Archive for the 'Energias Renováveis' Category

Banco Mundial – Garantia de Mentira

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Balanço fechado, o Banco Mundial informa que no ano passado investiu US$ 3,4 bilhões no combustível fóssil mais sujo: o carvão.

Mas como essa instituição sempre mascara fatos e números, e a mentira tem pernas curtas, o Centro de Informações do próprio Banco discordou da informação e informou que pelo menos US$ 1 bilhão a mais foram gastos com o mega-sujo carvão.  O Centro de Informações incluiu em seus cálculos os investimentos em linhas de transmissão de novas unidades de geração de eletricidade que utilizam carvão como combustível.  Faz sentido.  Fatiar os investimentos que fazem parte de um conjunto é um hábito do Banco para mascarar os seus trampos, assim como no Brasil se fatiam projetos para fins de licenciamento ambiental.

Malandro é o gato, que rouba a sardinha e esconde o próprio cocô!  Ou alguém já ouviu falar de grandes centrais de geração de eletricidade sem linhas de transmissão?  Mentiras vis…  ou infantis!

Como a vida útil de uma termelétrica situa-se na faixa de 40-50 anos, os países induzidos e/ou apoiados pelo Bloody Bank nesses projetos são reféns da energia muito suja por igual período.  Isso no caso otimista de que as unidades de geração térmica não continuem a funcionar além de suas vidas úteis, como é bem o caso de boa parte da geração térmica em sistemas isolados na Amazônia brasileira.

Acrescentem-se a esses investimentos em energia ultra-suja, um bilhãozinho de dólares em extração de petróleo.  Como se sabe, a indústria petroleira é a que mais subsídios recebe no mundo – US$ 470 bilhões em 2010, noves-fora as despesas militares com invasões – e necessita muito de uma “mãozinha” do Banco Mundial.

O Greenpeace e o WWF não se pronunciaram.  Mas a organização Christian Aid - bem mais séria e não comprometida com fontes de financiamento com interesses ocultos – botou a boca no trombone.

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Os números relativos aos empréstimos do Banco Mundial variam ligeiramente em função das fontes, devido à conversão de moedas.

O valor dos subsídios ao petróleo e ao gás tem fonte segura: a Agência Internacional de Energia.  É a tuma dos subsídios que depois fala em “créditos de carbono” através da preservação de florestas.  Eles não têm qualquer pudor em relação ao cinismo deslavado, pelo menos enquanto isso estiver sendo útil para os seus eleitores.  Ao contrário, os subsídios à indústria petrolífera cresceram em US$ 110 bilhões de 2009 para 2010.  É preciso salvar florestas para deter ou adiar mudanças climáticas – insistem!  Esses valores de subsídios não incluem, é claro, as gigantescas despesas militares necessárias às invasões para assegurar os interesses da indústria petroleira.

Código Florestal – Cheque em Branco para a Omissão

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Em todos os países que tiveram políticas sérias de meio ambiente (isto é, políticas que levaram a resultados), passagens para peixes foram implantadas sempre que um curso d’água foi bloqueado por uma barragem para a geração de eletricidade ou assegurar a navegação com a colocação de eclusas.

Quando essas passagens não existiam porque a interrupção do curso dos rios foi feita num período anterior a essa percepção da importância dos processos migratórios dos peixes, alternativas para atender a esse requisito (óbvio, básico, elementar) foram criadas no momento em que as empresas operadoras das hidrelétricas foram chamadas ao licenciamento ambiental.

Soluções diferenciadas e adequadas a cada caso surgiram nos EUA, no Canadá, na Europa, sempre envolvendo o monitoramento dos peixes.  Algumas imagens ilustram a facilidade com que tais soluções poderiam ser implantadas.

Passagem para peixes na Holanda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por que exigências semelhantes não foram feitas para TODAS as hidrelétricas existentes no Brasil a partir da aprovação da lei 6.938/81 que estabeleceu o sistema de licenciamento e já completou 30 anos?  Ou por força da Resolução CONAMA 001/86, que estabeleceu diretrizes para a realização de estudos de impacto ambiental e contra a aprovação da qual o setor elétrico lutou, à época, com todas as suas forças?  Pura omissão, covardia ou só ignorância?

Afinal, o próprio rio deveria ser muito mais “área de preservação permanente” do que a sua “faixa marginal de proteção”!  O rio É o bioma esquecido por essa gente.  E não se trata apenas do conceito abstraro de “fluxo gênico” – ah, como eles gostam do palavreado rococó -, mas da própria alimentação de muita gente.

Passagem para peixes em Uppasal, na Suécia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É curioso que as coisas continuem dessa forma no país que, segundo alguns, têm no “código” florestal uma das leis mais modernas do mundo.  E é de se questionar por que essa turma que agora faz “vigília” virtual depois de passar quase uma década no comando do Ministério do Meio Ambiente não tomou essas iniciativas elementares.  Ou mais de duas décadas se considerado o tempo decorrido desde a introdução de um sem número de alterações no “código”, todas gestadas nos gabinetes, encaminhadas ao Congresso Nacional por Medida Provisória e incorporadas à lei por decurso de prazo, sem qualquer votação.

