<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Luiz Prado Blog &#187; Florestas</title>
	<atom:link href="http://www.luizprado.com.br/category/florestas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.luizprado.com.br</link>
	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
	<lastBuildDate>Fri, 03 Feb 2012 23:00:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Florestas Amazônicas, Florestas Boreais e Verdades Inconvenientes para as Grandes ONGs &#8220;Ambientalistas&#8221;</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2012/01/11/florestas-amazonicas-florestas-boreais-e-verdades-inconvenientes/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2012/01/11/florestas-amazonicas-florestas-boreais-e-verdades-inconvenientes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 17:47:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Poluição / Controle da Poluição]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Areias betuminosas]]></category>
		<category><![CDATA[carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Florestar boreais]]></category>
		<category><![CDATA[florestas amazïnicas]]></category>
		<category><![CDATA[Keystone pipeline]]></category>
		<category><![CDATA[oleoduto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=983</guid>
		<description><![CDATA[As grandes ONGs internacionais mentem de acordo com as conveniências de seus patrocinadores, nunca informados ao público.  Mentem pelo que dizem e também pelo muito que ocultam cuidadosamente.   Mentem quando falam sobre a importância das florestas amazônicas para as emissões de carbono e sonegam informações sobre as florestas boreais.  Elas sabem que essas florestas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As grandes ONGs internacionais mentem de acordo com as conveniências de seus patrocinadores, nunca informados ao público.  Mentem pelo que dizem e também pelo muito que ocultam cuidadosamente.   Mentem quando falam sobre a importância das florestas amazônicas para as emissões de carbono e sonegam informações sobre as florestas boreais.  Elas sabem que essas florestas situam-se  em países que não as levam a sério: os escandinavos e os EUA, o Canadá e a Rússia (sempre logo abaixo do Ártico).</p>
<p>A estocagem de carbono por florestas não é relevante num mundo em que a produção de combustíveis fósseis tende a se elevar rapidamente.  Nem que todas as áreas agrícolas do planeta fossem reflorestadas,  o carbono emitido pela queima de combustíveis fósseis seria capturado.  As autoridades dos países sérios sabem disso.  Mas sempre é bom dizer que as florestas boreais estocam muito mais carbono por unidades de área do que as florestas tropicas!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Florestas-Boreais.png"><img class="alignleft size-full wp-image-985" title="Florestas Boreais" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Florestas-Boreais.png" alt="" width="448" height="216" /></a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As verdades jogadas para baixo do tapete pelas grandes ONGs que licenciam franchises em outros países, como WWF e Greenpeace, salta mais aos olhos quando a NASA vem a público para mostrar imagens do que está sendo feito com as florestas boreais do Canadá.  E, o que é pior, para extrair um combustível fóssil extremamente sujo &#8211; muito mais sujo do que o petróleo &#8211; conhecido como areais betuminosas (<em>tar sands</em> em inglês).  Na página da <a href="http://earthobservatory.nasa.gov/Features/WorldOfChange/athabasca.php?src=features-recent">NASA</a> sobre a extração de areias betuminosas &#8211; ou asfalto &#8211; no Canadá, é possível ver o rápido avanço dos estragos entre 1984 e 2011 movendo o cursor nos pontos logo abaixo da imagem.  Essa é apenas uma das muitas áreas de extração desse petróleo ultra-sujo nesse país que se retirou recentemente do protocolo de Kyoto.</p>
<p>Hoje, as grandes empresas de petróleo do mundo aceitam que as reservas de contidas nas areias betuminosas do Canadá &#8211; 173 bilhões de barris de petróleo &#8211; só são superadas pelas da Arábia Saudita.  Com o atual ritmo de concessões de novas áreas para mineraçã0, projeta-se a remoção de até 145 mil quilômetros quadrados de florestas boreais para a extração de areais betuminosas.  Nada mal!  Até 2011, apenas cerca de 663 quilômetros quadrados haviam sido atingidos por esse tipo de mineração.</p>
<p>A NASA ressalta que o processo de extração de petróleo dessas reservas no Canadá requer tanto a mineração de superfície quanto quanto a extração das areias a até 80 metros de profundidade.  É necessária a extração de duas toneladas de areia para produzir um barril de petróleo, usando imensas quantidades de água que depois fica estocada em reservatórios (visíveis nas imagens).</p>
<p>&#8220;Legalmente, as companhias devem restaurar as áreas depois que terminam de minerá-las.  Na série de imagens, os reservatórios de água foram gradualmente drenados e preenchidos a partir de 1967 (início das operações).  Embora as empresas mineradoras tenham plantado variedades de grama nos locais, as imagens não mostram qualquer sinal de crescimento vegetal nessas áreas (recuperadas) até 2011.&#8221;</p>
<p>Bingo!  A imprensa sempre engole fácil as notícias sobre o desmatamento na Amazônia, que acaba servindo para encobrir o que é de interesse das grandes petroleiras, bem como do Canadá e&#8230; dos EUA.</p>
<p>De fato, o Canadá já é, hoje, o maior fornecedor individual de petróleo dos EUA!  E logo será aprovado um projeto para a construção de 3.500 quilômetros de oleoduto (numa primeira fase)para o transporte de areias betuminosas diluídas de Alberta, no Canadá, até refinarias norte-americanas.  O compromisso de Obama para com as energias renováveis foi engolido pelas razões de &#8220;segurança energética&#8221;!  Que político se posicionaria contra tal segurança para os cidadãos dos EUA, responsáveis pelo mais alto consumo per capita de petróleo no mundo?</p>
<p>E, como se não bastasse, o Ministro dos Recursos Naturais do Canadá (equivalente ao nosso Ministério do Meio Ambiente) divulgou há dias uma carta acusando organizações estrangeiras radicais e celebridades da mídia de &#8220;tentarem sequestrar o governo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Eles usam fundos de grupos de interesse estrangeiros para enfraquecer os interesses econômicos nacionais do Canadá.  Eles atraem celebridades da mídia que tem algumas das mais elevadas pegadas carbônicas do mundo para dizer aos canadenses para não desenvolverem os seus recursos naturais. (&#8230;)  O objetivo deles é paralisar qualquer grande projeto, não importando o custo para as famílias canadenses que perdem empregos e crescimento econômico.  Nenhuma extração de florestas.  Nenhuma mineração.  Nenhum petróleo.  Nenhum gás.  Basta de hidrelétricas.&#8221; &#8211; atacou o ministro Joe Oliver numa carta-aberta aos cidadãos.</p>
