<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Luiz Prado Blog &#187; Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos</title>
	<atom:link href="http://www.luizprado.com.br/category/pensamentos-e-revisao-de-estudos-cientificos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.luizprado.com.br</link>
	<description>meio-ambiente e desenvolvimento</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 19:13:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>Casas Flutuantes &#8211; Uma Alternativa Habitacional Sustentável para a Amazônia</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/03/22/casas-flutuantes-uma-alternativa-habitacional-sustentavel/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/03/22/casas-flutuantes-uma-alternativa-habitacional-sustentavel/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 19:04:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura e Assuntos Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente Urbano]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Amazôniia]]></category>
		<category><![CDATA[Areas de Preservação Permanente]]></category>
		<category><![CDATA[Casas flutuantes]]></category>
		<category><![CDATA[CNBB]]></category>
		<category><![CDATA[CPT]]></category>
		<category><![CDATA[faixas marginais de proteção]]></category>
		<category><![CDATA[Nadja Irina Cernov. habitações populares]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=733</guid>
		<description><![CDATA[Casas Flutuantes são tanto uma tradição quanto uma excelente alternativa para a habitação na Amazônia.  Em países sérios, a pesquisa de Nadja Irina Cernov seria premiada e receberia recursos púlblicos - financeiros e ténicos - para ser aprofundada e disseminada.  Aqui, esbarra com a mentalidade tacanha do ambientalismo de ONGs e de Brasília.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;No Brasil, observamos casas flutuantes nos rios amazônicos. São, na verdade, juntamente com as palafitas, a solução perfeita para o clima e o relevo da região norte. A floresta é densa, com árvores altas, o que já impõe uma barreira quase intransponível para o homem desprovido de tecnologia, como é o caso da população primordial não-indigena. Em Manuas/AM, o grande número deNo Brasil, observamos casas flutuantes nos rios amazônicos. São, na verdade, juntamente com as palafitas, a solução perfeita para o clima e o relevo da região norte. A floresta é densa, com árvores altas, o que já impõe uma barreira quase intransponível para o homem desprovido de tecnologia, como é o caso da população primordial não-indigena. Em Manuas/AM, o grande número de casas flutuantes levou a população a adotar o nome de “cidade flutuante”, mas foram destruídas para promover uma “limpeza”. Uma das características destas casas na região norte é justamente a falta de higiene: a água não é tratada e o esgoto é despejado in natura na água, assim como o lixo descartado pelos moradores. casas flutuantes levou a população a adotar o nome de “cidade flutuante”, mas foram destruídas para promover uma “limpeza”. Uma das características destas casas na região norte é justamente a falta de higiene: a água não é tratada e o esgoto é despejado in natura na água, assim como o lixo descartado pelos moradores.&#8221;</p>
<p>O trecho acima foi extraído da excelente monografia de autoria de <strong>Nadja Irina Cernov de Oliveira Siqueira</strong>, apresentada como trabalho final de gradução em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade Interamericana de Porto Velho.</p>
<p>Aqui, já se publicou um artigo sobre a rápida disseminação de casas flutuantes na Holanda, não apenas pela tradição desse país como, também, pelas perspectivas de elevação do nível dos oceanos (e a Holanda vem fazendo investimentos massivos nas proteções de seu território para esse evento).</p>
<p>No Brasil, as casss flutuantes e também sobre palafitas são uma tradição da Amazônia, onde o principal meio de transporte é fluvial e há séculos os habitantes conhecem os ciclos de cheias e vazantes.  Nos períodos de vazente, a edificação de casas comuns, em terreno permanentemente seco, os faria ficar muito distante da água, que lhes fornece também a sua principal fonte de proteínas.  Assim, adaptaram-se de maneira notável.</p>
<p>Como os &#8220;ambientalistas&#8221; de fora &#8211; ou de Brasília &#8211; vêem a Amazônia como um território sem seres humanos, enredam-se na tentativa de adaptar as suas regras sobre áreas de preservação permante nas faixas marginais de proteção que sejam aplicáveis a todo o território nacional.  E assim, tentam permitir o uso das vastas áreas de alagamento enriquecidas palo húmes para a continuidade do cultivo de alimentos nos períodos de vazante.  E ainda tentam fazer isso por mera Resolução do Cnselho Nacional do Meio Ambiente &#8211; CONAMA, passando por cima dos disposiivos legais do Código Florestal inaplicável como regra genérica para um país de dimensões continentais.</p>
<p>Nadja Irina, com a sabedoria da população local, ignorou ou apenas tangenciou de forma indierta esse debate estéril, demonstrando que casas flutuantes são e podem ser muito mais uma alternativa saudável para o problema habitacional da região. </p>
<p>O excelente monografia, intitulada <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Monografia-Casas-Flutuantes.docx">Casa Vitória Régia: Habitações Populares, Flutuantes e Sustentáveis</a>, pode ser feita aqui.</p>
<p>Sempre há alguma esperança que o Governo (federal ou dos estados) desperte e dê continuidade a esse lindíssimo trabalho.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Não deixa de ser divertido ler que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBBse posiciona contra a revisão do Código Florestal sem quaisquer explicações enquanto a Comissão Pastoral da Terra &#8211; CPT posiciona-se em defesa da cultura e das tradições das populações ribeirinhas.  Na linda da CNBB será necessário remover um imenso número de pequenos lavradores das margens do Rio São Francisco.  Será que eles pensaram nisso?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/03/22/casas-flutuantes-uma-alternativa-habitacional-sustentavel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tornados, Inundações, Previsões do Tempo &#8211; Mais Improviso e Menos Ciência ou Vice-Versa?</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/01/21/tornados-inundacoes-previsoes-mais-improviso-e-menos-ciencia-ou-vice-versa/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/01/21/tornados-inundacoes-previsoes-mais-improviso-e-menos-ciencia-ou-vice-versa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 18:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[defesa civil]]></category>
		<category><![CDATA[INPE]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais]]></category>
		<category><![CDATA[Inundações]]></category>
		<category><![CDATA[Marinha do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climátcas]]></category>
		<category><![CDATA[NASA.]]></category>
		<category><![CDATA[radares]]></category>
		<category><![CDATA[tornados]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=670</guid>