 

Passagem para peixes na barragam de Johan Day, no Oregon, nos EUA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A turma da vigília e do lero-lero sobre autista sobre a intocabilidade da lei nunca votada uniu-se a grupos ligados ao setor elétrico.  O mesmo setor elétrico que até o presente só tomou raríssimas iniciativas para controlar os processos erosivos nas bacias hidrográficas à montante de seus reservatórios;  o mesmo setor elétrico que deu origem a um importante movimento de “atingidos por barragens”  por não conseguir sequer calcular qual será a área de enchimento desses mesmos reservatórios e ainda tem a petulância de falar em “faixa marginal de proteção”;  que fez e continua fazendo barragens que impedem a navegação (em lugar de viabilizá-la), e que continua enganando os otários com a farsa do “peixamento”.

Aqui, cabe pelo menos uma pergunta: qual o reservatório de hidrelétrica que teve o seu perímetro demarcado e a faixa marginal de proteção reflorestada com essências nativas às expensas das operadaras de hidrelétricas?  NEN-HUM!  E são esses os ambientlistas que querem servir de exemplo para alguma coisa?

Enfim, misturando a abordagem “Antonio Conselheiro” acreano com o mais puro oportunismo paulistano,  essa gente que cafetina a gestão ambiental sem apresentar resultados finge para os mais jovens que não tem nada com essa contínua omissão.  E vai levando o seu andor da mais pura enganação.

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As imagens deste artigo – como de um anterior sobre o tema – foram encontradas na internet e utilizadas apenas com objetivos de ilustrar as considerações sobre o tema. Qualquer um que queira visualizar outras imagens ou vídeos pode usar “fish ladder” na busca.  Fish ladders ou passagens para peixes continuam a ser feitas nos países sérios – onde ninguém perde tempo com masturbações sobre um pretenso “código” florestal que apenas justificam a inação.  A última iniciativa dessas que aqui a “gestão” pública de meio ambiente e as ONGs não têm pode ser vista em http://www.hydroworld.com/index/display/article-display/7996410848/articles/hrhrw/environmental/2011/09/us-approves-fish-passage-facility-for-washingtons-cle-elum-dam.html.

Um Duto da Sujeira Garante a Liderança dos EUA na Emissão de Gases Causadores de Mudanças Climáticas

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Grandes manifestações populares relacionadas às mudanças climáticas estão programadas para ocorrerem na capital dos EUA nas próximas duas semanas.  O estopim para essa série de eventos foi o intenso lobby que vem sendo feito para que a administração Obama aprove a construção de um novo duto com cerca de 2.500 km – já conhecido como TransCanada.

Se autorizada a construção, esse duto transportará o mais sujo tipo de oleo do planeta: aquele extraído das areias betuminosas da provincial de Alberta, no Canadá.

Os manifestantes, evidentemente, se opõem à construção desse “duto da sujeira” que, se aprovado, transportará 1,1 milhão de barris do petróleo por dia, enriquecendo ainda mais algumas grandes corporações ao custo de tornar os EUA bem mais dependente de combustível fossil da pior qualidade.  Afinal, a invasão do Iraque para assegurar suprimentos de petróleo não deu aos EUA a “segurança energética” que a motivou.

Essas manifestações estão planejadas para ocorrer entre 20 de agosto e 3 de setembro e incluirão a presença de representantes dos mais diversos grupos sociais: de pequenos produtores rurais do Nebraska a grandes latifundiários do Texas, de professores de Wisconsin até líderes indígenas canadenses, de renomados cientistas a celebridades do mundo das artes.

Os manifestantes sabem que se arriscam à prisão por desobediência civil se ocuparem os espaços em torno da Casa Branca.  E mais de 1.500 já confirmaram que estão dispostos a isso.  De fato, a licença para a construção desse “duto da sujeira” significará o abandono de outras alternativas de segurança energética propostas pela administração Obama e rejeitadas pelo Congresso norte-americano.

Um renomado cientista/especialista em climatologia norte-americano – James Hansen – posicionou-se favoravelmente às manifestações afirmando só medidas muito drásticas evitarão um aumento catastrófico da temperatura  do planeta.  Entre essas medidas, a redução a zero do uso de carvão como fonte de enegia no prazo de 20 anos.

“Liberem as imensas reservas de carbono das areias betuminosas do Canadá e poderá ser declarado o fim do jogo para o combate às mudanças climáticas.”

Os moleques ongolóides que tanto fingem que as mudanças na lei brasileira cujo apelido é “código florestal” causarão um grande dano à imagem do Brasil no teatrinho da Rio + 20 que ocorrerá em breve ainda não se pronunciaram sobre a construção do duto da sujeira nos EUA.  Lá, como em outros países sérios, eles silenciam porque ninguém presta atenção no que dizem.

Estima-se que as emissões de CO do petróleo recuperado a partir das areias betuminosas seja 30% mais alta do que aquelas provenientes da queima do petróleo comum. 

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A exploração de areais betuminosas não era economicamente viável até há cerca de uma década.  Com o  novas tecnologias e a previsão de futuros aumentos nos preços do petróleo convencional, crescem os investimentos na produção desse tipo de combustível fóssil.  As reservas já dimensionadas e recuperáveis existentes só no Canadá e na Venezuela são duas vezes superiores às reservas ainda existentes de petróleo convencional no Oriente Médio - 3,6 trilhões de barris contra 1,75 trilhões de barris.

