Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) – O Crime Compensa?

No Brasil de hoje, o marketing é peça essencial não apenas da política, mas das mais simples iniciativas como fazer uma raspagenzinha no asfalto e um recapeamento mixuruca: colocam-se imensas placas nos pontos mais visíveis e dá-se o nome à bobagem de rotina de “Operação Asfalto Liso”.  O marketing passou a ter mais importância do que o que é feito!

Agora, é a vez da CSA com o slogan “Grafite Zero”.  Grafite é a mãe!  Dever ser o único pó de grafite no mundo com o qual as cricanas brincam de ajudar as mães e fazerem a limpeza usando imãs… para atrair o tal do grafite!

De toda forma, o nome genérico daquela imensa porcaria é particulado.  “Tóxico” ou não – o argumento cretino da CSA, e a mentira na qual ela tenta acreditar – o particulado causa problemas de saúde, em particular bronco-pulmonares com as inevitáveis conseqüências cardiológicas.

Aliás, alguém já fez uma campanha de análise química dessa montanha de poeira negra que cobre a casa e a vida dos moradores?  Se bobear, ali está toda a escala periódica de elementos químicos!

E, além dos danos à saúde pública e da imensa porcaria, particulados entram pelos computadores, televisões e outros aparelhos eletrônicos, diminuindo a vida útil e causando defeitos.

Já é tempo da população local tomar vergonha na cara se organizar em lugar de deixar ao poder público e à empresa a decisão sobre o que fazer.

A unica “compensação ambiental” aceitável numa situação dessas é parar de poluir e mudar radicalmente de ATITUDE diante da autoridade ambiental e da comunidade atingida.  As demais “compensações” são periféricas.

A  persistência da empresa naquilo que em inglês denomina-se “denial” (denegação, na tradução psicanalítica brasileira, ou recusa de ver algo que é evidente) é uma patologia social e  uma fonte da continuidade das infrações.  E nada importam as baboseiras sobre as médias e asa máximas de particulados no ar, já que as normas brasileiras de qualidade ambiental e de controle de poluição são mais do que antiquadas, são largamente obsoletas.

De toda forma, uma empresa alemã tem que cumprir, aqui, as normas de lá, e isso inclui não causar os imensos incômodos que a CSA está causando, há meses, à população da região.

Um excelente exemplo desse tipo persistente de descaso desavergonhado é o porto de Tubarão.  Na década de 90, começaram a ser examinadas alternativas para conter as nuvens de pó de carvão e de minério que se espalha continuamente sobre a cidade, proveniente do arraste eólico sobre as imensas pilhas desses materiais nos pátios do complexo portuário.  Os imóveis vivam imundos, o dano era visível o tempo todo, e os médicos falavam com freqüência nos altos índices de doenças respiratórias.

Uma das soluções consideradas foi a colocação de telas quebra-ventos (wind fences), já então  bastante usadas em outro lugares do mundo com as mais diversas finalidades, desde evitar que trens de alta velocidade descarrilassem na saída de tuneis em regiões de fortes ventos até o controle do arraste eólico de pó em áreas portuárias.

Já estava mais do que comprovado de que se bem dimensionadas as cercas quebra-ventos reduzem o arraste de poeira em 90%.  Mas os “investidores” queriam lucros e não havia interesse dos gerentes locais em tentar convencê-los.  Além do que, o argumento era o mesmo de sempre: não há normas brasileiras sobre esse tipo de controle.  Ora, bolas, o que importa se existem normas ou não quando uma cidade inteira está sendo visivelmente prejudicada e a saúde da população está sendo prejudicada?

A primeira reação da canalha local foi a disseminação boca a boca de que aquela solução não existia e de que a única explicação era o então secretário de estado de então – o autor deste blog – representava os interesses de algum fabricante.  A Companhia Siderúrgica de Tubarão, a Vale (então do Rio Doce) e a administração do Complexo Portuário de Tubarão recusaram-se a sequer considerar o assunto.

