizado na indústria de fertilizantes (formação de ácido sulfúrico e daí até o ácido fosfórico &#8211; cerca de 80% do consumo nacional).  E o enxofre retirado do petróleo há muito encontra o seu destino  produtivo no Brasil, o que pode ser uma forma de remunerar os investimentos e de melhorar a balança comercial do Brasil.</p>
<p>Noves fora a publicação do grande avanço no dia do Natal, a notícia deveria ser: “com grande atraso, Petrobras faz o dever de casa”.  Interesses ocultos, desleixo, ou incompetência mesmo?  Ah – essa tendência a confundir interesses de estatais com interesse nacional e com interesses do partido político da vez!</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">A notícia publicada por O Globo sob o título <a href="http://oglobo.globo.com/economia/chega-aos-postos-diesel-menos-poluente-3509691">Chega aos postos deisel menos poluente</a> mostra claramente o quanto é fácil empurrar uma versão conveniente de uma verdade qualquer na grande imprensa.</p>
<p style="text-align: left;">Um bom estudo sobre a produção, a importação e o consumo de enxofre no Brasil foi produzido com din-din do Banco Mundial para a preparação do &#8220;Plano duodecenal (2010 &#8211; 2030) de geologia, mineração e transformação mineral&#8221; do Ministério de Minas e Energia e o corrrespondente <a href="http://www.mme.gov.br/sgm/galerias/arquivos/plano_duo_decenal/a_mineracao_brasileira/P29_RT54_Perfil_do_Enxofre.pdf">relatório técnico</a> contem interessantes informações para os que se interessarem pelo assunto.  Em particular porque a Petrobras não disse, ainda, qual será a destinação do enxofre adicional que produzirá.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">O resultado da mudança será, sem sombra de dúvida, altamente positivo, inclusive em termos de custos sociais da poluição.  A origem da necessidade de diesel mais limpo foi o desenvolvimento de motores mais modernos e eficientes.  Coisa da boa engenharia, e não de ONGs ou de ambientalistas.</p>
<p style="text-align: left;">Não vai, aqui, nenhuma crítica à excelência da Petrobras na área da produção (leia-se, extração).  Mas essa é a regra das multinacionais do petróleo.  Na área ambiental é que a coisa muda de figura.</p>
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		<title>Banco Mundial &#8211; Garantia de Mentira</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 10:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bando Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[carvão]]></category>
		<category><![CDATA[Christian Aid]]></category>
		<category><![CDATA[termelétricas]]></category>

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		<description><![CDATA[Balanço fechado, o Banco Mundial informa que no ano passado investiu US$ 3,4 bilhões no combustível fóssil mais sujo: o carvão. Mas como essa instituição sempre mascara fatos e números, e a mentira tem pernas curtas, o Centro de Informações do próprio Banco discordou da informação e informou que pelo menos US$ 1 bilhão a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Balanço fechado, o Banco Mundial informa que no ano passado investiu US$ 3,4 bilhões no combustível fóssil mais sujo: o carvão.</p>
<p>Mas como essa instituição sempre mascara fatos e números, e a mentira tem pernas curtas, o Centro de Informações do próprio Banco discordou da informação e informou que pelo menos US$ 1 bilhão a mais foram gastos com o mega-sujo carvão.  O Centro de Informações incluiu em seus cálculos os investimentos em linhas de transmissão de novas unidades de geração de eletricidade que utilizam carvão como combustível.  Faz sentido.  Fatiar os investimentos que fazem parte de um conjunto é um hábito do Banco para mascarar os seus trampos, assim como no Brasil se fatiam projetos para fins de licenciamento ambiental.</p>
<p>Malandro é o gato, que rouba a sardinha e esconde o próprio cocô!  Ou alguém já ouviu falar de grandes centrais de geração de eletricidade sem linhas de transmissão?  Mentiras vis&#8230;  ou infantis!</p>
<p>Como a vida útil de uma termelétrica situa-se na faixa de 40-50 anos, os países induzidos e/ou apoiados pelo Bloody Bank nesses projetos são reféns da energia muito suja por igual período.  Isso no caso otimista de que as unidades de geração térmica não continuem a funcionar além de suas vidas úteis, como é bem o caso de boa parte da geração térmica em sistemas isolados na Amazônia brasileira.</p>
<p>Acrescentem-se a esses investimentos em energia ultra-suja, um bilhãozinho de dólares em extração de petróleo.  Como se sabe, a indústria petroleira é a que mais subsídios recebe no mundo &#8211; US$ 470 bilhões em 2010, noves-fora as despesas militares com invasões &#8211; e necessita muito de uma &#8220;mãozinha&#8221; do Banco Mundial.</p>
<p>O Greenpeace e o WWF não se pronunciaram.  Mas a organização <a href="http://www.christianaid.org.uk/pressoffice/pressreleases/september-2010/world-bank-coal-funding-hits-record-high-as-it-seeks-climate-finance-control.aspx">Christian Aid</a> - bem mais séria e não comprometida com fontes de financiamento com interesses ocultos &#8211; botou a boca no trombone.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">Os números relativos aos empréstimos do Banco Mundial variam ligeiramente em função das fontes, devido à conversão de moedas.</p>
<p style="text-align: left;">O valor dos subsídios ao petróleo e ao gás tem fonte segura: a <a href="http://www.iea.org/press/pressdetail.asp?PRESS_REL_ID=424">Agência Internacional de Energia</a>.  É a tuma dos subsídios que depois fala em &#8220;créditos de carbono&#8221; através da preservação de florestas.  Eles não têm qualquer pudor em relação ao cinismo deslavado, pelo menos enquanto isso estiver sendo útil para os seus eleitores.  Ao contrário, os subsídios à indústria petrolífera cresceram em US$ 110 bilhões de 2009 para 2010.  É preciso salvar florestas para deter ou adiar mudanças climáticas &#8211; insistem!  Esses valores de subsídios não incluem, é claro, as gigantescas despesas militares necessárias às invasões para assegurar os interesses da indústria petroleira.</p>