O “governo nacionalsita” de Hugo Chavez já concedeu a uma grande petroleira os direitos de exploração desse óleo na região do Orinoco.  Se alguém, sinceramente, acredita que as petroleiras vão recuar dianta das oportunidades dessa nova fonte de imensos lucros em prol de algum tipo de “energia renovável”, boa sorte.

Para os onolóides gringos no Brasil, é mais lucrativo bater o tambor sobre a floresta amazônica.  Assim, pelo menos, desviam a atenção desses outros “detalhes” como a produção de combustíveis fósseis de muito pior qualidade.

Abaixo, uma imagem do delta do Orinoco, bacia hidrográfica ainda razoavelmente intocada e que literalmente irá para o belelléu com o avanço da esploração de areias betuminosas na região.

Compre-se a África! – A Europa Quer Biocombustíveis…

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“Empresas inglesas compraram mais terras na África para fazer as tão controvertidas plantations para a produção de biodiesel do que empresas provenientes de qualquer outro país” – demonstrou uma investigação do jornal The Guardian (onde ainda existe jornalismo investigativo).  Cerca de 1,6 milhão de hectares ou a metade das plantações para a produção de biodiesel identificadas em países africanos como Moçambique e Senegal pertencem a empresas inglesas.  Rápido! – precisamos de um jornalista ou político cretino do Brasil para converter a área para calcular o número de campos de futebol que caberiam nessa área.  Mas isso seria inútil, porque o que se tentou não foi dimensionar as áreas totais em todos os países africanos, mas usar alguns para ver em que proporção a velha Inglaterra voltou a saquear a África.

De fato, mesmo as ONGs ambientalistas mais sérias reconhecem que o uso de terras agrícolas para a produção de biocombustíveis está entre as principais causas dos aumentos nos preços dos alimentos e do crescimento do número de famintos.  Em especial na África, onde em muitos países a propriedade da terra não existe e governos corruptos podem simplesmente alocar, alugar, arrendar terras para grandes corporações, expulsando as populações tradicionais para áreas marginais.  Quem se importa?  É preciso que a Europa anuncie que atingiu metas de uso de energias renováveis!  Depois as ONGs inglesas vão lá estimular a repressão para que essas populações não cortem árvores.

Não existe um sistema de cálculo da área total já ocupada por empresas inglesas e de outras nacionalidades na África sub-saariana – constata o The Guardian -, mas a investigação indicou a existência de 100 projetos de 50 empresas em 20 países.  Uma única empresa inglesa – que se diz produtora de “energia verde”, a Crest Global Green Energy – detem o total de 900.000 hectares em tres países.  O governo brasileiro que não cosnegue fazer uma reforma agrária minimamente decente precisa mandar representantes do MST para lá, para lutar contra os grandes latifundiários!  Enquanto isso, a Crest Global continuará se dizendo uma empresa com responsabildiades socio-ambientais!  Eles não são umas gracinhas?

Uma outra empresa inglesa – a Sun Biofuels (os nomes de fantasia são ótimos) – abocanhou 8.000 ha na Tanzânia onde plantou pinhão manso (Jatropha curcas) para a produção de biodiesel destinado ao mercado europeu.  A empresa alega que a produção de pinhão manso não compete com a produção de alimentos porque… a noz dessa planta não é comestível.  A cara de pau consegue se superar!  Ah – o outro argumento é relacionado ao fato do pinhão manso poder ser produzido em “terras marginais”, “inadequadas para outros tipos de agricultura”.   Mentira!  Exatamente como a mamona, o pinhão manso até cresce em terras marginais, mas par para que isso ocorra de maneira economicametne viável é preciso água, fertilizantese e pesticidas!

E, por falar nisso, onde é mesmo que foi parar o Programa Nacional de Biodiesel que iria utilizar mamona?  Afinal, a Brasil Ecodiesel pegou caminhões de dinheiro com o Banco do Nordeste do Brasil para fazer isso e sumiu, deixando produtores e os cofres do banco de mãos abanando.

Os “investidores externos” convenceram o governo da Tanzania a aprovar, em 2010, diretrizes para o plantio destinado à produção de biocombustíveis:   eles não têm que fazer o refino no país e nem reservar uma parte da produção para consumo local.  Depois a Transparência Internacional inglesa vai dizer que esses governos são corruptos!

Além disso, há o mito dos benefícios dos biocombustíveis para o combate às mudanças climáticas!  O Instituto Europeu de Políticas Ambientais estima que o deslocamento de pessoas para a produção de biocombustíveis resulta em desflorestamento em níveis que farão com que as emissões de carbono superem os benefícios do uso desse tipo de combustível em 35%, já em 2011 e em 60% em 2018.  Atualmente, esse impacto direto não é nem considerado nas diretrizes européias sobre as reduções de emissões de gases causadores de mudanças climáticas.

O Greenpeace e o WWF ainda não se pronunciaram!

O capital para investir na expulsão dos africanos de suas terras é frequentemente levantado no Mercado de Investimentos Alternativos da Bolsa de Londres.   É isso que chamam de “perversão de valores”?

Há outros países europeus investindo em projetos de biocombustíveis na África, como Itália, Alemanha e EUA.  Empresas brasileiras também estão investindo na África para a produção de alimentos e de biocombustíveis!  Lá não existe Código Florestal e se a população afastada das terras mais férteis for derrubar florestas os números não serão nem percebidos.  No momento, o que os “ruralistas americanos” temem para valer é a competitividade dos produtos agro-pecuários brasileiros!

