Archive for the 'Responsabilidade Sócio-Ambiental' Category

Cidades Históricas – Paraty – As Imagens “Divertidas” e as Iniciativas Pioneiras

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Amigos da Associação Pro-Mamanguá Paraty (link só acessível através do Facebook), que vem desenvolvendo um excelente trabalho nna região, enviam ao autor deste blog boas e más notícias (e imagens).

Primeiro, a má notícia, para que o sabor da boa fique na boca após a leitura: a “acessibilidade” no município tombado pelo IPHAN é uma piada, como se pode ver abaixo.

 

Kimy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Piada péssimo gosto, é claro!

A atenção do autor da foto foi despertada por um artigo comparando o pavimento das cidades histórias brasileiras e européias comparando as políticas e iniciativas do IPHAN – o conservadorismo frequentemente tolo – com o que se faz por lá.   Além da acessibilidade mal aplicada em decorrência desse tipo de conservadorismo, a imagem mostra a formação de poças d’água, indicando a péssima qualidade da drenagem, impossível com esse tipo de pavimento (que até poderia ser mantido em um ou dois trechos de ruas).

Do lado positivo, ultra-positivo, um barco com motor elétrico e a eletricidade gerada por painéis solares.

 

Kimy - Barco Solar - Paraty.webpequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apoiando o projeto estiveram a Eletronuclear, a uma distribuidora de baterias, uma loja de madeiras (o barco foi fabricado com madeira impregnada com epóxi) e a Prefeitura municipal.

À frente do projeto, o físico Allan Reid, formado em Campinas e com mestrado em planejamento energético na COPPE/UFRJ, que contou com o apoio de alguns dos professores da instituição.

Explica Allan que os motores de 2 tempos (2T) ainda amplamente utilizados por pequenas embarcações no Brasil são altamente ineficientes e jogam na água cerca de 20% do total do combustível consumido – gasolina ou óleo -, bastante mais do que os motores de 4 tempos já utilizados na Alemanha e e outros países europeus, bastante mais eficientes e menos poluentes (motores a combustão interna são muito ineficientes e só transformam em energia cerca de 30% do poder energético total dos combustíveis fósseis).

No Brasil, não temos a produção nem dos painéis solares e nem dos motores elétricos utilizados no protótipo mostrado na imagem, no qual foram utilizados dois motores auxiliares… importados.

Vale ressaltar que o Brasil exporta silício com baixo grau de pureza e importa células, já nos painéis, que necessitam de silício com alto teor de pureza.

Falar em política de eficiência energética e em gestão ambiental no Brasil não deixa de ser “divertido”.   Onde está o apoio e a promoção para a fabricação local desses equipamentos, e até mesmo a obrigatoriedade de seu uso – a começar pelos ambientes lagunares – para que se crie o mercado?

De toda forma, com um mínimo de estímulo por parte das autoridades, motores elétricos para embarcações poderiam ser produzidos no Brasil e teriam grande utilidade até mesmo sem a utilização de painéis solares (que encarecem as embarcações), já que a maioria das viagens é de curta duração e os pontos de recarga das baterias poderiam estar nas proximidades das áreas de embarque e desembarque de passageiros.

Só mesmo a muita garra de jovens cientistas e o dinamismo do mercado para transformar essa realidade, ainda que com equipamentos importados (ssem desoneração tributária, usualmente parte da política de “criação de mercados” de interesse nacional e/ou público nos países sérios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avanços da Energia Solar e Atrasos da Política Energética Brasileira

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Nos últimos dias, grandes bancos divulgaram relatórios sobre a queda dos preços da energia solar no mundo, sugerindo que muito em breve essa fonte de energia competirá com o petróleo e o carvão.  O gráfico abaixo – da Bloomberg – proporciona uma clara visão dessa redução de custos.  Em 36 anos, o preço da geração com essa tecnologia caiu de US$ 76,67/watt para US$ 0,74/watt.  E as perspectivas são de que esse preço continuará a cair e as projeções sugerem que 18% da geração elétrica poderão ser provenientes da energia fotovoltaica até 2020 em partes da Europa, segundo estudos do UBS (União de Bancos Suíços).

Solar power - Price evolution

 

Segundo um relatório do Citibank, “a energia solar ainda está iniciando o seu ciclo de crescimento, e mesmo assim, em muitos países – Alemanha, Espanha, Portugal, Austrália e no sudoeste dos EUA – o uso de paineis fotovoltaicos em escala residencial já é competitivo com  o preço da energia das empresas distribuidoras”.  Agora, sem subsídios!

