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	<title>Luiz Prado Blog &#187; Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos</title>
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	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
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		<title>As Belezas da Grécia &#8211; Encostas, Topos de Morro, e Outras Tolices Genéricas</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 04:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Encostar]]></category>
		<category><![CDATA[Greenpeace]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério Público ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[topo de morro]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagens da Grécia, para encantar os olhos! Se fosse no Brasil, não poderia!  Apareceria logo um emepéio ou uma emepéia de sapato lustroso, ou um greenpsíco &#8211; para dizer que na encosta e no topo de morro&#8230; tem que demolir. Vale apreciar até o final  &#8211; Santorini. Sem deixar de olhar para o seu próprio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagens da Grécia, para encantar os olhos!</p>
<p>Se fosse no Brasil, não poderia!  Apareceria logo um emepéio ou uma emepéia de sapato lustroso, ou um greenpsíco &#8211; para dizer que na encosta e no topo de morro&#8230; tem que demolir.</p>
<p>Vale apreciar até o final  &#8211; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=luY5U4zvKZ8&amp;feature=player_embedded#at=180">Santorini</a>.</p>
<p>Sem deixar de olhar para o seu próprio umbigo, não se vai a lugar nenhum.  Como é possível ver nas imagens, tudo depende da geologia, da topografia e do clima da região.  E isso não pode ser estabelecido genericamente, e muito menos por zumbientalóides.  Requer-se o estudo <em>in situ</em>.  E, se for o caso, obras de contenção.</p>
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		<title>Quem Financia as Grandes ONGs &#8211; I</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 21:16:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste momento em que um pequeno grupo de ONGs faz lobby diário no Ministério do Meio Ambiente e no Congresso Nacional, vale a transcrição da resenha de um estudo de Andréa Rabinovici em que são questionados os objetivos e a transparência dessas &#8220;BINGOS&#8221; (sigla para Big Non-Governmental Organizations, Grandes Organizaçõees Não Governamentais).  Elas recebem dinheiro de petroleiras, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste momento em que um pequeno grupo de ONGs faz lobby diário no Ministério do Meio Ambiente e no Congresso Nacional, vale a transcrição da resenha de um estudo de Andréa Rabinovici em que são questionados os objetivos e a transparência dessas &#8220;BINGOS&#8221; (sigla para Big Non-Governmental Organizations, Grandes Organizaçõees Não Governamentais).  Elas recebem dinheiro de petroleiras, de madeireiras (no caso da SOS Mata Atlântica),  de governos estrangeiros, e de origem desconhecida ou intencionalmente sonegada.  Então, a pergunta, é:  que interesses, exatamente, representam?</p>
<p><strong>RESENHA</strong></p>
<p><strong>As grandes ONGs ambientalistas em questão</strong></p>
<p><strong>Andréa Rabinovici</strong></p>
<p>Professora da Universidade Federal de São Carlos &#8211; UFSCar, Campus Sorocaba, doutoranda NEPAM-UNICAMP, Diretora de Projetos da ONG Physis &#8211; Cultura &amp; Ambiente</p>
<p>Antonio Carlos Diegues, docente da USP e Diretor Científico do Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Populações Humanas em Áreas Úmidas Brasileiras (NUPAUB)<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-753X2008000200015&amp;script=sci_arttext#nt1"><sup>1</sup></a>, lança o livro <em>A Ecologia Política das Grandes ONGs Transnacionais Conservacionistas</em>, no qual aborda tema mais do que oportuno, num momento em que as Organizações Não Governamentais (ONGs) transnacionais conservacionistas crescem em complexidade, apresentam contradições antes impensáveis, começando a ser questionadas por vários segmentos sociais. O livro contém introdução de Diegues e traduções dele de autores diversos tais como MacChapin, David B. Ottaway, Joe Stephens, Daniel Compagnon, Mariteuw Chimère-Diaw, Mark Dowie, Jim Igoe e Dan Brockington. Os alvos das críticas são as grandes ONGs conservacionistas, especialmente WWF, The Nature Conservancy (TNC) e Conservation Internacional.</p>
<p>As <em>Big International Non Governamental Organizations</em> (BINGOS) conservacionistas vêm instalando-se no Brasil desde 1970, investindo recursos financeiros, humanos e tecnológicos.</p>
<p>As causas às quais se dedicam e o investimento na sua imagem costumam imprimir <strong>uma aura de legitimidade, simpatia, respeito e poucas críticas. É raro serem questionadas pelos cidadãos, que, ao contrário, aplaudem suas iniciativas, apóiam-nas e as agradecem por cuidarem da sobrevivência e da segurança de todos os seres vivos</strong>.</p>
<p>O livro de Antonio Carlos Diegues vem em ótimo momento, na medida que apresenta sérias críticas, no intuito de aprofundar o debate, de rever aspectos que precisam ser mais bem desenvolvidos, de modo a recuperar o significado da necessária mobilização para conduzir ações que visam garantir o futuro do planeta. O livro é corajoso, pois ao denunciar as ONGs, simultaneamente, desaponta os simpatizantes. A crítica é dura, e, mais do que avaliar as BINGOS em geral, são feitas críticas às <strong>grifes do ambientalismo</strong>, acima de qualquer suspeita, aquelas que divulgamos em nossos carros, camisetas, bonés&#8230;</p>