Em alguns dos projetos analisados os arrendamentos são feitos por 100 anos por valores irrisórios e com prioridade no uso dos recursos hídricos!

Mas o presidente da Sun Biofuels, Richard Morgan, insiste: “Nossa empresa produz biocombustíveis de maneira sustentável e ética.  Nós aceitaríamos de bom grado padrões mais elevados de sustentabilidade, mas há que se considerar o desenvolvimento econômico.  Se voce é “um local” (da Tanzânia ou de Moçambique) e precisa de um emprego, voce provavelmente não se interessa por saber onde os orangutangos dormem à noite.  Além disso, é insultuoso afirmar que os governos africanos não sabem gerenciar os seus próprios países”.

Divirtam-se com a “sustentabilidade” dos europeus e dos ingleses em particular!  E façam bom uso de suas doações para ONGs que defendem a Amazônia.  Aliás, onde é mesmo que foi parar o tão decantado “Fundo Amazônico”?

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A empresa estatal chinesa de agro-negócios Beidahuang também participa da busca global por terras produtivas e recursos hídricos.  Assim, discretamente assinou um contrato com o governo da Patagônia, na Argentina, que permitiu a aquisição de 320.000 hectares de terras privadas, juntamente com os direitos para captação de água para irrigação e a concessão de um porto para a exportação dos alimentos a serem produzidos nessas terras.

 

China Anuncia Avanços no Reprocessamento de Urânio… E Entra no Mercado Brasileiro de Eletricidade

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Há dias, a China anunciou avanços na área de reprocessamento de urânio para uso em usinas nucleares que permitirão o aumento da auto-suficiência do país nessa área dos atuais 70 anos para cerca de 3.000 anos. Nada mal, em particular quando se considera que isso foi feito com tecnologia própria – ou seja, não pagarão royalties a ninguém.

A China tem, hoje, 13 reatores nucleares em operação, 26 em construção e 54 em fase de projeto. O governo do país já anunciou a sua intenção de elevar a participação da geração nuclear na matriz energética nacional dos atuais 1% para 6% em 2020. Bem menos do que os 20% dos EUA, mas em termos absolutos bem mais do que a capacidade instalada total da França.

Nos reatores em construção, a China está utilizando tecnologia Westinghouse, considerada mais segura do que a usada nos reatores anteriores, sempre sob contratos rigorosos de transferência de tecnologia.

A China já está replicando a tecnologia de seus fornecedores estrangeiros e começa a projetar os seus próprios reatores e unidades de reprocessamento. Como sempre acontece com conseqüência do planejamento estratégico chinês, o governo já planeja a venda de tecnologia para outros países, e mesmo a construção de reatores no exterior.

O país tem entre as suas metas a redução das emissões de gases causadores de mudanças climáticas, mas dentro de um plano de negócios bastante definido.

No Brasil, o primeiro reator nuclear, Angra I, com tecnologia Westinghouse, começou a ser construído em 1972, e só teve autorização para entrar em operação em dezembro de 1984. Esse reator foi conhecido popularmente, durante muito tempo, como “usina vagalume”.

Em 1975, num arroubo nacionalista, o governo militar resolveu demonstrar independência em relação às empresas norte-americanas e assinou aquilo que ficou conhecido como “acordo nuclear Brasil-Alemanha”, com o objetivo de construir 8 reatores nucleares. Mas Angra II só entrou em operação em 2000. E Angra III só recebeu a licença ambiental em 2010, infelizmente nas proximidades das duas anteriores, com impactos negativos para uma das mais belas áreas turísticas do país. A regra que requer o estudo de alternativas de localização não costuma ser seguida no Brasil por empreendimentos de interesse do governoi, como ocorreu, também no caos do Complexo Petroquímico de Itaboraí – COMPERJ.

Em particular como decorrência dos esforços da Marinha brasileira, o Brasil já domina o ciclo completo de enriquecimento de urânio. Mas ainda tem como meta dominar esse ciclo em escala industrial até 2014.

O país, que só prospectou cerca de 25% de seu território em busca de urânio, ainda restringe a sua cantilena sobre redução dos gases causadores de mudanças climáticas quase exclusivamente à redução do desmatamento e à produção de etanol, desconsiderando quase totalmente oportunidades de aumento da eficiência energética na geração, na transmissão, na distribuição e no uso final de energia.

Em 2010, a estatal chinesa de transmissão de eletricidade comprou sete empresas brasileiras de transmissão de energia por um valor superior a R$ 3 bilhões, tendo liquidado a dívida com o BNDES para evitar o usual lero-lero local sobre índices de nacionalização de equipamentos e produtos. Juntamente com as aquisições, as respectivas concessões por 30 anos. A principal estratégia chinesa para recuperar os seus investimentos nessa área é a redução de perdas em distâncias de até 2.000 km. A China já atingiu elevados padrões de eficiência na transmissão em 1.000 KV,enquanto o Brasil alcança o máximo de 600 KV.

Os chineses já anunciaram que têm interesse na implantação de linhas de transmissão de longa distância na Amazônia.

Cresce a Geração de Energia Usando Carvão Como Fonte Primária – Mas É Preciso Preservar a Amazônia!