“Em 2014, a energia solar apresentou a maior taxa de crescimento depois do gás natural, e as perspectivas parecem excelentes para 2014.

A China e o Japão ultrapassaram amplamente os EUA na capacidade instalada de energia solar: 12 GW, 9 GW e 6,5 GW, respectivamente.”  E a China planejando expandir a sua capacidade instalada de geração fotovoltaica para 70 GW (ou 70.000 MW) até 2017 (quase 5 vezes a capacidade instalada de Itaipu).

O Brasil ainda não têm políticas consistentes de ciência e tecnologia para áreas estratégicas do desenvolvimento econômico!  Não domina a tecnologia de produção de células fotovoltaicas e não há fábricas desse tipo de equipamento instaladas no país.

E tampouco tem políticas ativas de disseminação da energia solar.  Nada mais do que a autorização recente para que pequenos geradores possam vender energia solar para a rede – noves fora as necessidades de negociações e os obstáculos técnicos-administrativos das concessionárias de distribuição.

Vale ressaltar que um parte dos preços da energia solar é constituída de custos de capital – a fabricação das células e sua montagem em paineis – e outra, significativa, são os custos de instalação.

Nos países onde a energia solar se expande, os governos apoiaram de maneira decisiva o treinamento das equipes de instalação dos sistemas.

A energia solar oferece muito maior segurança em tempos de extremos climáticos, quando os períodos de secas serão mais intensos e mais prolongados, com riscos para a capacidade de geração hidrelétrica do Brasil.  Mas ela não é de interesse das empreiteiras que constroem barragens.

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Uma das diferenças é que nos países sérios ninguém fica esperando por decisões do governo central.  A Califórnia fez, há muito, uma concorrência pública para a aquisição de paineis solares para prédios governamentais ao longo de 5 anos… desde que a empresa colocasse a fábrica no estado.  Claro que de maneira mais séria que aqui, com estudos de viabilidade técnica e econômica, e não pedidos de propina pela doação do terreno, infraestrutura e isenções tributárias.

 

 

 

 

Reúso de Água – Avanços do Programa de Saneamento Básico – PROSAB – IV

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Apesar da usual falta de conexão entre os meios acadêmicos, as iniciativas de formulação/implementação de políticas públicas e a iniciativa privada, vale dizer que o Brasil vem avançando – ainda que lentamente – na área de reúso de água.

Em particular, vale destacar a iniciativa da FINEPcriada em 1967 com o nome de Financiadora de Estudos e Projetos, e depois renomeada sem alteração da sigla -, através de seu  Programa de Pesquisa em Saneamento Básico.

Dentre os diversos estudos contratados para execução em sistemas de rede de pesquisadores – nada além do usual na área da pesquisa cientifica e tecnológica -, alguns merecem destaque para o tema aqui abordado.

Em primeiro lugar, o que tem como, como título Manejo de Águas Pluviais Urbanas (volume IV da série).  O longo estudo, com quase 400 páginas, tem como título mais descritivo “Desenvolvimento de sistemas de manejo das águas pluviais urbanas, tais como retenção, detenção e reúso, considerando a qualidade da água e a redução dos impactos da poluição nos corpos d’água”.  Publicado em 2009 e tendo entre os seus objetivos a formulação de políticas públicas, ainda não parece ter encontrado aplicações práticas.

A outra publicação que aborda tópicos muito interessantes intitula-se Uso Racional de Água e Energia – Conservação de água e energia em sistemas prediais e públicos de abastecimento de água (volume 5 da série).   A relação entre água e energia é interessante e construtiva, já que o reúso de água usualmente resulta em redução do consumo de energia, em particular para o seu tratamento pelas concessionárias, e para a sua transmissão em longas distâncias (algo que que deveria ser considerado nos programas de redução de perdas – quando existentes -, já que neles o uso da energia não seja contabilizado como parte dessas perdas).  Também publicado em 2009, os impactos desse estudo na formulação de políticas públicas parece desprezível (ou, quando a leis espeíficas, como no caso da cidade do Rio de Janeiro, elas não são cumpridas).

Da série de interesse para o reúso das águas, o último volume intitula-se Tratamento e Utilização de Esgotos Sanitários , tendo como título mais explicativo “Reúso de águas de esgoto sanitário, inclusive desenvolvimento de tecnologias de tratamento para esse fim”.   Igualmente elaborado por uma extensa rede de especialistas e publicado em 2006, este estudo tampouco parece ter encontrado receptividade por parte das autoridades públicas e das concessionárias desses serviços.

Na série, há outras publicações de grande interesse para o tema.  Onde e como essas pesquisas/orientações foram utilizadas pelo poder público?

