Archive for the 'Responsabilidade Sócio-Ambiental' Category

Baía de Guanabara – Múltiplos Naufrágios?

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Que a reportagem da Associated Press sobre os imensos riscos de contração de doenças no caso da prática de esportes à vela na baía de Guanabara teve todas as características de notícia de jornaleco, tabloide de quinta categoria, com indícios de servir a interesses camuflados, não há a menor dúvida.  Não é preciso ser um especialista no assunto para perceber isso, já que até até mesmo o banho de mar é pratica comum nas praias do interior da baía – ainda que a cada dia menos – sem que ocorra uma epidemia de qualquer doença.  Mas que a baía de Guanabara atingiu pontos insuportáveis de imundície, não há a menor sombra de dúvida.  E o besteirol paliativo das “eco-barreiras” não reduz em nada a degradação da baía ou pode ser visto como um dispendioso cosmético, ou pior, uma “solução” dos incompetentes.

Aos fatos!

Desde o primeiro naufragado Programa de Despoluição da Baía de Guanabara – PDBG, iniciado nos inícios dos anos 1990 e que consumiu algo em torno de US$ 1 bilhão, grande parte com empréstimos externos, sem indícios de avanço mas, ao contrário, apenas um festival de incompetência ou mesmo falta de vocação para a boa gestão dos recursos públicos, não se fez mais nada além do muito tardio encerramento das atividades de um aterro que continua despejando chorume com apenas um disfarce de que essa fonte de poluente está sob controle.  O relatório final indicando o fracasso do PDBG por incompetência da Cedae ficou por muito tempo disponível na página do Banco Inter-Americano de Desenvolvimento – BID e ainda deve estar lá, se alguém tiver tempo e paciência para fazer a busca.  Diga-se de passagem, o BID foi tão responsável por esse e outros tantos naufrágios de seu empréstimo, por ter continuado desembolsando dinheiro e aceitando aditivos pelo simples fato de que é um banco que só faz empréstimos com garantias soberanas, isto é, do Tesouro Nacional.

O que a grande imprensa não disse é que nos últimos anos da demasiadamente longa administração de Sérgio Cabral ocorreram novas negociações com o mesmo BID com o mesmo objetivo, isto é, a despoluição da baía de Guanabara, com US$ 750 mil de “cooperação técnica não reembolsável” para a contratação de empresas de consultoria para a elaboração dos projetos de engenharia que resultaria num empréstimo que recebeu o nome de fantasia de “Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara – PSAM” (num esforço para esquecer ou mascarar o fracasso do PDBG, que também envolvia os municípios do entorno da baía).  Os serviços foram contratados, pagos, e mesmo agora, com a muita badalação em torno da óbvia imundície em torno da baía, ficou assim combinado entre o governo e a imprensa: “não se toca mais nisso”.  Mas… onde estão os projetos?

Cabral entregou a elaboração dos projetos à Secretaria de Estado do Ambiente – SEA, numa demonstração clara de não confiar mais na gestão da Cedae.  Em 22/7/2011, o BID encaminhou ao então secretário de estado Carlos Minc o documento que pode ser visualizado na página do mesmo ou aqui.  Onde estão os projetos?

Em 20/3/2012, o BID apresentou ao governo do estado do Rio de Janeiro a versão final do contrato que previa investimentos no valor total de US$ 639.550.000 (isto mesmo, 639 milhões de dólares) para a implementação do tal Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara), com o financiamento externo de US$451.980.000 (isto mesmo, pouco menos de 492 milhões de dólares), conforme documento disponível na página do mesmo banco ou aqui.  O projeto, que recebeu o número 2646/OC-BR seria implementado através da mesma SEA.

Os recursos a fundo perdido para a contratação de serviços de consultoria foram gastos e muitos documentos podem ser encontrados na área referente ao projeto na página do BID.  Novamente, onde estão os projetos resultantes dessas contratações?

Segundo informação constante da página do BID, o contrato foi assinado em 20/3/2012, com um empréstimo de US$ 452 milhões!  E o que exatamente aconteceu desde então?  Contratos assinados com o BID  e o Banco Mundial com valores não desembolsados pagam taxas de manutenção.

O fato de que nada tenha se dito em 2012 é um contundente indicador de que o governo não tinha a intenção de se comprometer com o programa? E o então secretário de estado sabia perfeitamente disso e abandonou completamente os seus antes alardeados compromissos com a transparência, apesar de seu notório apego aos holofotes midiáticos?