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Historicamente, quem se encarregou de resolver problemas de meio ambiente nas mais diversas áreas não foram as ONGs, mas cientistas e tecnólogos das mais diversas formações.  Isso não mudou em nada com o advento dos problemas relacionados às mudanças climáticas.  Mas, agora, à farsa ambientalista somaram-se até mesmo os financistas, que fazem “índices” de carbono eficiente e – se bobear – colocam derivativos de opções de derivativos nos mercados de carbono, para resgate dentro de uma década.

A farsa da “transição para uma sociedade de baixo carbono pode ser parcialmente avaliada pelo fato de que carros elétricos continuam usando eletricidade com o mesmo potencial de emissões de carbono da matriz energética de cada país.  A origem do desenvolvimento de veículos elétricos não esteve nas preocupações com as mudanças climáticas, mas nos problemas de poluição do ar em áreas urbanas e metropolitanas de altíssimo tráfico de veículos de transporte individual.  Nesse campo, a Califórnia foi pioneira.  Mas a produção de eletricidade nos EUA – que será usada para carregar a bateria desses veículos – não mudou de maneira substancial de uma fonte primária para outra.

É compreensível que as pessoas gostem do marketing sobre um problema ainda não resolvido pelos cientistas e tecnólogos: a geração de energias limpas, ou menos sujas.  Afinal, a esperança é componente essencial da vida humana, e a sua manipulação sempre ocorreu.  Em muitos casos, as pessoas e sociedades optam por não ver o óbvio. 

Também nos países desenvolvidos há um pacto de silêncio sobre o uso de carvão como fonte de geração de energia.  Restrições aqui e ali, promessas mais adiante de que em cinco anos uma empresa inglesa já terá desenvolvido a tecnologia, mercado negro de créditos de carbono, e ao final ninguém diz que crescem a passos largos as exportações de carvão dos EUA (diretamente ou através de portos canadenses, ao estilo dos navios de bandeira panamenha), da Austrália, da Colômbia e da África do Sul e outros para a Ásia e, em particular, para o crescente mercado da China e da Índia (além da Japão, Coréia e outros), de onde os produtos saem de volta para os grandes mercados consumidores sem que estes avancem na marcação de sua “pegada carbônica”.

Afinal, as notícias sobre as reduções locais das emissões de carbono e o plantio de óleo de palma “certificado” para fazer biodiesel servem como bons lubrificantes sociais.

Traçar a “pegada carbônica” é algo mais conveniente para shows de bandas musicais que salvarão o planeta do que para o grosso do cmércio internacional.  Fazer isso com os produtos finais seria muito inconveniente para empresas que têm selo verde e que fazem marketing sobre o controle da cadeira produtiva da madeira, para a boa consciência dos consumidores dos países altamente industrializados, para o desempenho eleitoral de alguns políticos, e para muita gente mais.

Tradicionalmente, o carvão era queimado próximo ao seu local de extração, mas agora cresce, as exportações de longas distância, bem como o preço, que duplicou nos últimos 5 anos.

Novos projetos de mineração de carvão estão em desenvolvimento das Montanhas Rochosas até a costa do Pacífico dos EUA, sem que isso prejudique a boa consciência de quem consome e defende a produção de “energia verde” no país (essa é, de fato, uma boa causa!).  Novas terras públicas são arrendadas para mineração e novos portos estão sendo construídos para a exportação de carvão.

Fazem leis estaduais que limitam ou taxam emissões de carvão nos estados ou mesmo nacionalmente e a seguir exportam o carvão, para importar produtos manufaturados com a sua queima.  Eles são umas gracinhas, não são?  Quem os vê assim tão orgulhosos de seus selos verdes, de seus certificados de responsabilidade socioambiental, os compra.  Licenciam uma térmica a carvão e no dia seguinte dão uns trocados para limpar uma lagoa ou para plantar umas árvores com a denominação de “compensação ambiental”, sem que ninguém vá lá conferir onde foi parar o dinheiro.

As exportações australianas de carvão para a China cresceram de US$ 508 milhões no ano 2000 para US$ 5,6 bilhões em 2009.  Ainda que o Japão e a Coréia continuem sendo os maiores importadores do carvão da Austrália, gigantes locais do setor estão investindo bilhões na mineração em novas áreas para cumprir contratos futuros de exportação para a China.

Agora, chega.  É melhor ir tomar um Chateau alguma coisa em algum restaurante da moda.  Empresários espertos, ambientalistas de ocasião e políticos que se utilizam do imaginário infanto-juvenil na área ambiental preferem falar da Amazônia como estoque de carbono fixo do que do pré-sal como fonte emissora de carbono para a atmosfera.  Há assuntos que viram tabus e para o os quais a maioria prefere não estabelecer qualquer relação entre os pontos A e B, ainda quando notícias tão conflitantes estejam na mesma página dos jornais.

Marinha dos EUA adota B-50 feito a partir de algas

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Ao final de outubro de 2010, a Marinha dos EUA testou, numa pequena embarcação de 49 pés do tipo RCB-X (foto) um combustível B-50 com a parte de biodiesel produzida a partir de algas pela Solazyme, da Califórnia (www.solazyme.com).  Esse é um notável avanço tecnológico e também na área de políticas públicas para os biocombustíveis.  Os EUA – que não assinam tratados internacionais sobre energias renováveis – ficam, assim, em posição bastante confortável do ponto de vista econômico, também, por deter mais patentes nesse campo. 