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		<title>Um Duto da Sujeira Garante a Liderança dos EUA na Emissão de Gases Causadores de Mudanças Climáticas</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 10:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alberta]]></category>
		<category><![CDATA[Areias betuminosas]]></category>
		<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[desobediência civil]]></category>
		<category><![CDATA[manifestações nos EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[Grandes manifestações populares relacionadas às mudanças climáticas estão programadas para ocorrerem na capital dos EUA nas próximas duas semanas.  O estopim para essa série de eventos foi o intenso lobby que vem sendo feito para que a administração Obama aprove a construção de um novo duto com cerca de 2.500 km – já conhecido como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Grandes manifestações populares relacionadas às mudanças climáticas estão programadas para ocorrerem na capital dos EUA nas próximas duas semanas.  O estopim para essa série de eventos foi o intenso lobby que vem sendo feito para que a administração Obama aprove a construção de um novo duto com cerca de 2.500 km – já conhecido como TransCanada.</p>
<p>Se autorizada a construção, esse duto transportará o mais sujo tipo de oleo do planeta: aquele extraído das areias betuminosas da provincial de Alberta, no Canadá.</p>
<p>Os manifestantes, evidentemente, se opõem à construção desse “duto da sujeira” que, se aprovado, transportará 1,1 milhão de barris do petróleo por dia, enriquecendo ainda mais algumas grandes corporações ao custo de tornar os EUA bem mais dependente de combustível fossil da pior qualidade.  Afinal, a invasão do Iraque para assegurar suprimentos de petróleo não deu aos EUA a “segurança energética” que a motivou.</p>
<p>Essas manifestações estão planejadas para ocorrer entre 20 de agosto e 3 de setembro e incluirão a presença de representantes dos mais diversos grupos sociais: de pequenos produtores rurais do Nebraska a grandes latifundiários do Texas, de professores de Wisconsin até líderes indígenas canadenses, de renomados cientistas a celebridades do mundo das artes.</p>
<p>Os manifestantes sabem que se arriscam à prisão por desobediência civil se ocuparem os espaços em torno da Casa Branca.  E mais de 1.500 já confirmaram que estão dispostos a isso.  De fato, a licença para a construção desse “duto da sujeira” significará o abandono de outras alternativas de segurança energética propostas pela administração Obama e rejeitadas pelo Congresso norte-americano.</p>
<p>Um renomado cientista/especialista em climatologia norte-americano – James Hansen – posicionou-se favoravelmente às manifestações afirmando só medidas muito drásticas evitarão um aumento catastrófico da temperatura  do planeta.  Entre essas medidas, a redução a zero do uso de carvão como fonte de enegia no prazo de 20 anos.</p>
<p>“Liberem as imensas reservas de carbono das areias betuminosas do Canadá e poderá ser declarado o fim do jogo para o combate às mudanças climáticas.”</p>
<p>Os moleques ongolóides que tanto fingem que as mudanças na lei brasileira cujo apelido é “código florestal” causarão um grande dano à imagem do Brasil no teatrinho da Rio + 20 que ocorrerá em breve ainda não se pronunciaram sobre a construção do duto da sujeira nos EUA.  Lá, como em outros países sérios, eles silenciam porque ninguém presta atenção no que dizem.</p>
<p>Estima-se que as emissões de CO do petróleo recuperado a partir das areias betuminosas seja 30% mais alta do que aquelas provenientes da queima do petróleo comum. </p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>A exploração de areais betuminosas não era economicamente viável até há cerca de uma década.  Com o  novas tecnologias e a previsão de futuros aumentos nos preços do petróleo convencional, crescem os investimentos na produção desse tipo de combustível fóssil.  As reservas já dimensionadas e recuperáveis existentes só no Canadá e na Venezuela são duas vezes superiores às reservas ainda existentes de petróleo convencional no Oriente Médio - 3,6 trilhões de barris contra 1,75 trilhões de barris.</p>
<p>O &#8220;governo nacionalsita&#8221; de Hugo Chavez já concedeu a uma grande petroleira os direitos de exploração desse óleo na região do Orinoco.  Se alguém, sinceramente, acredita que as petroleiras vão recuar dianta das oportunidades dessa nova fonte de imensos lucros em prol de algum tipo de &#8220;energia renovável&#8221;, boa sorte.</p>
<p>Para os onolóides gringos no Brasil, é mais lucrativo bater o tambor sobre a floresta amazônica.  Assim, pelo menos, desviam a atenção desses outros &#8220;detalhes&#8221; como a produção de combustíveis fósseis de muito pior qualidade.</p>
<p>Abaixo, uma imagem do delta do Orinoco, bacia hidrográfica ainda razoavelmente intocada e que literalmente irá para o belelléu com o avanço da esploração de areias betuminosas na região.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Delta-do-Orinoco.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-876" title="Delta do Orinoco" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Delta-do-Orinoco.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a></p>
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		<title>Mudanças Climáticas &#8211; Inventários &#8220;Dinâmicos&#8221; e Muito Parciais</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/04/13/mudancas-climaticas-inventarios-dinamicos-e-muito-parciais/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 13:05:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade Sócio-Ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Os escapamentos de gás natural nos EUA são muito mais elevados do que o que se estimava.  O componente principal do gás natural é o metano, cujo impacto na aceleração das mudanças climmáticas é cerca de 20 vezes superior ao do CO2 resultante da queima de combustíveis fósseis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, as tais políticas para mudanças climáticas têm se limitado ao blá-blá-blá sobre a Amazônia e à realização de inventários voluntários.  Felizmente &#8211; ou não! &#8211; o assunto agora saiu da esfera dos ministérios do Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia, que nunca conseguiram se entender, e passou para as mãos do chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, de maneira a assegurar que caminhamos para a inércia em nome do consenso.</p>
