A bandeira vermelha na tarifa de eletricidade e a incompetência institucionalizada

Com o total domínio da força da inércia e da preguiça que lhe são características, a carimbadora de reajustes solicitados pelas concessionária que atende pelo codinome de ANEEL tungará novamente o bolso dos consumidores de energia elétrica a partir deste início de novembro, com a achaque destinado a financiar novas  térmicas de reserva e a dar vazão ao caro gás da obsoleta Petrobrás.

Como o Brasil não tem qualquer política de segurança hídrica e a maioria de sua geração de eletricidade é de fonte hídrica, qualquer seca mais prolongada compromete tanto a geração de energia elétrica quanto o abastecimento público de água.

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Coréia do Sul proíbe novas termelétricas a carvão e Brasil resume-se à questiúncula da “reserva” de cobre

O ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coréia do Sul (no Brasil, seriam três ou quatro ministérios) anunciou que (a) não serão mais concedidas licenças para termelétricas a carvão, (b) as usinar térmicas a carvão em fase de implantação deverão ser convertidas para o uso do gás natural, (c) a operação das térmicas a carvão com maiores emissão por serem mais antiga será simplesmente suspensa de maneira a reduzir as emissões a menos da metade, (d) a redução ou supressão da implantação de usinas nucleares está sendo considerada, e (e) a meta de 20% de geração de energias renováveis até 2030 será mantida, inclusive com a extensão dessas fontes à agricultura.

É uma radical mudança na matriz energética da Coréia do Sul, que em 2016 era constituída de 39% de carvão e 31% de nuclear (uma fonte já considerada ultrapassada na maior parte do mundo).

O anúncio das decisões pode ser lido aqui.

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Governo brasileiro cultiva o atraso no setor elétrico

O ministério das Minas e Energia nunca gostou muito das energias renováveis e, agora, comete erros graves na sua proposta de Plano Decenal para Expansão de Energia – 2026.  Antiquado, o documento foca em petróleo, gás / gasodutos, hidrelétricas, e faz poucas – e errôneas – referências à energia solar.

De fato, no item 3.5.2.3, onde se analisa o Caso 4 de Expansão sob Incerteza da Demanda, considera-se a redução do investimento para a geração solar fotovoltaica com base numa referência encontrada num relatório de 2016 do Sistema Nacional de Laboratórios de Energias Renováveis dos EUA (NREL, na sigla em inglês), sem qualquer referência ao fato de que no mesmo consta claramente que os valores são aqueles de 2014!

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Centrais solares da ENEL – Os preços da energia solar são 100% maiores no Brasil do que no México

Em janeiro de 2017, o canal Solar Plaza de informações sobre energias renováveis divulgou a lista dos 30 menores preços para a geração de energia solar centralizada no mundo.  Estranhamente, os preços no Brasil ficaram na faixa de US$ 0,079/kWh,  3 vezes superior aos preços alcançados nos Emirados Árabes Unidos – US$ 0,024/kWh, e bem acima dos US$ 0,029/kWh no Chile e mesmo dos US$ 0, 035/kWh no México (neste último caso, com a implantação sendo feita pela mesma ENEL que alcançou um preço duas vezes maior no Brasil).

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Telhas solares – Um grande avanço que custará a chegar ao Brasil

A Tesla, certamente uma das empresas mais inovadoras do mundo, acaba de divulgar o comparativo dos preços de vários tipos de telhado com as suas novas telhas que produzem energia solar fotovoltaica.  Esses preços não incluem a energia a ser gerada ao longo do tempo (trazida ao valor presente.  Ou seja, é mais barato já fazer uma nova casa ou fazer um reparo significativo no telhado com essas novas telhas.

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