O que exatamente aconteceu com esse programa de saneamento?  Não houve mais desembolso, ou os desembolsos estão ocorrendo de forma demasiadamente lenta?  Afinal, a previsão para a conclusão do programa é o ano de 2018…

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Diga-se de passagem, o BID é tão responsável por essa esculhambação toda quanto as autoridades públicas dos países que ainda tomam empréstimos na instituição.  Porque comporta-se como um mero banco que empurra dinheiro goela abaixo dos clientes, com a vantagem de não não correr riscos com os empréstimos que faz, todos com garantias soberanas.  Assim, nunca fiscaliza a consistência dos projetos apresentados e não suspende os desembolsos quando a orgia politiqueira é total, como aconteceu com o PDBG.  E caberia ao BID a avaliação da capacidade local de aportar os valores de contrapartida, o que prefere nunca fazer ou improvisar de maneira a confirmar os empréstimos.

 

Subsídios para Combustíveis Fósseis X Sistemas Híbridos Solar / Diesel – Uma Contribuição para o Equilíbrio Fiscal

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O Brasil – leia-se, os contribuintes – subsidiam o transporte e o consumo de combustíveis para a geração de eletricidade nos sistemas isolados.  A previsão dos valores totais para tais subsídios no ano de 2015 é da ordem de R$ 6, 3 bilhões.  Tais subsídios são dados para o diesel e seu transporte para as aglomerações urbanas não conectadas à rede

Enquanto isso, a Austrália dá o exemplo com a implantação de um sistema híbrido (solar fotovoltaico + diesel) de 1 MW para abastecimento de um sistema isolado em apenas uma semana,  como se pode ver no vídeo abaixo (em time lapse, isto é, concentrando os trabalhos em menos de um minuto.

 

A Agência de Energias Renováveis da Austrália – ARENA subsidiou 2/3 do valor total do projeto, participando com cerca de R$ 4,5 milhões.  O sistema tem capacidade de atender a cerca d 350 pessoas e a grande vantagem de poder ser deslocado para outros lugares sem os grandes custos de transporte de estruturas.

Com um sistema híbrido desses custando cerca de R$ 6 milhões, se o governo for sensato e conceder uma isenção de impostos inicial de 10 anos, poderiam ser instalados 1 mil sistemas similares, o que resultaria numa redução drástica de alguns bilhões de subsídios da Conta de Consumo de Combustíveis – CCC para sistemas isolados.  A redução do consumo se daria não apenas pela inclusão da energia fotovoltaica mas, também, pela substituição dos geradores um tanto sucateados, antigos, de baixa eficiência, por outros mais modernos e eficientes.  Com uma licitação com recursos assegurados pela redução dos custos da CCC (custos evitados, na linguagem da Economia), é praticamente certo que fabricantes estrangeiros de painéis fotovoltaicos se instalariam no Brasil, contribuindo para a retomada da crescimento.

Um dos obstáculos é a máfia do transporte desse diesel para a Amazônia – transporte que, ironicamente, terá os seus custos aumentados juntamente com o preço dos combustíveis.  O outro é que num esquema desses não haveria grana para empreiteiras implantarem linhas de transmissão.

Alô, alô, ministro Joaquim Levy – talvez seja hora de assumir a iniciativa, se deseja é o objetivo é mesmo o equilíbrio fiscal, e não apenas o aumento de impostos.

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Estudos recentes indicam que na Inglaterra cerca de 10 milhões de “tetos solares” (fotovoltaica) estarão instalados até 2020.  E mais: em dias de sol esses telhados poderiam abastecer 40% da demanda de eletricidade do país.  As estimativas são do Grantham Institute – Imperial College London.

Por falar em “dias de sol” nos trópicos, talvez as autoridades econômicas pudessem usar um pouco melhor a boa aritmética.

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Na atual estrutura da CCC há incentivos para a substituição do diesel nessas comunidades não conectadas à rede, mas limitados à construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).  Isso deveria ser mudado rapidamente de maneira a incluir sistemas híbridos.

 

Racionamento de Energia Elétrica e Graves Insuficiências de Políticas Públicas

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Coube ao obscuro Operador Nacional do Sistema – ONS anunciar a possibilidade de “apagões” no sistema elétrico nacional no verão 2014/2015.  Omitiram-se as autoridades superiores do ministério de Minas e Energia. e tentaram amenizar o racionamento apenas dando-lhe outro nome: “cortes seletivos“.  O pensamento mágico parece a acreditar que muda a realidade com o mero jogo de palavras.

Esse risco já havia sido mencionado neste blog em artigo sobre o uso eleitoral das informações sobre a seca pela abúlica Agência Nacional de Águas – ANA.

Também, em diversos artigos anteriores aqui publicados, foram analisadas as debilidades das políticas públicas brasileiras na área da segurança energética.  Debilidades ou monótona subserviência às grandes empreiteiras com sua natural preferência pela construção de novas hidrelétricas de grande porte e linhas de transmissão de longa distância.