<p>Os inventários são no máximo divertidos e estimativos, ao contrário de medidas efetivas no campo do desenvolvimento e da disseminação de novas tecnologias como forma de combater as emissões de gases causadores de mudanças climáticas.</p>
<p>Divertidos?  Aos fatos!</p>
<p>Um estudo que será divulgado na íntegra em maio &#8211; mas cuja versão preliminar já se encontra disponível para download &#8211;  mostra que o gás natural não é tão limpo quanto se pretendia, ou pelo menos escapa para a atmosfera a taxas muito mais elevadas do que aquelas antes consideradas nos tais inventários.  De fato, um professor da Universidade de Cornell acaba de demonstrar que pelo menos 7,9% do gás natural &#8220;produzido&#8221; está apenas escapando de poços mal fechados ou através de juntas e válvulas, além daquele que está sendo inutilmente direcionado para queimadores (flares) por conveniência das petroleiras.</p>
<p>O problema é que o principal componente do gás natural é o metano, cuja contribuição para as mudanças climáticas é 20 vezes superior à do CO2 resultante da queima dos combustíveis fósseis.  E a preocupação com o metano, até o presente, não se limitava à queima adequada de sua produção em lixões e em aterros sanitários, mas estendia-se ao &#8220;peido&#8221; dos bois e vacas.  Ufa, que caras chatos!</p>
<p>Os representantes da indústria petroleira norte-americana tentam dizer que há um exagero nos trilhões de metros cúbicos de gás que o novo estudo estima que escapam diretamente para a atmosfera.  Como é o hábito da indústria petroleira!  Mas não apresentam dados.  Um bom indicador de que os escapamentos de metano vinham sendo amplamente subestimados é o fato da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em ingles) ter recentemente duplicado as suas estimativas desses vazamentos nos gasodutos do país.   Um aumento de 100% - nada mal!</p>
<p>No caso dos inventários brasileiros, onde estão mesmo esses vazamentos de metano que ocorrem em todas as fases da produção, do transpporte e da comercialização do gás natural?  Em lugar nenhum!</p>
<p>A versão preliminar e resumida do estudo dos pesquisadores da Universidade de Cornell sobre <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Metano-Vazamentos-e-Mudanças-Climáticas.pdf">estimativas de vazamentos de metano nos EUA</a> é mais uma prova de que o lero-lero da organização dos produtores rurais norte-americanos sobre a necessidade de conter o desmatamento na Amazônia tem endereço marcado: evitar a competitividade dos produtos agrícolas brasileiros.</p>
<p>Agora, com Dilma negociando a exportação de suínos e de soja para a China, vamos ver como Palloci reage.  Ou se faz a usual cara de paisagem.</p>
<p>O Greepeace, as ONGs associadas e financiadas por madeireiras que criam desertos verdes e exportam celulose de baixo valor agregado, e similares ainda não se pronunciaram.  Eles nunca se pronunciam sobre nada que possa decorrer do conhecimento, da realidade, da pesquisa científica, quando isso não corresponde aos seus interesses monotemáticos mais imediatos.</p>
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		<title>China Anuncia Avanços no Reprocessamento de Urânio&#8230; E Entra no Mercado Brasileiro de Eletricidade</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 17:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Angra I]]></category>
		<category><![CDATA[Angra II]]></category>
		<category><![CDATA[Angra III]]></category>
		<category><![CDATA[China aquisições no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[China nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[energia nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[linhas de transmissão]]></category>
		<category><![CDATA[Reprocessamento de uânio]]></category>

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		<description><![CDATA[A China anuncia importantes avanços na área nuclear e adquire linhas de transmissão no Brasil]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há dias, a China anunciou avanços na área de reprocessamento de urânio para uso em usinas nucleares que permitirão o aumento da auto-suficiência do país nessa área dos atuais 70 anos para cerca de 3.000 anos. Nada mal, em particular quando se considera que isso foi feito com tecnologia própria – ou seja, não pagarão royalties a ninguém.</p>
<p>A China tem, hoje, 13 reatores nucleares em operação, 26 em construção e 54 em fase de projeto. O governo do país já anunciou a sua intenção de elevar a participação da geração nuclear na matriz energética nacional dos atuais 1% para 6% em 2020. Bem menos do que os 20% dos EUA, mas em termos absolutos bem mais do que a capacidade instalada total da França.</p>
<p>Nos reatores em construção, a China está utilizando tecnologia Westinghouse, considerada mais segura do que a usada nos reatores anteriores, sempre sob contratos rigorosos de transferência de tecnologia.</p>
<p>A China já está replicando a tecnologia de seus fornecedores estrangeiros e começa a projetar os seus próprios reatores e unidades de reprocessamento. Como sempre acontece com conseqüência do planejamento estratégico chinês, o governo já planeja a venda de tecnologia para outros países, e mesmo a construção de reatores no exterior.</p>
<p>O país tem entre as suas metas a redução das emissões de gases causadores de mudanças climáticas, mas dentro de um plano de negócios bastante definido.</p>