Mas brasileiro odeia inovação – ainda que goste de novidade – e por essa razão é que Tom Jobim dizia que para fazer sucesso aqui era necessário primeiro fazer sucesso “lá fora”.

Enfim, a proposta foi abandonada, mas, tampos depois, alguém deve ter arranjado uma forma de ganhar dinheiro com ela, colocando cercas quebra-ventos – ainda que de altura questionável para o tipo de ventos e para a altura das pilhas – e hoje anunciam, com orgulho, que estão fazendo o que deveriam ter feito há 30 anos atrás.

Esse é o Brasil do futuro na área do controle da poluição, entre outros.

A notícia foi divulgada como um grande avanço em 2008 e pode ser lida em

http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2008/08/cercas-de-20-metros-de-altura-em-volta-de-pilhas-de-minerio-reduzirao-poeira.html

No ano seguinte, a Vale anunciou o seu grande atraso tecnológico no controle da poluição como grande inovação, como se pode ver em

http://www.vale.com.br/saladeimprensa/pt/releases/release.asp?id=19150

Não há informações sobre o dimensionamento apropriado das cercas quebra-ventos ou dos resultados do monitoramento, como seria de se esperar, mas já é um reconhecimento de que a engenharia existe para resolver problemas, e não para cumprir normas antiquadas.

Da mesma forma, a proposta de colocar câmeras – incluisve infra-vermelhas para assegurar a visibilidade noturna – nas áreas problemáticas da CSA merece ser levada adiante – afinal, qualquer condomínio ou shopping as tem – e não apenas para controle do INEA, mas para o acesso de toda a população e da imprensa.  Ou a CSA tem algo mais a esconder?

Presidenciáveis (Dilma X Serra), “Verdes” e Gestão Ambiental

Não existe UM grupo ou movimento que se possa chamar de “ambientalista”, “verde” ou  “ecologista”.  Essas são palavras inventadas pela mídia, mas não conferem qualquer unicidade aos movimentos que assim se autodenominam.  E a prova veio rapidamente assim que se encerrou o primeiro turno das eleições: Marina se eclipsou e os “verdes” partiram na busca de suas melhores oportunidades de ocupação de cargos e das benesses do poder. São dois prá cá, três prá lá.  A política verde é uma política como qualquer outra e, por não ter força, adesista.

Os “verdes” não se consolidaram em nenhum país do mundo.  Dilma e  Serra estão se lixando para a proteção ambiental, mas pegaram alguns motes convenientes do discurso para ficar bem na fita.  Nada diferente de outros líderes políticos em outros países ditos “emergentes”, à exceção da China que já decidiu transformar meio ambiente – genericamente falando – em business as usual, uma oportunidade de negócios e de eficiência econômica como qualquer outra.

Marina, depois que descobriu a palavra “transversalidade”, muito usada por pensadores e psicanalistas franceses na década de 70, encantou-se.  Fala, fala, mas não faz, nunca fez, e não gosta de ouvir os setores da sociedade que realmente trabalham com a questão ambiental de maneira séria: os engenheiros, hidrólogos, geólogos e outros dos órgãos de gestão ambiental do poder público, os agrônomos da EMBRAPA, os especialistas em climatologia do INPA, os produtores rurais que difundiram a prática do plantio direto na palha sem o “alto patrocínio do governo” e colocaram o Brasil entre as referências mundiais nessa área que combina a proteção dos solos com a das águas e da biodiversidade.  Ou seja, transversalidade com a condição de que seja aceita integralmente a pauta dela própria e de seus comparsas das ONGs.

A exclusividade da ênfase na Amazônia faz parte da tática já desmascarada que consiste em fazer mega-estardalhaços com a presença de jornalistas mais jovens para jogar uma cortina de fumaça sobre as máquinas de imprimir licenças nos bastidores, como ocorreu com Belo Monte e com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – COMPERJ, com total descaso pelas questões ambientais e todas as outras: sociais, urbanísticas, de infra-estrutura de água e esgotos, serviços públicos de educação e saúde, e por aí afora.  A disputa pelo uso do rótulo “sócio-ambiental” é, evidentemente, vazia de conteúdo, tanto ou mais do que o S final do BNDES.

