A Namíbia já faz reuso potável de água para abastecimento público desde 1968

Windhoeke, capital da Namíbia, iniciou o reuso de água de esgotos para o abastecimento de sua população desde 1968!

Windhoek tem uma população de 380.000 habitantes que cresce a uma taxa anual de 5%.  Essa capital situa-se a uma altitude de 1.600 m, com chuvas anuais de apenas 370 mm, numa região onde a taxa de evaporação anual situa-se na faixa de 3.000-3.500 mm.  A cidade encontra-se a 300 km do oceano Atlântico e o rio perene mais próximo encontra-se a 700 km de distância.  Secas ocorrem com regularidade, o que motivou a iniciativa (a dessalinização e o bombeamento de água seria seguramente uma opção não econômica).

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Seca a lerdeza do poder público – Cagece, Cesan, Caesb e congêneres

O Nordeste passa por uma seca que já dura há cinco anos, considerada a pior dos últimos 100 anos, para alguns, ou dos últimos 50 anos, para outros (dependendo da extensão da área considerada).   A escassez de recursos hídricos não se restringe à região nordeste do país, mas estende-se ao Espírito Santo e a Brasilia. Iniciativas tomadas pelas concessionárias de água e esgoto locais merecem comentários.

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Dessalinização e reuso (tardio) de água na Grande Fortaleza

O governo do Ceará anunciou iniciativas na área do reuso de esgotos e de dessalinização.

O reuso das águas residuais descartadas através do emissário submarino é uma iniciativa louvável, certamente o melhor caminho para evitar o desabastecimento – inclusive e principalmente das indústrias localizadas no Porto de Pecém.

Conforme anúncio, à época, da concessionária estadual, os estudos de viabilidade técnica e econômica devem devem – ou deveriam – ter sido concluídos em agosto de 2015.   Em agosto de 2016, o o governo do Ceará anunciou que a empresa francesa Veolia havia vencido a licitação para essa iniciativa.  A empresa investiria recursos próprios mas teria garantias de venda de um certo volume de água por um período determinado.

Aí é que se encontra o famoso “pulo do gato”.  Até esta data, não há notícias de que o contrato tenha sido assinado.  Reina um estranho silêncio.

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Reuso de água na agricultura – Quando municípios pobres têm mais iniciativa do que os governo federal e estaduais

(os trechos sublinhados levam aos links)

Algum nível de equilíbrio nas contas do poder público é imprescindível, mas está longe de ser suficiente para recuperar a economia brasileira.  Da forma que estão sendo colocadas, as propostas mais parecem iniciativas de contadores, que buscam um encontro da “coluna da direita” com a “coluna da esquerda”, sem nenhuma iniciativa que cause impactos sobre a economia real, aquela que efetivamente move a produção, a geração de renda e a própria geração de receitas públicas.

São imensas as possibilidades e necessidades de dinamização da economia real, mas o Executivo – federal e na maioria dos estados, senão em sua totalidade – parece limitar-se às autoridades financeiras.

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Avançam as minerações sem barragens e sem descarte de águas contaminadas

A passos lentos, o Brasil avança em direção a uma mineração sem barragens e com menos danos às águas superficiais e subterrâneas.  Uma das razões para isso é o compreensível temor do rompimento dessas barragens, um tanto imprevisíveis ou mesmo inevitáveis nesses tempos de mudanças de regimes de chuvas.  Outra razão é a crescente escassez de recursos hídricos.  E uma terceira é a rápida diminuição dos custos de tratamento de água.

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