<p>No Brasil, o primeiro reator nuclear, Angra I, com tecnologia Westinghouse, começou a ser construído em 1972, e só teve autorização para entrar em operação em dezembro de 1984. Esse reator foi conhecido popularmente, durante muito tempo, como “usina vagalume”.</p>
<p>Em 1975, num arroubo nacionalista, o governo militar resolveu demonstrar independência em relação às empresas norte-americanas e assinou aquilo que ficou conhecido como “acordo nuclear Brasil-Alemanha”, com o objetivo de construir 8 reatores nucleares. Mas Angra II só entrou em operação em 2000. E Angra III só recebeu a licença ambiental em 2010, infelizmente nas proximidades das duas anteriores, com impactos negativos para uma das mais belas áreas turísticas do país. A regra que requer o estudo de alternativas de localização não costuma ser seguida no Brasil por empreendimentos de interesse do governoi, como ocorreu, também no caos do Complexo Petroquímico de Itaboraí &#8211; COMPERJ.</p>
<p>Em particular como decorrência dos esforços da Marinha brasileira, o Brasil já domina o ciclo completo de enriquecimento de urânio. Mas ainda tem como meta dominar esse ciclo em escala industrial até 2014.</p>
<p>O país, que só prospectou cerca de 25% de seu território em busca de urânio, ainda restringe a sua cantilena sobre redução dos gases causadores de mudanças climáticas quase exclusivamente à redução do desmatamento e à produção de etanol, desconsiderando quase totalmente oportunidades de aumento da eficiência energética na geração, na transmissão, na distribuição e no uso final de energia.</p>
<p>Em 2010, a estatal chinesa de transmissão de eletricidade comprou sete empresas brasileiras de transmissão de energia por um valor superior a R$ 3 bilhões, tendo liquidado a dívida com o BNDES para evitar o usual lero-lero local sobre índices de nacionalização de equipamentos e produtos. Juntamente com as aquisições, as respectivas concessões por 30 anos. A principal estratégia chinesa para recuperar os seus investimentos nessa área é a redução de perdas em distâncias de até 2.000 km. A China já atingiu elevados padrões de eficiência na transmissão em 1.000 KV,enquanto o Brasil alcança o máximo de 600 KV.</p>
<p>Os chineses já anunciaram que têm interesse na implantação de linhas de transmissão de longa distância na Amazônia.</p>
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		<title>Bicicletas Elétricas e Eficiência Energética no Transporte Urbano &#8211; A China Dá o Seu Recado &#8211; III</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 18:40:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meados de 2009, cerca de 100 milhões de bicicletas elétricas já se encontravam em circulação na China, com vendas anuais equivalentes a 90% de todo o planeta.  Na China, o preço médio dessas bicicletas gira em torno de US$ 300, ou menos de R$ 600.  Os chineses esperam que essa “febre” logo se alastre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meados de 2009, cerca de 100 milhões de bicicletas elétricas já se encontravam em circulação na China, com vendas anuais equivalentes a 90% de todo o planeta.  Na China, o preço médio dessas bicicletas gira em torno de US$ 300, ou menos de R$ 600.  Os chineses esperam que essa “febre” logo se alastre por toda a Ásia.  E podemos estar certos que bicicletas elétricas chinesas logo chegarão ao Brasil, importadas ou montadas aqui com componentes importados, mas por um preço muito mais elevado.  Hoje, uma bicicleta elétrica custa, no Brasil, algo como R$ 2.800.  Coisa de eco-chic.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/e-bikes.jpg" title="e-bikes.jpg"><img src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/e-bikes.jpg" alt="e-bikes.jpg" /></a> </p>
<p>Caminhando por uma rua de pequenas lojas nas proximidades do campus da Universidade de Tsinghua, um dos grandes centros de tecnologias limpas da China, encontram-se dezenas de modelos de e-bikes, como ficaram conhecidas as bicicletas elétricas que agora se tornaram uma febre entre os jovens chineses.</p>
<p>Há os mais diversos modelos – desde aquelas feitas em plástico para reduzir o peso até as mais sofisticadas -, tanto no que se refere aos materiais e ao design quanto às baterias.</p>
<p>“Eu optei por uma denominada Turtle King – uma simples cópia de uma Vespa italiana – com um motor de 500 W e uma bateria comum, idêntica às utilizadas nos automóveis.  Ela tinha autonomia de 40 a 50 km e velocidade máxima de 40 km/hora, mas não custava mais do que US$ 500.  (&#8230;)  Pouco tempo depois, troquei-a por outra, com baterias litium-ion, que pesam menos e estocam mais energia, além de terem uma vida útil mais longa.</p>
<p>“Quando eu me encontrava na loja, conversei com dois jovens clientes, estudantes da Faculdade de Aeronáutica e Astronáutica da Universidade de Pequim. </p>
<p>“Vocês devem ter toneladas dessas bicicletas nos EUA – disse um, que usava uma camiseta com a figura de Che Guevara – já que vocês estão sempre falando em consciência ecológica.  Expliquei que não, que os norte-americanos usam bicicletas para se exercitarem, não como meio de transporte.  Nas proximidades de seu campus, em Pequim, as bicicletas elétricas são tão rotineiras quanto as motocicletas nas montanhas da Itália.”</p>
<p>Em seu lindo e meticuloso relato intitulado Carta da China – o Gigante Verde, já citado nos dois artigos anteriores deste blog, Evan Osnos descreve duas etapas das mudanças no transporte urbano do país que hoje é o maior produtor mundial de automóveis.  Na primeira, abandonaram-se as ciclovias para dar lugar aos carros; mas agora as ciclovias estão de volta.  As bicicletas elétricas tornaram-se símbolos de status, dinamismo, excelente forma de evitar a lentidão do tráfego nas horas de rush.</p>
<p>A Agência Ambiental da China subsidia as bicicletas elétricas e, mais recentemente, os subsídios estenderam-se a um modelo que é mais semelhante a uma scooter, sem a alternativa de serem pedaladas.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/electric-bikes-2.jpg" title="electric-bikes-2.jpg"><img src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/electric-bikes-2.jpg" alt="electric-bikes-2.jpg" /></a></p>
