Archive for the 'Pensamentos e Revisão de Estudos Científicos' Category

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A Petrobras e a Estratégia do Mimetismo na Gestão Ambiental

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A Petrobras desligou-se do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social.  Bom para o Instituto Ethos, que pode, agora, pensar em critérios de aceitação e de afastamento de empresas associadas que tenham um comportamento tão enfaticamente irresponsável do ponto de vista ambiental quanto sempre teve a Petrobras.  Tentar comprar a opinião pública e as ONGs com apoios financeiros a projetos ambientais não é uma boa forma de compensação para as debilidades na gestão ambiental da empresa.

Recentemente, a Petrobras foi excluída do Índice de Sustentabilidade Empresaria – ISE da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo – BOVESPA, que refletiu, no Brasil, um pacto internacional envolvendo transparência e responsabilidades éticas nas relações com os fornecedores, consumidores, funcionários e acionistas, aí incluídas a responsabilidade social e ambiental.

A Petrobras foi, também, proibida pelo Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária – CONAR de fazer propaganda de suas práticas ambientais.  O CONAR decidiu que esse tipo de publicidade da Petrobras era propaganda enganosa.

Com uma notável monografia sobre esse tipo de marketing da Petrobras, em fase de conclusão, a jovem Raquel Valentini Bastos fez uma extensa pesquisa sobre os “acidentes” ambientais causados pela Petrobras.  A lista é impressionante.  A monografia faz um notável paralelo entre os esforços da Petrobras para tentar associar o seu nome a práticas de gestão ambiental sérias ao que, no mundo animal, denomina-se mimetismo.  Ou seja, tentar parecer algo diferente daquilo que se é verdadeiramente.

Desmascarada, a Petrobras talvez comece a repensar as suas práticas de gestão ambiental.  E, quem sabe, até mesmo a evitar os vínculos entre os seus pirotécnicos anúncios de descobertas de jazidas de petróleo ultra-profundas das conveniências eleitorais de ocasião. 

Até lá, talvez a Petrobras possa começar a divulgar índices de desempenho no campo da sustentabilidade, informando, por exemplo, quanto consome de água em cada uma de suas refinarias, por tonelada de petróleo processado, e comparando os seus números com refinarias de países sérios.

Nicholas Stern, Crise Financeira e Mudança

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“A crise financeira é uma oportunidade para repensar o modelo de crescimento” – afirmou Nicholas Stern em visita ao Brasil, como afirmam tantos outros economistas e até a plataforma política de Barack Obama.  Não é!  Não existe modelo sustentável de crescimento, nem mesmo com tecnologias limpas, carros elétricos e outras pérolas da criatividade humana.

O modelo que teria que ser mudado é o modelo cultural, de consumo, de satisfação através da apropriação de objetos industrializados.

A bobagem tantas vezes martelada nos últimos anos pelo Banco Mundial, governos de países ricos, Bill Gates e uma porção de ONGs foi a de que 3 bilhões de pessoas seriam integradas ao mercado de consumo.  Enfim, a redenção da pobreza através do tal mercado, criando novas ondas de dinamismo e crescimento econômico.  Sem essa expectativa, não haverá crescimento econômico.

Se insistirem nesse tipo de crescimento, sobrevirá a nova crise.  Em breve e de maneira muito mais profunda.  Ou alguém consegue imaginar mais 3 bilhões de pessoas consumindo carros (ainda que elétricos, iPods, televisões de plasma, estradas, viagens aéreas e tudo o mais que se tornou necessário para a felicidade (?) no atual modelo de consumo?  Ah, há!  O World Resources Institute – WRI, ONG chapa branca sediada em Washington, chegou a publicar um estudo celebrando os 3 bilhões de novos consumidores.

A verdadeira e inevitável mudança será a do paradigma cultural.  Inevitável pelo colapso dos recursos naturais e pelas mudanças climáticas.  Mas, afinal, é possível uma mudança dessa profundidade, que evidentemente na será conduzida por lideranças políticas?  A resposta é um vago talvez, já que movimentos inovadores como o Slow Food – www.slowfood.com – não chegaram a ganhar a necessária amplitude.  As pessoas continuam querendo mais do mesmo.  E as lideranças políticas continuam prometendo mais do mesmo, agora com a ilusão da criação de milhões de empregos verdes.

O oposto só pode ser MENOS.  Menos crescimento demográfico e maior satisfação com atividades que não requeiram consumo.  Mas quem tem coragem de falar nisso?