Em palavras simples, o abusivo reajuste nos preços da eletricidade – aprovados a toque de caixa pela infame Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL logo após as eleições e para entrarem em vigor em 72 horas (no caso da Light, concessionária de boa parte do estado do Rio de Janeiro), empresa de estrutura acionária no mínimo divertida, com dois acionistas amplamente desconhecidos.  Apenas por curiosidade: quais foram os ganhos de eficiência da Light (e de outras) na qualidade da energia que fornece, a redução de perdas técnicas e comerciais, os investimentos em energias renováveis ou a disseminação de medidas de eficiência energética para os consumidores?

O Brasil vem patinando na adoção de iniciativas amplamente disseminadas nos países sérios até mesmo na área de grandes hidrelétricas!  Não investe na repotencialização – troca de turbinas antigas por outras mais modernas e eficientes -, na automação – que permite a abertura e o fechamento das comportas em função da demanda, em “tempo real” -, ou mesmo na acumulação de energia sob a forma de bombeamento da água de volta para os reservatórios fora dos horários de pico.  Nada!  Eles gostam mesmo é de contratar empreiteiras, e com a adoção dessas alternativas tecnológicas não há necessidade delas.

Os atrasos são igualmente graves no que se refere aos incentivos à micro-geração distribuída de energia solar e eólica.  As autoridades do setor não tiveram iniciativas orientadas para o domínio das novas tecnologias nessas áreas, à produção nacional dos equipamentos, ao treinamento de equipes de instalação (que pesa nos custos finais das mesmas), à facilitação dos procedimentos para a venda de energia assim gerada à rede (o que inclui mas não se limita à fabricação e à disseminação de medidores apropriados para que isso aconteça, isto é, de medidores de entrada e saída de energia), e por aí afora.  Um oceano de mesmices e lentidões!

Tampouco investiu massivamente em “linhas inteligentes” de transmissão e distribuição de energia elétrica, uma área na qual verificam-se,  já há algum tempo, avanços significativos nos países sérios, onde tais sistemas são conhecidos como smart grids (o link leva ao Departamento de Energia dos EUA mas os exemplos estendem-se à União Européia, à China, ao Japão e a outros países com políticas públicas sérias na área de eficiência e de segurança energéticas).

As perdas médias no sistema de distribuição de eletricidade dos países europeus são de 4%.   Qual é mesmo a perda média das distribuidoras brasileiras, uma por uma, descontadas as assim chamadas perdas comerciais decorrentes da perseverante omissão das concessionárias e do poder público?

Finalmente, vale dizer, ainda é tempo de colocar em marcha um plano emergencial de geração térmica, ainda que para tanto seja necessário importar gás liquefeito.  Alguns terminais de regaseificação foram implantados pela Petrobras, pelo menos um – em Pernambuco – encontra-se atrasado, mas de toda forma a iniciativa privada ainda não foi convidada a implantar usinas de geração térmica com gás importado.  A alegação para mais essa omissão pode ser o maior preço da geração térmica.  No entanto, de fato, os maiores danos econômicos decorrem do mal disfarçado racionamento, já anunciado.

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Ainda sendo muito capenga o federalismo no Brasil, estados e mesmo municípios poderiam e deveriam tomar várias iniciativas para a redução do consumo sem prejuízo aos cidadãos e à economia.  Mas esse é um outro assunto, outro tipo de omissão ou de abulia.

 

 

 

 

 

 

Greenpeace – Quando o Rabo Sacode o Cachorro

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Novamente, o Greenpeace foi atingido por um escândalo na Europa, não divulgado no Brasil: perdas milionárias com especulação financeira, desta vez no cassino do jogo com taxas cambiais.  No ano fiscal de 2013, o Greenpeace terá acumulado um deficit de cerca de R$ 21 milhões, levantando quuestionamentos sobre a capacidade de gestão financeira da organização.  De fato, os problemas de gestão financeira do Greenpeace já se arrastam há anos.

Comparadas com o seu orçamento anual – algo como R$ 227 milhões -, as perdas recentemente descobertas não parecem ser tão grandes – cerca de R$ 11,6 milhões, ou 5% da receita anual.  Qualquer coisa semelhante resultaria na demissão de executivos de uma empresa séria, mas na sede do Greenpeace em Amsterdam ocorreu apenas a responsabilização de um funcionário de segundo ou terceiro escalão que teria feito previsões erradas sobre oscilações de câmbio.  Ou seja, um bode expiatório.

No entanto, o problema não se limita à persistência da má gestão financeira, mas no tipo de aplicação dos recursos -, isto é, a mera especulação no mercado cambial,  que pode impactar a percepção dos doadores (90% dos quais são pessoas físicas ou considerados pequenos doadores).