		<description><![CDATA[Enquanto boa parte do território brasileiro, a Austrália e as Filipinas se vêem devastadas por chuvas atípicas poucos meses depois da Europa enfrentar um dos pioores invernos das últimas muitas décadas - igualmente atípico em relação a temperaturas e ao período das grandes nevascas -, o ambientalismo de algibeira se infiltra na imprensa que gosta do tom de calamidade, mas os cientistas são deixados de fora dos debates até mesmo mais triviais, tais como a especificação de equipamentos que componham um sistema de previsão do tempo - e desses episódios atípicos - com os que existem nos países sérios há decadas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto chuvas torrenciais provocam grandes deslizamentos de terreno nas serras do Rio e cobrem casas em amplos territórios planos na Austrália, além de causar uma devastação em quase uma centena de municípios de Minas Gerais e em diversas localidades de São Paulo, alguns &#8220;ativistas&#8221; se aproveitam da desgraça alheia para insistir na tolice de que as mudanças no Código Florestal trarão o apocalipse (ainda que nada exista de similar no mundo) ou um fenomenal aumento das emissões de carbono (mas nada falam do pré-sal, porque não ficariam bem na fita).</p>
<p>Talvez devessem propor que se acrescente ao Código alguns dispositivos contra tornados, também, já que um atingiu bairros do Rio de Janeiro e municípios da região metropolitana, como se pode ver  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ECZII0shD30&amp;feature=related">aqui</a>.  Mas, como a destruição não foi muita, o assunto não capturou a atenção da imprensa, exceto por uma sintética mais objetiva declaração do sub-comandante da Defesa Civil: os radares da prefeitura que deveriam captar esse fenômeno, não o registraram.  Um jornal dedicou ao fenômeno &#8211; ocorrido pela primeira vez no Rio &#8211; um pequeno espaço abaixo da badalação das novas sirenes no Morro do Alemão.  Nele, o curto depoimento de Thamires, de 14 anos, que &#8220;ficou bastante machucada&#8221;:</p>
<p>&#8220;Posso dizer que eu vooei.  A minha sorte foi ter me segurado num poste, para não ser arremessada mais vezes.  Vi um monte de coisas voando: janela, árvore, cachorro e até televisão &#8211; disse a adolescente assustada.&#8221;</p>
<p>O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais &#8211; INPE, que está ligado ao ministério agora ocupado pelos bigodes de Mercadante &#8211; um ás da ciência e da tecnologia -,  permanece em silêncio ou nem foi consultado.  Ou foi proibido de falar sem consultar os marqueteiros do governo.</p>
<p>Neste período, talvez valha dar um pouco de atenção ao gráfico abaixo, divulgado há poucos dias pela NASA sob o título Anomalias das Temperaturas Anuais Ajustadas.</p>
<p><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/NASA.adjusted_annual_temperature_anomalies.pdf">NASA.adjusted_annual_temperature_anomalies</a></p>
<p>Nele, a NASA compara os dados de medições de temperaturas de quatro grandes centros de referência em meteorologia: o Instituto Goddard para Estudos Espaciais da própria NASA, o Centro Nacional de Dados Climáticos &#8211; NOAA (cuja página na internet vale visitar, ainda que rapidamente, em <a href="http://www.ncdc.noaa.gov">www.ncdc.noaa.gov</a>, para se ter uma idéia do &#8220;tamanho do bicho&#8221;), a Unidade de Mudanças Climáticas do Met Office da Inglaterra (<a href="http://www.metoffice.gov.uk">www.metoffice.gov.uk</a>) e a Agência Meteorológica do Japão (<a href="http://www.jma.go.jp">www.jma.go.jp</a>).</p>
<p>Sempre é possível que apareça algum cientista de <em>Bangu sur Mér</em> ou de <em>Teresina Heights</em> que discorde.  Mas que é hora do bigode chamar o INPE &#8211; onde estão os mais notáveis profissionais brasileiros na área de meteorologia e mudanças climáticas &#8211; para dar dizer, publicamente, o que pensam, ah, isto não seria nada mal.  Juntamente com a turma do Serviço Meteorológico da Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Brasil (<a href="https://www.mar.mil.br/dhn/chm/meteo/index.htm">www.mar.mil.br/dhn/chm/meteo/index.htm</a>), talvez se possa ter pelo menos o melhor &#8220;desenho&#8221; dos equipamentos a serem adquiridos e dos sistemas a serem implantados, e menos improvisos midiáticos.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>Há anos &#8211; desde um extenso relatório do INPE sobre mudanças climáticas e seus impactos no território brasileiro &#8211; o poder público, em todos os níveis, já deveria ter sido iniciada a elaboração de um plano de adaptação às mudanças climáticas, incluindo segurança alimentar e energética, em lugar de deixar a gestão do território ao sabor das conveniências formais dos órgãos ambientais.   Talvez porque o impacto das mudanças climáticas sobre a segurança nacional não caibam no calendário eleitoral. </p>
<p>Recomenda-se, aqui, a releitura do artigo do blog que tem no título as palavras Realpolitik Ambiental.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/01/21/tornados-inundacoes-previsoes-mais-improviso-e-menos-ciencia-ou-vice-versa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Índia: Monsanto, Suicídios em Massa e Desestruturação do Setor Rural</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2011/01/02/india-adaptacao-as-mudancas-climaticas-e-omissao-na-formulacao-de-politicas-de-seguranca-alimentar/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2011/01/02/india-adaptacao-as-mudancas-climaticas-e-omissao-na-formulacao-de-politicas-de-seguranca-alimentar/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 23:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança Alimentar e Energética]]></category>
		<category><![CDATA[Monsanto]]></category>
		<category><![CDATA[segurança alimentar]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=651</guid>
		<description><![CDATA[Na Índia, o acelerado processo de desmantelamento da produção de alimentos levou ao suicídio de 200.000 produtores rurais na última década.  Uma parte desse processo pode ser atribuída à introdução de sementes geneticamente modificadas pela Monsanto, aumentando os custos de produção.  Outra parte, a mudanças nos padrões metereológicos, com secas prolongadas e monções de intesnsidades imprevisíveis.  A escassez de alimentos na India resultará no aumento mundial dos preços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Naryanaswamy Naik foi até um pequeno armário e pegou uma lata de pesticida.  Então, ele ficou parado diante de sua esposa e de suas crianças e bebeu o líquido.  ‘Eu não sei o quanto ele havia pedido emprestado.  Eu perguntei, mas ele não respondeu.”  Sugali Nagamma disse, enquanto o seu pequeno neto brincava aos seus pés. “Eu diria a ele:  não se preocupe, nós podemos vender o sal de nossas mesas. (&#8230;) Ele morreu na frente de sua esposa e de suas crianças – você pode imaginar?”</p>
<p style="padding-left: 30px;">Aqui, uma tradução livre do artigo de Alex Renton publicado no jornal inglês The Independent de domingo, dia 2 de janeiro de 2010.  Ao contrário do usual, os comentários do autor do blog serão destacados em sob a forma de maior distanciamento em relação à margem esquerda do texto.</p>
<p> A morte de Naik, um pequeno produtor rural no estado de Andhra Pradesh, em julho de 2009, é apenas uma nova marca de uma atordoante lista: cerca de 200.000 proprietários rurais indianos se suicidaram na última década.  Como Naik, um terço deles escolheu a ingestão de pesticida para fazer isso.  Uma forma agonizante de morrer, marcada por vômitos e convulsões.</p>