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Para conhecer melhor as linhas de pensamento mais avançadas no sentido da segurança alimentar, vale fazer o download do Manifesto Sobre o Futuro da Alimentação em www.future-food.org.   É útil até na vida cotidiana, para mandar às favas e exigir que saiam pelo menos das escolas aqueles fabricantes de comida-lixo como Nestlé, Danone, Coca-Cola, Kellog’s, McCain e similares.

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Um amigo norte-americano me pergunta se a proposta do Manifesto Sobre o Futuro da Alimentação é que todos fiquem pobres para sempre.  Não, definitivamente não.  Mas já pode ser uma proposta de menos lixo  do tipo “sell old junk and buy new junk” (venda as porcarias velhas e compre porcarias novas) e no sentido de que seja disponibilizada muito mais serviços de extensão rural para a agricultura da alimentação do que para os grandes exportadore de soja.  Afinal, pequenos produtores italianos fazem excelentes vinhos e vivem muito bem, obrigado.  São os já famosos “vins de garage” (vinhos de fundo de quintal) que enlouquecem os grandes produtores pelos altos preços que alcançam.

Tecnologia da Energia e Tecnologia da Informação – Revoluções Semelhantes?

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Acaba de ser publicado um interessante livro sobre meio ambiente.  No Brasil intitulado O Mundo é Plano, o livro tem um título bem mais longo em sua versão original, em inglês: Quente, Plano e Populoso – Por Que Necessitamos de Uma Revolução Verde e Como Ela Pode Renovar a América.  O autor, Thomas Friedman, é jornalista, colunista do New York Times, e já agraciado com um Prêmio Pulitzer.

O livro ironiza aqueles que acreditam na continuidade de uma civilização do petróleo, como George W. Bush, que aposta na exploração desse combustível fóssil em águas ultra-profundas (utra-deep drilling) – como é o caso do que aqui se convencionou chamar de pré-sal.

Numa entrevista recente para a renomada revista Foreign Policy, Thomas Friedaman afirmou que essa visão é apenas non-sense.

“Ninguém acredita sinceramente que nas profundezas dos oceanos exista petróleo para assegurar a autonomia dos EUA.  Essa é uma abordagem errada porque, num mundo que se tornou quente, plano e super-populoso, os combustíveis fósseis – e em particular o petróleo – vão ser demasiadamente caros e finitos.  Então, o nosso foco  deve ser na próxima grande indústria global: energias renováveis e limpas.  Quando o McCain diz `perfurem, perfurem, perfurem`, eu vejo algo similar a alguém que defendesse as máquinas de escrever elétricas da IBM às vésperas da revolução da tecnologia da informação.

Para o autor, a próxima revolução tecnológica será uma revolução de elétrons.  Os países que liderarem essa revolução serão aqueles nos quais os padrões de vida serão os mais elevados, que serão mais respeitados pelo “resto do mundo” (ah, a usual arrogância norte-americana), e nos quais a inovação vai se acelerar e a segurança nacional aumentará.

“Eu quero gente colocando dólares malucos em idéias malucas, em cada garagem, 100.000 pessoas tentando 100.000 coisas diferentes, cinco das quais serão bem sucedidas, e duas poderão ser o próximo Google verde.  Só assim, com cada um sendo um cientista inovador verde, é que a tecnologia da energia – TE – será para o século XXI o que a tecnologia da informação – TI – foi para as décadas de 80 e 90 do século XX.”

Thomas Friedman fala na necessidade de escala para a revolução da tecnologia da energia e ironiza os ambientalistas que acreditam na conscientização de todos: “se você tiver que educar as pessoas a fazerem 20 coisas verdes a cada dia, esqueça a possibilidade de qualquer mudança significativa; é necessário ter um novo sistema em funcionamento sem que as pessoas sequer percebam, como ocorreu com a tecnologia da informação”.

Thomas Friedman talvez sintetize o que serão as mudanças feitas por Obama caso seja eleito presidente dos EUA.  Algo similar ao que fez Bill Clinton, que dinamizou a economia e revolucionou o mundo ao retirar a internet e o GPS da lista de tecnologias restritas aos usos militares.

É bem verdade que hoje as coisas são bastante mais complexas, já que as previsões de aumento da demanda de matérias-primas sugerem um colapso da civilização do consumo.  Ainda assim, Friedman aporta um bom discurso eleitoral para Obama e de esperança para a maioria dos norte-americanos, hoje muito preocupados com os preços do petróleo.

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Numa situação dessas, as ONGs ambientalistas que já foram inovadoras, como os Greenpeace da vida e tantas outras sem a mesma fama, podem ser vistas, hoje, como tão anacrônicas quanto os combustíveis fósseis.  Elas têm tantos compromissos com o próprio passado que não lhes sobra tempo para ver o presente e o futuro.  É o conservacionismo conservador, já mais que ultrapassado.  Recentemente, o Greenpeace apelou para a produção e divulgação de um “Manual do Sexo Ecológico”, recomendando aos casais que verifiquem antes se a madeira das camas tem origem certificada.  Coisa de hippie velho.