Depois de 45 milhões de metros quadrados de terraplanagem, Itaboraí – onde se localizou erroneamente o COMPERJ –  começa a receber, nos próximos meses, alguns milhares de operários – fala-se, localmente, em contratações diretas de 25.000 pessoas – e a cidade não tem um mínimo de infra-estrutura sequer habitacional, ou de educação, saúde, saneamento básico.  Nada!  As mega-favelas serão inevitáveis.  Os profissionais de melhor salário já estão optando por morar em Niterói ou em outros lugares.  A dúvida, agora, é se Itaboraí ficará pior do que Duque de Caxias ou Macaé, que se “desenvolveram” aos trancos e barrancos.

É isso que os ambientalistas de plantão chamam de desenvolvimento sustentável e de diretrizes políticas sócio-ambientais?  E as emissões do pré-sal, da nova refinaria, da termelétrica à carvão no norte-fluminense, da aciaria chinesa que lá se instalará?  Serão “compensadas” plantando “arvrinhas” ou vamos fazer como os chineses e os países desenvolvidos em meios de transporte menos burros do que os tais “BRT” que agora encantam a cidade do Rio de Janeiro (faixas exclusivas de ônibus, já velhas em Curitiba e em São Paulo, na sigla em inglês Bus Rapid Transit, que atenda à antropofagia cultural os tupiniquins), por exemplo.

A China atingiu, em 2010, a marca de 100 milhões de bicicletas elétricas em circulação e atingirá, em 2012, algo como 15.000 km de ferrovias com trens de alta velocidade que superam em velocidade máxima e média os sistemas ferroviários da Alemanha, da França e do Japão.  Entre outras coisas.

Gestão de recursos ambientais é mesmo coisa séria demais para deixar nas mãos de “verdes” e outros slogans.

Marina Silva – Transitória e Retrógrada

Nm trabalho coordenado pelo cientista político Romero Jacob, a PUC-RJ, mostra aquilo que o jornalista Merval Pereira denominou “a maldição do terceiro colocado”.  Entre os terceiros colocados em eleições anteriores encontram-se Enéas (1994), Ciro (1998), Garotinho (2002) e Heloísa Helena (2006).  Nenhum deles conseguiu se transformar numa liderança política de expressão nacional e, em alguns casos, nem mesmo local.

Com Marina Silva não será diferente.  O total de seus votos foi menor do que o número de abtenções somado aos votos brancos e nulos.  A votação de Marina resultou muito mais da insatisfação do eleitorado com a mesmice do morno debate político entre Serra e Dilma do que da pretendida “onda verde”, que não tirou o PV de seu já tradicional “naniquismo”: a bancada do PV subiu de 13 para 15 o número de deputados no Congresso Nacional – quem tem 513 deputados -, perdeu a sua única cadeira no Senado (Marina foi eleita pelo PT e depois bandeou-se para o PV naquilo que se define como infidelidade partidária) e, nos estados, o total de deputados “pevistas” subiu apenas de 34 para 37 representantes eleitos, apesar de 1.400 candidatos terem sido lançados.  Ou seja, nada, absolutamente nada a comemorar.

A capacidade de Marina de transferir votos é ínfima ou desprezível.  E a do PV de impor condições, é nula, dado o tamanho de sua bancada.

Seria muito bom mesmo se uma onda de interesse pelas questões ambientais tivesse ocorrido!  Em especial num país que pouco avançou na coleta e no tratamento de esgotos e  na coleta e disposição adequada de resíduos urbanos; que não apresentou resultados na despoluição dos rios e lagoas, na proteção de seus recursos hídricos subterrâneo, na efetiva implantação de seus parques nacionais e estaduais, na adoção de sistemas de transporte menos poluentes (continuamos nas rodovias e ônibus), no domínio e adoção de tecnologias de eficiência energética, e por aí afora.  A onda verde foi apenas uma frase de efeito, com pouco ou nenhum efeito.