Nestes campos, o que avança no Brasil, ainda que lentamente, é a iniciativa privada, tanto em pequena escala (shoppings, edifícios corporativos e até mesmo residenciais) como algumas poucas indústrias e um único caso de grande escala na Região Metropolitana de São Paulo (onde muitos outros já poderiam ter sido implantados, já que os estudos foram concluídos em 2002).

Que venham as inovações!

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Na elaboração do projeto e no licenciamento ambiental do milionário Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – COMPERJ, para o qual só agora está sendo licenciada uma barragem com fonte de abastecimento de água, foi previsto algum reúso de água de processo industrial e de escorrimento superficial das chuvas em seus 44 milhões de metros cúbicos de área impermeabilizada?

Por que não exigir dos mega-consumidores como refinarias, siderúrgicas, têxteis e outras a apresentação de projetos de reúso antes da renovação das licenças ambientais?

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Já é passada a hora das alianças políticas saírem dos arreglos para a conquista de minutos no horário eleitoral das redes de televisão e da distribuição de cargos, passando para propostas concretas.  Na área da gestão d meio ambiente, fortes estímulos ao reúso de água pode e deve ser uma dessas propostas, em particular diante dos extremos climáticos que já estão ocorrendo.

O que não é possível é o sistema Cantareira atingir o seu mais baixo nível histórico e dona Dilma querer transformar isso numa acusação eleitoreira, imediatista, oportunista a São Paulo, como se o governo federal tivesse avançado um milímetro na gestão de águas.

 

 

 

Reúso de Águas – Avanços nos Países Sérios, Lerdeza no Brasil – III

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Que o Brasil tem políticas ambientais muito antiquadas, todos sabem.  Basta observar os resultados, nulos ou negativos quando se trata da quase totalidade dos rios, baías, lagoas.   A gestão ambiental pelos órgãos governamentais não é em nada superior ao que acontece no sistema público de saúde, educação, habitação, sistemas de transporte, etc.

Para se ter uma noção da distância que nos separa daquilo que accontece nos países sérios, nada como alguns exemplos.

Em setembro deste ano (2014), realizar-se-á, no Texas, o 29º Simpósio Anual Sobre Reuso de Águas.  Isso mesmo!  Há pelo menos 30 anos os encarregados de elaborarem políticas públicas, as empresas, os engenheiros que atuam no setor e outros especialistas já se mobilizam para debater alternativas, tecnologias,,opotunidades e regulamentos relacionados ao reúso de água.  E isso para não mencionar os muitos encontros regionais e estaduais, como o encontro que ocorreu em março deste ano na Pennsylvania, em janeiro no Texas e muitos outros, estaduais ou temáticos.

A última versão das Diretrizes para Reúso de Água da Agência de Proteção Ambiental – EPA foi disponibilizada em 2012 e tem 643 páginas.  A versão anterior, de 2004, tinha cerca de 450 páginas.

Recomenda-se a visualização do Índice (Table of Contents, páginas 8 a 14) para aqueles que se interessam pelo assunto sem entrar nos aspectos técnicos mais detalhados.

O trabalho se inicia com as razões para que seja promovido o reúso e segue com o que os norte-americanos denominam, há décadas, de “gestão integrada de água”, com os pré-requisitos de tratamento e estocagem da água que de outra forma seria descartada – aumentando a poluição dos rios e lagoas (mesmo após os tratamentos usuais).

A seguir, analisa as principais formas de reúso: na agricultura e no paisagismo, recarga dos lençóis freáticos nas diversas regiões (que são tratadas separadamente, em função dos usos da terra, das disponibilidades de água, etc), e vai até a análise das fontes de financiamento, da viabilidade econômica e das barreiras institucionais.

O reúso de esgotos domésticos na agricultura – depois de algum tratamento e da imprescindível desinfecção – é o mais comum, já que esses esgotos trazem consigo imensas quantidades de nutrientes.

Regulamentos específicos para o reúso são deixados para os estados!  Os EUA já sabem, há muito, que num país de dimensões territoriais não pode fazer leis ambientais que tenham aplicabilidade em regiões totalmente distintas, bem ao contrário do que faz a burocracia de Brasília, afastada – e desinteressada – de qualquer peculiaridade regional, ou seja, da realidade do país.