Para minimizar os danos à sua imagem, o Greenpeace apressou-se a apresentar o seu pedido de desculpas ao “distinto público” e assegurar que o funcionário responsável pelo “deslize” não teve “interesses pessoais” nas operações financeiras realizadas e que ele havia sido demitido (ainda que as operações desse tipo requeiram o consentimento de diretores) e tentar reassegurar os doadores de que “todos os esforços serão feitos para que algo similar não volte a acontecer no futuro”.  Business as usual.

O Greenpeace tem cerca de 2.000 empregados em 28 escritórios espalhados por diferentes países.

Essas informações inicialmente divulgadas pelo Der Spiegel logo repercutiram nos principais órgãos de imprensa europeus.  Na sequência, o presidente de uma ONG criada para monitorar a qualidade da gestão de outras ONGs – a NGO – Monitor – declarou: “eles pedem transparência, consistência e boa gestão nas ações dos governos, coisas que eles próprios não têm sob muitos aspectos”.

E prosseguiu: “Essas ONGs ainda se vêem como insurgentes contra o establishment,  mas agora elas são o establishment, e devem ser vistas como organizações corporativas sem as estruturas necessárias para administrar organizações desse porte.

O Greenpeace ainda tem a maior parte de seus fundos oriunda de pequenos doadores.  Mas outras organização – como o WWF-US – têm a maior parte de seus fundos oriunda de grandes doadores e de investimentos no mercado financeiro.  O WWF-US tem, hoje, cerca de R$ 60 bilhões de “capital próprio” (lá sob a denominação de endowement, o valor total doado ao longo do tempo).

Uns e outros são casos típicos do rabo sacudindo o cachorro.

ONGs financiadas pelo poder público são comuns no Brasil – não apenas e nem principalmente na área das causas ambientais – merecem auditorias ainda mais atentas.  Não apenas p0rque a mera ideia de organizações não-governamentais sustentadas com dinheiro do governo é um contra-senso, como também  porque é imensa a falta de prestação de contas e os escândalos de corrupção.

A gestão das “compensações ambientais” no Brasil – desde a sua criação, em 2000 -, com arrecadação média de 1% dos valores de todos os investimentos em grandes projetos públicos e privados, é no mínimo altamente questionável tanto em seus aspectos técnicos quanto financeiros.

E isso para não falar das “compensações ambientais” não previstas em lei mas apenas impostas, na prática, como condição para a liberação de licenças.

Ao trabalho!

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Outro bom exemplo do grau de comprometimento de grandes ONGs ambientalistas com os projetos de corporações até mesmo na área do petróleo encontra-se num recente livro de autoria de Naomi Klein intitulado “Isso Muda Tudo: Capitalismo X Clima” (que provavelmente não será publicado no Brasil.   A resenha do livro chama a atenção para algo já muito conhecido: a Nature Conservancy, que já aprontou muitas estrepolias no Brasil, com os seus R$ 15 bilhões em caixa, faz “qualquer negócio por uns dólares a mais” (desde que não perca a clientela e a máscara, é claro).  Naomi Klein cita-a apenas como um de muitos exemplos daquilo que diz ser “o fracasso catastrófico” de algumas organizações ambientais.

 

 

 

 

 

 

 

Cidades Históricas – Paraty – As Imagens “Divertidas” e as Iniciativas Pioneiras

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Amigos da Associação Pro-Mamanguá Paraty (link só acessível através do Facebook), que vem desenvolvendo um excelente trabalho nna região, enviam ao autor deste blog boas e más notícias (e imagens).

Primeiro, a má notícia, para que o sabor da boa fique na boca após a leitura: a “acessibilidade” no município tombado pelo IPHAN é uma piada, como se pode ver abaixo.

 

Kimy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Piada péssimo gosto, é claro!

A atenção do autor da foto foi despertada por um artigo comparando o pavimento das cidades histórias brasileiras e européias comparando as políticas e iniciativas do IPHAN – o conservadorismo frequentemente tolo – com o que se faz por lá.   Além da acessibilidade mal aplicada em decorrência desse tipo de conservadorismo, a imagem mostra a formação de poças d’água, indicando a péssima qualidade da drenagem, impossível com esse tipo de pavimento (que até poderia ser mantido em um ou dois trechos de ruas).

Do lado positivo, ultra-positivo, um barco com motor elétrico e a eletricidade gerada por painéis solares.

 

Kimy - Barco Solar - Paraty.webpequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apoiando o projeto estiveram a Eletronuclear, a uma distribuidora de baterias, uma loja de madeiras (o barco foi fabricado com madeira impregnada com epóxi) e a Prefeitura municipal.

À frente do projeto, o físico Allan Reid, formado em Campinas e com mestrado em planejamento energético na COPPE/UFRJ, que contou com o apoio de alguns dos professores da instituição.