“Esse é o futuro” – declarou o contra-almirante Philip Cullom: “Nós vamos operar a nossa frota com base nesse combustível”.

De acordo com o Ministério da Energia dos EUA, as atividades militares são responsáveis por cerca de 80% de todo o consumo de energia do governo.  E ainda que o consumo militar tenha sido reduzido em 9,5% entre 2003 e 2007, o valor da conta cresceu 142%, atingindo US$ 142 bilhões ao final desse mesmo período.

Em decorrência, os militares norte-americanos adotaram um plano para substituir 25% dos combustíveis fósseis que utilizam por energias renováveis até 2020.  A Marinha foi bem mais longe e estabeleceu a sua meta em 50%.  A Marinha começará a fazer isso já em 2012, usando esse B-50 em pequenas embarcações que trafegam por rios e na área costeira.  O incremento será gradual de maneira a incluir fragatas, cruzadores e destroyers até chegar numa “força de ataque verde” em 2016.

Isso tudo é possível, em grande parte, porque lá não existe uma Agência Nacional do Petróleo – ANP preocupada com trivialidades inúteis sobre biocombustíveis, cafetinando o assunto e fazendo com que a adição de etanol à gasolina seja a mesma em regiões produtoras e em regiões extremamente distantes da produção – e, assim, aumentando os preços para os usuários finais -, ou decidindo quem pode usar B-2 ou B-5 ou B-50 ou B-100 independentemente da disponibilidade regional do óleo vegetal. 

“A Solazyme está orgulhosa por ser o primeiro fabricante de combustível produzido microbiologicamente utilizado pela Marina numa embarcação militar”, declarou o presidente da empresa.  “O compromisso da Marinha norte-americana com a redução da dependência de combustíveis fósseis deu um novo passo e nós aplaudimos essa liderança.”

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A imagem abaixo mostra o modelo da embarcação da Marinha dos EUA em que foram feitos os testes  com o B-50 produzido com algas.

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Enquanto isso acontece, o Brasil continua falando em B-2, B-3 e B-5, sempre a partir de produtos agrícolas que concorrem coma produção de alimentos.  Apeasr de ter 7.400 km de costa, é pequeno ou desprezível o apoio para a pesquisa de biodiesel a partir de algas.  E, ainda que excelentes pesquisadores façam o seu trabalho, não emos a mentalidade de que é preciso “criar os mercados”.  Aqui, os economistas em geral e em particular os do governo parecem acreditar que o mercado é algo que existe independentemente das decfisões humanas.  Nos países sérios, adotam-se mecanismos variados para “criar o mercado” para os produtos de tecnologias inovadoras consideradas estratégicas.

Facilita a criação do mercado o fato da mistura, nos EUA, não ser obrigatório e padronizada em todo o território nacional, como ocorre aqui.  Frotas cativas podem adotar B-20 ou B-100 ou qualquer percentual fazendo a mistura em suas próprias bombas de combustível, como os usuários de carros podem escolher a mistura desejada de etanol em inúmeros postos de gasolina, sem necessidade da cafetinagem do produto aqui gerenciada pelo governo e com menores custos porque o biocombustível não tem que “passear” até as refinarias ou pontos de mistura centralizados.

Nota – O texto principal foi retirado da newsletter eletrônica do National Bulletin Board, de subscrição recomendada para quem se interessa por políticas sérias e avanços tecnológicos no campo dos biocombustíveis.

Grandes Avanços na Geração Eólica Offshore – Um Cabo Submarino de US$ 5 bilhões

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Enquanto o Brasil avança lentamente na geração de energia eólica e opta por dispendiosas linhas de transmissão em terra firme, os EUA, que não subscrevem a qualquer tratado internacional que envolva metas para a geração de energias limpas mas têm as suas próprias metas, inclusive estaduais, anuncia um projeto que pode revolucionar o setor de geração eólica em alto mar.

Há poucos dias, a Google e a empresa Good Energies anunciaram que participarão dos investimentos num projeto de lançamento de cabos submarinos para a transmissão de energia ao longo de 560 km, com investimentos totais estimados em US$ 5 bilhões.  Cada uma dessas empresas comprometeu-se a aportar 37,5% dos investimentos, e já contam com o apoio da japonesa Marubeni, que ficará com uma participação de 10%. 

A proposta original foi feita pela empresa de transmissão Trans-Elect, que espera iniciar a implantação do projeto em 2013.

O presidente da FERC (sigla da agência regulatória federal de energia elétrica dos EUA, que só age nos projetos interestaduais, ao contrário da nossa ANEEL), John Wllinghoff, afirmou que “conceitualmente parece-me o mais interessante projeto que já vi ser apresentado, permitindo a convergência de muitos projetos de geração ao longo da costa”.

Essa “coluna vertebral” (backbone) terá capacidade para 6.000 MW, o equivalente à geração de cinco grandes reatores nucleares e percorrerá águas federais consideradas pouco profundas a distâncias entre 15 e 20 km da costa.  A idéia é captar energia eólica numa região onde os ventos são fortes e as turbinas não seriam visíveis, eliminando assim um dos obstáculos mais freqüentes com que se defronta a expansão dos projetos de geração eólica nos EUA.