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A maior parte do petróleo do pré-sal brasileiro está a profundidades acima de 7.000 metros.  Sondagens já são feitas até mesmo na China e na Rússia a profundidades de até 12.000 metros.  Mas a tecnologia para a efetiva exploração do petróleo e do gás em reservas ultra-profundas nunca superou a marca dos 3.500 metros.

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A entrevista de Thomas Friedman, em inglês, pode ser lida em www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=4463.

Ainda Sobre Angra III e a Destinação Final de Materiais Radioativos

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O blá-blá-blá pretensamente ambientalista sobre a inexistência de uma “destinação final” para resíduos nucleares não xe sustenta nas próprias pernas.

Depois de analisar o assunto sob a ótica das usinas de geração de energia, vale lembrar o peso dos materiais radiotivos que pairam sob as nossas cabeças sem que o assunto seja sequer mencionado.

Só os EUA e a Rússia têm, hoje, entre 12.000 e 19.000 armas nucleares cada, prontas para serem disparadas, e ninguém pia.  Muitas delas passeiam pelos oceanos em submarinos militares também nucleares.  Outras passeiam pelos ares com regularidade ou permanentemente.  Cada um desses países poderia destruir o mundo centenas de vezes e as informações sobre o seu lixo nuclear armamentista são mantidas em sigilo (ainda que, nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental dê uns “pitacos” sobre o assunto.

Em terceiro lugar vem a França, com 482 ogivas nucleares montadas em artefatos de longo alcance.

A China não fornece sequer indicadores, mas os especialistas suspeitam que a sua capacidade nuclear é equivalente a da França.  Esses números já estão sendo revisados.  Afinal, depois dos EUA e da Rússia, a China é o único país do mundo que já comprovou a sua capacidade para destruir um satélite inimigo em órbita, podendo, assim, neutralizar ou reduzir em muito a capacidade de ataque dos outros.

De resto, a Índia e o Paquistão têm armas nucleares.

Entre 1983 e 2006, o governo dos EUA gastou entre US$ 120 e 150 bilhões com esses inúteis programas de mísseis.  A “administração” Bush pediu mais US$ 62 bilhões para os próximos 5 anos.  A contabilidade dos recursos dispendidos com esses programas é considerada um tanto nebulosa até mesmo para o General Accounting Office (O TCU deles, só que bem mais sério).

As ONGs multinacionais ambientalistas não dão sequer um pio sobre isso tudo.  Então, o que será que está por trás do lero-lero sobre a inexistência de destinação final para os resíduos nucleares logo após o licenciamento ambiental de Angra III?   O desejo de negar o acesso do Brasil a essas tecnologias, inclusive ao domínio do ciclo completo do enriquecimento do urânio, que ainda é feito no exterior e cafetinado pelas grandes potências?

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Afinal, a Noruega vai doar US$ 250 milhões para a proteção da Amazônia nos próximos cinco anos.  Stephan Schmidheiny, ligado à nobreza norueguesa, vendeu a sua participação na Aracruz Celulose por US$ 850 milhões.  Ele já anunciou que dividirá a fortuna entre os filhos e doará um pedacinho para projetos ambientais.  A imensa fortuna foi feita com a “mineração do solo” nacional, disputando espaço com a produção de alimentos e resultando em impactos ambientais altamente negativos.
 

Aumento do Preço dos Transportes – Declinio da Globalização

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Com o aumento nos preços do petróleo, algumas corporações globais começam a reavaliar os custos de transporte.  Levar o ferro brasileiro para fazer o aço na China e de lá envia-lo para a fabricação de máquinas de lavar roupa num ponto dos EUA de onde elas serão distribuídas para todo o país pode deixar de ser uma estratégia sensata.

Num livro recente sobre o assunto – “A Doutrina do Choque – Ascensão do Desastre do Capitalismo”, de Naomi Klein -, pode-se encontrar a seguinte afirmação: “o modelo Wal-Mart consome demasiada energia em cada estágio, e cada um desses estágios já está sofrendo os impactos dos aumentos nos preços do transporte”.

O custo do transporte de um container aumentou quase 300% desde o início da década, enquanto os navios reduziram a sua velocidade em 20% para economizar combustível.  Um estudo de um banco canadense sobre os mercados globais concluiu que “o custo dos transportes, e não as tarifas, são hoje o maior obstáculo que fizeram desaparecer os esforços no sentido da liberalização que ocorreram nas últimas 3 décadas”.

