A morte anunciada das térmicas a carvão… e o Brasil na mesmice

O título de uma notícia não poderia ser melhor – e por isso foi, aqui, apenas traduzido: Assim morre o carvão – Com energias renováveis super baratas e sistemas de estocagem de energia.

A notícia foi publicada inicialmente por Think Progress e logo reproduzida por outros meios de comunicação.  Ela pode ser lida aqui (em inglês).

A noticia é sobre a última concorrência feita no Colorado para aquisição de energia firme – isto é, de fornecimento constante, 24 horas por dia – que resultou em preços de energias renováveis mais baixos do que os meros custos operacionais das termelétricas a carvão existentes (e já amortizadas).  E isso no Colorado, onde os índices de insolação não são tão altos quanto na região nordeste do Brasil.

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Agência regulatória de energia dos EUA rejeita proposta anacrônica de Trump – Como seria algo assim no Brasil?

Em países onde as agências regulatórias são sérias, “ordens” presidenciais são rejeitadas como sugestões e propostas de quaisquer outras organizações e entidades.  Isso ocorreu há dias com uma proposta de Trump voltada para subsidiar a geração de eletricidade de fontes térmica a carvão e nuclear.  A decisão dos 7 conselheiros da agência regulatória de energia dos EUA foi unânime, mesmo com 4 deles tendo sido indicados pelo atual presidente.

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Estocagem de energia solar e eólica em mega-baterias – Austrália inaugura uma com capacidade de 100 MW

Um dos problemas centrais das energias renováveis – excetuadas as células de combustível/hidrogênio – é que nem sempre a geração se dá nos momentos de maior consumo.  Daí a preocupação com a estocagem, entre outras como as redes inteligentes (smart grids).

O Brasil tem um sistema de estocagem já implantado mas mal utilizado no que se refere à sua integração com a energia solar e eólica: os reservatórios das hidrelétricas.  Se as assim chamadas autoridades setoriais soubessem fazer contas ligeiramente mais sofisticadas e cuidassem da automação das hidrelétricas, estocaria água – e portanto energia – nesses reservatórios no período da geração com energias renováveis fora dos horários de demanda de pico.

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A bandeira vermelha na tarifa de eletricidade e a incompetência institucionalizada

Com o total domínio da força da inércia e da preguiça que lhe são características, a carimbadora de reajustes solicitados pelas concessionária que atende pelo codinome de ANEEL tungará novamente o bolso dos consumidores de energia elétrica a partir deste início de novembro, com a achaque destinado a financiar novas  térmicas de reserva e a dar vazão ao caro gás da obsoleta Petrobrás.

Como o Brasil não tem qualquer política de segurança hídrica e a maioria de sua geração de eletricidade é de fonte hídrica, qualquer seca mais prolongada compromete tanto a geração de energia elétrica quanto o abastecimento público de água.

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Coréia do Sul proíbe novas termelétricas a carvão e Brasil resume-se à questiúncula da “reserva” de cobre

O ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coréia do Sul (no Brasil, seriam três ou quatro ministérios) anunciou que (a) não serão mais concedidas licenças para termelétricas a carvão, (b) as usinar térmicas a carvão em fase de implantação deverão ser convertidas para o uso do gás natural, (c) a operação das térmicas a carvão com maiores emissão por serem mais antiga será simplesmente suspensa de maneira a reduzir as emissões a menos da metade, (d) a redução ou supressão da implantação de usinas nucleares está sendo considerada, e (e) a meta de 20% de geração de energias renováveis até 2030 será mantida, inclusive com a extensão dessas fontes à agricultura.

É uma radical mudança na matriz energética da Coréia do Sul, que em 2016 era constituída de 39% de carvão e 31% de nuclear (uma fonte já considerada ultrapassada na maior parte do mundo).

O anúncio das decisões pode ser lido aqui.

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