<p>As principais críticas feitas pelos autores destacam que as <strong>BINGOS conservacionistas são pouco transparentes, e que existem lacunas no tocante à avaliação e ao controle das suas ações pelos beneficiários e pela sociedade como um todo. Também não estão abertas à participação pró-ativa de seus militantes, muitas vezes distanciando-os das ações. Se não são democráticas internamente ou com o seu público, o que propõem?</strong></p>
<p>Recebem grandes somas de dinheiro que, às vezes, perdem-se na própria estrutura da grande ONG transnacional, chegando em quantidades menores do que as esperadas pelos seus atendidos.</p>
<p>Outro aspecto apresentado pelo livro diz respeito <strong>à invenção e à aplicação de uma ciência conservacionista, criada e disseminada pelas BINGOS. Essa &#8220;ciência&#8221; em muitas situações é contrária ao que dita o conhecimento e as metodologias utilizadas por comunidades atendidas</strong>, impondo um conhecimento distinto, distante e que, para ser aplicado, depende da ONG. Assim, uma tutela imposta obriga a continuidade dos trabalhos, que passa a ser exigida pela ONG, pelo seu público alvo e pelos seus patrocinadores. Os autores deste livro sustentam que essa &#8220;ciência da conservação&#8221; é criada por pesquisadores do Norte, cabendo aos do Sul apenas a transferência de informações.</p>
<p><strong>Essa &#8220;ciência&#8221; trabalha com modelos que são continuamente ajustados em função de injunções e financiamentos que são mais políticos do que científicos ou sociais.</strong> Algumas das questões foram discutidas por Goldman (2001), que acusa BINGOS e especialistas de estudarem a conservação e as possíveis soluções para os problemas socioambientais dentro de uma ótica desenvolvimentista, buscando a reestruturação das capacidades e relações sociais-naturais dos países em desenvolvimento para acomodar a expansão do capital transnacional.</p>
<p>Assim, <strong>as BINGOS seriam uma forma de dominação e imperialismo (neocolonialismo ou colonialismo ambiental)</strong>. Assunto em tela na imprensa brasileira, trazido pelos autores, é a aquisição por algumas BINGOS de porções de florestas ao redor do mundo, com o incentivo às modalidades privadas de proteção da natureza. Isso se vê nos incentivos que governo e ONGs têm dado para a criação e manutenção das Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs). Outras questões levantadas pelos autores individualmente são:</p>
<p>MacChapin, no seu capítulo &#8220;Um desafio aos conservacionistas&#8221; (bastante polêmico quando publicado na imprensa norte-americana, e que tem algumas respostas a ele registradas no livro), afirma que <strong>é comum as grandes ONGs conservacionistas negociarem territórios e biomas a proteger entre elas</strong>. Assim também competem entre si, muitas vezes perdendo financiamentos, acarretando novos conflitos nas comunidades nas quais atuam.</p>
<p>O autor também observa o enriquecimento e o crescimento rápido das BINGOS; acusa o desaparecimento gradual das metodologias participativas, com o decorrente enfraquecimento da relação ONG/comunidade. Novos conflitos nas comunidades resultam, portanto, da não consideração das realidades locais, prevalecendo estratégias científicas na determinação da Agenda de trabalho preservacionista, muitas vezes oposta à comunitária.</p>
<p>David B. Ottaway &amp; Joe Stephens, em seu texto <strong>&#8220;Por dentro da TNC &#8211; Nature Conservancy: arrebata milhões. Filantropia faz ativos em parceria com corporações&#8221;, falam da dificuldade em se caracterizar as ONGs conservacionistas na medida em que estas têm funcionado como grandes empresas transnacionais</strong>.</p>
<p>Daniel Compagnon, em &#8220;Administrar democraticamente a biodiversidade graça às ONGs?&#8221;, questiona a legitimidade e a representatividade das entidades, na medida em que elas se auto-denominam &#8220;guardiãs da natureza&#8221;. Líderes, elas se auto-avaliam, dificilmente prestam contas efetivamente, divulgam seus feitos e repassam à mídia.  A imprensa, superficial e ingênua, não tem condições de avaliar criticamente o que publica. Os pesquisadores raramente o fazem, na medida em que é comum terem ligações diversas com as ONGs.  Segundo esse autor, assim como no caso dos pesquisadores, <strong>a manutenção do domínio e da influência das grandes ONGs transnacionais passa, muitas vezes, pela cooptação de funcionários públicos e de cientistas</strong>.</p>
<p>Com apoio à pesquisa, a seminários e a treinamentos gratuitos a eles, as BINGOS veiculam conceitos e métodos próprios. Na medida em que trabalham junto aos governos e às empresas privadas, a crítica aos mesmos desfaz-se nas parcerias em projetos e programas.</p>
<p>Nesse sentido, <strong>a ONG minimiza críticas ao governo</strong>, populariza suas ações, dilui responsabilidades e oposições às políticas oficiais.  Algo muito sutil observado por Compagnon é que algumas bandeiras, não diretamente ligadas à criação de Parques, são criadas para obter apoio social a projetos preservacionistas.  Projetos e ações são lançados, desviando os comunitários de seus interesses sociais, transformados em ambientais. Mariteuw Chimère-Diaw, em seu artigo &#8220;Escalas nas teorias da conservação: um outro conflito de civilizações?&#8221;, faz uma reflexão sobre a necessidade de se reinventar a solidariedade e a governança global.</p>
<p>Recomenda repensar as escalas, a desterritorialização que o trabalho das BINGOS pode acarretar. O autor afirma que, quando é invertida a relação de ação local à global, ocorre o enfraquecimento dos potenciais da atuação comunitária.  As BINGOS, muitas vezes, tornam-se porta-vozes dos problemas ambientais e com isso monopolizam a formação da opinião mundial.  Bentes (2005) ressalta que o nível de interferência das grandes ONGs transnacionais, nos pensamentos e processos decisórios, parece natural devido à desigualdade política internacional que lhes confere o poder de influenciar.</p>
