Petróleo na costa do Nordeste – Um novo tipo de terrorismo

Os laboratórios brasileiros de referência já comprovaram que o petróleo que atingiu as praias do Nordeste é de origem venezuelana.  O alto comando da Marinha, que fez o anúncio formal, ainda se mostra, compreensivelmente,  cauteloso quanto às possíveis origens da ocorrência.  Não fala em acidente, mas tampouco na alternativa do bombeamento intencional do petróleo para águas mais profundas ou de média profundidade, em qualquer caso com o navio em movimento ao longo da costa.

Com o navio se deslocando porque não há um ponto onde esteja ocorrendo ou tenha ocorrido o vazamento, como demonstra a distribuição de pequenas quantidades ao longo de uma extensa área costeira.  Em decorrência, essa hipótese, levantada no artigo anterior deste blog, está descartada.

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Fundos ambientais, recursos de compensações ambientais e outros recursos financeiros geridos por órgãos ambientais

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, começou bem e demonstrando que conhece as manhas do setor: solicitou informações sobre os desembolsos efetuados pelos diversos fundos do MMA através de convênios com organizações do “terceiro setor” (ONGs).  Seria recomendável que a decisão se estendesse às universidades e similares, bem como aos fundos socioambientais e a todos os  desembolsos feitos com recursos das assim chamadas “compensações ambientais”.

De fato, e apenas como exemplo, no início do ciclo marcado pelo início da implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – COMPERJ e outros projetos de grande porte, como o Arco Metropolitano – , previa-se o pagamento de R$ 300 milhões em compensações ambientais, que fluiriam através do órgão ambiental do estado (a expectativa era de 1% dos investimentos totais daquele período).

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