Enquanto isso, aqui, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos – CNRH – acreditem se quiserem, mas o governo federal tem esse abúlico apêndice, com dez câmaras técnicas e toda a máquina para sustentar a sua apatia, paga pelos contribuintes.  Criado em 1997, só em 2012 aprovou o seu regimento interno – como se pode ver em seu “sítio” – e avança na velocidade de um cágado com a pata manca quando se trata de fazer alguma coisa na área do reúso da água, assunto que começou a debater em 2006, sem qualquer iniciativa concreta além de algumas poucas apresentações de seus membros.  Talvez seja melhor assim, porque sempre há o risco de que o Conselho aprove um regulamento, em lugar de diretrizes e critérios.

Ah, sim, o Conselho aprovou a mega-genérica Resolução CNRH 54/2005, que prevê as usuais generalidades de burocratas e políticos que não sabe exatemente o que querem (cf. Art. 9º).

 

 

Erosão, Sedimentação, e Más Práticas de Gestão Ambiental no Complexo Lagunar da Barra da Tijuca – II

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Uma parcela dos sedimentos lançados nas lagoas tem origem natural, mas essa é insignificante quando se trata da redução acelerada da lâmina d’água em poucas décadas – é um processo que se dá em escala geológica.

Outra parcela, nada desprezível, é oriunda do lançamento de esgotos brutos, sem tratamento, como ocorreu nas últimas décadas em toda a região da Barra da Tijuca – e continua ocorrendo, por lerdeza da concessionária dos serviços e das autoridades públicas (por favor, sem esse papo furado da responsabilidade dos condomínios, um lero-lero já desgastado que só serve para enganar leigos).  Esta parcela pode ser estimada em 500 kg por metro cúbico de esgoto (usando como referência 500 mg de sólidos sedimentáveis por litro de esgoto).  Apenas para um cálculo hipotético – mas não longe da realidade – se estimarmos que na bacia drenante do complexo lagunar da Barra da Tijuca e adjacências que o esgoto de 200.000 habitantes permanece sem tratamento, teremos 40.000 metros cúbicos de esgotos ou 20 toneladas de sedimentos por dia, ou 7.300 toneladas/ano.  Ano após ano….

Pode-se brincar à vontade com esses números, para menos no que se refere à taxa de sólidos sedimentáveis, ou para mais, no que se refere à população ainda não atendida.  Mas não se pode dizer que os valores são desprezíveis ou que exista um estudo sério sobre as fontes dos sedimentos que contribuem para o assoreamento das lagoas.  E falar em mega-dragagens sem esses estudos não é um indicador de boa gestão ambiental.  Rios de dinheiro em dragagem serão melhores aproveitados em coleta de esgotos.  A segunda prioridade é a identificação das fontes de assoreamento e identificação de soluções.  A dragagem localizada – desde que claramente identificadas as áreas com base nas dinâmicas hídricas, e não em interesses particulares- é a terceira prioridade.

Há, na região, uma outra contribuição significativa para o assoreamento das lagoas (ou lagunas): as péssimas práticas de gestão ambiental das empreiteiras e construtoras em geral.  Como se ver abaixo, os serviços de terraplanagem deixam o solo exposto por dias ou semanas, mesmo em períodos de chuva (quando águas ficam ali servindo de criadouros para mosquitos).

Web.pequena - Más práticas construtivas do ponto de vista da gestão ambiental.versão completa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens similares ocorrem em toda a região, há muito tempo e com frequência, em obras públicas ou privadas.  Não se trata apenas do poder público ter normas para a construção civil, mas também – e sobretudo – da tão decantada responsabilidade sócio-ambiental das empresas.  Pelo menos no caso brasileiro, essa é apenas uma figura de marketing nas páginas das empresas na internet.  Ainda nas proximidades de corpos hídricos como as lagoas, o solo permanece mesmo é exposto durante semanas, com o arraste de sedimentos pelas chuvas.

Web pequena - Solo exposto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo, ao fundo, a terra estocada para terraplanagem.  Ali permaneceu durante semanas, antes de ser espalhada sobre o solo arenoso.  Quem, examente, cuidou da tal responsabilidade socioambiental?  Os tratoristas?

Web.pequena - Más práticas construtivas do ponto de vista da gestão ambienta.1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para finalizar, nas proximidades da lagoa, uma garça procura o seu local usual de pouso e reprodução.  Toda essa bagunça em nome da Copa – alô, alô, “padrão FIFA” – e das Olimpíadas…

Mas nada a temer!  Depois as empreiteiras contratam um biólogo de plantão para fazer alguma “recomposição” ou “compensação ambiental”, e a imprensa finge que acredita.

web.pequena.Ave procura seu ninho ou habitat depois da passagem de máquinas pesadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São essas as práticas construtivas em toda a região da Barra da Tijuca.   Diretamente, por arraste superficial, ou através das redes de águas pluviais, a quantidade de sedimentos que vai parar no fundo das lagoas com essas movimentações de terra é seguramente imensa.