<p>Mark Dowie, em seu &#8220;Refugiados da Conservação&#8221;, trata de milhões de pessoas levadas à marginalidade, às periferias em nome de uma suposta preservação ambiental. Essa, muitas vezes sem eficácia alguma em termos de conservação dos recursos naturais. O autor comprova, ao contrário, que, em muitos casos, populações expulsas de suas moradias, recuperam o ambiente novo, degradado, que pode ficar mais bem conservado do que dentro das Unidades de Conservação.</p>
<p>Essa questão também já tinha sido exposta por Goldman (1998), ao problematizar teorias sobre os processos de gestão da natureza, que excluem as populações da condução dos destinos dos recursos naturais. Diegues (1998) dá exemplos de comunidades que reassumem, com sucesso, o controle dos bens comunitários com a possibilidade de grandes transformações de perspectivas, ideologia e cultura. Jim Igoe e Dan Brockington, em &#8220;Expulsão para a conservação da natureza: uma visão global&#8221;, também refletem sobre os &#8220;expulsos pela conservação&#8221;.</p>
<p>Assim como Dowie, alertam para as conseqüências não estudadas da exclusão de moradores de áreas naturais. As políticas que resultam na exclusão são amplamente influenciadas pelas BINGOS, em campanhas indiretas que defendem a natureza em sua integridade.</p>
<p>Obviamente, é difícil distinguir os padrões de influência nesses relacionamentos, as ações são policêntricas, as responsabilidades idem, porém, numa época em que se fala de refugiados ambientais, incluindo agora os refugiados e expulsos da ou pela conservação, há a necessidade urgente de se dar atenção às populações, caso sejam atingidas as metas traçadas para a conservação, pois se corre o risco de haver expulsões em números recordes, com danos ambientais e sociais gravíssimos.</p>
<p>Avolumam-se os problemas, mas não proporcionalmente à prática de se pesquisar os seus impactos, nem no tocante à conservação ambiental nem nos efeitos e riscos sociais. Os autores chamam essa prática da &#8220;ecologia da expulsão&#8221;, ao mesmo tempo em que observam e questionam o silêncio total de todos sobre essa grave questão.</p>
<p>Ainda que ocorram as expulsões, as áreas protegidas nunca serão suficientes. A estratégia de conservar a despeito das pessoas deve ser repensada. Sem uma ampla discussão social, as ações das ONGs não podem ser classificadas como demandas sociais, nem ambientais.</p>
<p>Todos os autores do livro convidam a uma crítica construtiva das ONGs. A maioria dos artigos já foi publicada internacionalmente e causou impacto, recebeu respostas das BINGOS, talvez as tenha feito repensar práticas e filosofias. Essa é a idéia: provocar.</p>
<p>O tom da provocação, no entanto, é diferente do que se observa recentemente na imprensa, dito por militares, empresários, visando desqualificar o trabalho das ONGs.</p>
<p>As acusações comuns às BINGOS no Brasil referem-se à ameaça à soberania, à sua situação fiscal, ao controle de suas receitas, aos supostos entraves à sua atuação empresarial, ou desenvolvimentista, a uma legislação pouco eficaz. Não chegam nem perto das discussões travadas no livro ora apresentado e por isso a sua leitura é fundamental. Servirá para ampliar e qualificar os debates sobre o tema de forma mais reflexiva, menos ideológica.</p>
<p>O alerta é para não se estereotipar as ONGs, colocando-as em oposição, simplificando temas sociais e políticos complexos, e deslegitimando demandas socioambientais. Caso contrário, o debate sobre direitos será transformado em uma disputa estéril de interesses, dará margem à construção de teorias conspiratórias, que impedem o avanço de consciência, fundamental para que ocorram mudanças.</p>
<p>Diegues recomenda que a questão torne-se objeto de pesquisas sérias, e já existem excelentes contribuições sobre ONGs e movimentos sociais.</p>
<p>Este livro é um convite e um estímulo a um debate teórico relevante sobre o papel dessas ONGs conservacionistas transnacionais, especialmente as que atuam no Brasil, e sobre os seus objetivos e ações, na expectativa de que, com o processo de debate, possa haver uma reconstituição dos atores mobilizados, institucionalizados ou não, em torno da questão ambiental.</p>
<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<p>BENTES, R. A intervenção do ambientalismo internacional na Amazônia. <strong>Estudos Avançados</strong>, São Paulo, v. 19, n. 54, p. 225-240, 2005</p>
<p>DIEGUES, A. C. Social Movements and the remaking of the Commons in the Brazilian Amazon. In: GOLDMAN, M. (Ed.). <strong>Privatizing Nature</strong>. London: Pluto Press/TNI, 1998. p. 56-74.</p>
<p>GOLDMAN, M. Introduction: The Political Resurgence of the Commons and Inventing the Commons. In: GOLDMAN, M. (Ed.). <strong>Privatizing Nature</strong>. London: Pluto Press/TNI, 1998. p. 01-53.</p>
<p>______. Inventando os comuns. In: DIEGUES, A. C.; MOREIRA, A. C. C. (Orgs.). <strong>Espaços e recursos naturais de uso comum</strong>. São Paulo: NUPAUB-USP, 2001. p. 43-78.</p>
<p>Autor para correspondência: Andréa Rabinovici, email: andrea@ufscar.br</p>
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		<title>SBPC, Código Florestal e Áreas de Preservação Permanente Fluviais</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Feb 2011 17:11:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente Urbano]]></category>
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		<category><![CDATA[Areas de Preservação Permanente]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></category>