<p>Alguém, sinceramente, tem dúvida sobre quem vencerá essa disputa entre a destruição das floresta boreais para a produção de um combustível que é entre 10 e 45% mais poluente do que o petróleo convencional em termos de emissões de carbono, de um lado, e os clamores da sociedade norte-americana e canadense por mais empregos e mais consumo?</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Na Venezuela,  espertamente, a coalizão entre petroleiras e governo optou pela designação &#8220;petróleo extra-pesado&#8221;.  Tanto no Canadá quanto na Venezuela, as concessões às grandes petroleiras já foram feitas e a produção tende a crescer rapidamente nos próximos anos.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">Um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YkwoRivP17A">vídeo sobre os impactos da extração de areias betuminosas</a> produzido por grupos ambientalistas sérios como o Environmental Defence contem imagens e informações interessantes.  Numa verdadeira guerra de informações, a Associação Canadense de Produtores de Petróleo reagiu com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yHGD1N-Vix4&amp;feature=related">outra peça publicitária</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2012/01/11/florestas-amazonicas-florestas-boreais-e-verdades-inconvenientes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Durban &#8211; A Farsa do REDD e a Pirataria do Carbono</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/12/01/durban-a-farsa-do-redd-e-a-pirataria-do-carbono/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/12/01/durban-a-farsa-do-redd-e-a-pirataria-do-carbono/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 01:32:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Durban]]></category>
		<category><![CDATA[piratas do carbono]]></category>
		<category><![CDATA[REDD]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=955</guid>
		<description><![CDATA[Dias antes do início do encontro turístico que se realiza neste momento em Durban, na África do Sul, a Associação Inter-Étnica de Desenvolvimento da Selva Peruana denunciou a nova farsa conhecida como REDD &#8211; Reduzindo Emissões do Desmatamento e da Degradação: comunidades de povos da floresta peruana vêm sendo induzidas a assinar documentos objetivando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias antes do início do encontro turístico que se realiza neste momento em Durban, na África do Sul, a Associação Inter-Étnica de Desenvolvimento da Selva Peruana denunciou a nova farsa conhecida como REDD &#8211; Reduzindo Emissões do Desmatamento e da Degradação: comunidades de povos da floresta peruana vêm sendo induzidas a assinar documentos objetivando a preservação de milhões de hectares e  acabam perdendo os seus direitos sobre os recursos financeiros do próprio REDD e até ao uso da própria terra.</p>
<p>Algo muito similar ao que já acontece aqui, há tempos, no momento da criação de &#8220;reservas extrativistas&#8221;.</p>
<p>A <a href="http://www.aidesep.org.pe/index.php?codnota=2287">denúncia</a> - cuidadosamente sonegada pelas grandes ONGs &#8220;ambientalistas&#8221; envolve dezenas de projetos com uma área total de 20 milhões de hectares.  Esta, sim, é uma verdade altamente inconveniente às vésperas do pré-naufragado encontro de Durban.</p>
<p>O documento, elabora em conjunto com a organização <a href="http://www.forestpeoples.org/the-reality-of-redd-plus-in-peru-indigenous-amazonian-peoples-analyses-and-alternatives">Forest People Programme</a>, encontra-se disponível em inglês e em espanhol.  ONGs, consultores na área de carbono e investidores tem vasculhado as florestas peruanas convencendo comunidades e povos locais que algumas vezes mal dominam o espanhol para propor acordos com promessas de conseguir milhões de dólares em troca da cessão do controle de suas terras para terceiros.</p>
<p>Muitos desses contratos incluem cláusulas de confidencialidade e foram negociados sem qualquer assessoria jurídica para as comunidades vulneráveis à &#8220;pirataria do carbono&#8221;.</p>
<p>Segundo uma <a href="http://www.guardian.co.uk/environment/2011/nov/30/peruvian-amazon-carbon-piracy">reportagem do The Guardian</a>, esse tipo de pirataria já havia sido detectada em Papua Nova Guiné, na África e na Indonésia.  Mais recentemente, tornou-se uma febre na Amazônia, &#8220;comparável apenas à corrida de multinacionais para descobrir petróleo ou cultivar látex na região&#8221;.</p>
<p>É bem mais fácil para a meia dúzia de ongoleiros em Durban falar sobre mudanças na lei que se pretende um &#8220;código florestal&#8221; no Brasil e apenas fazer referências à extração de petróleo das areias betuminosas do Canadá do que falar nas dezenas de termelétricas a carvão que vem sendo implantadas nos EUA e das muitas novas frentes de mineração de carvão para exportação para a China que estão sendo desenvolvidas nos EUA e na China.</p>
<p>O &#8220;jornalismo ambiental&#8221; classe Y da Folha de São Paulo e de O Globo também sonegou esse relatório porque sabe que a juventude urbana &#8220;entende&#8221; melhor mensagens mais fáceis, já impregnadas na mente da juventude urbana.  Da mesma forma que nada fala sobre as emissões que decorreram da extração de óleo do pré-sal &#8211; assunto nada &#8220;conveniente&#8221;.</p>
<p>E que se danem os &#8220;povos da floresta&#8221;.  Recomenda-se às autoridades brasileiras &#8211; inclusive ao abúlico MMA &#8211; que estejam atentos às atividades desses &#8220;piratas do carbono&#8221; na Amazônia.  Afinal, TODO o problema do REDD e das doações ao miraculoso &#8220;Fundo Amazônico&#8221; consiste justamente em como fazer a grana chegar até os milhões de brasileiros que vivem na Amazônia sem saneamento, saúde, e outras &#8220;pequenas conveniências&#8221; tão acessíveis aos Klabins e &#8220;ambientalistas&#8221; de grandes ONGs estrangeiras ou por elas financiados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/12/01/durban-a-farsa-do-redd-e-a-pirataria-do-carbono/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Senador Jorge Viana e a Burrice do Autoritarismo Ambientalóide</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/10/29/senador-jorge-viana-e-a-burrice-do-autoritarismo-ambientaloide/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/10/29/senador-jorge-viana-e-a-burrice-do-autoritarismo-ambientaloide/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 19:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente Urbano]]></category>
		<category><![CDATA[Áreas de Risco]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Viana]]></category>
		<category><![CDATA[Valor Econômico]]></category>
		<category><![CDATA[Zanine]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=930</guid>
		<description><![CDATA[Moeda de político é voto e moeda da imprensa e notícia, não importando muito bem a origem e a lucidez de qualquer dos dois. Nessa linha, o senador pelo Acre resolveu tentar o filão das tragédias para abocanhar um naco da atenção do eleitorado e de credibilidade: a ênfase nos desastres naturais como algo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Moeda de político é voto e moeda da imprensa e notícia, não importando muito bem a origem e a lucidez de qualquer dos dois.</p>
<p>Nessa linha, o senador pelo Acre resolveu tentar o filão das tragédias para abocanhar um naco da atenção do eleitorado e de credibilidade: a ênfase nos desastres naturais como algo que possa ser corrigido por lei ambiental.</p>
<p>Numa entrevista ao jornal Valor Econômico, marcada pelo aglomerado de conceitos vagos e sem que o jornalista Tarso Veloso sequer desse indícios de interesse em aprofundar qualquer dos tema abordado, Jorge Viana brandiu a vaga idéia de “áreas de risco” para as populações urbanas como algo que pudesse e devesse ser decidido em Brasília.</p>
<p>Às favas com a autonomia dos municípios para regulamentar o uso do solo urbano e, o que é igualmente grave, com a engenharia e as demais áreas de conhecimento científico e tecnológico que permitem ao ser humano intervir na utilização do território segundo as suas possibilidades.</p>
<p>O conceito de “risco ambiental” vem sendo objeto de crescente tentativa de cafetinagem política.  Há, nesse campo, uma convergência de interesses de grupos ambientalistas imunes ao conhecimento e à tecnologia, de um lado, e políticos que buscam ampliar os seus rebanhos de crentes.  Não existe país sério no mundo em que órgãos ambientais tenham se imiscuído com desembaraço só equiparável ao próprio despreparo na questão dos desastres naturais e similares.</p>