A elevação dos custos de transporte também incide sobre os alimentos. 

“Transportar abacates do Chile ou da África do Sul para Minneapolis, nos EUA, não vai funcionar nessa nova realidade, porque o transporte por via aérea vai levar o seu preço a ser tão alto quanto a melhor carne” – afirma Jeff Rubin, o economista cujo nome está mais em evidência no que se refere aos impactos dos custos de transporte sobre a globalização.

Hoje, o kiwi plantado na Itália leva 18 dias em containeres refrigerados para chegar os EUA e mais de um mês para chegar à Nova Zelândia.    A Inglaterra, em decorrência da pequena duração do período de sua produção de perecíveis, importa atualmente 95% das frutas e mais da metade dos vegetais que consome.

A era em que ainda é possível transportar frango e peixe da Europa para serem processados e empacotados na Ásia em função do diferencial no custo da mão-de-obra e depois enviados de volta para serem consumidos pode estar chegando ao fim.

Em decorrência de acordos internacionais, não incidem impostos sobre o combustível consumido pelo transporte aéreo e marítimo – como incidem sobre os combustíveis utilizados no transporte terrestre.  Mas uma mudança na estrutura de custos desses meios de transporte é inevitável.  A União Européia já decidiu que os vôos saindo da ou chegando na Europa serão incluídos nos programas de redução de emissões de carbono em 2012 e obrigados a comprar créditos de carbono.  Além disso, a União Européia já anunciou que procedimentos similares serão adotados em relação ao transporte marítimo se outras soluções não forem encontadas até o final de 2008.

Simultaneamente, avançam as iniciativas para que as mercadorias vendidas no mercado europeu tragam nos rótulos informações sobre as emissões totais de de carbono incluindo a produção e o transporte (a famosa “pegada carbônica).  Essa iniciativa é resultado das políticas européias de combate às mudanças climáticas e, também, da ampliação das tendências ao consumo de alimentos e outros bens produzidos localmente.

O mundo talvez esteja testemunhando o início do fim da globalização.  Ou, pelo menos, de alguns ajustes nos rumos da economia dos países que têm estratégias de longo prazo compatíveis com as novas realidades decorrentes das mudanças climáticas e da vulnerabilidade da economia baseada no petróleo.

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Hora do Brasil rever algumas das posições que o levaram ao isolamento e à derrota em Doha?  Essa obsessão com a exportação de commodities agrícolas – ou seja, com a exportação de terra e água – já está se tornando monótona… 

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Jeff Rubin, acima citado, é economista-chefe de um dos maiores bancos de investimento do Canadá – o CIBD World Markets, cuja atuação e porte podem ser visualizados em www.cibcwm.com/wm.

Humanos X Biodiversidade – Um Conflito Inevitável

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A natureza da vida é querer viver e se expandir.  Para ”resolver” a primeira parte, ela se reproduz (além de evitar a morte a todo custo, é claro).  Para atender à segunda, ela se adapta a diferentes condições através da diferenciação das espécies.  “Evolução’, em Darwin, não significa superioridade de uma espécie sobre a outra, mas apenas maior capacidade de sobrevivência em condições ambientais determinadas.

O ser humano é uma culminância desse processo, pois conseguiu se adaptar a condições ambientais extremas - das regiões mais frias às mais quentes, e também às mais diversas dietas – garantindo a sua descendência.  Comseguiu, também, tornar-se o predador supremo ou pelo menos defender-se do ataque da quase totalidade de outras espécies, garantindo a sobrevivência de sua descendência.

Com todo o seu potencial para “subjugar” os recursos naturais, o ser humano colocou-se em risco de extinção, criando, também, o mesmo risco para grande número de outras espécies, não apenas em decorrência das mudanças climáticas, já irreversíveis, mas também do aumento exponencial da pressão sobre os recursos naturais.

A colisão ou os “conflitos de interesse” com outras espécies continuaa crescendo até mesmo em áreas de interesse econômico e alimentar, como ocorre no caso dos estoques pesqueiros.

As propostas de criação de novas unidades de conservação através da ação do poder público conquistam a simpatia de uma parcela dos meios de comunicação, mas não reduzem as tensões entre a apropriação humana dos recursos naturais e a biodiversidade.  A criação de unidades de conservação envolve custos, largamente desconsiderados em países como o Brasil.  Como esses países têm parques de papel (criados no papel e nunca efetivamente implantados para atingir as suas finalidades), é mais comum ver animais silvestres numa auto-estrada na Alemanha ou um urso entrando num pequeno mercado norte-americano do que num parque nacional brasileiro ou mexicano.