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Com elevadas taxas de impermeabilização do terreno, as lagoas também são atingidas, não apenas do ponto de vista hidrológico, como também de mais arraste de sedimentos e de contaminantes.  Nos países sérios, as boas práticas de engenharia dispõem de tecnologias para evitar isso tudo há décadas, muitas décadas.  Mas empreiteiras e construtoras brasileiras não são exatamente empresas que se interessam por avanços tecnológicos, ainda mais quando os benefícios não são para os próprios bolsos.

 

 

A Floresta da Tijuca Abandonada – III

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Não são apenas os gradis da Mesa do Imperador que se encontram completamente deteriorados.  Na Cascatinha Taunay, certamente o primeiro ou segundo ponto mais visitado de todo o Parque Nacional, a situação não é diferente, como se vê abaixo.

Corrimão Cascatinha.webpeqeuna

 

 

 

 

 

 

 

 

(O pior da Cascatinha Taunay ainda é o desvio de suas águas pela CEDAE, com o seu eterno desprezo por questões ambientais, mas esse é outro assunto, de solução tão remota quanto os insanáveis problemas de coleta e tratamento de esgotos em sua área de concessão.)

Esse tipo de abandono – que pode causar ferimentos nos visitantes, em particular nas crianças – talvez seja mais preocupante ainda quando se trata da estrutura da Vista Chinesa.

Corrimão Vista Chinesa.webpequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O matagal logo abaixo é no mínimo divertido, sobretudo em se tratando de um Parque Nacional.  Novamente, é essa a turma que pretende “tomar conta” de reservas legais e de áreas de preservação permanente nas propriedades privadas?

Pode-se dizer – como é hábito do poder público no Brasil – que os ‘culpados” são os visitantes que ali apoiam o pé.  Mas não é, como mostra o estado dos bancos em alguns trechos – poucos ainda.

Vista Chinesa - Junta.webpequena

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A boa notícia foi a decisão da Prefeitura do Rio de retirar as horrorosas lixeiras abóboras por outras, um pouco maiores, com o padrão verde-escuro utilizado nas cercanias do patrimônio arquitetônico – como o Teatro Municipal e o Centro Cultural Banco do Brasil.

Em breve, notícias sobre a última reforma de vulto feita na Floresta da Tijuca, antes que ela fosse transformada em Parque Nacional.

 

Banco Mundial, BID e Outros Hipócritas

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Os ambientalistas andam reclamando – novamente! – do Banco Mundial.  A instituição seria “hipócrita” ao defender limites à emissão de gases causadores de mudanças climáticas num relatório bastante assustador ao mesmo tempo que 0 seu “braço privado” – a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês) anuncia o apoio a um mega-projeto de mineração de ouro e cobre ao sul do deserto de Gobi, na Mongólia, que inclui uma usina térmica a carvao com capacidade de 750 MW.  O custo total estimado do projeto é de US$ 13,2 bilhões e o empreendedor é a Rio Tinto, gigante da mineração que como tantos outros tem a cara de pau de se considerar um modelo de responsabilidade social e ambiental.  Esperar que um banco e uma mineradora não sejam hipócritas quando se trata de questão ambiental é mesmo coisa de “abraçadores de árvores” – uma tradução da divertida expressão inglesa “tree huggers”.

Uma banco é um banco é um banco e é um banco, não importando se com a máscara de um banco de dsenvolvimento internacional ou latino-americano (no caso do BID) ou outra.  A sua “função social” é emprestar dinheiro e ganhar mais dinheiro.  Afinal, trata-se do maior projeto de mineração de cobre do mundo e sempre se pode aumentar um pouquinho a geração de energia térmica – no atual estágio destinada exclusivamente à mineração e ao processamento de cobre – para deixar alguma coisa para as populações nômades dessa região da Mongólia.  E não faltarão ofertas de plantio de árvores à título de “compensação ambiental”, expressão tão ao agrado dos ambientalistas brasileiros.  De repente, aparecem alguns com a proposta de plantar 500 milhões de mudas de essências nativas da Mata Atlântica, ainda que não exista essa disponibilidade de mudas e nem o local para plantio onde elas possam ter manutenção adequada e “vingarem”.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID não está sendo menos hipócrita ao abandonar o nome Programa de Despoluição da Baía de Guanabara – PDBG, que ele próprio considerou altamente insatisfatório em seu relatório final (colocando a culpa nos outros, é claro), e começar um novo com o nome de fantasia mais discreto de Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios da Área da Baía de Guanabara.  Assim, em lugar da sigla PDBG II – que serio mais honesta – adotou-se a discreta sigla PSAM.