<p>Lá, também cresce rapidamente a produção de carros elétricos. </p>
<p>E a turma aqui brincando de &#8220;Dia da Árvore&#8221; e de &#8220;inspeção veicular&#8221; do Oiapoque ao Chuí.</p>
<p>***</p>
<p>A China encontra-se mergulhada em todos os tipos de novas tecnologias que possam reduzir o consumo de combustíveis fósseis.  De um lado, o governo não quer ficar dependente de um petróleo que pode estar em outro país ou num navio-tanque no meio do mar, e sabe que a exploração do petróleo encontrado em profundidades muito grandes (no Brasil confundido, intencionalmente, como pré-sal) pode ter custos demasiadamente elevados.  Do outro, as autoridades vêem na nova onda de energias renováveis e de eficiência energética uma fonte de profundas mudanças tecnológicas e um imenso potencial de novos negócios – incluindo geração de emprego e de renda.</p>
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		<title>Energias Limpas e Liderança Tecnológica &#8211; A China Dá o Seu Recado &#8211; II</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 12:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2010, a China tornou-se o terceiro país do mundo em capacidade instalada de geração de energia eólica, com 20 GW.  Segundo o Conselho Mundial de Energia Eólica, com o atual ritmo de crescimento nessa área, já ao final de 2011 a China assumirá a liderança mundial nessa fonte de energia.  Os EUA temem, hoje, que turbinas eólicas chinesas invadam o seu mercado e os republicanos chegam a pedir o fim dos subsídios a essa fonte de energia.</p>
<p>A China, hoje o país que mais emite gases causadores de mudanças climáticas tem como meta atingir 15% de seu consumo de energia provenientes de fontes renováveis até 2020 (a meta européia é alcançar 20% naquele ano).  Mas a redução proposta pela China em suas emissões pode ser muito superior.  De fato, a China vê o assunto como uma oportunidade de avanços tecnológicos, de exportação de produtos e tecnologias, e de geração de emprego.</p>
<p>Hoje,  70% da eletricidade do país são provenientes da queima de carvão.  Assim, excetuada a alternativa da substituição dessas fonte de energia pela nuclear, resta a alternativa da rápida modernização das usinas térmicas e da incorporação de tecnologia de gaseificação do carvão, uma área em que o desenvolvimento tecnológico chinês já supera o norte-americano.  A eficiência média da conversão do carvão em energia nas unidades de geração térmicas mais antiquadas é de 25% ou menos, enquanto unidades mais modernas, que incorporam tecnologias avançadas, alcançam eficiência de até 55% na conversão do carvão, com uma redução proporcional das emissões de CO por unidade de eletricidade gerada, segundo a Agência Internacional de Energia.</p>
<p>Sistemas de gaseificação de carvão já existem há décadas, mas o seu preço era tão alto que a sua aplicação em larga escala os tornava inviáveis.  Os sistemas de gaseificação chineses já custam 1/3 dos seus equivalentes fabricados pela GE e pela Shell, e são mais eficientes.  E a China já está licenciando tais sistemas para empresas de geração térmica norte-americanas.  A gaseificação &#8211; um processo de queima com temperatura e pressão muito mais elevadas - aumenta em muito a eficiência energética e reduz significativamente a emissão de dióxido de carbono.</p>
<p>Esse e outros assuntos relacionados à liderança mundial no campo das energias renováveis foram motivo da visita de Obama a Pequim em novembro deste ano, depois de cinco visitas sucessivas à China feitas pelo subsecretário norte-americano de energia para políticas e assuntos internacionais – em apenas cinco meses.</p>
<p>Ao final desse encontro do <strong>G-2</strong>, Hu-Jintao, o presidente chinês, deixou claro que o seu país não pretende arcar com os altos custos da acelerada implantação de usinas térmicas mais modernas, equipadas com sistemas de gaseificação do carvão e ciclo-combinado, sem o auxílio financeiro dos países mais ricos enquanto a renda per capita chinesa for de apenas cerca de 1/7 da renda per capita nos EUA.  Ponto final.</p>
<p>Os grandes avanços tecnológicos da China têm uma origem algo prosaica.</p>
<p>“Em 3 de março de 1986, quatro dos mais importantes cientistas chineses – todos veteranos nas áreas de mísseis e do programa espacial – escreveram uma carta a Deng Xiaoping, então presidente da China.  A carta continha um alerta: décadas de concentração de esforços na área militar haviam debilitado o desenvolvimento científico civil do país.  A China deveria se unir ao <em>xin jishu geming</em>, a nova revolução tecnológica em andamento no mundo.  (&#8230;)  Deng Xiaoping concordou e rabiscou num canto da carta: <em>ação deve ser iniciada nesse campo imediatamente</em>.”</p>
<p>A partir daí, desencadeou-se uma política de envio massivo de chineses para fazer doutorado nas mais avançadas universidades do mundo.  A política de educação básica já estava consolidade e não havia tempo para esperar pelo avanço tecnológico interno convencional.  Aquele foi o ponto de partida, também, para uma política de massivos investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento.  Os investimentos públicos nessa área cresceram mais do que em qualquer outro país do mundo, a uma taxa média anual de 20%, atingindo 70 bilhões de dólares em 2008.</p>
<p>Feliz do país em que o presidente e a administração pública lêem.  E lêem cartas de cientistas com base nas quais tomam decisões com tal nível de repercussão sobre o futuro da nação.</p>
<p>***</p>
<p>Este artigo foi escrito com base em notícia do Le Monde de hoje e numa publicação bem mais ampla do The New Yorker intitulada Carta da China – O Gigante Verde – O Acelerado Programa de Pequim para Energias Limpas.  O artigo foi enviado pelo leitor Jaime Francisconi e pode ser encontrado em  <a href="http://www.newyorker.com/online/blogs/evanosnos/">www.newyorker.com/online/blogs/evanosnos</a>.</p>
<p>***</p>
<p>Os rumos do G-2 são decisivos para o futuro climático e econômico da humanidade, já que o terceiro pilar, a União Européia, há muito optou por definir metas próprias.</p>