Dotado de imenso potencial hidrelétrico – cuja exploração a custos competitivos  já começa a se exaurir -, o país continua a se vangloriar de sua matriz energética limpa e da já antiga produção de etanol, ao mesmo tempo que se volta para novas reservas de petróleo como a grande esperança de riqueza futura.  Tsc, tsc, tsc.

Enquanto isso, os programas de redução de carbono praticamente se limitam à questão do desmatamento e às “compensações ambientais” com o plantio de árvores, evidenciando uma abordagem evidentemente muito limitada se o objetivo é alcançar uma sociedade de baixo emissão carbono.  Tais limitações saltam aos olhos de quem não está cego por dogmas ou tem recursos intelectuais limitados ao “dia da árvore”.  Em particular num período em que se acelera novamente a migração de indústrias de alta emissão de carbono de outros países para cá, como vem ocorrendo com as indústrias de ferro gusa e de aço, desde as alemães até as chinesas, e cresce rapidamente o número de veículos e de termelétricas.

Em resumo, nunca tivemos, no Brasil, uma política pública de gestão ambiental consistente, com  metas e resultados efetivos.  Nada que se possa assemelhar aos resultados alcançados nos países desenvolvidos!

Durante o tempo em que permaneceu à frente do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Marina Silva conseguiu poucos ou nenhum avançoa nas áreas antes citadas, ainda que tenha conquistado uma boa visibilidade nacional e internacional com o samba de uma nota só da redução do desmatamento na Amazônia.  E mesmo na Amazônia, foi ela quem licenciou as hidrelétrticas do rio Madeira, em Rondônia, com razoável descaso pelos impactos sociais.  Nada diferente de muitas outras hidrelétricas do passado.

Quanto ao resto, os avanços na efetiva implantação dos parques nacionais – com vias de acesso e infraestrutura de visitação – foram pífios, apesar dos elevados recursos financeiros doados por fontes estrangeiras para essa finalidade específica, recursos que desapareceram sem deixar vestígios.  Nada ou quase nada na área do saneamento básico, nem mesmo para os amazônidas dos quais ela se auto-proclama legítima representante.

Marina é a encarnação do pensamento mais retrógrado em matéria de gestão ambiental.  Nesse campo, ela continua em Xapuri.

Se os candidatos que foram para o segundo turno quiserem realmente debater meio ambiente, é melhor diversificarem tanto o discurso quanto suas fontes de informação, porque esses verdes de ONGs e pevistas não somam ao debate, à formulação de políticas públicas e nem aos votos.

E se quiserem falar do Código Florestal, ficarão melhor se ouvirem a atual ministra do Meio Ambiente do que os demais gestores públicos que atuam nesse campo, que se omitem, não dizem o que pensam ou não pensam nada, quando não optam por puxa o saco das ONGs para “ficar bem na fita” dos tapetões.  Por ser uma profissional de carreira sem interesses no estrelato e na politicagem, Izabella Teixeira vem falando sobre o Código Florestal de maneira bem mais sensata do que todos os seus antecessores e os políticos “verdes” em geral.  Uma entrevista dela pode ser vista clicando aqui.  E é muito enriquecedora!

Os Custos Sociais da Incompetência na Gestão Ambiental e do Atraso Mental das "Elites"

A importância das questões ambientais como alavanca ou freio ao “desenvolvimento” estão novamente na berlinda em consequência da apatia e da falta de criatividade das autoridades brasileiras.  Falamos do Brasil, é claro, já que nos demais países sérios essas dimensões do desenvolvimento econômico e social já foram plenamente absorvidas como elementos essenciais à sustentabilidade do próprio desenvolvimento econômico.