<p>Para Jorge Viana, a lei apelidada de “código florestal” dever ser clara e rigorosa em relação às cidades, e aí ele fala no plural majestático misturando alhos com bugalhos, demagogia com ignorância: “nós não podemos deixar uma parcela da população em risco e, novamente, seja em encosta ou mesmo margem de rio, seguir contando as vítimas; é preciso que tenhamos regramento rígido daqui para a frente no solo urbano”.</p>
<p>De fato, para as grandes ONGs ambientalóides, a “encosta” é um ente intocável dependendo da sua inclinação e só.  Que se dane o nível de estabilidade geológica, ou a engenharia que se pode aplicar na sua contenção – desde o corte em platôs até a edificação de estruturas de contenção.  Num surto do tipo “imperador do Acre”, Jorge Viana quer o rigor que não tem na formulação de seus raciocínios.  E muito menos a capacidade de ouvir especialistas com diversas formações.</p>
<p>Diante de qualquer crítica, essa gente vai se sair pela tangente e para mascarar os erros do usual autoritarismo de Brasília e o furor legislativo ambientalóide já expresso nos regulamentos que excluem as iniciativas “de interesse social” ou de “interesse público” de qualquer exigência da lei dita código.  O estado querendo, tudo pode!  O cidadão – seja favelado ou rico – que se dane; ou que se torne amigo do rei.</p>
<p>Exemplo simples que Jorge Viana teria a obrigação de conhecer se tivesse realmente interesse em pobres: as construções sobre palafitas nas tais faixas marginais de proteção dos rios!  Outros exemplos, se a sua visão ultrapassasse o Acre e, mais recentemente, os desvãos do poder em Brasília, as construções nas encostas feitas por <a href="http://www.youtube.com/watch?v=EGSybQqS5uw">Zanine &#8211; entre outras coisas, um mestre de construções em encostas</a> (<strong>a reportagem enfatiza construções feitas por ricos, mas arte de Zanine pode ser aplicada a edificações simples</strong>). </p>
<p>Na reportagem, o mago Zanine afirma que &#8220;eu tenho cabeça; a minha cabeça é fantástica, como a de qualquer pessoa que tem cuidado com ela&#8221;.  A cabeça ambientalóide é monotônica, unidimensional, e fascista.</p>
<p>Senador Jorge Viana! &#8211; Acorde!  E veja com calma a belíssima entrevista de mestre Zanine.  Se assim não for, vocês vão acabar, com o estúpido conceito de &#8220;área urbana consolidada&#8221;, induzindo o MP a pedir a retirada das edificações em &#8220;topo de morro&#8221; do maravilhoso <a href="http://www.inhotim.org.br/">Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico de Inhotim</a>, uma área entre muitas que NUNCA caberão na definição cretina de &#8220;área urbana consolidada&#8221; arquitetada apenas para justificar a continuação das favelas onde sempre estiveram.</p>
<p>Alguém tem que dar um basta nessa persistência na burrice característica das ações dos aiatolás do meio ambiente, desde as ONGs até o MP!  Diretrizes são melhores do que regras, tecnologia comprovadaé melhor do que ideologia vazia que fazer a realidade caber num manual como um cavalo selvagem numa caixa de sapatos.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">Vale ver a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iceW4x0eGvo&amp;feature=related">continuação da entrevista de Zanine</a>, apesar das chatas aberturas e finalizações da reportagem da Casa Cor.  Bem pior é o jornalismo ambiental do Valor Econômico.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/10/29/senador-jorge-viana-e-a-burrice-do-autoritarismo-ambientaloide/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Código Florestal e a Tolice do CONAMA</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/10/26/codigo-florestal-e-a-tolice-do-conama/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/10/26/codigo-florestal-e-a-tolice-do-conama/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 19:28:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação de Solos]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[CONAMA]]></category>
		<category><![CDATA[Conselho Nacional do Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[topo de morro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=927</guid>
		<description><![CDATA[Durante a &#8220;gestão&#8221; José Carlos de Carvalho à frente &#8211; ou no &#8220;topo&#8221; hierárquico, por acidente &#8211; do Ministério do Meio Ambiente, o Conselho Nacional de Meio Ambiente &#8211; CONAMA resolveu definir &#8220;morro&#8221; e &#8220;topo de morro&#8221; através de Resolução redigida em cima das pernas.  O que era uma diretriz geral da lei apelidada de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a &#8220;gestão&#8221; José Carlos de Carvalho à frente &#8211; ou no &#8220;topo&#8221; hierárquico, por acidente &#8211; do Ministério do Meio Ambiente, o Conselho Nacional de Meio Ambiente &#8211; CONAMA resolveu definir &#8220;morro&#8221; e &#8220;topo de morro&#8221; através de Resolução redigida em cima das pernas.  O que era uma diretriz geral da lei apelidada de &#8220;código florestal&#8221; ganhou contornos de regra matemática, os incautos &#8211; inclusive setores de MP &#8211; acreditaram, e a confusão foi instaurada.</p>
<p>Ao furor regulatório seguiu-se a caça às bruxas Marina Silva e seus paulistanos passaram a acreditar que os vinhedos do Rio Grande do Sul eram um &#8220;passivo ambiental&#8221;.  A realidade que se danasse &#8211; era preciso encontrar culpados pelo imenso e duradouro fracasso das políticas ambientais brasileiras!  Como é de prazer na política, era preciso encontrar um inimigo para não assumir  responsabilidades.  E o &#8220;inimigo&#8221; mais fácil numa sociedade urbana que pensa que alimentos &#8211; e vinhos &#8211; nascem em prateleiras de supermercados era o setor agrícola, ainda que os topos de morro estivessem visivelmente ocupados nas cidades, a começar pelo Pelourinho, na primeira capital do Brasil colonial.</p>
<p>Com mais essa besteirol do CONAMA, o poder público podia se eximir de responsabilidades simples como a demarcação em campo do que deve ser protegido com base em critérios técnicos!  Quando se quer fazer politicagem barata, não há por que  fazer nada no mundo real.</p>
<p>A questão do topo de morro já foi analisada diversas vezes neste blog, sob os mais diversos aspectos &#8211; inclusive com os pontos de vista da EMBRAPA que o governo federal se recusa a levar em conta e os ongolóides detestam.</p>
<p>Não havendo como lutar contra a burrice crônica e os autos de fé do ambientalismo gringo-paulistano xiita, vale ler o excelente artigo abaixo, transcrito do blog de Ricardo Noblat é de autoria de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Souza, publicado na categoria de &#8220;obra prima da semana&#8221;.   A imagem utilizada pela autora é da página do castelo na internet.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>&#8220;Os normandos sabiam que eram minoria e que estariam em desvantagem se a população anglo-saxônica, mais os senhores galeses, decidissem se rebelar contra eles, por isso ergueram castelos por toda a parte.</p>
<div id="attachment_928" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/topo-de-morro.129_2432-alt-Harlech-Castle-and-Snowdon.jpg"><img class="size-full wp-image-928" title=" Castelo de Harlech e Snowdon" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/topo-de-morro.129_2432-alt-Harlech-Castle-and-Snowdon.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Castelo de Harlech e Snowdon no País de Gales</p></div>