<p>O jornalista indiano Palagummi Sainath assegura que esses números são muito mais elevados, baseado em suas viagens de trabalho para Andhra Pradesh e para Maharashtra.  “Um produtor rural a cada 30 minutos, atualmente, e muitas vezes 3 da mesma família.”  Os critérios de registro dessas mortes mudam de estado para estado, e assim muitos suicídios não são considerados, como ocorre com o significante número de mulheres que se suicidaram mas que não foram consideradas como “produtores rurais” ainda que o seu ganha-pão fosse a sua atividade agrícola.</p>
<p>A maioria das famílias nas quais ocorreram suicídios relata que a perda de colheitas e a perda de terras são os seus maiores problemas.  Metade dos suicídios ocorre em quatro estados produtores de algodão.  Em termos reais, o preço do algodão corresponde, hoje, a 1/12 do valor do mesmo produto há 30 anos.  A cientista Vanana Shiva associa os suicídios à queda dos preços do algodão, ocorrida a partir do momento em que o governo retirou os subsídios às colheitas e as sementes geneticamente modificadas foram introduzidas, em 1997.</p>
<p>“Cada suicídio pode ser atribuído à Monsanto”, afirma Shiva, ressaltando que a introdução da semente geneticamente modificada Bt Algodão causou a falência das colheitas e a disseminação da pobreza porque o seu uso requer o uso de pesticidas e de fertilizantes.  O príncipe do País de Gales fez as mesmas acusações.  A Monsanto nega dizendo que a pobreza tem muitas causas.</p>
<p>Uma negativa capenga, como todos os desmentidos da Monsanto sobre as suas atividades predatórias desde a fabricação do &#8220;agente azul&#8221;, fabricado para destuir as plantações de alimento durante a invasão do Vietnam pelos EUA, e do agente laranja, também usado logo a seguir e que deixou décadas de sequelas com dezenas de milhares de deformações genéticas nunca sujeitas a indenizações ou sequer de pedidos de desculpas.  (cf. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Agent_Orange">http://en.wikipedia.org/wiki/Agent_Orange</a>).*</p>
<p style="padding-left: 30px;">No Brasil, a Monsanto faz o que bem entende sem que o governo dê indícios de acordar para os riscos da disseminação de suas sementes geneticamente modificadas que são estéreis e tornam os produtores dependentes delas.  Ao contrário, o governo permite que a Monsanto inspecione os carregamentos de alimentos para o exterior em busca de indícios de sementes “de sua propriedade”, ali impondo o pagamento dos royalties.  Não existe qualquer transparência em relação aos acordos e parcerias entre fabricantes de sementes geneticamente modificadas e a EMBRAPA.  Quais os benefícios para os produtores rurais brasileiros e para a nação brasileira em geral.</p>
<p>Entre os muitos argumentos encontra-se um com menos carga política: o clima, historicamente complexo pelo papel dos Himalaias de um lado e de oceanos turbulentos de outro, e particularmente imprevisível nos últimos anos.  No Rajastão, ao noroeste, uma seca de 10 anos terminou apenas no último verão, enquanto historicamente, na Índia, as monções anuais ocorreram apenas três vezes na última década.</p>
<p>Na Índia, os 600 milhões de pobres e os produtores rurais são mais frequentemente as mesmas pessoas.  Uma única colheita fracassada acaba com as suas reservas financeiras e os leva a perder a terra.  Depois disso, são poucas as chances de retorno à produção rural.</p>
<p>Essas tragédias e até mesmo a venda de crianças para o casamento e o trabalho escravo – algo comum na Índia – são os resultados mais dramáticos desses episódios.  Mas são mais comuns as histórias de dezenas de milhões de pessoas migrando dos campos para as cidades, aumentando o contingente de pobres nas áreas urbanas e deixando vazios na estrutura de produção de alimentos do país.</p>
<p>“Há vinte anos nós podíamos colher o suficiente para nos alimentar e para vender.  Agora, nós não podemos plantar trigo, feijão, cenouras – porque não há suficientes chuvas.  Então, vamos para as cidades em busca de dinheiro.”</p>
<p>Depois de descrever situações em que crianças e até mesmo bebês dormem no chão de obras nas cidades enquanto mães carregam sacos de cimento e tijolos por R$ 2,50 ao dia, o autor do artigo descreve a “nova pobreza, surgida do caos no clima” como a incapacidade de manter as crianças nas escolas.</p>
<p>Shankar Lal, um dos imigrantes de Surah na Kheda, estava tomando chá debaixo de um viaduto com uma dúzia de jovens de seu vilarejo, esperando para serem recrutados por algum empreiteiro. “Se a chuva voltar, nós poderemos ser produtores rurais novamente.  Mas tudo indica que em 10 anos não existirão mais vilarejos, todos estarão nas cidades ou mortos.”</p>
<p>De acordo com o Programa Mundial de Alimentos, metade de todas as crianças da Índia tem peso menor do que o desejável.  Com tantos produtores rurais desistindo de seu trabalho, o problema não é apenas como a Índia alimentará os seus pobres, mas como alimentará o país inteiro.</p>
<p style="padding-left: 30px;">O governo brasileiro ainda parece acreditar que a segurança alimentar pode ser alcançada através de bolsa-família.  Ainda que louvável, esse programa <span style="text-decoration: underline;">originalmente concebido pelo Banco Mundial e implantado em diversos países latino-americanos</span> (sempre condicionado à frequência à escola e a melhorias no sistema educacional aqui até agora desconsideradas), não é suficiente para lidar com a segurança alimentar à nível regional e local.</p>
<p>Há consenso de que radicais mudanças meteorológicas ocorreram na Índia nas duas últimas décadas.  O que é menos certo são as causas.  Essas mudanças no regime de chuvas são “mudanças climáticas”?</p>
<p>Se o colapso na produção rural da Índia continuar, uma catástrofe afetará povos muito distantes de suas fronteiras.  Atualmente, meros rumores de monções (chuvas) insuficientes ou de más colheitas na Índia são suficientes para fazer os preços das commodities subirem rapidamente.</p>
<p>No Instituto Rajastan de Estudos do Desenvolvimento, Surjt Singh acredita que as mudanças nos padrões climáticos são tão importantes quanto as mudanças nos padrões de produção rural, ou o crescimento da população e o fracasso das políticas governamentais.  A economia está crescendo a uma taxa de 9%, mas o preço dos alimentos cresce a taxas entre 16% e 18%.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">O artigo publicado no The Independent de Londres nos dá uma boa idéia do crescente subdesenvolvimento da imprensa brasileira! Com as raras e honrosas exceções de hábito, atualmente os meios de comunicação no Brasil mais parecem sucursais do Diário Oficial, limitando-se a disseminar releases sobre o que disseram os governantes fulano e sicrano, com zero de análise da importância ou do conteúdo.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;">* &#8211; Atualmente, a página da Monsanto na internet tem informações sobre a política da empresa para direitos humanos e nela pode ser encontrada a informação de que ela fez doações para a proteção do&#8230; jaguar no Brasil, mais especificamente na região do Araguaia.  Quem rece beu a grana deve saber onde é que ela foi parar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2011/01/02/india-adaptacao-as-mudancas-climaticas-e-omissao-na-formulacao-de-politicas-de-seguranca-alimentar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Código Florestal &#8211; Inaplicabilidade e Ineficiência em Decorrência da Generalidade</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/12/20/codigo-florestal-inaplicabilidade-e-ineficiencia-em-decorrencia-da-generalidade/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2010/12/20/codigo-florestal-inaplicabilidade-e-ineficiencia-em-decorrencia-da-generalidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 13:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente Urbano]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Saneamento Básico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=641</guid>