No caso desses bancos que usam a máscara do “desenvolvimento” – ainda que nenhum país jamais tenha se desenvolvido com os seus empréstimos – as coisas são até mais simples, já que as garantias são “soberanas”, isto é, são dadas pelos países e não pelos órgãos ou governos estaduais encarregados da implementação dos projetos.  Então, não há razões para preocupações.  Eles sempre serão pagos.  E nunca aconteceu desses bancos interromperam o desembolso porque algo não estava sendo feito como projetado.  No mais, como bancos, os seus funcionários têm metas para fazer os clientes engolirem os empréstimos e, se necessário, fazer aquilo que uma ex-vice-presidente executiva do BID (que é quem de fato manda), Nancy Birdsall, chamava de “shovelling money“, ou jogar dinheiro com uma pá como  quem remove neve ou lixo da calçada.

Mas, para sermos justos, há que dizer que esses bancos não são menos hipócritas do que os governos ou as corporações multinacionais, além dos próprios ambientalistas.  Ou alguém quer ficar sem cobre?

 

 

 

 

REDD, Mercado de Carbono, “Compensações Ambientais” e Outras Balelas

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Para quem acredita em ONGs que pedem dinheiro para plantar árvores alegando que o doador está contribuindo para conter o avanço das mudanças climáticas, um pouco de aritmética e alguns números podem ser úteis.

As estimativas da CIA sobre o consumo de petróleo nos diversos países do mundo mostram que os EUA – com 19,2 milhões de barris/dia – superam o conjunto de países da União Européia – com 13,7 milhões de barris/dia.  Segue-se a China, com 9,4, e o Japão, com 4,5 milhões de barris por dia.  Esses números absolutos podem ser ainda mais chocantes se convertidos em consumo per capita.  Somadas, a China e a Índia tem 36.3% da população mundial.   Os números não incluem o consumo de carvão, que é parte significativa da matriz energética em países como EUA, China e Austrália.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA – EPA fornece um fator de emissão de dióxido de carbono por barril de petróleo (considerados os diversos tipos de derivados consumidos nos EUA): 0,43 toneladas (métricas) de CO2/barril.

Na mesma página da EPA, é fornecido o cálculo da fixação (sequestro ou captura) de carbono por unidade de terra agrícola convertida para florestas:  toneladas por hectare ou, para efeitos de cálculos com a unidade de medida de área internacional, cerca de 250 toneladas/ano de CO2/hectare de terra agrícola convertida para o plantio de florestas de eucalipto (cálculo feito com base num ciclo de crescimento rápido de 10 anos).1

Assim, para capturar e fixar as emissões totais do petróleo consumido nos EUA ao longo de um ano – 2,12 bilhões de toneladas de CO2 - seria necessária a conversão de 8.488.000 hectares de terras agrícolas por ano, ou 84.880 km2/ano.  Se esse tipo de “compensação ambiental” se destinasse abater o dióxido de carbono emitido apenas pelo consumo de petróleo nos EUA, na Europa e no Japão, seria necessária a conversão de quase o dobro dessa área.

A conversão de – digamos – 16 milhões de hectares/ano ou 160.000 km2/ano de terras agrícolas para o plantio de florestas com a finalidade de capturar carbono é inconcebível.  A badalação sobre a fixação de carbono e a “compensação da pegada carbônica” através do plantio de árvores torna-se ainda mais absurda se considerarmos que ao longo dos próximos dez anos o consumo de petróleo desses países permanecerá estável, fazendo com que seja necessária a conversão de 1.600.000 km2/ano de terras agrícolas para “compensar as emissões” de um pequeno grupo de países altamente desenvolvidos.  Ou seja, 18% do território brasileiro numa década.

EUA, Japão e Europa não pensam, é claro, em fazer “conversão de terras agrícolas” para capturar carbono em seus próprios territórios!  E nem em reduzir drasticamente a queima de petróleo até que existam soluções tecnológicas aceitáveis (se tais soluções vierem a existir em escala significativa para uma correspondente redução do uso de petróleo).  Por enquanto, com o finado Protocolo de Quioto, esses países limitaram-se a exportar emissões de gases causadores de mudanças climáticas.