<p>&#8220;Eram grandes construtores e os territórios conquistados, de Essex ao noroeste do País de Gales, assistiram a um inacreditável programa de engenharia militar.</p>
<p>&#8220;Procuravam locais que oferecessem obstáculos naturais para os inimigos, tais como uma colina inclinada ou uma extensão de água. Também era importante ter uma boa visão dos campos ao redor de suas fortificações.</p>
<p>&#8220;Com Eduardo I tem início a época de ouro dos castelos normandos. Rei de 1272 a 1307, Eduardo I contou com um arquiteto de gênio, James of St. George, responsável pela maioria dos castelos construídos em seu reinado.</p>
<p>“Do alto do penhasco ao sul da cidade, a visão do castelo, do mar e da montanha é de tirar o fôlego. Sete séculos após sua construção, Harlech não tem rivais em matéria de perfeição na engenharia de castelos, o que ultrapassa a beleza do cenário. Testemunha o imenso talento de James of St. George que, nessa fortaleza, adaptou a força natural do local aos requisitos básicos de defesa exigidos naqueles tempos. Ali ele projetou uma edificação que combina um fantástico sentido de majestade à grande beleza de sua forma e de suas linhas”.</p>
<p>&#8220;Não encontrei nada melhor do que essas palavras no site do castelo para descrever o impacto que se tem ao visitar Harlech.</p>
<p>&#8220;Como parte do círculo de ferro idealizado por Edward I, ao longo da costa de Snowdonia, Harlech contribuiu para que o rei inglês impedisse aquela região de voltar a ser um foco de insurreição e resistência.</p>
<p>&#8220;A construção começou em 1283 e durante seis anos uma legião de pedreiros, mineiros, operários, e outros artesãos, trabalhou sob as ordens de James of St. George. O resultado é um perfeito castelo concêntrico. Cada linha de muralhas era circundada por outra muralha.</p>
<p>&#8220;Infelizmente, a muralha externa não resistiu ao tempo e, portanto, perde-se um pouco o efeito que Harlech devia causar no século XIII. (<em>Na foto acima, o castelo e a cadeia de montanhas Snowdon ao fundo</em>).</p>
<p>&#8220;Muitas inovações na arte de construir colaboraram para o surgimento de castelos como esse. Os contrafortes deixaram de ser ocos, o que permitiu paredes mais altas; as janelas mais largas deram leveza ao que antes era só um paredão; torres mais estreitas, pequenas, no alto das grandes torres, que além de embelezar, aumentavam o espaço para a vigia.</p>
<p>&#8220;Elementos puramente decorativos, como o brasão e as gárgulas, deram ainda mais imponência a essas fortalezas. São monumentos que testemunham o engenho humano. Ainda bem que há quem os conserve&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">Felizmente, em nenhum país sério &#8211; desses que resolveram os seus problemas ambientais locais &#8211; existe a figura de &#8220;topo de morro&#8221; como área genericamente protegida, até porque em nenhum dicionário técnico de geologia existe qualquer definição de morro, exceto como &#8220;elevação do terreno&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">O tal do &#8220;código&#8221;, mesmo revisado, continuará sendo um cheque em branco para a omissão continuada do poder público em relação a políticas de ocupação do solo com boa gestão ambiental.  Órgãos ambientais que não conseguem fazer a regularização fundiária de suas unidades de conservação ou definir os seus perímetros através de geo-referenciamento numa época em que um GPS não custa mais do que R$ 300,00 não sérios e nem passarão a ser enquanto puderem permanecer no <em>dolce fare niente</em> da inexistência de metas para o mundo real e dos correspondentes prazos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/10/26/codigo-florestal-e-a-tolice-do-conama/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Crise Alimentar e Meio Ambiente &#8211; Existem ONGs Sérias</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/10/16/crise-alimentar-e-meio-ambiente-existem-ongs-serias/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/10/16/crise-alimentar-e-meio-ambiente-existem-ongs-serias/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 16:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>
		<category><![CDATA[HSBC]]></category>
		<category><![CDATA[Oxfam New Forest Company]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade sócio-ambiental]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=922</guid>
		<description><![CDATA[Como as franchises locais das ONGs gringas que tentam falar em nome dos &#8220;ambientalistas&#8221; brasileiros tomam o máximo cuidado para ocultar as suas fontes de financiamento e os processos decisórios que as levaram à atual obsessão por um &#8220;código&#8221; florestal ultrapassado e sem similar nos países sérios, vale mostrar uma reportagem feita por uma ONG [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como as franchises locais das ONGs gringas que tentam falar em nome dos &#8220;ambientalistas&#8221; brasileiros tomam o máximo cuidado para ocultar as suas fontes de financiamento e os processos decisórios que as levaram à atual obsessão por um &#8220;código&#8221; florestal ultrapassado e sem similar nos países sérios, vale mostrar uma reportagem feita por uma ONG séria, a <a href="http://www.oxfam.org">Oxfam</a>, que cuida de gente real num mundo real, e não de abstrações num mundo de abstrações conceituais, como fazem Greenpeace, WWF e similares no Brasil.</p>
<p>A Oxfam tem denunciado a verdadeira invasão de países africanos por &#8220;investidores internacionais&#8221; interessados em terras baratas para a produção de alimentos e de produtos madeireiros, com a expulsão dos habitantes dessas regiões.  Essa é uma nova face da crise alimentar mundial.  Num caso específico &#8211; o de uma empresa que &#8220;atende pelo codinome&#8221; de <a href="http://www.newforests.net/">New Forest Company</a> (ou Nova Companhia Florestal), inglesa, imersa em &#8220;responsabilidade sócio-ambiental&#8221; (o cinismo desenfreado pode ser visto na descrição contida no campo <a href="http://www.newforests.net/index.php/conservation">conservação</a> de sua página), um pequeno vídeo feito pela Oxfam durante uma investigação no mundo real &#8211; e não nos tapetões do poder &#8211; é suficiente para mostrar a verdadeira face desses &#8220;novos ambientalistas&#8221;.</p>
<p>O documento foi resultado de uma investigação sobre as atividades da tal <a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;v=wdqp-TFKHyE#!">Nova Companhia Florestal em Uganda</a> e não é preciso muito domínio do inglês para entender o que se passa: as pessoas são expulsas de suas terras pelos governos corruptos locais que as &#8220;cedem&#8221; para a empresa apoiada por instituições financeiras como o HSBC, que tem 20% de suas ações e 6 assentos em seu conselho de administração.  Toma a terra dos outros &#8220;na mão grande&#8221;  (nada muito diferente do que é feito quando ocorre a criação de unidades de conservação no Brasil, mas esse é outro assunto).</p>
<p>O mesmo vem acontecendo em muitos países da África.  Uma <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/gallery/2011/oct/14/kenya-rankin-famine-in-pictures">galeria de fotos</a> organizada pela mesma Oxfam disponibiliza imagens bastante chocantes.</p>