		<description><![CDATA[O Código Florestal brasileiro é inaplicável e ineficiente porque demasiadamente genérico.  Nos países sérios, mesmo que de muito menor extensão territorial e diversidade geológica/hidrológica, a definição do potencial de ocorrência de processos erosivos nas margens de rios, lagoas e reservatórios é feita in loco, e não sob a forma de metragem padrão válida para todos todos os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Código Florestal brasileiro é inaplicável e ineficiente porque demasiadamente genérico. </p>
<p>Nos países sérios, mesmo que de muito menor extensão territorial e diversidade geológica/hidrológica, a definição do potencial de ocorrência de processos erosivos nas margens de rios, lagoas e reservatórios é feita <em><strong>in loco</strong></em>, e não sob a forma de metragem padrão válida para todos todos os rios em função de sua largura.</p>
<p>No Brasil, em decorrência da generalidade do Código Florestal, as tais &#8220;faixas marginais de proteção&#8221; dos rios de planície da Amazônia, que alagam enormes áreas nos períodos das cheias, no extremo oposto, as dos rios situados em serras e montanhas são tratadas como se as situações fossem idênticas.</p>
<p>Os &#8220;ambientalistas&#8221; urbanóides afirmam a necessidade de que todos os setores da sociedade &#8220;incorporem&#8221; a questão ambiental na formulação de políticas públicas, mas com uma condição: os outros setores da sociedade não devem ser ouvidos, mas apenas acatar os seus pontos de vista, sem nenhum debate, como ocorreu com o aumento da área de reserva legal na Amazônia que foi que foi decidida através de Medida Provisória.</p>
<p>&#8220;Em 1996, ele (FHC) editou Medida Provisoria para emendar o Código Florestal aumentando a reserva legal na Amazônia para 80% e no Cerrado para 35%.  (&#8230;) essa medida nunca foi votada.  A Presidência da República reeditou a medida 67 vezes para manter os seus efeitos, até que em 2001 as regras sobre as Medidas Provisórias foram mudadas.  Ainda que nunca tenha sido votada, essa Medida Provisória é geralmente interpretada como tendo validade legal&#8221; &#8211; observa um comunicado da Embaixada dos EUA no Brasil divulgado pelo Wikeleaks.</p>
<p>As autoridades ambientais federais não querem ouvir, considerar e ainda menos divulgar sequer os pareceres de profissionais altamente qualificados como os da EMBRAPA Florestas.  Um deles, específico sobre os critérios para a definição das faixas marginais de proteção, pode ser visto na apresentação disponibilizada em <a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/APP.FMP_.EMBRAPA.pdf">APP.FMP.EMBRAPA</a>.</p>
<p>Mas o ambientalismo urbanóide do tapetão acha mais fácil enfiar goela abaixo da Nação a ampliação da largura das faixas marginais de proteção por mera Medida Provisória.</p>
<p>Enquanto isso, em alguns estados, como no Rio de Janeiro, as faixas marginais de proteção são reduzidas a larguras de até um metro através de mero decreto, com base em parecer jurídico sensato que afirma serem essses limites estabelecidos na lei federal de maneira &#8220;abstrata&#8221;.  De fato, a matemática é uma ciência abstrata, em particular quando tenta estabelecer parâmetros rígidos para fenômenos naturais.</p>
<p>E não ocorre qualquer protesto por parte dos citados ambientalistas ou mesmo do Ministério Público, tão rigorosos quando se trata de aplicar a lei a pequenos produtores rurais ou a pessoas humildes que tenham edificações nas tais faixas marginais de proteção, estabelecidas de maneira abstrata e genérica.</p>
<p>Na foto abaixo, uma obra de contenção realizada em 2010 na periferia da Colônia Juliano Moreira, no bairro de Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro.</p>
<div id="attachment_643" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Blog.FMPl_.Colônia-Agrícola-Juliano-Moreira.jpg"><img class="size-full wp-image-643" title="Blog.FMPl.Colônia Agrícola Juliano Moreira" src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/Blog.FMPl_.Colônia-Agrícola-Juliano-Moreira.jpg" alt="" width="640" height="480" /></a><p class="wp-caption-text">Obra de contenção na Faixa Marginal de Proteção</p></div>
<p>Muitas outras, similares, podem ser vistas em plena implantação na Zona Oeste da capital do Estado do Rio de Janeiro.   Sem obras desse tipo, cidades da Amazônia como Santarém simplesmente não existiriam e, se aplicado o Código, teriam que deixar de crescer.  Elas são imprescindíveis, universais, e não implicam em danos ambientais &#8211; exceto se adotada a visão fascitóide de pensar a natureza sem o ser humano.</p>
<p>O fato da base dados pluviométricos e fluviométrios - bem como da engenharia brasileira refém de empreiteiras &#8211; serem de péssima qualidade quando da elaboração desses projetos não signfica que em qualquer situação rios possam correr sem obras de contenção em ambientes urbanos.  É assim na Alemanha &#8211; onde os rios estão limpíssimos há duas décadas -, na Inglaterra, na França, nos EUA &#8211; nos países sérios, enfim.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2010/12/20/codigo-florestal-inaplicabilidade-e-ineficiencia-em-decorrencia-da-generalidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Mito do Paraíso Perdido e o Ambientalismo Urbano</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/09/12/o-mito-do-paraiso-perdido-e-o-ambientalismo-urbano/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2010/09/12/o-mito-do-paraiso-perdido-e-o-ambientalismo-urbano/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2010 15:49:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[ambientalismo.]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[paraíso perdido]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=594</guid>
		<description><![CDATA[A leitura de A Visãodo Paraíso, obra magistral de um dos maiores historiadores brasileiros, Sérgio Buarque de Holanda, pai de Chico Buarque de Holanda, permite entender algumas das forças motrizes por trás do ambientalismo que senta confortavelmente nos tapetões urbanos de São Paulo ou de Londres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mito do paraíso perdido – uma origem na qual o ser humano vivia sem conflitos com a natureza – está presente nas religiões em geral.  Todas elas têm um relato da origem do universo, e nessa cosmogonia houve um momento de harmonia.  Essa ruptura fundamental do ser humano com o Cosmo se expressa com freqüência no sonho de reencontrar o paraíso perdido, atualmente concentrado na mística da Amazônia e da estruturação de um improvável desenvolvimento sustentável.</p>
<p> A descoberta do Brasil está marcada por essa noção de um reencontro com um paraíso perdido.  E aqui, vale rever a genial e deliciosa obra de Sérgio Buarque de Holanda intitulada justamente A Visão do Paraíso, pai do já mestre Chico Buarque de Holanda e um dos maiores historiadores brasileiros.</p>