Compreende-se, assim, a resistência dos países altamente avançados em pagar por projetos de reflorestamento (sobretudo os não econômicos, isto é, não destinados ao corte, que no Brasil têm um ciclo de crescimento de 7 anos, antes de primeiro corte).  Eles sabem fazer contas.  ONGs inescrupulosas, no entanto, continuam a vender a ideia do pagamento pelas florestas em pé e por projetos de reflorestamento para a “compensação das emissões de carbono).  Mas o que não se compreende é que o Brasil e, por exemplo, o BNDES, embarquem numa canoa furada desse tipo, bom muita badalação sobre o “Fundo Amazônico”  ou sobre os “créditos de carbono”.

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Essas ideias são de fácil absorção no meio urbano, por capturar muito mais o imaginário coletivo do que o carbono.  Para quem gosta mais da verdade do que da “responsabilidade sócio-ambiental num clique do mouse”, a mesma página da EPA informa que uma árvore plantada em meio urbano captura em média 0,039 toneladas de CO2 ao longo de um ciclo de 10 anos de crescimento.  Ninguém jamais mostrou uma auditoria sobre áreas utilizadas nesses projetos de “compensação ambiental”.

Existem muitas coisas boas que podem ser feitas na área de responsabilidade sócio-ambiental e para conter o aumento das emissões de gases causadores de mudanças climáticas.  O mero plantio de árvores não é uma delas.  Projetos envolvendo eficiência e tecnologia – inclusive na área de edificações – são muito mais efetivos para atingir os objetivos desejados.

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1 – Os números podem variar em função da diferença entre a taxa de crescimento da vegetação nas regiões temperadas e nos trópicos.  Mas essa diferença se aplica tanto à cultura de alimentos quanto ao plantio de árvores.  Além disso, a página da EPA faz referência ao teor de carbono no solo, que é variável.  No caso brasileiro, a adoção do plantio direto na palha aumentou de maneira significativa esse teor, como provam teses de doutorado defendidas na Universidade Estadual de Ponta Grossa, PR.

 

Sustentabilidade Corporativa e Geração de Resíduos

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Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental das corporações é o tema, desde o mero slogan até algumas iniciativas muito interessantes.  Mas acreditar que as corporações e o livre-mercado substituirão os governos na resolução das questões básicas relacionadas à gestão ambiental num plano maior parece não passar de necessidade de ter esperança, para não falar da crescente dependência financeira das ONGs ambientalistas.

Aos fatos!

Nem mesmo as corporações que lidam com a alta tecnologia e baixo consumo de materiais conseguem i além de seus próprios limites, e um bom exemplo disso são os fabricantes de telefones celulares e smartphones.  A fabricação de baterias demandam minerais raros e ainda assim elas nem tentam padronizá-las para evitar que sejam descartadas juntamente com os aparelhos.

De acordo com a EPA, em 2010 foram descartados 152 milhões de telefones celulares nos EUA, dos quais apenas 11% foram reciclados.  Descarta-se a bateria e o carregador juntamente com o circuito e a e invólucro plástico.  Ninguém tem notícia de que um fabricante de celulares tenha deixado de lado, por um momento, a competição pelo mercado e procurado os demais para um acordo sobre a padronização de baterias e carregadores, ainda que não apenas num único modelo, mas em três ou quatro, como aconteceu no passado com as pilhas.  Isso evitaria uma boa quantidade de descartes.

O mesmo relatório da EPA informa que no mesmo ano foram descartados 82 milhões de teclados e mouses, dos quais apenas 10% foram reciclados.  Um mínimo de atenção ao design e padronização poderia facilitar imensamente a substituição dos componentes, ou sua limpeza.  Mas que fabricante desses periféricos vai gastar tempo com uma coisa dessas, quando é bem mais fácil doar para algumas ONGs o valor passível de dedução no imposto de renda?

Vale não sonegar que a própria reciclagem tem um custo ambiental, isto é, um custo em transporte, energia, água e outros insumos.

No próximo mês de agosto, a lei que instituiu a política nacional de resíduos sólidos no Brasil completa dois anos, depois de se arrastar no Congresso por uma década ou mais.  Uma boa parte da lentidão se deu em decorrência da reação das corporações à responsabilidade compartilhada pelo destino final dos resíduos.  A resistência seria menor se o mercado fosse segmentado, mas os crentes nos “códigos” insistem na visão de que eles resolvem os problemas, apesar de conterem apenas diretrizes, e não metas, prazos, procedimentos para implementação e avaliação periódica, nada.

Vejamos, então, a experiência internacional e, mais especificamente, a prática alemã.