Explica Allan que os motores de 2 tempos (2T) ainda amplamente utilizados por pequenas embarcações no Brasil são altamente ineficientes e jogam na água cerca de 20% do total do combustível consumido – gasolina ou óleo -, bastante mais do que os motores de 4 tempos já utilizados na Alemanha e e outros países europeus, bastante mais eficientes e menos poluentes (motores a combustão interna são muito ineficientes e só transformam em energia cerca de 30% do poder energético total dos combustíveis fósseis).

No Brasil, não temos a produção nem dos painéis solares e nem dos motores elétricos utilizados no protótipo mostrado na imagem, no qual foram utilizados dois motores auxiliares… importados.

Vale ressaltar que o Brasil exporta silício com baixo grau de pureza e importa células, já nos painéis, que necessitam de silício com alto teor de pureza.

Falar em política de eficiência energética e em gestão ambiental no Brasil não deixa de ser “divertido”.   Onde está o apoio e a promoção para a fabricação local desses equipamentos, e até mesmo a obrigatoriedade de seu uso – a começar pelos ambientes lagunares – para que se crie o mercado?

De toda forma, com um mínimo de estímulo por parte das autoridades, motores elétricos para embarcações poderiam ser produzidos no Brasil e teriam grande utilidade até mesmo sem a utilização de painéis solares (que encarecem as embarcações), já que a maioria das viagens é de curta duração e os pontos de recarga das baterias poderiam estar nas proximidades das áreas de embarque e desembarque de passageiros.

Só mesmo a muita garra de jovens cientistas e o dinamismo do mercado para transformar essa realidade, ainda que com equipamentos importados (ssem desoneração tributária, usualmente parte da política de “criação de mercados” de interesse nacional e/ou público nos países sérios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avanços da Energia Solar e Atrasos da Política Energética Brasileira

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Nos últimos dias, grandes bancos divulgaram relatórios sobre a queda dos preços da energia solar no mundo, sugerindo que muito em breve essa fonte de energia competirá com o petróleo e o carvão.  O gráfico abaixo – da Bloomberg – proporciona uma clara visão dessa redução de custos.  Em 36 anos, o preço da geração com essa tecnologia caiu de US$ 76,67/watt para US$ 0,74/watt.  E as perspectivas são de que esse preço continuará a cair e as projeções sugerem que 18% da geração elétrica poderão ser provenientes da energia fotovoltaica até 2020 em partes da Europa, segundo estudos do UBS (União de Bancos Suíços).

Solar power - Price evolution

 

Segundo um relatório do Citibank, “a energia solar ainda está iniciando o seu ciclo de crescimento, e mesmo assim, em muitos países – Alemanha, Espanha, Portugal, Austrália e no sudoeste dos EUA – o uso de paineis fotovoltaicos em escala residencial já é competitivo com  o preço da energia das empresas distribuidoras”.  Agora, sem subsídios!

“Em 2014, a energia solar apresentou a maior taxa de crescimento depois do gás natural, e as perspectivas parecem excelentes para 2014.

A China e o Japão ultrapassaram amplamente os EUA na capacidade instalada de energia solar: 12 GW, 9 GW e 6,5 GW, respectivamente.”  E a China planejando expandir a sua capacidade instalada de geração fotovoltaica para 70 GW (ou 70.000 MW) até 2017 (quase 5 vezes a capacidade instalada de Itaipu).

O Brasil ainda não têm políticas consistentes de ciência e tecnologia para áreas estratégicas do desenvolvimento econômico!  Não domina a tecnologia de produção de células fotovoltaicas e não há fábricas desse tipo de equipamento instaladas no país.

E tampouco tem políticas ativas de disseminação da energia solar.  Nada mais do que a autorização recente para que pequenos geradores possam vender energia solar para a rede – noves fora as necessidades de negociações e os obstáculos técnicos-administrativos das concessionárias de distribuição.

Vale ressaltar que um parte dos preços da energia solar é constituída de custos de capital – a fabricação das células e sua montagem em paineis – e outra, significativa, são os custos de instalação.

Nos países onde a energia solar se expande, os governos apoiaram de maneira decisiva o treinamento das equipes de instalação dos sistemas.

A energia solar oferece muito maior segurança em tempos de extremos climáticos, quando os períodos de secas serão mais intensos e mais prolongados, com riscos para a capacidade de geração hidrelétrica do Brasil.  Mas ela não é de interesse das empreiteiras que constroem barragens.

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Uma das diferenças é que nos países sérios ninguém fica esperando por decisões do governo central.  A Califórnia fez, há muito, uma concorrência pública para a aquisição de paineis solares para prédios governamentais ao longo de 5 anos… desde que a empresa colocasse a fábrica no estado.  Claro que de maneira mais séria que aqui, com estudos de viabilidade técnica e econômica, e não pedidos de propina pela doação do terreno, infraestrutura e isenções tributárias.