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		<description><![CDATA[A necessidade de proteção da vegetação ripária é inquestionável.  A tentativa de estabelecer um distanciamento padrão em todo o território nacional sob a denominação genérica de "faixa marginal de proteção" é uma falcatrua.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma frase encontrada na página da SBPC na internet deixa clara a ocorrência de algum tipo de &#8220;ejaculação precoce&#8221; ou &#8220;diarréia verbal&#8221;: &#8221;A SBPC e a ABC agradecem a <span style="text-decoration: underline;">participação</span> dos <em>especialitas</em> que <span style="text-decoration: underline;">participaram</span> do Grupo de Trabalho&#8221; (sic).  Em condições normais de pressão e temperatura uma organização como a SBPC &#8211; que raramente se pronuncia como entidade sobre assuntos polêmicos, não divulgaria um sumário sem a finalização do texto completo do documento e sem o nome dos especialistas que o assinam, e tampouco cometeria essas gafes de uma redação apressada.  Isso talvez sirva de alerta para que a SBPC não se torne alvo de manipulação política.</p>
<p>O verdadeiro fato científico é que não há lei federal que possa ser tão específica quanto é o ultrapassado Código Florestal quando tenta tratar o território nacional como se não existissem pessoas, cidades, modelos alternativos de ocupação dos solos, abordagens comprovadamente muito mais efetivas para a proteção da biodiversidade em outros países, etc, etc&#8230; e bota <em>et cetera</em> nisso.</p>
<p>O Brasil não é do tamanho da Suiça (um paraíso fiscal que sequestra os bens de ditadores só depois que os ditadores caíram e sem dizer os montantes totais), as regras aplicáveis à região semi-áridas não podem ser iguais àquelas aplicáveis à florestas tropicais úmidas,  nos países sérios ONGs financiadas com recursos externos não se manifestam sobre assuntos de política interna, etc. etc. etc&#8230; e bota et cetera nisso.</p>
<p>As práticas milenares de ocupação do solo agrícola com o terraceamento de encostas que podem ser vistas em diversas regiões da Ásia não danificaram o meio ambiente (ao contrário, preservaram a infiltração de água recarregando os aquíferos subterrâneos e assim estabilizando a vazão dos rios), mas aqui seriam consideradas &#8220;fora da lei&#8221; e os &#8220;ambientalistas do Fasano&#8221; tentariam capitalizar (leia-se, conseguir mais fundos de outros países e espaço na mídia) em cima de qualquer proposta vagamente similar.</p>
<p>Aqui, já citamos os exemplos desses terraceamentos, já se demonstrou que os pontos de vista dos especialistas sobre a figura mágica do &#8220;topo de morro&#8221; não coincidem com o disposto no Código, já se demonstrou a inviabilidade prática da adoção do conceito de faixa marginal de proteção em áreas altamente urbanizadas, e muito mais.</p>
<p>Agora, vale examinar o conceito de &#8220;faixa marginal de proteção&#8221;, que nos países sérios são definidas no mundo real, e não de forma genérica: X metros (o que levou o CONAMA a &#8221;se enrolar todo&#8221; no momento de definir essas faixas em rios de planície sujeitas a alagamentos periódicos X rios de montanhas.</p>
<p>Ninguém tem dúvidas sobre a necessidade de proteção da vegetação ripária (situada nas margens dos rios).  Mas vale divulgar a visão dos especialistas de verdade, isto é, daqueles que sairam dos manuais e entraram no mundo real, como Gustavo Ribas Cursio, da EMBRAPA Florestas, constante de uma apresentação feita ao Senado Federal, que os auto-denominados &#8220;ambientalistas&#8221; tentam ignorar, sobre <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/APP-Fluvial.pdf">Àreas de Preservação Permanente Fluviais</a>.</p>
<p>Para os leigos, inclusive os ilustres membros do Ministério Público que conhecem leis mas não necessariamente os seus fundamentos técnicos e científicos, a apresentação pode parecer complexa.  Mas uma simples visualização dos slides permite ver o quanto de bobagem generalista está embutida no Código Florestal nunca votado e inúmeras vezes remendado por Medidas Provisórias.  Vale fazer o download, pelo menos passar os olhos nos slides, e sair da rotina dos slogans baseados na ignorância dos fatos e do conhecimento científico, perfeitamente inteligível &#8211; ao menos em linhgas gerais &#8211; na apresentação.</p>
<p>Se o Governo federal quer dar a um grupo dentro do Ministério do Meio Ambiente o monopólio do conhecimento sobre essas APPs, sem ouvir os órgãos do próprio governo onde se encontra a excelência no campo de gestão de florestas e de recursos hídricos, vai mal, muito mal.  As razões devem ser eleitorais, já que a quase totalidade da população vive em áreas urbanas.  Mas quem perderá será a Nação.  Inclusive por delegar aos seus melhores especialistas um papel secundário na elaboração das leis.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">Por esse caminho da fidelidade apenas ao texto das leis, e não à realidade, terminamos como no Rio de Janeiro, onde a Constituição do Estado determina que o lançamento de efluentes líquidos em águas costeiras não pode ser feito sem prévio tratamento secundário completo, e uma lei definindo o que é esse tipo de tratamento foi remendada para acomodar interesses paroquiais da concessionária de água e esgoto.  Com a lei remendada por uma gambiarra de ocasião, adotou-se uma definição em desacordo com a unanimidade dos manuais de engenharia sanitária adotados nas melhores universidades do mundo, inclusive do Brasil.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left;">Nas últimas semanas, o Brasil importou feijão da China.  O Ministério do Meio Ambiente e o Greenpeace ainda não se pronunciaram!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Quando a &#8220;Mãe-Natureza&#8221; Está de TPM</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/02/01/quando-a-mae-natureza-esta-de-tpm/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Feb 2011 16:05:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[ciclones]]></category>