<p>No Brasil, a turma continua brincando de &#8220;Dia da Árvore&#8221; em escala nacional.</p>
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		<title>Copenhague &#8211; O Discurso de Obama e o Jornalismo de Cabresto com Grife</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 21:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário da tendenciosa cobertura de O Globo, que superestimou o papel – até mesmo potencial – do Brasil na reunião de Copenhague e subestimou o discurso de Obama, este  último merece alguns comentários. Antes de mais nada, Obama não é maluco falar em assinar acordos internacionais depois de aprovar um projeto de lei sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário da tendenciosa cobertura de O Globo, que superestimou o papel – até mesmo potencial – do Brasil na reunião de Copenhague e subestimou o discurso de Obama, este  último merece alguns comentários.</p>
<p>Antes de mais nada, Obama não é maluco falar em assinar acordos internacionais depois de aprovar um projeto de lei sobre emissões de carbono na Câmara e estar fazendo enormes esforços para driblar os lobbies do petróleo que ainda impedem a aprovação do projeto pelo Senado.</p>
<p>O discurso de Obama em Copenhague foi muito mais avançado do que os jornalistas mais tendenciosos – de grife – ou superficiais transmitiram para o público brasileiro.</p>
<p>Em primeiro lugar, há um imenso avanço na posição dos EUA com o reconhecimento de que as mudanças climáticas existem, são causadas pelo uso de combustíveis fósseis e colocam o mundo em risco.</p>
<p>O segundo ponto mais importante foi o reconhecimento da significativa parcela de responsabilidade dos EUA e o anúncio de que com ou sem acordos internacionais os EUA avançarão de maneira decisiva na área de energias renováveis e de eficiência energética.    Trata-se de uma questão de segurança energética do país e de assegurar a sua presença entre as lideranças tecnológicas internacionais, com a resultante criação de emprego e renda.</p>
<p>Em terceiro lugar, enfatizou metas de redução de emissões norte-americanas em 17% até 2020 e em mais de 80% até 2050, de acordo com a legislação que espera que o Congresso aprove em breve.  (O tendencioso jornalismo tupiniquim só ressaltou a meta inicial).</p>
<p>Prosseguindo, deixou claro que os EUA estão dispostos a dar acesso às informações sobre as suas emissões, e que essa deverá ser uma obrigação de todos que aderirem a um acordo sem que isso seja considerada uma intromissão nos negócios internos dos países. </p>
<p>Aí é que se dá a divergência com as posições da China, da Índia e do Brasil, que até falam em metas mas se recusam a aceitar metas obrigatórias e mecanismos de monitoramento, como definiu o Protocolo de Quioto para os paises em desenvolvimento.  Obama demoliu, assim, com a farsa das economias emergentes que só aceitam &#8220;metas&#8221; não obrigatórias.</p>
<p>“Eu não sei como se pode ter um acordo internacional sem que se tenha um mecanismo confiável de monitoramento que assegure que todas as partes envolvidas estão cumprindo com os compromissos assumidos.</p>
<p>“Nós nos comprometemos a nos engajar num esforço global de mobilização de recursos financeiros que cresçam até US$ 100 bilhões por ano em 2020 <strong>SE, E APENAS se isso for parte de um acordo maior que envolva os mecanismos de monitoramento antes mencionados</strong>.</p>
<p>“Redução das emissões, transparência e financiamento constituem-se numa fórmula clara que envolve os princípios de responsabilidades comuns <strong>ainda que diferenciadas em função da capacidade de cada um</strong>.</p>
<p>“Há países em desenvolvimento que querem ajuda financeira sem compromissos com a transparência em relação às responsabilidades assumidas. E há países desenvolvidos que acham que os países em desenvolvimento não têm condições de absorver o apoio financeiro.</p>
<p>“Todos nós sabemos as falhas da linha de acordos internacionais em vigor e que só levaram a uma aceleração das mudanças climáticas.</p>
<p>“Nós podemos aceitar esses fundamentos de um acordo global, refinar e construir esse acordo ou voltar à mesma situação que fez com que não ocorressem avanços efetivos até o presente. </p>
<p>“Os EUA fizeram a sua escolha, definiram a sua direção, assumiram os seus compromissos, nós faremos o que dizemos. Estamos prontos para fazer isso HOJE. Desde que as partes envolvidas  assumam as suas responsabilidades com os seus povos e com o futuro do planeta.”</p>
<p>O discurso completo de Obama &#8211; com o seu estilo tranquilo &#8211; pode ser visto em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yZ-SMqh7q3o">www.youtube.com/watch?v=yZ-SMqh7q3o</a>. </p>
<p>Ele tem razão.  O Protocolo de Kyoto foi um fracasso e repeti-lo seria muito ruim.  Agora, as coisas estão claras.  Os países que avançarem tecnologicamente e que formularem as melhores políticas públicas de adaptação as mudanças climáticas estarão muito melhor posicionados para enfrentá-las do que os demais.</p>
<p>***</p>
<p>Só alguém totalmente desinformado chegou à Copenhague acreditando numa vaga possibilidade de acordo.  Venderam a Lula a bandeira errada, a imprensa fez drama para vender notícia, mas o fato é que não havia chances de acordo.</p>
<p>Desde que minutas das propostas de acordo vazaram para a imprensa inglesa semanas antes, estava claro que os burocratas da ONU, do Banco Mundial e todos os demais que foram aos encontros preparatórios estavam MUITO longe de algum consenso.  Sugere-se a leitura dos seguintes artigos aqui publicados sobre esse naufrágio antecipado.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/2009/09/29/mudancas-climaticas-minuta-de-novo-acordo-e-confusa-e-vaga-i"><font face="Calibri" color="#800080">www.luizprado.com.br/2009/09/29/mudancas-climaticas-minuta-de-novo-acordo-e-confusa-e-vaga-i</font></a><font face="Calibri"> </font></p>