A Convenção Internacional Sobre a Diversidade Biológica – nunca ratificada pelos EUA – já foi para o brejo há muito tempo.   Venceu, com larga margem de vantagem, a apropriação privada dos recursos genéticos, uma área na qual os lucros já superam os US$ 110 bilhões por ano.  A pesquisa sobre biotecnologia agrícola, por exemplo, é controlada por 15 grandes empresas privadas, sendo 13 norte-americanas de 2 européias.

E a Noruega, que anuncia contribuições para a proteção da Amazônia, não perde o foco e se concentra mesmo é na ampliação de seu banco de sementes.

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A Suprema Corte dos EUA reconhece o direito à patente de qualquer forma de vida desde 1980.  Os EUA nunca assinaram e nem assinarão a Convenção Sobre a Diversidade Biológica, mas o Brasil se curvou e assinou os acordos internacionais sobre patentes.  Por sua excessiva ênfase na exportação de produtos agrícolas, não tinha um plano B para Doha, onde foi o maior derrotado.  Achar que a exportação de commodities é uma visão um bocado estreita.  Vale dar uma espiada em:

www.medioambienteonline.com/site/root/resources/feature_article/6807.html, na versão em espanhol, ou em

www.portofentry.com/site/root/resources/feature_article/6807.htmlm na versão em inglês.

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e o Naufrágio do Titanic

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A farsa do Protocolo de Kyoto e do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL, ambos inventados sob o alto patrocínio dos economistas burocratas do Banco Mundial, já vem fazendo água há bastante tempo.  Mas agora toma ares de Titanic colidindo com o iceberg, já que o modelo de desenvolvimento  econômico e os esforços para mitigar as mudanças climáticas entraram em colisão frontal.  Enquanto isso, as ONGs, burocratas de todos os tipos e empresas de consultoria internacional bailam nos salões do Titanic.

Na Alemanha, durante um recente encontro entre representantes do Ministério do Meio  Ambiente e da Autoridade de Comércio de Emissões, de um lado, e empresários, do outro, a cobra fumou e a vaca foi para o brejo.  Os mecanismos de mercado são totalmente inadequados e mesmo inúteis para solucionar os problemas globais.  Os tais mecanismos de mercado servem ao mercado, e o que o mercado quer é produzir mais e gerar mais riqueza.

Os preços das emissões de carbono cobrados pelo governo da Alemanha de maneira a atingir as metas do Protocolo de Kyoto vêm se elevando tanto que os empresários reagiram de forma vigorosa durante o tal encontro: se as regras são essas, mudaremos as nossas atividades para a Ucrânia ou para um outro país onde não existam restrições às emissões de carbono.

Em palavras mais simples, os empresários mandaram o governo e os tais interesses globais da humanidade às favas, como não poderia deixar de ser.  Nos últimos 12 meses, o preço da emissão de cada tonelada de carbono na Bolsa Européia de Energia subiu de 23 para 30 Euros, um aumento de quase 30%.  O impacto direto sobre os preços da energia tornou-se excessivo para as indústrias eletrointensivas.  Um analista do setor estima que no  caso de unidades de geração de energia à carvão mais antigas esse aumento nos preços cobrados pelas emissões é igual ao custo marginal da geração de eletricidade.  Para as modernas usinas a gás, o aumento nos preços do produto final – isto é, a eletricidade – atingirá o percentual de 30%.

“Se a indústria do cimento for gradualmente arrastada ao comércio de permissões de emissões de carbono, as empresas transferirão sua produção para países que não participam do esquema”, afirmou Andreas Kern, presidente da Federação da Indústria do Cimento Alemã.  Se vierem para o Brasil, arrisca serem brindadas com isenções tributárias, empréstimos subsidiados do BNDES, e até com a presença do presidente Lula tirando uma casquinha política do “quem dá mais” que é o Brasil de hoje.  Se pedirem vistos de trabalho aqui, obterão quantos quiserem.  Sem qualquer compromisso da tal responsabilidade social e ambiental, e sem gerar impostos para os seus produtos exportados.

Para que se aponte o dedo no fato mais do que evidente de que o rei está nu, é preciso que a contabilidade das emissões de carbono mude de lado e não seja feita no país onde se dá a emissão, mas no país onde se dá o CONSUMO dos produtos.  Se o governo brasileiro, através do já cambaleante Itamaraty, não tem coragem de defender essa radical mudança conceitual, a China e a Índia o farão, em breve.

Com as atuais regras da União Européia, as emissões globais não ser reduzirão, mas a Europa terá atingido as suas metas e ainda fará cara de boa moça.

