A morte anunciada das térmicas a carvão… e o Brasil na mesmice

O título de uma notícia não poderia ser melhor – e por isso foi, aqui, apenas traduzido: Assim morre o carvão – Com energias renováveis super baratas e sistemas de estocagem de energia.

A notícia foi publicada inicialmente por Think Progress e logo reproduzida por outros meios de comunicação.  Ela pode ser lida aqui (em inglês).

A noticia é sobre a última concorrência feita no Colorado para aquisição de energia firme – isto é, de fornecimento constante, 24 horas por dia – que resultou em preços de energias renováveis mais baixos do que os meros custos operacionais das termelétricas a carvão existentes (e já amortizadas).  E isso no Colorado, onde os índices de insolação não são tão altos quanto na região nordeste do Brasil.

Continuar lendo A morte anunciada das térmicas a carvão… e o Brasil na mesmice

Agência regulatória de energia dos EUA rejeita proposta anacrônica de Trump – Como seria algo assim no Brasil?

Em países onde as agências regulatórias são sérias, “ordens” presidenciais são rejeitadas como sugestões e propostas de quaisquer outras organizações e entidades.  Isso ocorreu há dias com uma proposta de Trump voltada para subsidiar a geração de eletricidade de fontes térmica a carvão e nuclear.  A decisão dos 7 conselheiros da agência regulatória de energia dos EUA foi unânime, mesmo com 4 deles tendo sido indicados pelo atual presidente.

Continuar lendo Agência regulatória de energia dos EUA rejeita proposta anacrônica de Trump – Como seria algo assim no Brasil?

Mudanças climáticas – Temendo a “esterilização” do texto, cientistas vazam documento oficial

O pensamento retrógrado de Trump fez com que, pela primeira vez, funcionários das agências governamentais norte-americanas vazassem para a imprensa a minuta do minuta do último relatório do Relatório do Programa Norte-Americano de Mudanças Climáticas Globais.  O que vazamento para a imprensa de informações de interesse público sonegadas pelos governos deveria ser uma prática ética amplamente adotada.  É o que deveriam ter feito os responsáveis ou participantes do relatório brasileiro que já estava na gráfica quando o ministro Roberto Mangabeira Unger chateou-se e mandou tudo para o lixo.

Continuar lendo Mudanças climáticas – Temendo a “esterilização” do texto, cientistas vazam documento oficial

Aumentam em muito as projeções de vendas de veículos elétricos – E o Brasil?

“A revolução dos carros elétricos vai atingir o mercado de maneira mais impactante e rápida do que o previsto há um ano atrás.  Os veículos elétricos estão em rota de aceleração para chegar a 54% das vendas de novos automóveis já em torno de 2040.   A queda dos preços das baterias significa que os veículos elétricos terão preços menores ao longo de sua vida útil e serão mais baratos na aquisição do que os veículos a combustão interna na maior parte dos países já entre 2025-2029.”

A afirmação consta de um relatório do Grupo de Finanças para o Setor de Energia da Bloomberg, que pode ser encontrado no link abaixo, e que faz uma revisão das previsões do relatório anterior:

Electric Vehicle Outlook 2017

O principal motor para o crescimento acelerado das vendas de veículos elétricos (EV – na sigla em inglês), que deve ocorrer já a partir da segunda metade de 2020, é a rápida queda nos preços das baterias de lítio-íon, que deve chegar a 70% até 2030.

Já em 2040, os veículos elétricos leves corresponderão a 33% dos automóveis em circulação nas estradas do mundo.

Mesmo que os preços do petróleo se mantenham baixo, as vendas de novos veículos elétricos na Europa deverão corresponder a 67% do total até 2040, a 58% nos EUA, e a 51% na China.  Países que se posicionaram cedo em relação a esses veículos – comol Noruega, França e Inglaterra – estarão entre os líderes mundiais.  Em algumas economias emergentes, como a Índia, as previsões são de que as vendas de veículos elétricos só atinjam patamares significativos ao final da década 2020.

E isso tudo, mesmo que os preços do petróleo se mantenham baixos, como agora.

O banco Goldman Sachs já “apelidou” o lítio de “a nova gasolina”.  A Bolívia está entre os maiores detentores de reservas de lítio do mundo, mas não sabe como caminhar em direção à sua exploração e agregação de valor.

Um estudo recente dos Serviço Geológico do Brasil elevou a participação do país nas reservas mundias de 0,5% para 8%.  Se o país tiver uma boa política estratégica para o setor, não venderá o mineral em estado bruto, mas já purificado ou até mesmo na forma final de baterias conforme especificações/design das montadoras de veículos.  E acelerará a produção interna de veículos elétricos.

Mas, que nada.  Por enquanto o país se debate com esforços das concessionárias de distribuição de eletricidade e distribuidoras de combustíveis fósseis (postos de gasolina) que tentam aprovar lei ou norma federal de que lhes assegurem o monopólio da recarga de veículos.  Esse velho e roto corporativismo não interessa à retomada do dinamismo econômico do país.

No país do atraso mental, basta um deslize para as autoridades de trânsito proibirem até mesmo as caronas.

 

As vantagens do fim do ciclo das grandes empreiteiras brasileiras

As mentes mais obscurantistas tentam alegar que o fim do ciclo das grandes empreiteiras brasileiras representa uma perda econômica ou de poder das empresas nacionais.  Qual nada!  Representa, sim, uma significativa oportunidade de avanço e de redução da corrupção institucionalizada.

Basta uma única observação para para comprovar essa fato: as grandes empreiteiras só foram contratadas pelo poder público, nunca para grandes obras da iniciativa privada.

Continuar lendo As vantagens do fim do ciclo das grandes empreiteiras brasileiras