		<category><![CDATA[desastres naturais]]></category>
		<category><![CDATA[Earth Observatory]]></category>
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		<category><![CDATA[incêndios espontâneos]]></category>
		<category><![CDATA[NASA.]]></category>

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		<description><![CDATA[Eventos naturais extremos não podem ser controlados por leis humanas.  Mas a prevenção aos danos à vida, à propriedade pode ser feita com uma boa margem de seriedade.. nos países sérios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A NASA tem um serviço de informações sobre calamidades naturais no seu <a href="http://earthobservatory.nasa.gov/NaturalHazards/">Observatório da Terra</a>.  Na linguagem deles, &#8220;natural hazards&#8221;, ou riscos naturais em tradução livre. <em> Hazards</em> é a denominação geral de qualquer situação que resulte em algum nível de risco para a vida humana, a saúde, a propriedade e o meio ambiente.  Esse tipo de risco pode ser efetivo ou potencial (como no caso de terremotos).  E podem criar uma situação de emergência, isto é, requerer uma resposta emergencial.</p>
<p>Neste exato momento em que este texto está sendo escrito, os australianos estão se preparando para a chegada do ciclone Yasi, que já está formado e pode atingir a costa nordeste do país com a mesma força destruidora do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005.  Cidades turísticas e até comunidades rurais já foram evacuadas.  País sério é outra coisa.</p>
<p>O Observatório da Terra contem imagens de baixa ou altíssima resolução (em formato Tiff com até 16 MB e possibilidade de aproximação para observação de detalhes) sobre incêndios, tempestades, poeira e fumaça, enchentes, vulcões, secas com impacos sobre a produção agrícola e outras.  Vale visitar a página e passear pelas imagens.  O sistema pode ser útil para um sistema de informações desse tipo de eventos em escala nacional, que há tempos vem sendo anunciado e cuja implantação foi novamente jogada para &#8220;um dia&#8221; no futuro, como a educação básica.</p>
<p>Das imagens contidas na última Newsletter, algumas são mais impressionates.  Inicialmente, uma das últimas enchentes na Austrália, ocorridas ao final de dezembro de 2010 e em janeiro de 2011, que pode ser vista abaixo.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/NASA-Enchentes-na-Austrália.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-693" title="NASA - Enchentes na Austrália" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/NASA-Enchentes-na-Austrália.jpg" alt="" width="720" height="360" /></a></p>
<p>Não consta que essa área tenha sido considerada &#8211; antes ou depois &#8211; como &#8220;área de risco ambiental&#8221; ou que alguém tenha proposto a criação de um &#8220;parque fluvial linear&#8221; em lugar nenhum.  As chuvas foram muito intensas, anormais.  A cidade de Brisbane, com cerca de 2 milhões de habitantes, ficou sob as águas, mas o número de mortos não excedeu a duas dezenas.  Pelo menos 40.000 propriedades foram afetadas, além de toda a infraestrutura rodoviária, ferroviária e muito mais numa área correspondente aos territórios da França e da Alemanha somados.</p>
<p>Outa imagem impressionante encontrada na página citada mostra as enchentes em áreas agrícolas no Paquistão.  As imagens da metade do mes de dezembro de 2010 &#8211; o pico das inundações ocorreu em setembro &#8211; indicam bolsões de água que ainda não haviam sido esvaziados, com indicios de se tornarem um problema mais ou menos persistente.  Uma calamidade para a segurança alimentar do país já que as enchentes atingiram a infraestrutura de irrigação de uma região altamente produtiva.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Nasa-Enchentes-no-Paquistão.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-694" title="Nasa - Enchentes no Paquistão" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Nasa-Enchentes-no-Paquistão.jpg" alt="" width="720" height="480" /></a></p>
<p>Não consta que alguém tenha sequer sugerido que esses imensos danos se deveram ao descumprimento de leis da bondosa mãe-natureza.</p>
<p>Na última newsletter do Observatório da Terra, incêndios espontâneos em áreas de pastagens em Oklahoma, nos EUA, ao final do mes de janeiro de 2011.  A página da NASA permite o download da imagem em alta resolução num tamanho de arquivo que não cabe neste blog mas possibilita aproximações (zooms) muito interessantes.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/NASA.fires-in-Oklahoma.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-695" title="NASA.fires in Oklahoma" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/NASA.fires-in-Oklahoma.jpg" alt="" width="720" height="480" /></a></p>
<p>O Greepeace dos EUA e o WWF-US não propuseram a adoção de reservas legais ou de outros dispositivos do Código Florestal brasileiro para evitar que tais incêndios espontâneos voltem a ocorrer.  O Itamaraty não tomou a iniciativa de convidar representantes dos EUA para conhecer os detalhes da mais avançada &#8220;legislação ambiental&#8221; do mundo.  Ainda está em tempo de pensar em oferecer assistência técnica jurídica-institucional brasileira ao nosso irmão do Norte, em particular quando estamos próximos da primeira visita de Obama ao Brasil, acompanhado de um séquito de &#8220;homens de negócios&#8221;, acadêmicos e outros.</p>