A Trans-Elect estima os custos iniciais de construção em US$ 5 bilhões, aos quais deverão se acrescidos os custos financeiros e de licenciamento.  Os investimentos na primeira fase serão da ordem de US$ 1,8 bilhão, num trecho de 240 km, e o projeto poderá entrar em operação em 2016.  

Antes mesmo da implantação dos projetos de geração eólica, o novo sistema permitirá a transmissão de eletricidade do sul da Virgínia, onde a geração tem baixo custo, para o norte de Nova Jersey, onde a geração é bem mais cara, eliminando obstáculos à transmissão e reduzindo o preço da energia para os clientes do norte por permitir que essa transmissão através de uma das mais congestionadas áreas dos EUA.

A geração eólica no mar tem custos bem mais elevados do que a geração com carvão ou gás natural, ou mesmo do que a geração eólica em terra firme.  Mas os especialistas esperam uma demanda crescente de turbinas offshore para que sejam alcançadas as exigências dos estados relativas à participação de energias limpas na matriz energética em substituição aos combustíveis fósseis.

A redução dos pontos de interconexão a apenas quatro simplificaria o trabalho de trazer a energia para a terra e os obstáculos com a obtenção de licenças, em contraste com a implantação de linhas de transmissão em terra, onde as empresas têm que negociar com centenas de proprietários.  Nesse projeto, as negociações seriam feitas com apenas quatro, e menos ainda na primeira fase.

Mesmo as organizações ambientalistas mais radicais, como o Sierra Club, que lutam contra novos projetos de linhas de transmissão no país, já se posicionaram favoravelmente ao novo projeto.

“Esse tipo de idéia audaciosa pode ser justamente o que precisamos para evitar os impactos profundamente negativos das linhas de transmissão em terra”, afirmou entusiasmada a diretora para campanhas nacionais do Sierra Club, Melinda Pierce.

Projetos offshore já se defrontaram com a oposição feroz dos residentes na costa de Massachussets que viram neles um dano à paisagem oceânica.  Representantes da Tans-Elect afirmam que o novo projeto permitirá a instalação de turbinas com impactos visuais insignificantes.

Os obstáculos ao projeto serão maiores no que se refere aos procedimentos administrativos do que na engenharia ou nos custos econômicos, afirmaram diversos especialistas. No momento em que o Ministério do Interior der as autorizações, por exemplo, os subsídios federais para os programas eólicos já poderão ter o seu prazo expirado – os atuais subsídios expiram em 2012, afirmou o professor Willett Kempton, da Escola de Ciências e de Políticas Marítimas da Universidade de Delaware.

Vale ressaltar que os projetos de energias renováveis há muito contam com fortes incentivos fiscais e financeiros nos EUA – incluindo isenções na tributação sobre os rendimentos -, ao contrário do Brasil, onde esses custos mais elevados são distribuídos entre os consumidores.

O mesmo ocorre com outros subsídios que não são discriminados nas contas de eletricidade, como é o caso da Conta de Consumo de Combustíveis – CCC, que subsidia o transporte de combustíveis fósseis para as regiões não conectadas à rede, em especial na Amazônia, e que no ano em curso deve superar os R$ 4 bilhões.

A ocultação intencional desses custos e subsídios é um obstáculo à tomada de consciência da população para que possa se posicionar em relação à formulação de políticas públicas e até mesmo escolher fontes de energia limpas, ainda quando mais caras.  Energia nuclear, como a energia que será gerada em Monte Belo, também têm custos muito mais elevados, mas aos consumidores não é dada a opção por energias limpas, como ocorre nos países sérios.

No Brasil tampouco existem metas estaduais definidas.

(Com informações do New York Times, parcialmente traduzidas)

Energia Eólica – Expande-se Rapidamente a Capacidade Instalada de Geração no Mundo

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Há poucos dias, uma empresa norte-americana – Terra-Gen Power – anunciou a finalização da estruturação financeira para a construção de uma “fazenda eólica” de 570 MW por um valor de cerca de R$ 2 bilhões.  O projeto será implantado na Califórnia.   A Terra-Gen já havia assinado, em 2006, um contrato de venda de energia eólica para uma concessionária californiana envolvendo um total de 1.550 MW de capacidade instalada.

O mercado de energia eólica cresce de maneira acelerada nos países desenvolvidos.  Em 2009, a capacidade de geração eólica instalada no mundo atingiu 160.000 MW, com um crescimento de quase 35% apesar de todas as turbulências econômicas e da recessão que marcaram o ano.  As projeções indicam que essa capacidade tende a dobrar a cada 3 anos e mantidas as atuais tendências os especialistas prevêem que a capacidade instalada no mundo atingirá 1.900.000 MW em 2020.

Evolução da Capacidade Instalada de Geração Eólica

A China tornou-se a locomotiva do mercado mundial de energia eólica e apenas em 2009 adicionou 13.800 MW à sua capacidade instalada, que foi duplicada anualmente nos últimos 4 anos.  Ainda assim, ao final de 2009 os EUA mantiveram a sua liderança mundial em termos de capacidade instalada de geração eólica, com 22.1% do total mundial, seguidos pela China com 16,3%.  Esses dois países representaram 61,9% da expansão da capacidade instalada em 2009, contra um aumento de 53,7% em 2008.