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Seria útil se a imprensa mais equipada de bons profissionais comparasse o rigor do licenciamento de Angra III com o rigor de qualquer outra usina nuclear licenciada nos EUA ou em outro país sério nas últimas décadas.  Só assim será possível saber quais as exigências de controle ambiental “monstruosas” de pelúcia e quais os avanços reais.

Políticas Ambientais e Trapaças Globais

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De que valem os tratados internacionais? Para proteger os interesses dos mais ricos!

Agora, o escândalo ocorre na aplicação dos tratados destinados à proteção dos estoques pesqueiros do planeta. Cientistas da Universidade de British Columbia denunciam o fato de, ao longo dos últimos 50 anos, as estatísticas da FAO subestimaram amplamente os verdadeiros volumes capturados. Há sérios indicadores de que esses volumes são três vezes superiores àqueles reportados.

Essa distorção nas estatísticas se deve ao fato de que são contabilizadas apenas as pescas comerciais – o que é bem mais confortável para os bem pagos e bem sentados burocratas dos organismos internacionais.

Com essa preguiçosa prática de coletar apenas números oficiais para fazer estatísticas, o panorama se agrave muito, em especial porque fica evidente que a trapaça é geral: alguns países pobres que reportam volumes de pesca muito inferiores aos reais vendem as suas cotas – estabelecidas em tratados internacionais -  para os países ricos.

Nas palavras de um dos cientistas da equipe liderada pela Universidade de British Columbia, Daniel Pauly, essa é a antítese da parábola de Robin Hood, já que as omissões da FAO possibilitam que se roube dos pobres para dar aos ricos.

Mas, afinal, não foi sempre assim?

O relatório da Universidade de British Columbia pode ser encontrado em www.seaaroundus.org.
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A Agência Espacial Européia alerta para o fato de que é iminente o desprendimento de uma placa de gelo do Ártico com cerca de 14.500 quilômetros quadrados. Essa área da calota polar é equivalente à área do desmatamento ocorrido na Amazônia em 2007.

Os cientistas da Agência Espacial Européia esperavam que essa placa de gelo ao sul da península do Ártico – conhecida como Wilkins Shelf – só se desprenderia em torno de 2020 e mostraram-se surpresos com o fato de que o seu degelo e “descolamento” tenha se acelerado tanto.

É um gravíssimo sinal da aceleração do aquecimento global, mas é mais confortável para os países ricos e para os Greenpeaces da vida falar apenas da Amazônia.  E o Brasil entra no jogo.

Essa será a oitava gigantesca placa de gelo a entrar em colapso nos últimos anos.  Uma versão animada desse fenômeno pode ser encontrada na página da Agência Espacial Européia, em www.esa.int/esaCP/SEM2U5THKHF_index_0.html.

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A única maneira justa de estabelecer metas para as emissões de gases causadores das mudanças climáticas não é a prevista pelo fracassado Protocolo de Kyoto.  As metas não podem ser por país, o que congelaria a desigualdade entre eles nos níveis de 1990.   Tais metas podem e devem considerar níveis máximos de emissões per capita.

Além disso, as emissões devem ser calculadas com base na produção ou no consumo?  Quem fica com a responsabilidade: os paises produtores ou para os países consumidores?

Para o Brasil, essa questão é crucial, já que há muito as multinacionais transferiram para cá as indústrias intensivas no uso de energia que exportam para lá.

Estabelecer uma referência para as emissões por país em 1990 simplesmente “congela” as desigualdades naquele ano, dada a elevada correlação entre consumo de energia e desenvolvimento econômico.

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O ministro Carlos Minc dá indícios de que não será refém de ONGs de fundo de quintal ou de grifes gringas como foi Marina Silva.

Novos Campos de Petróleo – Verdades e Mentiras

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O anúncio da descoberta das jazidas petrolíferas de Tupi pelo governo omitiu a informação de que não existe tecnologia para exploração a uma profundidade superior a 6 quilômetros e podendo chegar até 10 quilômetros.

Na ocasião - novembro de 2007 – dona Dilma, discretamente,  fez apenas a ressalva de que o início efetivo da entrada em operação comercial dessas jazidas poderia levar uns 8 anos.  Um outro representante do governo falou em “altíssimos custos de investimento inicial, mas com a garantia da ‘sustentabilidade da auto-suficiência’ no longo prazo” (sic).  Ninguém se estendeu sobre esses temas - tecnologia e viabilidade econômico-financeira – e a imprensa brasileira tampouco interessou-se em aprofundar o tema.