<p>Já é tempo de quem quer realmente trabalhar com meio ambiente e se auto-denominar &#8220;ambientalista&#8221; com orgulho e objetivos reais deixar de lado a impostura e buscar ONGs sérias como a Oxfam e muitas outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/10/16/crise-alimentar-e-meio-ambiente-existem-ongs-serias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Extra! Extra! &#8211; Greenpeace e Outros Ongolóides Descobrem &#8220;Gente Pobre&#8221; na Amazônia</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/10/07/extra-extra-greenpeace-e-outros-ongoloides-descobrem-gente-pobre-na-amazonia/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/10/07/extra-extra-greenpeace-e-outros-ongoloides-descobrem-gente-pobre-na-amazonia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 14:56:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Assentamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Greenpeace]]></category>
		<category><![CDATA[O Globo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=913</guid>
		<description><![CDATA[Franquias brasileiras de ONGs estrangeiras e suas parceiras locais também financiadas com dinheiro externo anunciaram uma sensacional descoberta (para o padrão mental delas): existem “humanóides” na Amazônia.  A notícia foi veiculada numa “reportagem” feita no quadro de contenção de despesas de O Globo que se propõe a fazer jornalismo telefônico e sem sair da redação.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Franquias brasileiras de ONGs estrangeiras e suas parceiras locais também financiadas com dinheiro externo anunciaram uma sensacional descoberta (para o padrão mental delas): existem “humanóides” na Amazônia.  A notícia foi veiculada numa “reportagem” feita no quadro de contenção de despesas de O Globo que se propõe a fazer jornalismo telefônico e sem sair da redação.  De São Paulo, o repórter descobriu que de uma população de 7 milhões de habitante do Estado do Pará, cerca de 1,5 milhão ou metade da população rural vivem em “assentamentos”.</p>
<p>Os números da “reportagem” de O Globo limitam-se ao Pará, por falta de informações, falta de interesse pela pesquisa ou por se tratar de reportagem induzida pelas próprias ONGs (sim, O Globo se presta a esses papéis).  O fato é que a população da região Norte do Brasil é de 15,9 milhões e, como os ongolóides gostam de confundir Amazônia Legal com Amazônia quando isso lhes interessa, pode-se falar de uma população superior a 20 milhões.</p>
<p>No passado recente foi moda falar nos “povos da floresta”, mas essa expressão foi rapidamente banida do jargão ongolóide talvez pelo incômodo que os tais “povos” causavam à conveniente fantasia das florestas intocadas.  Agora, são esses povos que incomodam a floresta, e os ongolóides querem mais “fiscalização”.  Talvez um destacamento da Guarda Nacional em cada assentamento ou um programa de governo com um belo nome de fantasia: “bolsa polícia federal”, assegurando a cada família um poloicial.</p>
<p>Para o representante do Greenpeace, “<strong>o desmatamento causado por assentamentos é como um cupim que vai comendo a floresta pelas bordas</strong>”.   Imagina, então, se essa gente resolve comer e ainda por cima plantar ou criar algum gado para abastecer os centros urbanos &#8211; de todos os tamanhos &#8211; na Amazônia?  Pobre tem cada uma!!!  Se esse &#8220;cupim&#8221; &#8211; &#8220;gentinha&#8221; &#8211; não for bem fiscalizado, daqui a pouco vai querer até serviços de saúde, acesso à educação, energia elétrica e quem sabe celulares!!!  Tsc, tsc, tsc.  Pobre tem cada uma!&#8230;.</p>
<p>Ongolóide não gosta mesmo de gente, e ainda menos de pobres!  Gente só é tolerável quando faz doações para as suas campanhas!</p>
<p>A “reportagem” de O Globo segue entrevistando apenas ongolóides.  Um representante do WWFR no Brasil – que atende pelo sugestivo nome de Scaramuzza – afirma que é preciso ensinar os pequenos produtores a praticar uma agropecuária sustentável, além do agroextrativismo.  Quem sabe uma pequena parcela dos 22 bilhões de dólares de investimentos financeiros do WWF possam ser destinados a demonstrar que é possível alguém viver do tal agroextrativismo?  Ou será que ele está se referindo ao tipo de agricultura praticado na terra-natal do WWF, nos EUA, onde são necessárias de 7 a 10 calorias de combustíveis fósseis para produzir uma caloria de alimentos?</p>
<p>Para simplificar uma longa história, vale rever fotos já aqui públicadas sobre como é a vida real em qualquer pequena cidade às margens da bacia hidrográfica da Amazônia – não tão diferente do que acontece no Tietê ou na baía de Guanabara.  Essa história de gente pobre é realmente insuportável para quem fala de Amazônia nas redações refrigeradas da grande imprensa ou nos restaurantes paulistanos.</p>
<p>Divirtam-se!   Afinal, para eles os problemas ambientais se ressumem às florestas.  E nunca dirão aos seus patrocinadores que cerca de 45% da Amazônia já são unidades de conservação ou terras indígenas.  Se não, arriscam perder a bolsa-teta.</p>
<div id="attachment_914" class="wp-caption alignleft" style="width: 650px"><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Blog.Solimões-Manacaparu-I.jpg"><img class="size-full wp-image-914" title="Solimões - Manacaparu I" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Blog.Solimões-Manacaparu-I.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Manacaparu - Às Margens do Soiimões</p></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"></div>
<div class="mceTemp"><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Blog.Solimões-Manacaparu-II.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-915" title="Blog.Solimões - Manacaparu II" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Blog.Solimões-Manacaparu-II.jpg" alt="Manacapru - Margens do Solimões" width="640" height="480" /></a></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/10/07/extra-extra-greenpeace-e-outros-ongoloides-descobrem-gente-pobre-na-amazonia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Código Florestal &#8211; Faixas Marginas de Proteção: O Sagrado e o Profano</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/09/24/codigo-florestal-faixas-marginas-de-protecao-o-sagrado-e-o-profano/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/09/24/codigo-florestal-faixas-marginas-de-protecao-o-sagrado-e-o-profano/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Sep 2011 23:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente Urbano]]></category>
		<category><![CDATA[Poluição / Controle da Poluição]]></category>
		<category><![CDATA[Areas de Preservação Permanente]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Faixa Marginal de Proteção]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=910</guid>
		<description><![CDATA[Na mitologia ambientalóide, a preservação da “faixa marginal de proteção” tem muitas funções sagradas, que faz com que a sua intocabilidade seja uma lei da “Mãe-Terra”. E a definição da faixa a ser preservada deve ser proporcional à largura do rio, não importando a geologia, a hidrologia e a climatologia da região; e importando menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na mitologia ambientalóide, a preservação da “faixa marginal de proteção” tem muitas funções sagradas, que faz com que a sua intocabilidade seja uma lei da “Mãe-Terra”. E a definição da faixa a ser preservada deve ser proporcional à largura do rio, não importando a geologia, a hidrologia e a climatologia da região; e importando menos ainda a ocupação humana ou os recursos disponíveis de engenharia, usualmente desconsiderados por serem incompatíveis com alguma lei superior, senão divina, não importando que a civilização tenha surgido às margens dos rios de todos os tipos, com ou sem áreas de alagamento.</p>
<p>Mais recentemente, os ambientalóides resolveram que essas faixas servem para proteger a vida e o patrimônio das pessoas. Assim, inventaram as “áreas de risco” para ampliar o seu poder sobre a opinião pública.  Essa é, literalmente, uma &#8220;pegada ecológica&#8221; tupiniquim.  Agora, só falta o Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA adotar uma “resolução” proibindo chuvas torrenciais acima dos limites considerados em ciclos de 10, 20 ou 50 anos. Eventualmente, incluirão nessa “resolução” a proibição de tufões extra-tropicais, sendo aceitos apenas os tufões puramente tropicais.  Afinal, tais chuvas provocam a subida do nível dos rios e, em consequência, a mudança das faixas marginais de proteção!</p>
<p>Infiltrados no poder público, ambientalistas de algibeira já falam até mesmo na “função ecológica” dessas faixas para a infiltração de água e recarga dos aquíferos subterrâneos. Essa abordagem é divertida!  É inexpressivo o papel das faixas marginais de proteção para a recarga de aquíferos quando comparado com a adoção de técnicas de conservação dos solos na agricultura, com a limitação das taxas de impermeabilização e com a adoção de tecnologias apropriadas para assegurar a retenção e a infiltração das águas de chuva.</p>
<p>O ecologismo tupiniquim é vazio e desconhece que outros países adotaram estratégias diferentes e bem mais sensatas para lidar com esses assuntos, entre as quais a definição de diretrizes para a drenagem e a infiltração das águas de escorrimento superficial nas cidades. Essa abordagem envolve engenharia, planos diretores de micro e macrodrenagem, desenho e dimensionamento adequados dos sistemas de coleta de águas pluviais, etc – coisas que fogem ao domínio dos ambientalóides e, portanto, reduz o seu peso nas decisões sobre políticas públicas em áreas sobre as quais eles tentam exercer algum tipo de domínio através de uma “re$erva de mercado”.</p>
<p>Quem resolveu os problemas de poluição hídrica, de recarga dos aquíferos subterrâneos, de contenção de cheias, de usos múltiplos dos rios e similares em países como, por exemplo, a Alemanha, foram engenheiros e profissionais de formações técnicas diversas &#8211; geologia, hidrologia, química, microbiologia &#8211; e não &#8220;ambientalistas&#8221;.  Mas que importância tem isso para quem professa a fé em princípios tão abstratos e genéricos quanto imutáveis?</p>
<p>Nos países sérios, diretrizes para lidar com as águas de escorrimento superficial resultante das chuvas e seu encaminhamento a áreas de infiltração – tanto para recarga do lençol freático quanto para controle de poluição e de cheias – podem alcançar algumas centenas de páginas, com indicadores sobre o regime de chuvas, as taxas de impermeabilização dos solos urbanos, a geologia, e topografia, etc. O fato de não termos nada similar no Brasil não significa que não seja possível, necessário e desejável desenvolver diretrizes desse tipo, que devem servir de base para planos diretores e para a elaboração de projetos específicos.</p>
<p>Um bom exemplo dessas diretrizes, bem como de sua extensão e amplitude das variedades de abordagens técnicas pode ser encontrado, apenas como exemplo, no <a href="http://www.ecy.wa.gov/programs/wq/stormwater/manual.html">Manual de Gestão de Águas Pluviais da Região Oeste do Estado de Washington</a>, nos EUA (revisão feita em 2005).  São <strong>cinco volumes</strong>, nos quais é usada a melhor tecnologia disponível para a concepção e o desenho de sistemas de drenagem de áreas urbanas, incluindo importantes dimensões &#8220;ecológicas&#8221; (aqui entre aspas porque o se os países sérios denominam ecologia é muito diferente daquilo que parece prevalecer aqui na <em>Terra Brasilis</em>).</p>
<p>O primeiro desses volumes tem 218 páginas com requisitos técnicos mínimos e indicadores para o planejamento da área real &#8211; não uma generalização que aqui tem possibilitado o &#8220;cheque em branco&#8221;  para a omissão.</p>
<p>O volume II, com 178 páginas (até aqui, cerca de 400 páginas) , inclui não apenas um conjunto de parâmetros para lidar com a quantidade, mas também com a qualidade das águas que lavam as ruas e não podem ser lançadas em rios ou lagoas sem o seu tratamento &#8211; que pode ser a sua infiltração lenta em certos trechos.  Isso é denominado <a href="http://www.ecy.wa.gov/biblio/0510030.html">controle da poluição</a>, algo que não parece despertar muito interesse de nossos ambientalóides.</p>
<p>Com os volumes III, IV e V, chega-se a um documento de cerca de 900 páginas, fora os mapas do mundo real da região noroeste do Estado de Washigton.</p>
<p>Na suposição de que cidades existem inevitavelmente, atribuir à faixa marginal de proteção definida através de um número cabalístico de metros igualmente aplicável às serras do Rio de Janeiro, ao Pantanal e ao Sertão o poder mágico de assegurar a infiltração de água e a recarga do lençol freático pode ser visto como parte do mundo fantástico de ambientalistas neófitos e/ou superficiais.</p>
<p>A Alemanha, entre muitos outros países onde gestão ambiental é levada a sério, têm, há décadas, áreas para destinação das águas de chuvas no meio urbano e sua infiltração lenta no terreno para evitar a poluição das águas superficiais e as enchentes; e áreas reservadas para alagamento e contenção de cheias no meio rural, além de trabalharem intensamente sobre técnicas de conservação dos solos agrícolas que de fato &#8211; e não apenas no mundo imaginário &#8211; asseguram a recarga dos reservatórios de águas subterrâneos.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Durante uma visita recente do prefeito de Nova Jersey ao Rio de Janeiro, o diretor de águas da cidade perguntou-me o que acontecia, no Rio, com a chuva incidente sobre uma edificação e se existiam regras para evitar que elas alagassem o terreno vizinho.  Apenas sorri e ele compreendeu.</p>
<p style="text-align: center;"> ***</p>
<p style="text-align: left;">O Brasil é tem a patente mundial de &#8220;palpites ambientalóides em <em>áreas de risco&#8221;</em>.  Isso se deve à omissão geral das autoridades no que se refere ao uso do espaço territorial.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/09/24/codigo-florestal-faixas-marginas-de-protecao-o-sagrado-e-o-profano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Código Florestal &#8211; Cheque em Branco para a Omissão</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/09/21/codigo-florestal-cheque-em-branco-para-a-omissao/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/09/21/codigo-florestal-cheque-em-branco-para-a-omissao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 15:09:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade Sócio-Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[hidrelétricas]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[passagem para peixes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=904</guid>
		<description><![CDATA[Em todos os países que tiveram políticas sérias de meio ambiente (isto é, políticas que levaram a resultados), passagens para peixes foram implantadas sempre que um curso d&#8217;água foi bloqueado por uma barragem para a geração de eletricidade ou assegurar a navegação com a colocação de eclusas. Quando essas passagens não existiam porque a interrupção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em todos os países que tiveram políticas sérias de meio ambiente (isto é, políticas que levaram a resultados), passagens para peixes foram implantadas sempre que um curso d&#8217;água foi bloqueado por uma barragem para a geração de eletricidade ou assegurar a navegação com a colocação de eclusas.</p>