 

 

 

 

Reúso de Água – Avanços do Programa de Saneamento Básico – PROSAB – IV

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Apesar da usual falta de conexão entre os meios acadêmicos, as iniciativas de formulação/implementação de políticas públicas e a iniciativa privada, vale dizer que o Brasil vem avançando – ainda que lentamente – na área de reúso de água.

Em particular, vale destacar a iniciativa da FINEPcriada em 1967 com o nome de Financiadora de Estudos e Projetos, e depois renomeada sem alteração da sigla -, através de seu  Programa de Pesquisa em Saneamento Básico.

Dentre os diversos estudos contratados para execução em sistemas de rede de pesquisadores – nada além do usual na área da pesquisa cientifica e tecnológica -, alguns merecem destaque para o tema aqui abordado.

Em primeiro lugar, o que tem como, como título Manejo de Águas Pluviais Urbanas (volume IV da série).  O longo estudo, com quase 400 páginas, tem como título mais descritivo “Desenvolvimento de sistemas de manejo das águas pluviais urbanas, tais como retenção, detenção e reúso, considerando a qualidade da água e a redução dos impactos da poluição nos corpos d’água”.  Publicado em 2009 e tendo entre os seus objetivos a formulação de políticas públicas, ainda não parece ter encontrado aplicações práticas.

A outra publicação que aborda tópicos muito interessantes intitula-se Uso Racional de Água e Energia – Conservação de água e energia em sistemas prediais e públicos de abastecimento de água (volume 5 da série).   A relação entre água e energia é interessante e construtiva, já que o reúso de água usualmente resulta em redução do consumo de energia, em particular para o seu tratamento pelas concessionárias, e para a sua transmissão em longas distâncias (algo que que deveria ser considerado nos programas de redução de perdas – quando existentes -, já que neles o uso da energia não seja contabilizado como parte dessas perdas).  Também publicado em 2009, os impactos desse estudo na formulação de políticas públicas parece desprezível (ou, quando a leis espeíficas, como no caso da cidade do Rio de Janeiro, elas não são cumpridas).

Da série de interesse para o reúso das águas, o último volume intitula-se Tratamento e Utilização de Esgotos Sanitários , tendo como título mais explicativo “Reúso de águas de esgoto sanitário, inclusive desenvolvimento de tecnologias de tratamento para esse fim”.   Igualmente elaborado por uma extensa rede de especialistas e publicado em 2006, este estudo tampouco parece ter encontrado receptividade por parte das autoridades públicas e das concessionárias desses serviços.

Na série, há outras publicações de grande interesse para o tema.  Onde e como essas pesquisas/orientações foram utilizadas pelo poder público?

Nestes campos, o que avança no Brasil, ainda que lentamente, é a iniciativa privada, tanto em pequena escala (shoppings, edifícios corporativos e até mesmo residenciais) como algumas poucas indústrias e um único caso de grande escala na Região Metropolitana de São Paulo (onde muitos outros já poderiam ter sido implantados, já que os estudos foram concluídos em 2002).

Que venham as inovações!

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Na elaboração do projeto e no licenciamento ambiental do milionário Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – COMPERJ, para o qual só agora está sendo licenciada uma barragem com fonte de abastecimento de água, foi previsto algum reúso de água de processo industrial e de escorrimento superficial das chuvas em seus 44 milhões de metros cúbicos de área impermeabilizada?

Por que não exigir dos mega-consumidores como refinarias, siderúrgicas, têxteis e outras a apresentação de projetos de reúso antes da renovação das licenças ambientais?

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Já é passada a hora das alianças políticas saírem dos arreglos para a conquista de minutos no horário eleitoral das redes de televisão e da distribuição de cargos, passando para propostas concretas.  Na área da gestão d meio ambiente, fortes estímulos ao reúso de água pode e deve ser uma dessas propostas, em particular diante dos extremos climáticos que já estão ocorrendo.

O que não é possível é o sistema Cantareira atingir o seu mais baixo nível histórico e dona Dilma querer transformar isso numa acusação eleitoreira, imediatista, oportunista a São Paulo, como se o governo federal tivesse avançado um milímetro na gestão de águas.

 

 

 

Reúso de Águas – Avanços nos Países Sérios, Lerdeza no Brasil – III

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Que o Brasil tem políticas ambientais muito antiquadas, todos sabem.  Basta observar os resultados, nulos ou negativos quando se trata da quase totalidade dos rios, baías, lagoas.   A gestão ambiental pelos órgãos governamentais não é em nada superior ao que acontece no sistema público de saúde, educação, habitação, sistemas de transporte, etc.

Para se ter uma noção da distância que nos separa daquilo que acontece nos países sérios, nada como alguns exemplos.