Estima-se que Tupi, na bacia de Santos, tenha entre 5 e 8 bilhões de barris.  Poucos meses depois, a Petrobras anunciou a descoberta de reservas muito maiores nas proximidades de Tupi, algo na faixa de 33 bilhões de barris.  Esse “mega-campo” foi denominado Carioca e a Petrobras afirmou que ainda serão necessários alguns meses para a definição mais precisa de seu potencial.  As profundidades das duas jazidas, bastante próximas, sao similares.

Não é improvável que o prazo para o anúncio do dimensionamento “final” de Carioca se dê um pouco antes das eleições.  Quem se antecipar à data do anúncio oficial pode se dar bem comprando ações da Petrobras.

O que não se disse, nessa lenga-lenga toda de que Deus é brasileiro, é que não existe a tecnologia para chegar a essa profundidade, bem maior do que a alcançada pela Exxon e pela Chevron no Golfo do México, onde, há cerca de 2 anos, os sistemas de tubulação foram esmagados e brocas de diamante desintegraram-se em decorrência das pressões elevadas.  A Exxon abandonou o projeto em 2006.  Mas quem, no afã de divulgar resultados positivos para o governo, se interessaria por um detalhe como esse?

Alguns dizem que a Petrobras já sabia da existência de Tupi há anos, e sempre optou por não divulgar por as informações por temer ironias do mercado internacional diante desse detalhe da inexistência de tecnologia para a produção comercial de petróleo a essas profundidades.

Além da profundidade e da pressão corrrespondente, a temperatura das jazidas brasileiras, encontradas abaixo de espessas camadas de sal – algo em torno de 1,5 quilômetros -, pode atingir 260 graus Celsius, o suficiente para derreter até mesmo  estruturas metálicas utilizadas para transportar urânio para usinas nucleares.

Ao longo dos esforços para extrair petróleo e gás a profundidades bastante inferiores, uma empresa norte-americana – a Anadarko – desenvolveu e está utilizando aços capazes de suportar as pressões da exploração de gás natural a 2.700 metros de profundidade.  Numa entrevista recente, um engenheiro da Anadarko comparou os esforços da empresa à exploração espacial.

“O que fazemos nessas profundidades é semelhante ao que a NASA fez e faz na área do desenvolvimento de materiais para o lançamento de espaçonaves.  Mas a NASA não se defronta com o problema das enormes pressões externas.”

Os especialistas acreditam que essas tecnologias podem ser desenvolvidas e utilizadas comercialmente, em particular com o aumento contínuo dos preços do petróleo.  Afinal, US$ 200 por barril ao final deste ano da graça de 2008 é, hoje, a projeção do mercado de futuros da Bolsa de Chicago.  Mas todos concordam que no atual momento nenhum país ou empresa se arriscaria a fazer investimentos tão elevados na produção comercial em decorrência dos riscos tecnológicos.

Os mais otimistas estimam que com imensos investimentos – se comparados com os necessários para explorar petróleo às profundidades atuais -, Tupi pode entrar em operação até mesmo em 2012.  Mas 2008 já vai quase em meio  e não há sinais da contratação das plataformas para a exploração de Tupi, plataformas cuja mera fabricação demanda esse prazo (e ainda mais quando  considerados os prazos da publicação de editais, impugnações administrativas, e outras mumunhas mais até a assinatura dos contratos.

Não é tão remota a possibilidade do desenvolvimento das tecnologias necessárias.   Engenheiros sempre acham que Deus criou o mundo e a eles cabe a tarefa de aperfeiçoá-lo.  Resta saber qual será o balanço energético dessa exploração, isto é, quantas unidades de energia serão necessárias para extrair e refinar cada unidade de energia obtida a partir do petróleo nessas profundidades.  Em tese, a humanidade pode extrair energia até mesmo do centro da Terra, onde as temperaturas são elevadíssimas.  Mas não o faz por falta dos mesmos detalhes: tecnologia e balanço energético.

Ainda não há estimativas sobre os custos da extração do petróleo de Tupi e de Carioca.  Mas tampouco há dúvidas de que eles serão muito elevados.  E estabelecerão patamares para os aumentos dos preços para os consumidores nas bombas de gasolina.  Depois das eleições, é claro!  Aí, como de hábito, no dia seguinte virão os aumentos enfaticamente negados nos discursos da véspera.

Num país que há muito trocou o transporte ferroviário pelo rodoviário, os riscos inflacionários são elevados com os novos preços dos derivados do petróleo.  E como a alta produtividade agrícola depende de fertilizantes derivados do petróleo, vale preparar-se desde já para as adaptações necessárias às novas realidades, com ou sem mudanças climáticas.