<p>Há na newsletter citada imagens do lago Baikal congelado.  O Baikal, na Rússia, é o mais antigo e o mais volumoso lago de água doce do mundo &#8211; 20% da água doce superficial do planeta -, com quase 32.000 quilômetros quadrados e profundidades de 740 metros.  Como o lago encontra-se a uma altitude de 1.640 metros, com mais 160 metros ele seria totalmente considerado área de preservação permanente pelos parâmetros da mais avançada legislação ambiental da galáxia.</p>
<p>Há, também, imgens de tempestades de areia no Egito, de erupções vulcânicas, e de ciclones tropicais, que são sempre impressionantes.  Nos dias 27 e 28 de janeiro de 2011, o ciclone tropical Bianca deu &#8220;umas lambidinhas&#8221; na costa da Austrália.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Nasa1.bianca_amo_2011028.Australia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-696" title="Nasa1.bianca_amo_2011028.Australia" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Nasa1.bianca_amo_2011028.Australia.jpg" alt="" width="720" height="480" /></a></p>
<p>Há dias, a bondosa mãe-natureza apenas deu amostras de sua potencial bondade com os australianos.  Neste momento, ninguém ainda sabe se ela será benevolente com os seus amados filhos nas próximas horas ou dias.  Na dúvida, a evacuação de população já foi feita e as pessoas aguardam em abrigos com estoques de alimentos básicos, como se pode ver no<a href="http://noticias.uol.com.br/album/110201australia_album.jhtm?abrefoto=5#fotoNav=5"> UOL Fotos.</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre a Importância dos Produtores Rurais &#8211; E Uma Homenagem a Ciro Siqueira</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Dec 2010 10:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Conservação de Solos]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>
		<category><![CDATA[BASF]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro Siqueira. www.codigoflorestal.com]]></category>
		<category><![CDATA[produção agricola]]></category>
		<category><![CDATA[produtores rurais]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse curto artigo é uma homengem a Ciro Siqueira, Rita e Mariana.  E uma dica para que os cidadãos urbanos não acreditem na vigarice que tenta fazê-los acreditar que os produtores rurais são bandidos.  Essa noção de grupos vigaristas mascarados de ambientalistas é relativamente fácil já que no Brasil de hoje acontece um pouco o que se viu nos EUA nos anos 90, quando uma pesquisa indicou que as crianças urbanas nunca tinham visto uma galinha e achavam que leite era um produto que se encontrava em caixinhas nos supermercados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste Natal, impossível não recomendar o blog de Ciro Siqueira a quem se interessa seriamente por meio ambiente e pelos assuntos relacionados ás imprescindíveis e inevitáveis mudanças no Código Florestal.  Vale subscrever no link abaixo:</p>
<p><a href="http://www.codigoflorestal.com">www.codigoflorestal.com</a></p>
<p>Engenheiro agrônomo, amazônida, conhecedor da realidade da região, além de excelente profissional Ciro é pessoa tranquila mas aguerrida, de grande inteligência &#8211; muito peculiar, rápida &#8211; e excelente humor &#8211; afiado.  Casado com a também agrônoma e igualmente notável Rita Tofoli, especialista em solos, o casal espera para breve o nascimento de Mariana.</p>
<p>Pelas mãos de Ciro Siqueira aproximei-me de João do Rio, que ainda sendo do Rio eu só conhecia por citações.  Numa visita do casal à cidade em que voltei a morar &#8211; para dar continuidade às suas pesquisas sobre as obscuras origens do Código Florestal -, Ciro cometeu uma das infindáveis gentilezas que caracterizam a sua personalidade e trouxe-me um exemplar de A Alma das Ruas, com a recomendação de que não deixássemos que nossas cabeças se transformassem em Cabeças de Papelão, título de um dos contos de João do Rio no qual ironiza a conveniência de acreditar nas &#8220;verdades&#8221; convencionais.</p>
<p>Se um décimo dos agrônomos brasileiros da área de pesquisa ou extensão ousasse dizer o que pensam do ambientalismo urbanóide de algibeira e do Código Florestal, estaríamos mais do que muito bem.  Ou pelo menos se dissessem que o conflito entre &#8220;desenvolvimentismo&#8221; e &#8220;preservacionismo&#8221;, como apresentado, é uma farsa impostora e mal intencionada, o país não estaria perdendo tempo com falsos conflitos.  Afinal, se os produtores rurais forem sempre apresentados como a velha oligarquia alagoana e nunca como a ultra-moderna abordagem do plantio direto que colocou o Brasil entre os líderes mundiais nessa prática, os dados são viciados.</p>
<p>A visita de Rita e Ciro foi um dos pontos altos de meu ano de 2010, e lhes sou grato por existirem.</p>
<p>Ciro sempre descobre e divulga algumas pérolas simples mas notáveis &#8211; além de seus corajosos pontos de vista.  Em seu blog de hoje, Ciro indica um vídeo informativo da BASF, que merece ser visto para que os cidadãos urbanos não caiam no conto dos vigaristas que tentam apresentar os produtores rurais como bandidos (enquanto a poluição industrial e das cidades cresce, em vez de diminuir como ocorreu nos países sérios).  Vale ver, clicando no link abaixo.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aoiP-WK3V8o&amp;feature=player_embedded">http://www.youtube.com/watch?v=aoiP-WK3V8o&amp;feature=player_embedded</a></p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>O estado do Rio de Janeiro continua sem Zoneamento Econômico-Ecológico porque a Secretaria de Estado de Agricultura não se esforça o suficiente (ou não tem prestígio com o governador Sergio Cabral), porque a Secretaria do Ambiente faz birra e prefere tentar impor pontos de vista, porque as organizações de classe &#8211; tanto de agricultores quanto de produtores agrícolas &#8211; não se organizam.  Enquanto isso, sem pensar em segurança alimentar ou sequer nos custos de transporte de alimentos, ninguém vai lá perguntar ao CEASA de onde vem o melão que chega às nossas mesas.</p>