Na década de 80, foi regulamentada a responsabilidade do comércio de bens de consumo sobre as embalagens de maneira muito simples: os compradores ou usuários finais deveriam dispor de um ponto para descarte das embalagens no próprio local da compra.  Nada dessa tolice usual brasileira que “entra em vigor na data de sua publicação”, mas como a iniciativa era bem simples, o prazo não foi longo.  Logo foi possível identificar as embalagens mais inúteis e mais desinteressantes para os consumidores, como as então padronizadas embalagens de plástico de CDs e DVDs. Que rapidamente desapareceram.  Ou seja, com um pequeno toque de regulação, o mercado se desfez de um material que aumentava o custo ambiental e o preço dos produtos, e que inevitavelmente terminaria no lixo.

O que é melhor: comemorar a alta taxa de reciclagem ou ter menos materiais para reciclar.

Muitos anos depois, o Ministério do Comércio da Inglaterra notificou fabricantes de brinquedos de que seu entendimento era de que os consumidores estavam sendo enganados ao comprarem um pequeno bonequinho de não mais de 10 cm com uma embalagem que três vezes mais do que o produto.  A iniciativa foi resultado das preocupações com o esgotamento de áreas para aterros sanitários.

Voltando à Alemanha, na mesma época em que se fez a primeira regulamentação simples sobre descarte de embalagens, uma regra bastante rigorosa obrigou os fabricantes de automóveis a retirarem de circulação as unidades abandonadas ou que tivessem atingido o fim de suas vidas úteis, não importando o país de fabricação.  A primeira reação desses fabricantes foi extremamente negativa, com a suposição de que isso aumentaria os preços.   Logo a indústria reagiu fabricante veículos com menor número de materiais e com design que facilitava a desmontagem – e, portanto, a substituição de peças.

Duas são as possíveis conclusões.  De um lado, que as corporações não têm – e nem podem ter – a visão do conjunto da sociedade, cabendo aos governos tomarem iniciativas regulatórias factíveis. Do outro lado, essas iniciativas não precisam se dar sob a forma de “códigos”, mas podem e devem ser mais simples e conter diretrizes claras para assegurar a sua aplicabilidade, com metas, prazos, procedimentos e critérios de avaliação periódica.  Sem isso, ficaremos no pensamento mágico que leva tudo aos tribunais – que julgam caso a caso, desconsiderando a jurisprudência (ah, o ego latino).

O mito da corporação dedicada à sustentabilidade não se sustenta, exceto quando se refere a aspectos que lhes interessam até mesmo financeiramente.

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Parabéns ao Ministério das Cidades por ter aprovado linha de crédito para o mais avançado sistema de processamento de resíduos urbanos já proposto no Brasil, que envolve aeração forçada ou biodigestão aeróbia.  O sistema foi trazido da Alemanha por dois empresários paranaenses visionários e corajosos, que enfrentaram as muitas reações locais dos grupos interessados nos usuais aterros sanitários centralizados, com custos de transporte cada vez mais elevados.

O Ministério das Cidades mostrou-se mais ágil que o Ministério do Meio Ambiente!  Caberá a ele apoiar a disseminação dessa tecnologia, incomparavelmente mais próxima do conceito de sustentabilidade do que os antiquados aterros sanitários.

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O Brasil precisa aprender a ser conduzido pela melhor tecnologia e não pelo custo financeiro inicial mais baixo.  Se a 8.666 fosse uma boa lei de licitações, ela seria usada em outros países!

 

Rio + 20 and Inconvenient Truths or The Slogans Conference

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The Rio + 20 Conference will take place by the side of a beautiful costal lagoon where lots of raw sewage is discharged. Eutrophication and high rates of sedimentation are major problems of the lagoon.  Due to the sewage, the lagoons do not provide a safe environment for recreation.  High rates of sedimentation has made it unfit for transportation.  Fish disappeared.

This is not due to lack of technology or funds for “sustainable development”, a major issue at the Conference.  In that area, there are both economic requirements for investments in sewage collection and treatment with an acceptable payback: willingness to pay and capacity to pay.  It is a wealthy neighborhood by any standards.

The so called “sanitation program” of the area started in 1986!  Until now, there is no deadline for its completion.

The water utility do not report on progression of sanitation works to the environmental authorities nor to the public.  This lack of transparency and accountability is the “state of the art” practice in Brazil, mainly when it comes to state-owned water utilities.  Most of them are highly dysfunctional!

The local utility keep pretending to blame urban development.  And pretending that this is all due to lack of appropriate individual treatment of sewage, which is known to be more expensive than conventional solutions. And not effective.  People insist to defecate every single day!

Ban Ki-moon, the UN delegates, the delegations, the NGOs who transformed “sustainable development” in a slogan are not aware of it or prefer not to be aware of it?

Are these the guys who call for a gigantic financial fund and technology transfer to cope with climate change?