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O Brasil já produz mais petróleo que países membros da OPEC – a sigla em inglês dos países exportadores de petróleo – tais como Angola, Líbia e Algéria.  A diferença é que o Brasil não é um país exportador.

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As miçangas do “grau de investimento” foram concedidas ao Peru um mês antes de Brasília comemorá-las.   Nunca se ouvir falar de um gigante estrangeiro que tomasse a decisão de investir ou não no Brasil com base nelas.  As operadoras de telefonia, concessionárias de serviços de eletricidade e muitas grandes empresas privadas foram compradas por grupos estrangeiros com ou sem as bobagens do grau de investimento.  A Standard & Poor’s foi uma dessas que não percebeu ou foi conivente com o tombo que a Enron e muitas outras deram nos fundos de pensão norte-americanos, tendo mantido o bom rating até o colapso.  É esse tipo de “máfia” que dá os certificados de bom comportamento que Brasília comemora.

Carl Sagan – Sobre a Relevância da Humanidade

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Conta-se que em recente encontro internacional de Física, Stephen Hawkins teria feito uma curta intervenção durante uma sessão sobre mudanças climáticas: “Não há razões para tanta aflicão.  Afinal, é só a espécie humana que está em risco.”  Do ponto de vista de um físico renomado, incansável em sua luta contra doença – ou seja, um homem cheio de esperança -, essa observação parece apenas natural.  De fato, para as ciências exatas, o ser humano não é o centro da criação e não desempenha qualquer papel especial no universo, como ocorre em boa parte das religiões.

Num outro recanto do planeta, o Brasil, um país no qual o presidente parece cada vez mais desnorteado no autismo da continuidade do poder, Blairo Maggi, odiado pelas seitas ambientalistas por ser um hábil representante dos grandes produtores de soja, torna-se o primeiro governador a enviar para a Assembléia Legislativa do Estado (de Mato Grosso) um projeto de zoneamento ecológico-econômico que amplia as áreas protegidas e desagrada de forma contundente a sua base de apoio.  Talvez o tenha feito para demonstrar que um projeto desse tipo não passa em lugar nenhum do Brasil.  Dias depois, Blairo Maggi diz com todas as letras o que os mais rigorosos especialistas já sabem há décadas: não é possível alimentar as pessoas sem desmatamento.

Mudando de hemisfério, na Califórnia, que é quase um país, já que se encontra usualmente pelo menos uma década à frente do restante dos EUA, a coisa toma o mesmo rumo.  Um comissão multidisciplinar de altíssimo nível formada para debater os graves problemas ambientais do estado - denominada Visão do Delta (Delta Vision) escolhe um cientista para apresentar o primeiro relatório dos estudos que incluem investimentos de bilhões de dólares para assegurar o abastecimento de água, a navegabilidade dos rios e canais, a proteção dos diques feitos desde o início do século XX para “ganhar terras agrícolas”.  Questionado por um “ambientalista” sobre a sobrevivência de uma espécie de peixe sem valor comercial, o cientista responde com um frase seca: “estamos, aqui, tratando da sobrevivência de um ecossistema humano“.

Afinal, a espécie humana é compatível com a proteção da biodiversidade?  Se considerarmos casos particulares, como os gorilas, sim.  No geral, em nenhuma hipótese.  Dado o crescimento populacional e o afã de governos e corporações imersas em “responsabilidades sociais e ambientais” objetivando a incorporação de 1, 2, 3 bilhões de novos consumidores ao mercado da mesmice, não existe qualquer chance de se alcançar um desenvolvimento sustentável em escala global.  Mudar os padrões de consumo?  Bom, é melhor deixar esse assunto de lado.

No YouTube, pode-se encontrar um pequeno filme narrado pela voz de Carl Sagan, um dos mais renomados astrônomos de nossa era.  O vídeo foi feito ao contrário, buscando encaixar as últimas palestras, já que Carl Sagan faleceu em 1995.

Vale dedicar uns 5 ou 6 minutos para vë-lo em http://www.youtube.com/watch?v=EjpSa7umAd8&eurl.

A astronomia é um ciência que nos dá a dimensão de nossa verdadeira importância.

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Uma coisa é mais do que certa.  O último estadista a colocar forte ênfase no controle do crescimento demográfico foi Mao-Tsé-Tung.  Por que será que não se toca mais nesse assunto, tão fundamental para as dimensões da inevitável crise em escala planetária?

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Vale, também, saber um pouco sobre a grandeza – amplitude e profundidade -, bem como sobre os notáveis esforços de Carl Sagan para acender uma vela na escuridão em que vive a humanidade em http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan.