Brasil: as devastações da mineração. Desta vez, Braskem agindo como a Vale

Uma Chernobyl não radioativa ameaça transformar vários bairros de Maceió em paisagens lunares.  Novamente, descontroles de atividades da mineração com graves prejuízos para a sociedade.  Desta vez, a Braskem, sucessora da Salgema.  O vídeo a seguir é excelente introdução à catástrofe já em andamento.

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Água e energia: o fim do consumidor cativo como condição para o avanço do Brasil

O uso da expressão “monopólio natural” é frequente na economia para descrever uma situação na qual não se justifica a concorrência – até por razões econômicas – e, assim, há necessidade da presença do poder público na regulamentação.  Aos poucos, esse tipo de monopólio se espatifa, como já vem acontece há tempos com a telefonia e com as comunicações em geral.   A mesma tendência vem mostrando os seus contornos da área da eletricidade e logo se fará presente no campo da gestão de águas.  Em alguns lugares, as resistências inerciais são maiores do que em outros, ainda que os avanços tecnológicos sejam irreversíveis e a sua disseminação cada vez mais incontrolável.

Evidentemente, essa noção já avançou bastante – ainda que não o suficiente -p no setor elétrico, e tardará mais, ainda que deva ser um norte para o setor de água e esgoto.

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Segurança alimentar e produção de perecíveis em ambientes controlados – O atraso persistente, as necessidades e as oportunidades brasileiro

A utilização de alta tecnologia na agricultura em ambientes controlados ou não vem revolucionando a produção de alimentos no mundo inteiro.  O Brasil precisa rever a sua Política Nacional de Segurança Alimentar que, apesar de alguns belos textos programáticos, ficou um tanto limitada à Bolsa-Família e a aquisições pontuais, por órgãos públicos, de produtos da pequena agricultura familiar.

Entre as áreas de inovação mais importantes está a produção urbana de alimentos perecíveis, com redução de até 95% no uso da água, assim como redução significativa de perdas no transporte e no transbordo, bem como a supressão da necessidade do uso de pesticidas, além da significativa redução dos custos no transporte.  Da mesma forma, por esse caminho é possível compensar uma parcela dos altos custos das terras agrícolas.

Depois do início das operações de empresas originalmente de pequeno porte que se estabeleceram em prédios e galpões da periferia em países avançados –  como ocorreu com a Aerofarms, hoje um gigante do setor, em 2017, Jeff Bezos (Amazon), Eric Schmid e outros da mesma estatura no mundo financeiro e da inovação tecnológica anunciaram um aporte superior a US$ 200 milhões numa startup nessa área, a Plenty, que no início de 2018 informou a meta de implantação de 300 fazendas urbanas em regiões metropolitanas, inclusive da China.

Ainda nos EUA, vale citar a iniciativa de Kimbal Musk, irmão de Elon Musk, com a sua Square Roots, com a produção urbana em containers com muita tecnologia embarcada e empregando jovens empreendedores.

Iniciativas nessa nova área de negócios estão ocorrendo no Japão, Cingapura, Alemanha, Holanda, Canadá, China, EUA, Emirados Árabes Unidos, Rússia (onde, só em Moscou, tão projetadas dez novas fazendas urbanas verticais), e por aí afora.

Foram necessários muitos avanços tecnológicos para que esse novo setor se tornasse uma alternativa economicamente viável, desde lâmpadas de baixo consumo e que usam apenas as frequências de luz necessárias ao crescimento dos vegetais – todos os grandes fabricantes já estão no ramo – até a adoção da tão falada “Internet das Coisas – IoT” para regular parâmetros como temperatura, luminosidade, produção no ritmo dos pedidos, fluxos de água e nutrientes, tudo o que for necessário.

Também fabricantes de computadores, como a Dell Technologies , aliaram-se às empresas de maior porte para produzir os softwares ou aplicativos necessários a esse tipo de produção urbana, peri-urbana e que, na verdade, podem ser adotados em qualquer lugar para assegurar a proteção dos plantios contra as oscilações do clima ao longo do ano, chuvas torrenciais ou irregulares, e tudo o mais de interesse dos produtores.

Evidentemente, no Brasil, consideradas as características de cada região, não há necessidade de adoção de todas as tecnologias utilizadas nos países de clima temperado ou em regiões onde o inverno é muito frio.  Mas certamente é imprescindível que se revejam rapidamente os conceitos adotados na área de segurança alimentar, com amplas possibilidades de geração de emprego e renda com a produção de alimentos não destinados à exportação, mas ao consumo dos brasileiros de todas as faixas de renda.

Mas há que pensar em toda a linha de produção, do financiamento de estufas e sistemas de produção em ambiente controlado ao treinamento e à assistência técnica, passando pela coordenação dos prefeitos para que não atrapalhem a implantação das fazendas urbanas ou peri-urbanas, em áreas não designadas como agrícolas.

Afinal, a melhoria da estabilidade social e a redução de desigualdades passa tanto pelo acesso à alimentação e pelo emprego / sensação de fazer parte de um projeto maior de nação –  do que pela habitação e saúde.

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Se as autoridades tiverem dúvidas, que tal visitarem Holambra, onde várias dessas tecnologias já são plenamente adotadas, ainda que apenas na produção de flores?

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Um primeiro artigo sobre o tema foi aqui publicado ao final de 2016.  Mas os tempos de política tumultuada de então não permitiu maiores repercussões.  Vamos ver se os novos governos – federal e estaduais – resolvem agir na área de segurança alimentar de maneira mais efetiva, menos retrógrada do que simplesmente fazer mais do mesmo.

É óbvio que não dá para se pensar apenas em soja, gado e grandes números para financiamentos bancários.

O triste congresso nacional (com minúsculas) e o mito da regulamentação de tudo

A câmara dos deputados prepara-se para votar, novamente, algum tipo de regulamentação dos aplicativos de transporte de automóveis.  Evidentemente, é apenas mais uma imbecilidade na disputa entre a máfia dos táxis comuns e os grupos que controlam esses aplicativos.  A obsessão regulatória já tem um custo demasiadamente elevado para o Brasil: tomada de três pinos, passaporte com validade de apenas 4 anos, exigência de certidão de nascimento e uma pilha de outros documentos para a renovação do passaporte (supondo-se que ao se tirar o primeiro, a pessoa já provou à PF que nasceu), e por aí afora.

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Cedae – Privatização ou concessão à iniciativa privada?

A palavra “privatização’ da Cedae parece ter se tornado unânime, ainda que inevitavelmente se trate de várias concessões.  A competente Maria Silvia Bastos – presidente do BNDES – sabe disso e suas declarações sempre foram claras: nada de privatização, mas quatro concessões abrangendo grupos de municípios.  Exatamente como foi feito, de forma pioneira na Região dos Lagos, de forma pioneira, por iniciativa dos próprios prefeitos e excelentes resultados.

Quem insiste na palavra privatização é o corporativismo, políticos que se posicionam ideologicamente ou estão caçando uns votinhos, e a imprensa quando não sabe a diferença entre uma coisa e outra.

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