<p>O semi-falido extensionismo rural do Rio de Janeiro recomenda ao produtor esse ou aquele cultivar sem se perguntar se há demanda.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eco-fascismo &#8211; Infecção Perigosa no Movimento Ambientalista</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/09/18/ecofascismo-uma-infeccao-danosa-no-movimento-ambientalista/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Sep 2010 06:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura e Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[ecofascismo]]></category>
		<category><![CDATA[James Lovelock]]></category>
		<category><![CDATA[má gestão de unidades de cosnervação]]></category>
		<category><![CDATA[Penti Linkola]]></category>

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		<description><![CDATA[Pequenos grupos de eco-fascistas se infiltram na máquina do poder público e dão a impressão de falar em nome de todos os que se preocupam, atuam, trabalham no campo da gestão ambiental.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No início deste ano, o cientista inglês James Lovelock propôs medidas radicais e autoritárias para as mudanças climáticas sob a alegação de que a democracia não possibilita a adoção de políticas efetivas para fazer face ao problema: “eu tenho a sensação de que as mudanças climáticas são um evento tão grave quanto uma guerra; talvez seja necessário suspender a democracia por algum tempo”, afirmou.</p>
<p>Por ter sido o primeiro cientista a detectar as origens dos problemas relacionados à camada de ozônio, Lovelock merece um respeito que não se estende necessariamente às suas opiniões políticas.</p>
<p>Mais recentemente, a tradução para o inglês do livro de um pescador e “filósofo da ecologia” finlandês deixou claro que na ampla gama do ambientalismo há propostas ainda bem mais radicais. O autor, Penti Linkolla, até então desconhecido fora de seu país, propõe o estabelecimento de um regime autoritário para suprimir o consumo de maneira implacável: “uma catástrofe está acontecendo e a solução é a disciplina, a proibição (do consumo), a imposição de regras severas e a opressão”.</p>
<p>E não hesita em avançar em direção ao eco-fascismo: “a única chama de esperança é o governo centralizado e o controle estrito dos cidadãos”. Quem sabe com ele próprio na posição de ditador ambiental?</p>
<p>De fato, Linkola tem mesmo um “programa político” que inclui: “um ponto final na liberdade para ter filhos, abolição total dos combustíveis fósseis, revogação de todos os acordos de livre comércio, proibição do tráfego aéreo, demolição dos subúrbios das cidades e reflorestamento das áreas de estacionamento de veículos”.</p>
<p>Quanto àqueles que ele julga responsáveis pelo crescimento da economia, a proposta é mais contundente: eles seriam enviados para ecogoulags (campos de concentração) nas montanhas para serem reeducados.</p>
<p>Nada mal. Só resta perguntar quando ele assumirá o poder e se o fará através de eleições ou de golpes de estado.</p>
<p>No Brasil, esse tipo de eco-fascismo não ousa se expressar tão abertamente: prefere agir nos bastidores, nos tapetões, tentando dar a impressão que são muitos e representam muitos mais.  O mesmo eco-fascismo se faz presente, também, nos órgãos governamentais como quando, por exemplo,  criam-se unidades de conservação envolvendo áreas privadas e não são feitos os devidos procedimentos de desapropriação.  E em muitas outras situações.  Mas esse é outro assunto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ambientalismo X Ciência &#8211; A Participação de Poderosos Grupos Econômicos na Estruturação de ONGs &#8211; I</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/08/08/ambientalismo-x-ciencia-a-participacao-de-poderosos-grupos-economicos-na-estruturacao-de-ongs-i/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 22:42:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[a origem dos modenos movimentos ambientalistas]]></category>
		<category><![CDATA[Clube de Roma]]></category>
		<category><![CDATA[grupos de interesse nos movimentos ambientalistas]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos ambientalistas.]]></category>
		<category><![CDATA[NGOs]]></category>
		<category><![CDATA[ONG]]></category>

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		<description><![CDATA[A confusão entre "ambientismo" e ciências é grande.  Movimentos ambientalistas não estiveram na origem dos principais avanços na gestão dos recursos ambientais ou mesmo da criação de unidades de conservação.  Mas, o que é menos conhecido, as elites e poderosos grupos econômicos, sim, estiveram na origem de ONGs importantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rrpoesentantes das elites algo-saxônicas e de grande grupos econômicos estiveram por trás da criação e da consolidação do WWF.  Mas, antes disso, algumas considerações sobre o uso da palavra &#8220;ambientalista&#8221;.</p>
<p>“Ambientalista” é uma denominação demasiadamente genérica. Talvez porque “ambiente” também seja, hoje, um conceito que abrange informações provenientes das mais diversas áreas do conhecimento. O Aurélio defin &#8221;ambietalista&#8221; como “especialista em assuntos ou problemas relacionados ao meio ambiente, a sua defesa, etc”.</p>
<p>No entanto, nenhum ou a quase totalidade dos profissionais que atuam diretamente no estudo e no conhecimento dos fenômenos que se enquadram no amplo espectro da proteção ambiental se auto-definem como “ambientalistas”.</p>