<p>Nesse livro, os fatos são revistos com vivacidade característica do autor.  “A crença na realidade física e atual do Éden parecia então inabalável.”  Sérgio Buarque de Holanda chama a atenção para os impactos dessa &#8220;secularização de um tema sobrenatural&#8221; sobre a História das Américas.</p>
<p>“Do desejo explicável de atribuir-se, nas cartas geográficas, uma posição eminente ao Paraíso Terreal, representado de ordinário no Oriente, de acordo com o texto da <em>Gênesis</em>,  é bem significativo o modelo de mapa-múndi mais correntemente usado.”  (&#8230;) o Senhor Deus, tendo criado o homem, em quem insuflou o fôlego da vida e o fez assim alma vivente, plantou para a sua habitação um horto da ‘banda do Oriente’.  Ali espalhou, por toda parte, plantas agradáveis à vista e boas para a comida: no meio destas achava-se a árvore da vida, cujos frutos dariam vida eterna, e a ciência do bem e do mal, única expressamente defesa ao homem, sob pena de morte.”</p>
<p>Desde a Idade Média, buscava-se localizar onde ficava esse paraíso terreno, e as grandes descobertas do Novo Mundo permitem à mística portuguesa o sentimento de que finalmente ele havia sido encontrado.  Gente que não tinha o pecado original e por essa razão não sentia necessidade de esconder as suas “vergonhas”, e que vivia em harmonia com a natureza.  Como era de se esperar, gente igualmente boa para ser escravizada e passada aos milhões – como fizeram os espanhóis com os Maias – ao fio das espadas para que revelassem onde estava o ouro.  Fatos que mais tarde resultariam num inevitável – ainda que vago – sentimento de culpabilidade e tentativa de reparação.  Amor, ódio e reparação, o mito do eterno retorno,e temas similares já exaustivamente estudados.</p>
<p>A leitura da fluente descrição contida na obra de Sérgio Buarque de Holanda – permite o melhor entendimento de algumas das motivações dos movimentos ambientalistas e até mesmo dos esforços para internacionalizar a gestão da Amazônia, agora com a sua “compra” através de doações que nunca chegam, até porque os doadores não sabem exatamente se preferem mantê-la como um Jardim do Mundo ou se é melhor estarem atentos aos minérios que lá podem ser encontrados nesse ainda sobrevivente Eldorado.</p>
<p>Não é à toa que esse “ambientalismo” urbano prefere a Retórica e evita a Lógica ou mesmo a Dialética no momento de debater o novo texto sagrado do Código Florestal.   “A Retórica não visa a distinguir o que é verdadeiro ou certo mas sim fazer com que o próprio receptor da mensagem chegue sozinho à conclusão de que a ideia implícita no discurso representa o verdadeiro ou o certo.”  Nos dias de hoje, a Retórica já assumiu desde a forma midíática do grande evento de meia dúzia de pessoas até as mensagens curtas do twitter que não permite muito mais do que uma centena de caracteres.  A expectativa é de que uma mentira mil vezes repetida torne-se verdade.  Até a descoberta da próxima mega-jazida de alguma coisa que dê muito dinheiro e resulte em boas “compen$ações ambientai$”.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2010/09/12/o-mito-do-paraiso-perdido-e-o-ambientalismo-urbano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Guerras por Recursos Naturais: Os EUA Não Estão se Retirando do Iraque!</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/08/19/guerras-por-recursos-naturais-os-eua-nao-estao-se-retirando-do-iraque/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2010/08/19/guerras-por-recursos-naturais-os-eua-nao-estao-se-retirando-do-iraque/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 01:59:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Sem Categoria]]></category>
		<category><![CDATA[invasões]]></category>
		<category><![CDATA[Iraque]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[retirada de tropas americanas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=583</guid>
		<description><![CDATA[O artigo abaixo, de autoria de um brilhante jornalista, foi publicado no The Independent.  O autor deste blog achou importante traduzí-lo, para que não se espalhe a versão de que a invasão do Iraque foi algo mais do que uma guerra por petróleo, ou de que os soldados norte-americanso venceram, ou que estão realmente se retirando. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo abaixo, de autoria de um brilhante jornalista, foi publicado no The Independent.  O autor deste blog achou importante traduzí-lo, para que não se espalhe a versão de que a invasão do Iraque foi algo mais do que uma guerra por petróleo, ou de que os soldados norte-americanso venceram, ou que estão realmente se retirando.</p>
<p>O número de mercenários contratados pelo Departamento de Estado dos EUA através de uma empresa chamada Blackwater atualmente presentes no Iraque é estimado em 100.000.  Estão lá para proteger os interesses comerciais das empresas norte-americanas e usam equipamentos muito superiores aos dos militares que lutam sob a bandeira norte-nacional dos EUA.</p>
<p>Há alguns anos, a Blackwater mudou o seu nome para Blackwater Mundial.  Muitas outras empresas que usam mercenários já fecharam contratos bilionários com o gtoverno nort-americano.  Os leitores podem facilmente tirar as suas próprias conclusões sobre as potenciais e prováveis consequências futuras dessa abordagem que mantem vivo e reforça o complexo industrial militar dos EUA, quando o uso desses cowboys altamente trinados se frizer necessário para a conquista de outros recursos naturais no planeta.</p>
<p><strong>Robert Fisk: Tropas norte-americanas dão adeus ao Iraque</strong></p>
<p>Tortura, corrupção, guerra civil.  Os americanos certamente deixaram a sua marca</p>
<p>20/08/2010</p>
<p>Numa invasão de outro país, há um primeiro soldado – da mesma forma que um último.</p>
<p>O primeiro homem na frente da primeira unidade da primeira coluna do exército invasor norte-americano a chegar à praça Fardous no centro de Bagdá em 2003 foi o cabo David Breeze, do 3º. Batalhão, do Quarto Regimento dos Marines.  Por essa razão, é claro, ele quis me dizer que ele não era um soldado.  Marines não são soldados.  Eles são Marines.  Mas ele não havia falado com a sua mãe por dois meses e entãqo eu ofereci a ele o meu telefone via satélite para que ele ligasse para Michigan.  Qualquer jornalista sabe que terá uma boa história se emprestar um telefone para um soldado na guerra.</p>
<p>“Olá, pessoal”. o cabo Breeze saudou.  “Eu estou em Bagdá. Estou telefonando para dizer que amo vocês e que estou bem. A guerra terminará em poucos dias.  Eu os verei em breve.”  Todos eles disseram que a guerra terminaria em breve.  Mas não consultaram o Iraque sobre essa percepção agradável.  Os primeiros “homens bomba” – um policial num carro e, depois, duas mulheres em outro – já tinham atingido os americanos na longa estrada até Bagdá.  Outras centenas de soldados americanos seriam atingidos. E outras centenas serão atingidos no futuro.</p>
<p>Nós não devemos nos deixar enganar pela saída de soldados americanos através da fronteira do Kuwait nas últimas horas, a partida da “última tropa de combate” do Iraque com duas semanas de antecedência.  Nem pelos gritos infantis do tipo “nós vencemos” de soldados adolescentes, alguns doa quais talvez com 12 anos de idade, quando George W. Bush enviou as suas tropas para uma aventura catastrófica no Iraque.  Eles estão deixando 50.000 soldados no Iraque – um terço do total da força militar americana de ocupação – que será atacada e que terá que lugar contra a insurgência.</p>