<p style="margin: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"><a href="http://www.luizprado.com.br/2009/10/04/mudancas-climaticas-minuta-de-novo-acordo-e-confusa-e-vaga-ii"><font face="Calibri" color="#800080">www.luizprado.com.br/2009/10/04/mudancas-climaticas-minuta-de-novo-acordo-e-confusa-e-vaga-ii</font></a><font face="Calibri"> </font></p>
<p>w<a href="http://www.luizprado.com.br/2009/11/06/mudancas-climaticas-e-o-naufragio-antecipado-de-copenhaguem/"><font face="Calibri" color="#800080">ww.luizprado.com.br/2009/11/06/mudancas-climaticas-e-o-naufragio-antecipado-de-copenhaguem/</font></a></p>
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		<item>
		<title>Copenhague &#8211; Razões do Fraco Desempenho do Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 21:31:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil teve um fraco desempenho em Copenhague como decorrência do excesso de ênfase dada à redução do desmatamento e à necessidade de recursos externos para atingir metas nessa área. Essa miopia &#8211; ou mania &#8211; segundo a qual os pobres só são pobres porque os ricos são ricos não corresponde à realidade, servindo apenas para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">O Brasil teve um fraco desempenho em Copenhague como decorrência do excesso de ênfase dada à redução do desmatamento e à necessidade de recursos externos para atingir metas nessa área.</font></span></p>
<p><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">Essa miopia &#8211; ou mania &#8211; segundo a qual os pobres só são pobres porque os ricos são ricos não corresponde à realidade, servindo apenas para incentivar as tensões sociais e encobrir a inépcia do poder público para dar aos cidadãos aquilo que levou os países altamente industrializados e realmente “emergentes” à posição em que se encontram: serviços e políticas públicas de qualidade para as áreas de educação, habitação, saúde e saneamento.<span>  </span>E, na área de educação, também o amplo apoio à pesquisa e ao desenvolvimento científico.</font></span></span></p>
<p><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">De fato, a superação do problema das mudanças climáticas é vista pelos países desenvolvidos como um problema de aceleração do desenvolvimento científico e tecnológico.<span>  </span>A manutenção das florestas existentes é, para eles, importante como uma ponte para chegar ao estágio necessário para consolidar o desenvolvimento de fontes alternativas de energia que não entrem em competição com a produção de alimentos num mundo em que a população continua a crescer.<span>  </span>Eles estão apostando, também, na<span>  </span>aceleração da disseminação de medidas de eficiência energética.</font></span></p>
<p><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">Um bom exemplo disso pode ser encontrado nas apresentações feitas em Copenhague pela Agência Internacional de Energia – IEA, na sigla em inglês.<span>  </span>Para se ter uma idéia do que está sendo feito nos países mais avançados – e são muitas as iniciativas nas mais diversas áreas – vale citar a utilização de sistemas de captação de energias oceânicas.</font></span><span lang="PT-BR"><font face="Calibri"> </font></span></span><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">Para tanto, sugere-se ver um curto vídeo em <a href="http://www.iea-oceans.org/">www.iea-oceans.org</a> (em inglês) e até fazer o download da versão completa do vídeo no link logo abaixo da tela do mesmo (há necessidade de “registro” que não leva mais do que um minuto, já que apenas o nome, o país, a organização e um endereço eletrônico são solicitados).</font></span></span></p>
<p><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">No vídeo maior, há exemplos das mais diversas formas de captação de energias oceânicas: marés, correntes, ondas, diferenciais de gradientes de salinidade e de temperatura.<span>  </span>Entre elas, uma que pode produzir, além de energia, água doce.</font></span><span lang="PT-BR"><font face="Calibri"> </font></span><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">Entre os desenvolvimentos mais fascinantes encontra-se a planta piloto recém inaugurada nas proximidades de Oslo, Noruega.<span>  </span>Para sair da mesmice dos serviços ambientais das florestas em pé – que não resolvem o problema da geração de energia – vale visitar a página da empresa que desenvolveu a tecnologia e está testando o protótipo em <a href="http://www.statkraft.com/energy-sources/osmotic-power">www.statkraft.com/energy-sources/osmotic-power</a>. </font></span><span lang="PT-BR"><font face="Calibri"> </font></span></span></span></p>
<p style="margin: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">Outro exemplo notável é o da Coréia do Sul, que está finalizando a implantação de uma unidade de energia oceânica que a permitirá economizar um milhão de barris de petróleo por ano.<span>  </span>Não é muito? E daí?<span>  </span>Quem ganha mais?<span>  </span>Com isso, a Coréia ficará não apenas com os créditos de carbono, mas com a energia limpa e, sobretudo, com a tecnologia.</font></span></p>
<p><span lang="PT-BR"></span><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">O curto documentário preparado pela Agência Internacional de Energia lista, ao final, 25 países que estão trabalhando no desenvolvimento de energias oceânicas.<span>  </span>Entre eles, o Brasil!<span>  </span>O documentário enfatiza, ao final, que a indústria precisa de vultosas quantias para colocar essas tecnologias de verdade no mercado, e não pode ficar dependente de recursos esporádicos.<span>  </span></font></span><span lang="PT-BR"><font face="Calibri"> </font></span></span></p>
<p><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">***</font></span><span lang="PT-BR"><font face="Calibri"> </font></span></p>
<p><span lang="PT-BR"></span><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">Ao final de outubro deste ano, o governo dos EUA concedeu incentivos de 3,4 bilhões de dólares para a instalação de medidores de eletricidade inteligentes.<span>  </span>Esses medidores, que transmitem informações em tempo real tanto para as concessionárias quanto para os consumidores, já se encontram em uso em boa parte da Europa e permitem importantes avanços na área da eficiência energética.</font></span></span></p>