<p>Agrônomos que trabalham com a conservação e o manejo apropriado dos solos agrícolas nos vários países, físicos que estudam as mudanças climáticas e profissionais das mais diversas formações que trabalham no desenvolvimento de energias renováveis, engenheiros, químicos e outros que atuaram e atuam na recuperação da qualidade das águas e do ar em geral o que se especializaram no campo da disposição final de resíduos urbanos e perigosos, biólogos e geneticistas de boa formação que se ocupam da dinâmica das populações de espécies utilizadas pelo ser humano ou não – e por aí afora, não se dizem “ambientalistas”.</p>
<p>Daí, uma acentuada tendência para a confusão entre cientistas e profissionais de boa formação, de um lado, e ONGs que atuam na área de meio ambiente e tentam dar a impressão que falam em nome dos primeiros, ou de todos os interesses da Humanidade, do Planeta, de uma “ordem natural sistêmica”.</p>
<p>Não se está dizendo, aqui, que todas as ONGs façam o mesmo ou tenham a intenção de promover esse tipo de confusão e de falsa percepção das forças que interagem nesse campo das preocupações ambientais. Seja como for, as grandes iniciativas na área da proteção ambiental não surgiram de ONGs.</p>
<p>Aliás, elas nem sequer existiam ou tinham representatividade quando foram feitos os primeiros estudos relacionados aos custos sociais da poluição nas primeiras décadas do século XX, envolvendo desde perdas da produtividade agrícola pela acidificação dos solos até a corrosão de materiais metálicos em decorrência da poluição atmosférica; ou quando foram criadas as primeiras associações de usuários das águas na Alemanha no início do século XX; ou quando foi promulgada a lei de restauração da vida silvestre nos EUA em 1937; ou quando foi criado o Parque Nacional de Yellowstone em 1872; ou antes, quando o presidente Andrew Jackson, dos EUA, assinou um ato protegendo áreas em torno das águas termais no Arkansas, em 1832; ou quando Abraham Lincoln promulgou lei – em 1864 – na qual cedeu a área que hoje é o Parque Nacional de Yosemite para o estado da Califórnia com a condição de que as áreas fossem mantidas para o uso público, em particular para a recreação. (Seria bom que os “gestores” de parques federais e estaduais no Brasil estudassem um pouco de história e da evolução da administração dessas unidades de conservação).</p>
<p>As preocupações contemporâneas com o “modelo de desenvolvimento” que extrai do planeta mais do que ele pode dar tampouco surgiram com as ONGs ambientalistas, mas com as preocupações de um grupo de empresários, filósofos e outros que se reuniam na década de 60 e ficaram conhecidos como o Clube de Roma, sob a liderança de Alexander King e Aurelio Peccei, inspirados pelo Clube dos 1001, uma “ONG” de aristocratas e milionários que já se preocupava com a “globalização”.</p>
<p>Daí surgiram os fundos para contratar o Massachussets Insntitute of Technology – MIT, contratado através da Fundação Volkswagen para elaborar o relatório que ficou recebeu o título “Limites para o Crescimento”, publicado em 1970, e que teria dado origem à Conferência Sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo em 1972.</p>
<p>Mas essa é apenas uma parte, uma pequena parte da história. Por trás, o Clube dos 1001 é formalmente – mas apenas formalmente &#8211; criado em 1970, e constitui-se dos muito ricos e poderosos, e dos grandes interesses corporativos. São esses que, aos poucos, se apossam da União Internacional pela Conservação da Natureza (UICN, na sigla em inglês), criada originalmente, em 1948, pelo famoso biólogo Sir Julian Huxley.</p>
<p>Ele também cria, em 1961, o WWF, junto com pessoas como o príncipe Bernhard e o príncipe Philip. Em 1971, os príncipes e o milionário sul-africano Anton Ruppert resolvem conceber um plano para que o WWF se torne independente de doações do público em geral. Ruppert se afirmava um “conservancionista”.</p>
<p>Ruppert  fundou a empresa de cigarros Voorbrand em 1940, cujo nome foi depois mudado para Rembrandt, em 1940, que se tornou Rothmans em 1972 e que se fundiu com a British American Tobacco em 1999, formando a segunda maior produtora de cigarros do mundo. Uma daquelas que pagava cientistas para fazerem pesquisas negando que cigarros faziam mal à saúde!</p>
<p>Ruppert, o grande estrategista financeiro do WWF, através de sua empresa Rembrandt, adquiriu empresas suíças de produtos de luxo, depois vendidas ao grupo Richemont, que tem é dono ou tem participação em marcas como Cartier, Alfred Dunhill, Baume &amp; Mercier, e Montblanc, entre outras.  Nada mal.</p>
<p>Foram esses que fundaram o Fundo 1001 da Natureza e convidavam personalidades do mundo dos negócios a dele participarem mediante uma contribuição de US$ 10.000.</p>
<p>O grupo foi sempre muito discreto em sua atuação, mas dele teriam participado personalidades como o traficante de drogas e armas, além de banqueiro fugitivo, Robert Vesco, acusado de ser agente da CIA; o fundador e presidente do Banco de Crédito e Comércio Internacional – BCCI Agha Abedi, e seu sócio Salem Bin Laden, irmão mais velho de Osama Bin Laden; Mobutu Sese Seko, o ditador anti-comunista do Zaire; e outros como Sidney Spiro, Harry Oppenheimer, Sir Val Duncan, Maurice Strong e Sir Eric Drake, que representaram corporações e bancos como De Beers, Rio Tinto, a Companhia de Petróleo Anglo-Iraniana e a BP, o Banco da Inglaterra, o Barclays, a British Newfoundland Corporation, a Société Générale pour l’Energie et les Ressources, e muitos outros poderosos grupos de interesse.</p>
<p>Lutar por um futuro sustentável pode ser, também, uma atividade muito elitista. Para eles, uma coisa já era clara: não há suficientes recursos para assegurar um bom padrão de vida para 7 bilhões de seres humanos, e isso pode provocar um desequilíbrio entre os poderes.</p>
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