<p>Quando essas passagens não existiam porque a interrupção do curso dos rios foi feita num período anterior a essa percepção da importância dos processos migratórios dos peixes, alternativas para atender a esse requisito (óbvio, básico, elementar) foram criadas no momento em que as empresas operadoras das hidrelétricas foram chamadas ao licenciamento ambiental.</p>
<p>Soluções diferenciadas e adequadas a cada caso surgiram nos EUA, no Canadá, na Europa, sempre envolvendo o monitoramento dos peixes.  Algumas imagens ilustram a facilidade com que tais soluções poderiam ser implantadas.</p>
<div id="attachment_905" class="wp-caption alignleft" style="width: 458px"><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Fish-Ladder-in-the-Netherlands.web-pequena1.jpg"><img class="size-full wp-image-905" title="Fish Ladder in the Netherlands.web pequena" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Fish-Ladder-in-the-Netherlands.web-pequena1.jpg" alt="" width="448" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">Passagem para peixes na Holanda</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por que exigências semelhantes não foram feitas para TODAS as hidrelétricas existentes no Brasil a partir da aprovação da lei 6.938/81 que estabeleceu o sistema de licenciamento e já completou 30 anos?  Ou por força da Resolução CONAMA 001/86, que estabeleceu diretrizes para a realização de estudos de impacto ambiental e contra a aprovação da qual o setor elétrico lutou, à época, com todas as suas forças?  Pura omissão, covardia ou só ignorância?</p>
<p>Afinal, o próprio rio deveria ser muito mais &#8220;área de preservação permanente&#8221; do que a sua &#8220;faixa marginal de proteção&#8221;!  O rio É o bioma esquecido por essa gente.  E não se trata apenas do conceito abstraro de &#8220;fluxo gênico&#8221; &#8211; ah, como eles gostam do palavreado rococó -, mas da própria alimentação de muita gente.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Fish-Ladder-Uppsala-Sweden.webpequena1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-906" title="Fish Ladder Uppsala Sweden.webpequena" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Fish-Ladder-Uppsala-Sweden.webpequena1.jpg" alt="Passagem para peixes em Uppasal, na Suécia" width="448" height="336" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É curioso que as coisas continuem dessa forma no país que, segundo alguns, têm no &#8220;código&#8221; florestal uma das leis mais modernas do mundo.  E é de se questionar por que essa turma que agora faz &#8220;vigília&#8221; virtual depois de passar quase uma década no comando do Ministério do Meio Ambiente não tomou essas iniciativas elementares.  Ou mais de duas décadas se considerado o tempo decorrido desde a introdução de um sem número de alterações no &#8220;código&#8221;, todas gestadas nos gabinetes, encaminhadas ao Congresso Nacional por Medida Provisória e incorporadas à lei por decurso de prazo, sem qualquer votação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_907" class="wp-caption alignleft" style="width: 458px"><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Fish-Ladderr-Johan-Day-Dam-Washington.webpequena.jpg"><img class="size-full wp-image-907" title="Fish Ladderr Johan Day Dam Washington.webpequena" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Fish-Ladderr-Johan-Day-Dam-Washington.webpequena.jpg" alt="" width="448" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">Passagem para peixes na barragam de Johan Day, no Oregon, nos EUA</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A turma da vigília e do lero-lero sobre autista sobre a intocabilidade da lei nunca votada uniu-se a grupos ligados ao setor elétrico.  O mesmo setor elétrico que até o presente só tomou raríssimas iniciativas para controlar os processos erosivos nas bacias hidrográficas à montante de seus reservatórios;  o mesmo setor elétrico que deu origem a um importante movimento de &#8220;atingidos por barragens&#8221;  por não conseguir sequer calcular qual será a área de enchimento desses mesmos reservatórios e ainda tem a petulância de falar em &#8220;faixa marginal de proteção&#8221;;  que fez e continua fazendo barragens que impedem a navegação (em lugar de viabilizá-la), e que continua enganando os otários com a farsa do &#8220;peixamento&#8221;.</p>
<p>Aqui, cabe pelo menos uma pergunta: qual o reservatório de hidrelétrica que teve o seu perímetro demarcado e a faixa marginal de proteção reflorestada com essências nativas às expensas das operadaras de hidrelétricas?  NEN-HUM!  E são esses os ambientlistas que querem servir de exemplo para alguma coisa?</p>
<p>Enfim, misturando a abordagem &#8220;Antonio Conselheiro&#8221; acreano com o mais puro oportunismo paulistano,  essa gente que cafetina a gestão ambiental sem apresentar resultados finge para os mais jovens que não tem nada com essa contínua omissão.  E vai levando o seu andor da mais pura enganação.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>As imagens deste artigo &#8211; como de um anterior sobre o tema &#8211; foram encontradas na internet e utilizadas apenas com objetivos de ilustrar as considerações sobre o tema. Qualquer um que queira visualizar outras imagens ou vídeos pode usar &#8220;fish ladder&#8221; na busca.  Fish ladders ou passagens para peixes continuam a ser feitas nos países sérios &#8211; onde ninguém perde tempo com masturbações sobre um pretenso &#8220;código&#8221; florestal que apenas justificam a inação.  A última iniciativa dessas que aqui a &#8220;gestão&#8221; pública de meio ambiente e as ONGs não têm pode ser vista em <a href="http://www.hydroworld.com/index/display/article-display/7996410848/articles/hrhrw/environmental/2011/09/us-approves-fish-passage-facility-for-washingtons-cle-elum-dam.html">http://www.hydroworld.com/index/display/article-display/7996410848/articles/hrhrw/environmental/2011/09/us-approves-fish-passage-facility-for-washingtons-cle-elum-dam.html</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/09/21/codigo-florestal-cheque-em-branco-para-a-omissao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pontes Vivas no Mundo Real X Tolices do &#8220;Código&#8221; Florestal no Brasil</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/09/16/pontes-vivas-no-mundo-real-x-tolices-do-codigo-florestal-no-brasil/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/09/16/pontes-vivas-no-mundo-real-x-tolices-do-codigo-florestal-no-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 07:26:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade Sócio-Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Trivialidades e Fatos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Areas de Preservação Permanente]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[Direito ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Faixa Marginal de Proteção]]></category>
		<category><![CDATA[Pontes vivas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=897</guid>
		<description><![CDATA[Como se demarcaria a tal da faixa marginal de proteção numa região em que riachos se transformam em rios caudalosos durante as chuvas torrenciais de verão? No Brasil de hoje, organizações zumbientalóides do sétimo dia clamariam contra os riscos de total devastação planetária e mesmo interplanetária, formalizariam denúncias sobre a necessidade de proteger a humanidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como se demarcaria a tal da faixa marginal de proteção numa região em que riachos se transformam em rios caudalosos durante as chuvas torrenciais de verão?</p>