Em setembro deste ano (2014), realizar-se-á, no Texas, o 29º Simpósio Anual Sobre Reuso de Águas.  Isso mesmo!  Há pelo menos 30 anos os encarregados de elaborarem políticas públicas, as empresas, os engenheiros que atuam no setor e outros especialistas já se mobilizam para debater alternativas, tecnologias,,opotunidades e regulamentos relacionados ao reúso de água.  E isso para não mencionar os muitos encontros regionais e estaduais, como o encontro que ocorreu em março deste ano na Pennsylvania, em janeiro no Texas e muitos outros, estaduais ou temáticos.

A última versão das Diretrizes para Reúso de Água da Agência de Proteção Ambiental – EPA foi disponibilizada em 2012 e tem 643 páginas.  A versão anterior, de 2004, tinha cerca de 450 páginas.

Recomenda-se a visualização do Índice (Table of Contents, páginas 8 a 14) para aqueles que se interessam pelo assunto sem entrar nos aspectos técnicos mais detalhados.

O trabalho se inicia com as razões para que seja promovido o reúso e segue com o que os norte-americanos denominam, há décadas, de “gestão integrada de água”, com os pré-requisitos de tratamento e estocagem da água que de outra forma seria descartada – aumentando a poluição dos rios e lagoas (mesmo após os tratamentos usuais).

A seguir, analisa as principais formas de reúso: na agricultura e no paisagismo, recarga dos lençóis freáticos nas diversas regiões (que são tratadas separadamente, em função dos usos da terra, das disponibilidades de água, etc), e vai até a análise das fontes de financiamento, da viabilidade econômica e das barreiras institucionais.

O reúso de esgotos domésticos na agricultura – depois de algum tratamento e da imprescindível desinfecção – é o mais comum, já que esses esgotos trazem consigo imensas quantidades de nutrientes.

Regulamentos específicos para o reúso são deixados para os estados!  Os EUA já sabem, há muito, que num país de dimensões territoriais não pode fazer leis ambientais que tenham aplicabilidade em regiões totalmente distintas, bem ao contrário do que faz a burocracia de Brasília, afastada – e desinteressada – de qualquer peculiaridade regional, ou seja, da realidade do país.

Enquanto isso, aqui, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH – acreditem se quiserem, mas o governo federal tem esse abúlico apêndice, com dez câmaras técnicas e toda a máquina para sustentar a sua apatia, paga pelos contribuintes.  Criado em 1997, só em 2012 aprovou o seu regimento interno – como se pode ver em seu “sítio” – e avança na velocidade de um cágado com a pata manca quando se trata de fazer alguma coisa na área do reúso da água, assunto que começou a debater em 2006, sem qualquer iniciativa concreta além de algumas poucas apresentações de seus membros.  Talvez seja melhor assim, porque sempre há o risco de que o Conselho aprove um regulamento, em lugar de diretrizes e critérios.

Ah, sim, o Conselho aprovou a mega-genérica Resolução CNRH 54/2005, que prevê as usuais generalidades de burocratas e políticos que não sabe exatemente o que querem (cf. Art. 9º).

 

 

Erosão, Sedimentação, e Más Práticas de Gestão Ambiental no Complexo Lagunar da Barra da Tijuca – II

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Uma parcela dos sedimentos lançados nas lagoas tem origem natural, mas essa é insignificante quando se trata da redução acelerada da lâmina d’água em poucas décadas – é um processo que se dá em escala geológica.

Outra parcela, nada desprezível, é oriunda do lançamento de esgotos brutos, sem tratamento, como ocorreu nas últimas décadas em toda a região da Barra da Tijuca – e continua ocorrendo, por lerdeza da concessionária dos serviços e das autoridades públicas (por favor, sem esse papo furado da responsabilidade dos condomínios, um lero-lero já desgastado que só serve para enganar leigos).  Esta parcela pode ser estimada em 500 kg por metro cúbico de esgoto (usando como referência 500 mg de sólidos sedimentáveis por litro de esgoto).  Apenas para um cálculo hipotético – mas não longe da realidade – se estimarmos que na bacia drenante do complexo lagunar da Barra da Tijuca e adjacências que o esgoto de 200.000 habitantes permanece sem tratamento, teremos 40.000 metros cúbicos de esgotos ou 20 toneladas de sedimentos por dia, ou 7.300 toneladas/ano.  Ano após ano….

Pode-se brincar à vontade com esses números, para menos no que se refere à taxa de sólidos sedimentáveis, ou para mais, no que se refere à população ainda não atendida.  Mas não se pode dizer que os valores são desprezíveis ou que exista um estudo sério sobre as fontes dos sedimentos que contribuem para o assoreamento das lagoas.  E falar em mega-dragagens sem esses estudos não é um indicador de boa gestão ambiental.  Rios de dinheiro em dragagem serão melhores aproveitados em coleta de esgotos.  A segunda prioridade é a identificação das fontes de assoreamento e identificação de soluções.  A dragagem localizada – desde que claramente identificadas as áreas com base nas dinâmicas hídricas, e não em interesses particulares- é a terceira prioridade.