<p>Sim, oficialmente eles ficam para treinar soldados e policiais, os cidadãos mais pobres entre todos os pobres que se alistaram no novo exército iraqueano, cujo próprio comandante não acredita que eles estejam em condições de proteger o seu país até 2020.  Mas eles continuaram ocupados – certamente um dos “interesses americanos” que eles deverão defender será a sua própria presença – juntamente com milhares de mercenários indisciplinados armados que atiram à primeira vista em nome da segurança dos preciosos diplomatas e homens de negócios ocidentais.  Então, digam bem alto: nós não estamos nos retirando do Iraque.</p>
<p>Ao contrário, os milhões de soldados americanos que passaram pelo Iraque trouxeram consigo uma praga.  Do Afeganistão – pelo qual eles sentiram tanto interesse em 2001 quanto eles demonstrarão quando estiverem “deixando” o país no próximo ano – eles trouxeram a infecção da Al Qaida.  Eles trouxeram a doença da guerra civil.  Eles injetaram no Iraque a corrupção em grande escala.  Eles marcaram com seu selo de tortura a prisão de Abu Ghraib – uma sucessão à altura das mesmas práticas na mesma prisão nos tempos do domínio vil de Saddam – depois de carimbarem com as marcas da tortura em Bagram e nas prisões clandestinas do Afeganistão.  Eles tornaram sectário um país que, a despeito de toda a brutalidade de Saddam, tinha até então conseguido manter Sunitas e Shias unidos.</p>
<p>E como os Shias vão invariavelmente dominar essa nova “democracia”, os americanos deram ao Irã a vitória que o Irã havia buscado nos terríveis anos 1980-1988, período de guerras contra Saddam.  De fato, os homens que atacaram a embaixada americana no Kuwait nos maus tempos – homens que eram aliados dos suicidas que explodiram bombas que fizeram voar pelos ares os Marines em Beirute em 1983 – são os mesmos que agora ajudam a governar o Iraque.  Os Dawa eram terroristas naquele período.  Agora, eles são “democratas”.  É divertido ver como esquecemos os 241 soldados à sérico dos EUA que morreram na aventura do Líbano.  O cabo Breeze tinha então, provavelmente, não mais do que 2 ou 3 anos de idade.</p>
<p>Mas a atitude doentia continuou.  O desastre americano no Iraque infectou a Jordânia com a Al-Qaida – o bombardeio do hotel em Amman – e depois o Líbano novamente.  A chegada de homens armados do Fatah AL-Islam no campo palestino de Nahr AL-Bared no norte do Líbano – e sua guerra de 34 dias com o exército libanês – e o grande número de civis mortos – foi tudo conseqüência direta do fortalecimento Suni no Iraque.  Então, o Iraque foi  reinfectado pelos homens-bmbas do Afeganistão, que fizeram com que a auto-imolação fizesse com que os soldados americanos que lutavam homens contra homens passassem a se esconder de homens que se escondem.</p>
<p>De toda forma, eles estão agora ocupados reescrevendo a narrativa.  Um milhão de iraquianos foram mortos.  Tony Blair não se importa com eles – eles não são beneficiários de sua generosidade com os royalties (do petróleo).  Como tampouco os soldados norte-americanos são beneficiaries.  Eles vieram.  Eles viram.  E agora eles dizem que venceram.  Como os árabes que sobreviveram com apenas seis horas de eletricidade por dia, devem estar ansiosos por mais vitórias como essa!  Afinal, agora eles têm 15,5 horas de eletricidade por dia.  Mais do que no início da invasão mas bem menos do que no período antes da invasão.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2010/08/19/guerras-por-recursos-naturais-os-eua-nao-estao-se-retirando-do-iraque/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Direito Ambiental Biocêntrico: o Novo Ópio do Povo?</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/07/06/direito-ambiental-biocentrico-o-novo-opio-do-povo/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2010/07/06/direito-ambiental-biocentrico-o-novo-opio-do-povo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 08:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Direito ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[direito ambiental biocêntrico]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos ambientalistas.]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=551</guid>
		<description><![CDATA[A história dos movimentos ambientalistas é revista desde a Idade Média pelo filósofo e ex-ministro da Educação da França, Luc Ferry.  Se animais e plantas são sujeitos de um novo "direito biocêntrico" - uma abordagem que se pretende pós-moderna -, serão, igualmente, passíveis de punição?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se animais e plantas podem ser sujeitos e objetos do Direito, como preconizam alguns em nome de um hipotético “direito biocêntrico”, poderão, também, ser processados e punidos por decisão judicial?  Propondo-se a máscara de pós-moderna, essa visão mística do mundo animal e botânico já é antiga e passou por vários ciclos, desde as sacralidades mais antigas.</p>
<p> Em 1587, os habitantes de um vilarejo francês iniciam junto a um juizado episcopal um processo contra uma colônia de gorgulhos que estava atacando os vinhedos.  Os camponeses solicitam ao “reverendo senhor e vigário geral de Maurienne” que se digne a prescrever as medidas convenientes para aplacar a cólera divina e a proceder dentro das regras, “por intermédio da excomunhão ou qualquer outra censura apropriada” para alcançar a expulsão definitiva dos insetos.</p>
<p> Algumas décadas antes, um processo semelhante havia terminado com a vitória dos insetos, defendidos por um advogado escolhido para eles pelo juizado episcopal.</p>
<p> “Este último, usando como argumento o fato de os animais, criados por Deus, possuírem os mesmos direitos que os homens de se alimentarem de vegetais, recusara-se a excomungar os besouros, limitando-se a prescrever rezas públicas aos infelizes habitantes, intimados a se arrependerem sinceramente de seus pecados e a invocar a misericórdia divina.”</p>
<p> Num outro processo similar, os habitantes são levados a “atribuir aos ditos animais espaço e lugar com suficiente alimento fora dos vinhedos”.  Primeiro exemplo de um “contrato natural” com os seres da natureza?</p>
<p> Cerca de um século antes, no ano de 1451, as autoridades episcopais haviam condenado sanguessugas que haviam invadido o lago de Berna, dando-lhes o prazo de três dias para saírem de suas águas.  Como a determinação não foi obedecida, o arcebispo de Lausanne foi pessoalmente ao local e proferiu as seguintes palavras:</p>
<p> “Em nome de Deus todo poderoso, de toda a corte celeste, da santa Igreja divina, eu os amaldiçôo onde quer que estejam, e serão malditos, vocês e seus descendentes, até que tenham desaparecido de todos os lugares.”</p>
<p> Uma sucessão de casos semelhantes encontra-se na introdução do delicioso e esclarecedor livro de Luc Ferry recentemente publicado: A Nova Ordem Ecológica – A Árvore, o Animal e o Homem.  Luc Ferry é filósofo, tem mais de 15 livros publicados, foi ministro da Educação da França entre 2002 e 2004, e recebeu o prêmio Jean-Jacques Rousseau por este último livro em que analisa as origens ideológicas dos movimentos ambientalistas contemporâneos.</p>
