Petrobras e IPHAN – Estragando a paisagem do Rio no Parque do Flamengo

O Parque do Flamengo é um dos mais belos integrantes do acervo paisagístico, turístico e de lazer da cidade do Rio de Janeiro.  Por essa razão, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN em 1965!

No Parque, está o Museu de Arte Moderna – MAM, belíssimo.  Um tour virtual da sua arquitetura e área do entorno pode ser feito aqui, movimentado-se o ícone no canto inferior direito.  Ao fundo, a bela paisagem da Baía de Guanabara.

Assim como quem não quer nada, a paisagem da baía nos fundos do Museu começa a ser ocupada por embarcações que trabalham para a Petrobras – a mesma Petrobras que se vangloria da “sustentabilidade” – como tantas outras grandes empresas – e do controle da cadeia de fornecedores.

Abaixo, mais algumas imagens da mutilação da paisagem por embarcações a serviço da Petrobras – que vem transformando a Baía de Guanabara em gigantesco estacionamento de plataformas de petróleo em manutenção (sim, há alternativas para a manutenção em outros lugares, inclusive em mar aberto).

E, como se não bastasse, já estocam material para melhorar ou ampliar os ancoradouros para essa agressão à paisagem e ao meio ambiente.

O IPHAN silencia, a Prefeitura nada diz, e se as coisas forem deixadas aos cuidados da Petrobras, logo farão ali um novo “ponto de apoio” às suas atividades.

Isso tudo numa área turística, de visitação que trás tranquilidade e amplitude às mentes, aos fundos do MAM e dos estupendos jardins de Burle Marx.

 

A Petrobras e o Brasil em questão – Até quando essa estatal será um bom investimento

Novamente, um estudo de grande seriedade indica que o petróleo pode perder rapidamente o seu peso relativo na economia internacional em decorrência dos rápidos avanços nas energias renováveis e na área de eficiência energética em geral.

“A rápida redução na demanda por combustíveis fósseis poderá resultar em perdas econômicas entre US$ 1,3 e US$ 5.3 trilhões até 2035”, afirma o estudo (cf. reportagem do The Guardian com o cursor no trecho acima sublinhado, que contem um link para o estudo em negritos).

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Combustíveis – O poder público e a Petrobras sonegam informações

O debate em torno dos elevados preços dos combustíveis fósseis no Brasil não é produtivo porque sonegam informações básicas.

De fato, todos os países têm acesso aos mesmos preços internacionais de petróleo, e segundo fontes internacionais as diferenças nos preços ao consumidor são devidas aos impostos e taxas locais.

No entanto, tais fontes não são suficientes para explicar as imensas diferenças de preços entre os diversos países.  Ainda sabendo que os impostos sobre combustíveis fósseis no Brasil sejam elevados, nesse raciocínio não encontram incluídos fatores como (a) a situação de monopólio de fato da Petrobras e (b) os custos de extração do petróleo em águas profundas quando comparados com os preços internacionais.

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O triste congresso nacional (com minúsculas) e o mito da regulamentação de tudo

A câmara dos deputados prepara-se para votar, novamente, algum tipo de regulamentação dos aplicativos de transporte de automóveis.  Evidentemente, é apenas mais uma imbecilidade na disputa entre a máfia dos táxis comuns e os grupos que controlam esses aplicativos.  A obsessão regulatória já tem um custo demasiadamente elevado para o Brasil: tomada de três pinos, passaporte com validade de apenas 4 anos, exigência de certidão de nascimento e uma pilha de outros documentos para a renovação do passaporte (supondo-se que ao se tirar o primeiro, a pessoa já provou à PF que nasceu), e por aí afora.

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A morte anunciada das térmicas a carvão… e o Brasil na mesmice

O título de uma notícia não poderia ser melhor – e por isso foi, aqui, apenas traduzido: Assim morre o carvão – Com energias renováveis super baratas e sistemas de estocagem de energia.

A notícia foi publicada inicialmente por Think Progress e logo reproduzida por outros meios de comunicação.  Ela pode ser lida aqui (em inglês).

A noticia é sobre a última concorrência feita no Colorado para aquisição de energia firme – isto é, de fornecimento constante, 24 horas por dia – que resultou em preços de energias renováveis mais baixos do que os meros custos operacionais das termelétricas a carvão existentes (e já amortizadas).  E isso no Colorado, onde os índices de insolação não são tão altos quanto na região nordeste do Brasil.

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