Há, na região, uma outra contribuição significativa para o assoreamento das lagoas (ou lagunas): as péssimas práticas de gestão ambiental das empreiteiras e construtoras em geral.  Como se ver abaixo, os serviços de terraplanagem deixam o solo exposto por dias ou semanas, mesmo em períodos de chuva (quando águas ficam ali servindo de criadouros para mosquitos).

Web.pequena - Más práticas construtivas do ponto de vista da gestão ambiental.versão completa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens similares ocorrem em toda a região, há muito tempo e com frequência, em obras públicas ou privadas.  Não se trata apenas do poder público ter normas para a construção civil, mas também – e sobretudo – da tão decantada responsabilidade sócio-ambiental das empresas.  Pelo menos no caso brasileiro, essa é apenas uma figura de marketing nas páginas das empresas na internet.  Ainda nas proximidades de corpos hídricos como as lagoas, o solo permanece mesmo é exposto durante semanas, com o arraste de sedimentos pelas chuvas.

Web pequena - Solo exposto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo, ao fundo, a terra estocada para terraplanagem.  Ali permaneceu durante semanas, antes de ser espalhada sobre o solo arenoso.  Quem, examente, cuidou da tal responsabilidade socioambiental?  Os tratoristas?

Web.pequena - Más práticas construtivas do ponto de vista da gestão ambienta.1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para finalizar, nas proximidades da lagoa, uma garça procura o seu local usual de pouso e reprodução.  Toda essa bagunça em nome da Copa – alô, alô, “padrão FIFA” – e das Olimpíadas…

Mas nada a temer!  Depois as empreiteiras contratam um biólogo de plantão para fazer alguma “recomposição” ou “compensação ambiental”, e a imprensa finge que acredita.

web.pequena.Ave procura seu ninho ou habitat depois da passagem de máquinas pesadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São essas as práticas construtivas em toda a região da Barra da Tijuca.   Diretamente, por arraste superficial, ou através das redes de águas pluviais, a quantidade de sedimentos que vai parar no fundo das lagoas com essas movimentações de terra é seguramente imensa.

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Com elevadas taxas de impermeabilização do terreno, as lagoas também são atingidas, não apenas do ponto de vista hidrológico, como também de mais arraste de sedimentos e de contaminantes.  Nos países sérios, as boas práticas de engenharia dispõem de tecnologias para evitar isso tudo há décadas, muitas décadas.  Mas empreiteiras e construtoras brasileiras não são exatamente empresas que se interessam por avanços tecnológicos, ainda mais quando os benefícios não são para os próprios bolsos.

 

 

A Floresta da Tijuca Abandonada – III

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Não são apenas os gradis da Mesa do Imperador que se encontram completamente deteriorados.  Na Cascatinha Taunay, certamente o primeiro ou segundo ponto mais visitado de todo o Parque Nacional, a situação não é diferente, como se vê abaixo.

Corrimão Cascatinha.webpeqeuna

 

 

 

 

 

 

 

 

(O pior da Cascatinha Taunay ainda é o desvio de suas águas pela CEDAE, com o seu eterno desprezo por questões ambientais, mas esse é outro assunto, de solução tão remota quanto os insanáveis problemas de coleta e tratamento de esgotos em sua área de concessão.)

Esse tipo de abandono – que pode causar ferimentos nos visitantes, em particular nas crianças – talvez seja mais preocupante ainda quando se trata da estrutura da Vista Chinesa.

Corrimão Vista Chinesa.webpequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O matagal logo abaixo é no mínimo divertido, sobretudo em se tratando de um Parque Nacional.  Novamente, é essa a turma que pretende “tomar conta” de reservas legais e de áreas de preservação permanente nas propriedades privadas?

Pode-se dizer – como é hábito do poder público no Brasil – que os ‘culpados” são os visitantes que ali apoiam o pé.  Mas não é, como mostra o estado dos bancos em alguns trechos – poucos ainda.

Vista Chinesa - Junta.webpequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A boa notícia foi a decisão da Prefeitura do Rio de retirar as horrorosas lixeiras abóboras por outras, um pouco maiores, com o padrão verde-escuro utilizado nas cercanias do patrimônio arquitetônico – como o Teatro Municipal e o Centro Cultural Banco do Brasil.

Em breve, notícias sobre a última reforma de vulto feita na Floresta da Tijuca, antes que ela fosse transformada em Parque Nacional.