<p> “A nova cosmologia (&#8230;) tem mais de um argumento para seduzir os decepcionados com o mundo moderno que todos nós somos, por necessidade, em graus diversos.  Para dizer a verdade, esta tudo aí, ou quase, até mesmo os elementos mais clássicos dos <em>grandes desígnios</em> políticos defuntos.  Apoiada na idéia de uma ordem cósmica, a ecologia – esta forma de ecologia, entenda-se, pois veremos que existem outras – reata com uma noção, a de <em>sistema</em> (&#8230;).  Numa época em que os limites éticos estão mais do que nunca flutuantes e indeterminados, ela faz brotar a promessa do arraigamento, finalmente objetivo e certo, de um novo ideal moral: a pureza descobre os seus direitos”.</p>
<p> Trata-se de um novo ópio do povo?</p>
<p> O livro de Luc Ferry é leitura indispensável para os que se interessam pelo tema e ainda se atrevem a pensar.</p>
<p style="text-align: center;">***</p>
<p>&#8220;Primeiramente, com base na petição apresentada pelos habitantes que sofrem os danos, averigua-se os prejuízos que tais animais causaram ou estão em vias de causar e, com a informação obtida,  juiz eclesiástico nomeia um curador para os animais, que se apresentará em juízo por procuração e deduzirá todas as suas razões, e os defenderá contra os habitantes que qureiam fazê-los deixar o lugar onde estão; e consideradas e vistas as razões de uma e de outra parte, o juiz lavra a sentença.&#8221;</p>
<p>&#8220;Houve até mesmo em Marselha uma excomunhão de golfinhos que obstruíam o porto e o tornavam impraticável.&#8221;</p>
<p>&#8220;Na ocasião do processo dos escaravelhos de Coire, o juiz, constatando por sua vez que sua citação para comparecimento continuava sem efeito, considerou que não devia tratar com rigor os animais, <em>dadas sua pouca idade e a exiguidade de seus corpos</em>.&#8221;</p>
<p>&#8220;No processo das sanguessugas de Berna, o bispo, julgando que elas não conseguiriam com tanta facilidade escapar da corte, mandou capturar alguns exemplares para que fossem postos fisicamente na presença do tribunal.  Feito isso, ordenou que se advertissem <em>as ditas sanguessugas, tanto as que estarão presentes quanto as ausentes, de que devem abandonar os locais que temerariamente invadiram e se retirar para onde sejam incapazes de prejudicar, concedendo-lhes para tanto três breves prazos de um dia cada (&#8230;) e estabelecendo a cláusula de que passado esse prazo elas incorrerão na maldição de Deus e de sua corte celeste</em>.  E para testemunhar a seriedade da notificação, as sanguessugas designadas pela corte foam executadas imediatamente depois de ouvirem a reprimenda!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2010/07/06/direito-ambiental-biocentrico-o-novo-opio-do-povo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Você Está Perdido?  Todo Mundo Também Está.</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/04/19/voce-esta-perdido-todo-mundo-tambem-esta/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2010/04/19/voce-esta-perdido-todo-mundo-tambem-esta/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 10:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Trivialidades e Fatos Diversos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/?p=532</guid>
		<description><![CDATA[Nas últimas semanas, a população do planeta ultrapassou 7 bilhões de habitantes.  E continua a crescer de forma acelerada.  Com esses números, qualquer falação sobre “desenvolvimento sustentável” é apenas mais um lero-lero (ainda que muitas iniciativas de todos os tipos sejam sinceras, bem intencionadas, e úteis). Vale olhar por alguns minutos o medidor que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas últimas semanas, a população do planeta ultrapassou 7 bilhões de habitantes.  E continua a crescer de forma acelerada.  Com esses números, qualquer falação sobre “desenvolvimento sustentável” é apenas mais um lero-lero (ainda que muitas iniciativas de todos os tipos sejam sinceras, bem intencionadas, e úteis).</p>
<p>Vale olhar por alguns minutos o medidor que se encontra no link abaixo e até utilizar a ferramenta que permite escolher alguma data no passado para saber qual foi o crescimento populacional num período qualquer, ou projetar a população para 2020, quando ultrapassará 8 bilhões de habitantes.</p>
<p><a href="http://www.ibiblio.org/lunarbin/worldpop">www.ibiblio.org/lunarbin/worldpop</a></p>
<p>Em outra página da internet, pode-se visualizar o crescimento populacional por país.  No caso do Brasil ou da China, mesmo que as <em>taxas de crescimento</em> tenham decrescido, o crescimento da população continua.  De fato, só ocorre um decréscimo da população em casos excepcionais como Alemanha e Japão.</p>
<p><a href="http://www.mnsu.edu/emuseum/information/population">www.mnsu.edu/emuseum/information/population</a></p>
<p>As preocupações ambientais contemporâneas originaram-se da percepção da pressão sobre os recursos naturais causadas pelo crescimento populacional e pela disseminação do modelo da sociedade de consumo.</p>
<p>Estranhamente, as iniciativas orientadas para o controle da natalidade tão presentes nas décadas de 60 e 70 foram aos poucos desaparecendo.  Talvez isso tenha ocorrido por influência das grandes corporações que controlam os governos e preferem assegurar o crescimento da demanda, ainda que com algumas esmolas para os países africanos.</p>
<p>De fato, o desenvolvimento ufanista atingiu mesmo ONGs chapa-branca como o World Resources Institute (<a href="http://www.wri.org/">www.wri.org</a>) – baseada em Washington – que pouco antes do último colapso financeiro publicou, com orgulho, um estudo intitulado Os Próximos Três Bilhões, em que definia estratégias para integrar essa população ao mercado de consumo.</p>
<p>ONGs que falam de &#8220;biomas&#8221; sem considerar a questão demográfica não valem o feijão &#8211; ou o caviar &#8211; que comem.  Sem o ser humano, não haveria NENHUM problema ambiental.  Se a demanda chinesa por soja ou milho aumentar, as reservas legais vão para o ralo, até porque o Brasil vive de exportar produtos primários.  Sem essas exportações, não haverá crescimento da economia, geração de divisas, nada.</p>
<p>Com esse crescimento populacional e o império chinês mirando o Brasil – além da África – para assegurar o seu suprimento de matérias-primas (alimentos e minérios), o quadro se agrava, ainda que em meio ao ufanismo de ocasião que caracteriza o atual ciclo político brasileiro.  Ufanismo vazio, no caso de um país que exporta minério e importa trilhos.</p>
<p>Mais do que nunca, também na área ambiental vale o velho ditado: o pior cego é aquele que não quer ver.</p>
<p>***</p>
<p>O título deste artigo é de autoria de Paulo Sérgio Duarte, brilhante crítico de arte &#8211; um verdadeiro mestre, de notável bom humor -, e foi retirado do primeiro capítulo de seu livro Arte Brasileira Contemporânea &#8211; Um Prelúdio.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2010/04/19/voce-esta-perdido-todo-mundo-tambem-esta/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Código Florestal X Cristo Redentor</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2010/03/02/codigo-florestal-x-cristo-redentor/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2010/03/02/codigo-florestal-x-cristo-redentor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 03:58:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Unidades de Conservação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/2010/03/02/codigo-florestal-x-cristo-redentor/</guid>