<p>No Brasil de hoje, organizações zumbientalóides do sétimo dia clamariam contra os riscos de total devastação planetária e mesmo interplanetária, formalizariam denúncias sobre a necessidade de proteger a humanidade de si própria, e emepéios moveriam processos contra aldeões por invasão da tão brasileira &#8220;faixa marginal de proteção&#8221; (não confundir com alguma faixa de proteção de marginais).  O Congresso Nacional convocaria mais uma audiência pública, um grupo de cientistas tão ilustres quanto desconhecidos e irrelevantes se pronunciaria sobre a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre as relações entre a vegetação e o clima, e ilustres juristas falariam sobre a necessidade de regras de alcance nacional, impondo a mais avançada filosofia do direito do mundo sobre uma natureza que precisa ser domesticada para sobreviver.</p>
<p>Mas como o resto do mundo não perde tempo com tanta baboseira, ainda é possível encontrar iniciativas tão criativas e belas quanto <a href="http://www.youtube.com/watch?v=apBO9pujP5E&amp;feature=related">pontes vivas na província de Meghalaya, na Índia</a>, talvez a região mais úmida da Terra: até 25 metros de chuva num único ano, a quase totalidade nas monções que ocorrem no verão.  Aí, no mundo real, intocado por cientistas e juristas de bolso, é possível &#8220;plantar uma ponte&#8221; que sobrevive aos grandes dilúvios.  &#8221;É um projeto épico que nenhum ser humano pode terminar ao longo de uma única vida&#8221; &#8211; nas palavras do narrador.</p>
<p>Algumas dessas pontes foram feitas há séculos, muitas têm &#8220;dois andares&#8221;, e elas são um modelo de &#8220;arquitetura sustentável viva&#8221;.</p>
<p>Vale discutir sobre a aplicação das mesmas regras à <a href="http://www.youtube.com/watch?v=K2zzXjhX4jA&amp;feature=related">Província de Cheerapunji</a>, no nordeste da Índia, e na área urbana de Nova Delhi?</p>
<p>A &#8220;judicialização&#8221; e a &#8220;cientifização&#8221; da gestão ambiental em detrimento das normas feitas para a vida real encontram-se entre as causas e as consequências do quase total naufrágio da gestão ambiental no Brasil.  Mas fiquemos com a beleza das pontes-vivas, que são bem mais férteis e inspiradoras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/09/16/pontes-vivas-no-mundo-real-x-tolices-do-codigo-florestal-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Código Florestal X Produção de Alimentos &#8211; Marina Silva, Mini-Sarney e o Partido dos Sem-Noção &#8211; PSN</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/08/26/codigo-florestal-e-producao-de-alimentos-marina-silva-mini-sarney-e-o-partido-dos-sem-nocao-psn/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/08/26/codigo-florestal-e-producao-de-alimentos-marina-silva-mini-sarney-e-o-partido-dos-sem-nocao-psn/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 09:21:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação de Solos]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>
		<category><![CDATA[escassez de alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Marina Silva]]></category>
		<category><![CDATA[produção agricola]]></category>
		<category><![CDATA[produção de alimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Zequinha Sarney]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=880</guid>
		<description><![CDATA[Uma pat0ta de crentes ignorantes associada a moleques de grandes ONGs estrangeiras dos tapetões tenta disseminar noção de que a produção de vinhos do Rio Grande do Sul e a produção de café de Minas Gerais &#8211; entre outras &#8211; não passam de &#8220;passivos ambientais&#8221; porque estão em &#8220;topo de morro&#8221;. Ainda que a ciência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pat0ta de crentes ignorantes associada a moleques de grandes ONGs estrangeiras dos tapetões tenta disseminar noção de que a produção de vinhos do Rio Grande do Sul e a produção de café de Minas Gerais &#8211; entre outras &#8211; não passam de &#8220;passivos ambientais&#8221; porque estão em &#8220;topo de morro&#8221;.</p>
<p>Ainda que a ciência não tenha qualquer definição sequer para o que é &#8220;morro&#8221; &#8211; além de uma elevação do terreno, para fins de topografia -, no imaginário desses palpiteiros os &#8220;topos de morro&#8221; deveriam ser áreas de preservação permanente, um sem fim de &#8220;montanhas sagradas&#8221; &#8211; quem sabe no mundo de Harry Potter.</p>
<p>Escondem-se atrás da comparação com a produtividade da pecuária de países como os EUA, ocultando, é claro, que lá o gado bovino jamais vê um pasto em sua curta vida, é produzido em &#8220;campos de concentração&#8221; (<em>cattle feed operations</em> ou operações de alimentação de gado) onde é alimentado com milho, hormônios de crescimento e antibióticos, e que esse milho resulta de uma agricultura intensiva em combustíveis fósseis, pesticidas e sementes transgênicas.</p>
<p>Enfim, deixando os ongolóides* endinheirados de lado, vamos ao que interessa: a segurança alimentar!</p>
<p>Usando os índices da FAO, foram estabelecidas correlações entre esses preços de alimentos e instabilidade social, incluindo verdadeiras guerras civis.  Os especialistas acreditam que a rápida elevação dos preços dos alimentos que ocorreu a partir do período 2004-2006 veio para ficar e resulta de fatores já demasiadamente conhecidos.  Nos atuais patamares, a ocorrência de fome e de violência social em diversas regiões do mundo são inevitáveis.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/FAO-Food-Price-Index-0061.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-882" title="FAO-Food-Price-Index-006" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/FAO-Food-Price-Index-0061.jpg" alt="" width="460" height="276" /></a>A tentativa populista de acreditar que esses aumentos resultaram apenas da especulação financeira no mercado de commodities já foi para o brejo.  O crescimento da população, as mudanças nos padrões de consumo de alimentos na China e em outros países, a competição pelo uso da terra para a produção de alimentos, de biocombustíveis e de produtos madeireiros e outros fatores sugerem que os preços dos alimentos não voltarão aos patamares anteriores e até atingirão níveis mais elevados.</p>
<p>Essas afirmações encontram-se num relatório do <a href="http://necsi.edu/">Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra (EUA)</a>, instituição responsável por trabalhos relevantes, incluisive em cooperação com o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), o primeiro a colocar a questão dos Limites para o Desenvolvimento (relatório que motivou a Conferência de Estocolmo de 1972).</p>
<p>E a turma aqui &#8211; incluindo governo e parlamentares brasileiros &#8211; perdendo tempo com divagações sobre a &#8220;reserva legal&#8221;, ainda que o país continue sem qualquer indício de uma política de segurança alimentar além da importante mas demasiadamente superficial bolsa-família.  Até Houston, no Texas, talvez a mais importante capital mundial das petroleiras, já tem, há muito, uma política séria de segurança alimentar!</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>* &#8211; A referência a &#8220;ongolóides&#8221; restringe-se a um pequeno grupo de grandes ONGs &#8211; em particular estrangeiras &#8211; auto-denominadas ambientalistas e outros eco-fascistas que apeasr de muito falarem em &#8220;sócio-ambiental&#8221; desprezam radicalmente a presença humana em qualquer lugar.  Há excelentes trabalhos de ONGs &#8211; ou, melhor dizendo, da sociedade civil organizada &#8211; ocorrendo nos mais diversos pontos do Brasil e do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/08/26/codigo-florestal-e-producao-de-alimentos-marina-silva-mini-sarney-e-o-partido-dos-sem-nocao-psn/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

