Petróleo na costa do Nordeste – Um novo tipo de terrorismo

Os laboratórios brasileiros de referência já comprovaram que o petróleo que atingiu as praias do Nordeste é de origem venezuelana.  O alto comando da Marinha, que fez o anúncio formal, ainda se mostra, compreensivelmente,  cauteloso quanto às possíveis origens da ocorrência.  Não fala em acidente, mas tampouco na alternativa do bombeamento intencional do petróleo para águas mais profundas ou de média profundidade, em qualquer caso com o navio em movimento ao longo da costa.

Com o navio se deslocando porque não há um ponto onde esteja ocorrendo ou tenha ocorrido o vazamento, como demonstra a distribuição de pequenas quantidades ao longo de uma extensa área costeira.  Em decorrência, essa hipótese, levantada no artigo anterior deste blog, está descartada.

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Perdas por evaporação nos na “transposição” do São Francisco X Energia solar flutuante

As perdas por evaporação nos canais e reservatórios do sistema de “transposição” do São Francisco estão estimadas em 30%.  Água bombeada que se vai no semi-árido nordestino.

Ao final do ano passado, estimavam-se os custos operacionais da transposição do rio São Francisco em R$ 800 milhões por ano, principalmente em eletricidade para o bombeamento.  No início de 2019, a Agência Nacional de Águas – ANA resolveu definir tarifas (subsidiadas?) para a adução e disponibilização da água que indicam custos de R$ 433 milhões para o trecho já concluído.  Em tese, esses custos serão distribuídos entre os estados atendidos, proporcionalmente à vazão de água entregue a cada um deles.  Considerando as expectativas de aumento nos preços da energia, a conta pode subir e cair no colo do Tesouro Nacional.

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Ministério de Meio Ambiente – Questões em aberto

As questões ligadas à gestão federal de meio ambiente continuam amplamente em aberto às vésperas da posse da nova administração federal.  Entendem-se, em linhas gerais, que se deseja uma desburocratização e o abuso de poderes desnecessários que caracterizam a máquina estatal que se nutre de si mesma, de ampliar as suas atribuições em detrimento da cidadania, do interesse público e da nação.

Sem missão, atribuições e metas claras, nem mesmo na inciativa privada as coisas funcionam.  Aonde a sua empresa gostaria de estar dentro de cinco anos? – é uma pergunta clássica anglo-saxã para novas empresas.  Aqui, os órgãos governamentais perderam até mesmo o mínimo de “espirito público”.

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Congresso Nacional institucionaliza o roubo, estimulando a ineficiência do setor elétrico

O Mecanismo – como descrito na excelente minissérie sobre a Lava Jato, dirigida por José Padilha – age em muitas frentes simultaneamente.  São matilhas de lobos famintos no topo de todas as esferas de poder.  Agora, uma dessas matilhas age em prol de um pequeno grupo de concessionárias de energia elétrica.  E o Congresso Nacional prepara mais um bote nos bolsos dos brasileiros honestos, em detrimento de toda a economia do país.

A Câmara dos Deputados aprovou a institucionalização do roubo, da caridade com o dinheiro alheio, a ineficiência e a incompetência das concessionárias, ou tudo junto?

De fato, ao aprovar a gratuidade do fornecimento de eletricidade para as “famílias de baixa renda”, os parlamentares fizeram um pouco disso tudo e certamente beneficiaram as concessionárias com o repasse dessa conta para os consumidores residenciais em geral.

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Petrobras e IPHAN – Estragando a paisagem do Rio no Parque do Flamengo

O Parque do Flamengo é um dos mais belos integrantes do acervo paisagístico, turístico e de lazer da cidade do Rio de Janeiro.  Por essa razão, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN em 1965!

No Parque, está o Museu de Arte Moderna – MAM, belíssimo.  Um tour virtual da sua arquitetura e área do entorno pode ser feito aqui, movimentado-se o ícone no canto inferior direito.  Ao fundo, a bela paisagem da Baía de Guanabara.

Assim como quem não quer nada, a paisagem da baía nos fundos do Museu começa a ser ocupada por embarcações que trabalham para a Petrobras – a mesma Petrobras que se vangloria da “sustentabilidade” – como tantas outras grandes empresas – e do controle da cadeia de fornecedores.

Abaixo, mais algumas imagens da mutilação da paisagem por embarcações a serviço da Petrobras – que vem transformando a Baía de Guanabara em gigantesco estacionamento de plataformas de petróleo em manutenção (sim, há alternativas para a manutenção em outros lugares, inclusive em mar aberto).

E, como se não bastasse, já estocam material para melhorar ou ampliar os ancoradouros para essa agressão à paisagem e ao meio ambiente.

O IPHAN silencia, a Prefeitura nada diz, e se as coisas forem deixadas aos cuidados da Petrobras, logo farão ali um novo “ponto de apoio” às suas atividades.

Isso tudo numa área turística, de visitação que trás tranquilidade e amplitude às mentes, aos fundos do MAM e dos estupendos jardins de Burle Marx.