		<description><![CDATA[Continuam estáveis os monótonos sinais vitais do lero-lero sobre as mudanças no arqui-ultrapassado Código Florestal brasileiro, já que os deputados insistem em ficar com um olho na realidade e outro no eleitorado urbano que já pensa que a comida nasce em envelopes de alumínio de barras de cereais, entre outras formas de alimento industrialmente processados. Respiram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuam estáveis os monótonos sinais vitais do lero-lero sobre as mudanças no arqui-ultrapassado Código Florestal brasileiro, já que os deputados insistem em ficar com um olho na realidade e outro no eleitorado urbano que já pensa que a comida nasce em envelopes de alumínio de barras de cereais, entre outras formas de alimento industrialmente processados.</p>
<p>Respiram – ainda que com a ajuda de máquinas e periféricos urbanóides ao estilo Greenpeace e Fundação SOS Mata Atlântica – os mesmos conceitos desgastados da unidade de preservação permanente definidos de cima para baixo e sem levar em conta as especificidades do mundo real, como a geologia, a topografia, as características dos solos e tantas outras.</p>
<p>Para aliviar a monotonia de tanta tolice, vale ver algumas lindíssimas fotos do Corcovado antes que nele fosse colocado o Cristo Redentor, quando ali já existia um ponto de visitação então conhecido como Mirante do Chapéu.</p>
<p><a title="corcovado-mirante-chapeu-do-sol-ii.jpg" href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/corcovado-mirante-chapeu-do-sol-ii.jpg"><img src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/corcovado-mirante-chapeu-do-sol-ii.jpg" alt="corcovado-mirante-chapeu-do-sol-ii.jpg" /></a></p>
<p>Atualmente, não seria possível fazer nesse local um mirante, para não falar da enorme obra que é o Cristo Redentor e seus acessos, com trens sobre cremalheiras para subir um declive mais acentuado do que o permitido pelo Código Florestal e sua regulamentação inconstitucional e otária.</p>
<p><a title="corcovado-mirante-chapeu-do-sol-iii.jpg" href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/corcovado-mirante-chapeu-do-sol-iii.jpg"><img src="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/corcovado-mirante-chapeu-do-sol-iii.jpg" alt="corcovado-mirante-chapeu-do-sol-iii.jpg" /></a></p>
<p>A &#8220;especificidade local&#8221; é que o Corcovado e o Pão de Açucar são formações rochosas sem qualquer risco de &#8220;deslizamento de encostas&#8221;, não havendo, portanto, qualquer vaga razão para serem considerados como &#8220;áreas de preservação permanente&#8221; por lei federal.</p>
<p>O atual Código Florestal é um caso grave de desrespeito à diversidade da natureza mesmo no que se refere às formações geólogicas e ao convívio harmioso entre os ser es humanos e o meio ambiente.</p>
<p><a title="corcovado-mirante-chapeu-do-sol-ii.jpg" href="http://www.luizprado.com.br/wp-content/images/corcovado-mirante-chapeu-do-sol-ii.jpg"></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2010/03/02/codigo-florestal-x-cristo-redentor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Substâncias Tóxicas Persistentes &#8211; O Risco Que Saiu de Moda?</title>
		<link>http://www.luizprado.com.br/2009/10/17/substancias-toxicas-persistentes-o-risco-que-saiu-de-moda/</link>
		<comments>http://www.luizprado.com.br/2009/10/17/substancias-toxicas-persistentes-o-risco-que-saiu-de-moda/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 16:25:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Prado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente - Políticas Públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.luizprado.com.br/2009/10/17/substancias-toxicas-persistentes-o-risco-que-saiu-de-moda/</guid>
		<description><![CDATA[Cerca de 82.000 substâncias químicas sintetizadas pelo ser humano são utilizadas nos EUA e na maioria dos países “desenvolvidos”.  Apenas 200 foram testadas em relação à segurança para a saúde humana.  A lei norte-americana de controle de segurança das substâncias químicas é de 1976, proibindo a sua produção ou importação sem esses testes de segurança. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 82.000 substâncias químicas sintetizadas pelo ser humano são utilizadas nos EUA e na maioria dos países “desenvolvidos”.  Apenas 200 foram testadas em relação à segurança para a saúde humana.  A lei norte-americana de controle de segurança das substâncias químicas é de 1976, proibindo a sua produção ou importação sem esses testes de segurança.</p>
<p>Agora, cientistas suíços constataram que grandes quantidades de substâncias altamente tóxicas e persistentes – isto é, que não se degradam no curto prazo – estão sendo liberadas pelo derretimento do gelo nos Alpes, onde haviam ficado retidas por décadas depois de totalmente proibidas.</p>
<p>Esses poluentes foram depositados na região por via atmosférica, através de chuvas.  Analisando as camadas de gelo, os cientistas comprovaram que dioxinas e DDT e dioxinas liberadas pela indústria ou por usos agrícolas já estavam se acumulando num lago desde o início da década de 50 e as quantidades continuaram crescendo nas décadas de 60 e 70, quando os chamados poluentes tóxicos persistentes eram produzidos em grandes quantidades.</p>
<p>Quando constatado que o DDT e substâncias do mesmo grupo acumulam-se na cadeia alimentar e atingem altas concentrações no leite materno e na placenta, essas substâncias começaram a ser proibidas, já na década de 80.  Elas ainda podem ser encontradas até mesmo na gordura de ursos polares que não tinham sequer nascido nessa época e que vivem a milhares de quilômetros das regiões onde foram liberadas.</p>
<p>Na mesma época, também foi proibida a produção e uso do asbesto, que se decompõe em microfibras que permanecem no ar por longos períodos antes de serem inalados e ficam retidos nos organismos vivos – entre os quais estão os humanos -, causando câncer num período que varia entre 10 e 30 anos depois.  Só recentemente os nobres parlamentares brasileiros, sempre atentos ao interesse público, proibiram o asbesto, que foi banido depois de um período em que o ágil judiciário meteu o bedelho.  Nenhuma política para remover o asbesto já utilizado foi sequer formulada – como ocorreu nos países sérios.</p>
<p>Estudos realizados nos EUA indicam já no nascimento as crianças têm em seus corpos variadas substâncias químicas sintetizadas pelo ser humano.  Lá, os procedimentos para a descontaminação de áreas onde foram despejadas substâncias tóxicas não foram interrompidos, ainda que se arrastem há cerca de três décadas.</p>
<p>E aqui?  Apenas o estado de São Paulo tem um inventário de áreas contaminadas, mas não há notícias de um programa consistente de descontaminação &#8211; apenas casos isolados.  Que quantidades dessas substâncias químicas altamente tóxicas e não degradáveis (persistentes) se encontrarão nos sedimentos de fundo dos rios que passam nas principais regiões industriais brasileiras, para não falar dos lixões?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.luizprado.com.br/2009/10/17/substancias-toxicas-persistentes-o-risco-que-saiu-de-moda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