O atraso mental das “elites” brasileiras no que se refere aos custos sociais e econômicos da poluição e do mau uso dos recursos naturais pode ser melhor entendido com algumas poucas informações sobre como o assunto foi percebido nos países mais avançados desde o início do século XX (pelo menos).

Em 1913, O Instituto Mellon de Pesquisa Industrial de Pittsburgh, na Pennsylvania estimou os custos sociais da poluição atmosférica na cidade em em cerca de US$ 10 milhões anuais (valores da época, ou algo entre de US$ 227 milhões e US$ 1,2 bilhão em valores de hoje – todas as atualizações e explicações para os critérios adotados que permitem tão ampla diferença podem ser encontrados e calculados aqui; a diferença se deve à utilização de diferentes critérios e conceitos, como preços reais, valores reais, valor do trabalho e valor da renda).

Outros estudos similares foram conduzidos na década de 1930 em em Nova York, Chicago, Boston, Baltimore e outras cidades norte-americanas situaram os custos sociais da poluição atmosférica na faixa de US$ 10 a US$ 30 per capita/ano.  Em 1932, o custo social total da poluição atmosférica na cidade de Nova York foi calculado em US$ 100 milhões/ano (ou algo na faixa US$ 1,7 bilhão a US$ 11,4 bilhões em valores de hoje; para os que denominam o idioma inglês, a diferença de critérios e conceitos antes mencionados para justificar essa variação pode ser encontrada no artigo Explicando Medidas de Valor – para ir aos links, é sempre suficiente colocar o cursor no trecho sublinhado).

Esses estudos não incluíam, evidentemente, o sofrimento humano, que não pode ser quantificado, mas sim o absenteí­smo ao trabalho provocado por doenças respiratórias, os valores das consultas médicas e dos medicamentos, o aumento das taxas de corrosão dos materiais metálicos expostos a uma atmosfera mais ácida (em decorrência das altas concentrações de dióxido de enxofre) e a redução do espaço de tempo entre cada pintura externa das edificações.

Nos países sérios, desde o pioneiro estudo quantitativo do Instituto Mellon de Pesquisa Industrial, as pesquisas desse tipo se sucederam e aperfeiçoaram.  Em 1927, o Instituto Internacional de Agricultura de Roma demonstrou que as emissões das termelétricas afetavam de maneira decisiva a fertilidade dos solos e o metabolismo das plantas.  O estudo demonstrou que elementos como potássio, cálcio e manganês eram removidos dos solos agrí­colas pelas chuvas ácidas.  E, também, que os produtos desses solos se tornavam tóxicos para os animais que comiam a forragem neles produzida:

“É possí­vel afirmar com segurança que a presença de 0,002% de ácido sulfúrico na atmosfera pode causar a redução drástica da produtividade agrícola.”

Em 1953, um resumo dos estudos feitos em diferentes paí­ses informava que a redução da produtividade agrí­cola oscilava entre 30 e 90% na antiga Tchecolováquia (dependendo da proximidade das usinas de geração térmica), 50% na Inglaterra, e 50% em testes laboratoriais.

Na Inglaterra, o relatório final de uma pesquisa feita no campo da saúde pública demonstrou perdas econômicas equivalentes a 27 milhões de homens-hora de trabalho em decorrência de bronquite crônica. Em Newcastle, 36% dos homens e 17% das mulheres com mais de 30 anos sofriam de bronquite crônica.

Onde e quando foram feitos estudos multidisciplinares semelhantes no Brasil, onde elites políticas e econômicas tacanhas ainda veem o controle da poluição como um custo – e não como uma forma de evitar custos sociais bem mais amplos – e toleram o adiamento constante dessas medidas.

* – Todas as informações deste artigo foram retiradas de Os Custos Sociais nas Economias de Mercado, do economista alemão Karl William Kapp, em sua obra seminal intitulada Os Custos Sociais da Empresa Privada, originalmente publicada em 1950 – que ainda pode ser encontrado na Amazon.com sob o título The Social Costs of Business Enterprise).