<p><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">Incentivos fiscais estão sendo considerados para a instalação de “bombas de calor”.<span>  </span>Trata-se de bombear água de poucos metros de profundidade cuja temperatura é estável ao longo do ano todo e de maneira a reduzir drasticamente o uso de eletricidade com a refrigeração e o aquecimento das edificações.<span>  </span>Esse é um sistema que se difunde rapidamente em países europeus e já atende a 600.000 edificações nos EUA, onde o crescimento anual de seu uso tem sido da ordem de 10%.</font></span></span></p>
<p><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">A lista de novas tecnologias é tão diversificada que o mote das florestas em pé perde importância num encontro mundial desse tipo e parece bem pouco para um país que se pretende uma potência econômica emergente.</font></span><span lang="PT-BR"><font face="Calibri"> </font></span></span></span></p>
<p style="margin: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">Se vier dinheiro para florestas, ele será cuidadosamente monitorado, até para que chegue às mãos dos proprietários de áreas privadas onde existem florestas.<span>  </span>E isso parece difícil num país que não consegue sequer a regularização fundiária de seus parques e outras unidades de conservação.</font></span></p>
<p><span lang="PT-BR"></span><span lang="PT-BR"><span lang="PT-BR"><font face="Calibri">Há importantes desenvolvimentos tecnológicos em curso no país que merecem mais apoio.  A transferência de tecnologia poderia e deveria ter sido mais enfatizada pelo Brasil em Copenhague.</font></span></span></p>
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		<title>Amazônia, Subsídios à Geração de Eletricidade e Imbecilidade &quot;Ecológica&quot;</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 17:49:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[Eficiência Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Em reportagem de Ramona Ordonez publicada nesta data em O Globo comenta que uma tunga adicional de 1,5% do valor das contas de eletricidade dos consumidores brasileiros de energia elétrica está para ocorrer a qualquer momento – além do que acontecerá com o bolsa-eletriricidade recentemente concedida pelo residente Lula a nuestros <em>hermanitos paraguayos</em> com a decisão de rever a favor deles o contrato da Itaipu Binacional.</p>
<p>A mágica se dará com a vigência da Medida Provisória 499, editada em 29 de junho de 2009, que prevê alterações filantrópicas nos valores da Conta de Consumo de Combustível – CCC que subsidia os chamados sistemas isolados em particular na região amazônica.  A MP está em jurisdiquês e em economês.  Já a exposição de motivos, assinada por Nelson Machado e Edison Lobão, e as rocambólicas justificativas podem ser encontrada em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Exm/EMI-33-MME-MF-09-Mpv-466.htm">www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Exm/EMI-33-MME-MF-09-Mpv-466.htm</a>.  Se alguém tiver dificuldades em chegar lá porque o Windows identifica o site como não seguro, é só clicar em prosseguir.  Não há riscos de uma tentativa de tunga adicional online.</p>
<p>Absurdamente &#8211; e intencionalmente - não há referências a valores na Exposição de Motivos e nem na Medida Provisória,  sequer estimativos  O alerta veio do presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e dos Consumidores Livres – ABRACE, que estimou o <strong>aumento das despesas com a CCC dos R$ 2,48 bilhões já aprovados para 2009 pela ANEEL para R$ 4,88 bilhões – quase o dobro do valor original</strong> – “se a MP entrasse em vigor nesta data&#8221;.  Eufemismo, já que ela entra em vigor na data de sua publicação, o que deverá ocorrer em poucos dias.</p>
<p>Os elevados subsídios para o transporte de combustível para os Sistemas isolados continuam a ser uma aberração do ambientalismo imbecil – afinal, os slogans do tipo eco estão mais na moda do que nunca -, já que tais sistemas poderiam ser abastecidos com B-100 (100% óleo vegetal) feito a partir do dendê e do babaçu, abundantes em toda a região.  A tecnologia para o uso do B-100 nos geradores diesel não envolve mais pesquisas, e a extração e filtragem do óleo pode ser feita em quantidades adequadas a cada sistema isolado.  A grana também seria melhor usada com a implantação de sistemas híbridos solar-biodiesel ou mesmo solar-eólico-biodiesel, gerando emprego e renda na própria região e utilizando tecnologia já desenvolvida pelo Instituto Militar de Engenharia &#8211; IME.</p>
<p>O que realmente não faz sentido é pagar a conta de caminhões que saem de São Paulo e viajam 2.000 quilômetros até a Amazônia, depois fazem o transbordo do óleo para um barco, que depois o coloca em outro caminhão, e ninguém audita nada.</p>
<p>Mas Lobão – afilhado político de Sarney – e Lula preferiram aumentar os subsídios para fazer mais da mesma coisa sob o argumento de que&#8230; blá-blá-blá&#8230; os mesmos de sempre.   Afinal, o que são meros R$ 4,88 bilhões ou valor aproximado para beneficiar um transporte de caminhão e outros valores nunca auditados?  De toda forma, eles serão extraídos furtivamente do bolso de quem paga a conta de luz sem os subsídios sociais que são uma espécie de bolsa-eletricidade.</p>
<p>***</p>
<p>O falecido Gilberto Mestrinho lutou para que o gás de Urucu fosse liquefeito ou transportado por chatas em alta pressão, já que o principal meio de transporte da região é fluvial.  Assim, seria possível subsituir o combustível de TODOS os sistemas isolados por gás natural, e ainda utilizar esse combustível, mais limpo, no abastecimento de barcos e carros.  Mas, com essa alternativa, as empreiteiras &#8220;amigas dos amigos&#8221; não teriam a chance de fazer 600 quilômetros de dutos terrestres e 140 de dutos subaquáticos.   </p>
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