O Brasil encerrou o ano de 2009 com cerca de 600 MW de capacidade instalada de geração eólica, ou seja, menos da metade da meta estabelecida pela lei que criou o Programa Nacional de Energias Renováveis – PROINFA, promulgada em abril de 2002.  O programa embute de forma oculta na conta de luz de todos os consumidores – excetuados os de baixa renda – um pedágio para subsidiar a energia gerada por pequenas centrais hidrelétricas (PCHs com capacidade instalada igual ou inferior a 30 MW), cogeração com resíduos agrícolas (idem em tamanho) e energia eólica.

Os cinco maiores do mundo em termos de capacidade instalada para essa fonte de energia são EUA, China, Alemanha, Espanha e Índia, com o total de 72,9% da capacidade instalada no mundo, um ligeiro acréscimo de 0,5% em relação a 2008.

A produção total de energia eólica ainda representa apenas 2% da demanda mundial de eletricidade.  Mas esses percentuais são mais significativos na Dinamarca, onde a geração eólica responde por 20% da demanda de energia elétrica.  Seguem-se Portugal, com Portugal, Espanha e Alemanha, com respectivamente 15%, 14% e 9% da demanda de energia elétrica sendo supridos por geração eólica.

Turbinas instaladas no mar ainda representam apenas 1,2% do total da capacidade instalada de geração eólica no mundo, mas o crescimento dessas instalações em 2009 foi de 30%, com a maior ampliação da capacidade na Dinamarca, Alemanha, Inglaterra, Suécia e China.  Nesse campo – turbinas offshore -, a Inglaterra lidera, com 688 MW de capacidade instalada, seguida de perto pela Dinamarca, com 633 MW, Holanda, com 247 MW, Suécia com 164 MW e Alemanha com 72 MW.

Ao final de 2009, o setor de energia eólica empregava 550.000 pessoas direta e indiretamente, a maioria com alta qualificação técnica.  Estima-se que em 2012 o setor será responsável por 1 milhão de empregos.

Esse quadro pode mudar radicalmente com três países iniciando a fabricação de protótipos de turbinas de 10 MW, muito superiores às turbinas de 2,5 – 3 MW atualmente fabricadas.  Essas turbinas, com dimensões de até 245 metros entre as extremidades das “hélices” estão sendo projetadas para serem colocadas em mar aberto pelos EUA, Noruega e Inglaterra.  Ainda é cedo para falar no sucesso de tais equipamentos, mas é evidente a disputa entre esses três países para atingir a liderança na fabricação de turbinas desse porte.

O relatório sobre a evolução do mercado de energia eólica foi divulgado durante a 9ª. Conferência Mundial de Energia Eólica realizado entre os dias 17 e 19 de junho de 2010 em Istambul, na Turquia, e pode ser acessado, em inglês, no link abaixo.

http://www.wwindea.org/home/images/stories/worldwindenergyreport2009_s.pdf

Energias Renováveis – A Inglaterra Só Não Faz Porque o Blá-Blá-Blá Sobre a Amazônia É Mais Fácil

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Um aprofundado estudo sobre o potencial de geração de energia renovável em áreas marítimas – incluindo eólica (no mar), de marés e de ondas -, apresenta resultados surpreendentes e promissores.

Considerando apenas o aproveitamento de 29% do “potencial prático” e a tecnologia já existente para o aproveitamento dessas fontes de energia, é possível a substituição de 1 bilhão de barris de petróleo por ano, o equivalente a toda a produção de petróleo e gás do Mar do Norte, com a redução das emissões do Reino Unido em 1,1 bilhão de toneladas de CO2, com o benefício adicional da geração de 145.000 novos empregos.

Calculados os custos de investimentos e a rápida evolução tecnológica, esses níveis de geração podem ser alcançados até 2050, tudo dependendo apenas “pelo nível de ambição da Inglaterra” e de seu desejo de transformar-se em exportador de eletricidade para outros países europeus.

O relatório enfatiza o fato de que nada disso acontecerá espontaneamente, mas que demandará um esforço do governo equivalente ao que foi feito ao longo das últimas décadas para apoiar a indústria do petróleo.

Aí é que está o problema: é mais fácil para o governo inglês dedicar-se a um infindável blá-blá-blá sobre a Amazônia, para enganar o eleitorado interno, do que livrar-se do poder do lobby da indústria petrolífera, com seus interesses já consolidados e seu fingimento de que está se transformando numa indústria de energia (exatamente como acontece no Brasil).

E isso para não falar nas térmicas a carvão que continuam sendo licenciadas e implantadas na Inglaterra enquanto o discurso farsante e falsário dos príncipes Charles da vida seguem o seu curso.

O relatório, que contem estimativas de investimentos, estudos específicos de localização, avaliação da evolução da tecnologia e outras informações, pode ser encontrado na sua versão integral, em inglês, em www.offshorevaluation.org/downloads/offshore_vaulation_full.pdf.

Não se espera, evidentemente, que a Inglaterra vá transferir tecnologia nessas áreas em benefício da humanidade.  Se fizer algo, será como “business as usual”.

Tudo isso só confirma um estudo da Shell em que são traçados dois cenários.  No primeiro, as tecnologias de energias limpas foram dominadas e petróleo – sujo – será coisa de país pobre.  No segundo, tudo continuará como está e o preço do petróleo se elevará tanto que os países pobres não poderão pagar por ele.