Energia elétrica no Brasil – Necessidade de revisão e integração de políticas públicas

A geração, a transmissão e a distribuição de energia elétrica no Brasil é baseada em conceitos econômicos no mínimo opacos, se não ultrapassados, inconsistentes e irracionais.  Isso se deve, em grande parte, ao fato da ANEEL ser um escritório central de gestão dos interesses bastante retrógrados das concessionárias de todos os tipos.

Na geração solar e eólica não se considera, por exemplo, que o Brasil dispõe de um sistema já pago e em grande parte amortizado de estocagem de energia que são os reservatórios das hidrelétricas.

A transmissão a longa distância parece não estar contabilizada nos custos de geração de novas e mais distantes hidrelétricas.

E agora, as concessionárias começam a pressionar as autoridades pela redução dos incentivos à microgeração distribuída sem considerar o que essa abordagem pode reduzir em muito os custos de reforços de linhas de transmissão e de distribuição.

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Congresso Nacional institucionaliza o roubo, estimulando a ineficiência do setor elétrico

O Mecanismo – como descrito na excelente minissérie sobre a Lava Jato, dirigida por José Padilha – age em muitas frentes simultaneamente.  São matilhas de lobos famintos no topo de todas as esferas de poder.  Agora, uma dessas matilhas age em prol de um pequeno grupo de concessionárias de energia elétrica.  E o Congresso Nacional prepara mais um bote nos bolsos dos brasileiros honestos, em detrimento de toda a economia do país.

A Câmara dos Deputados aprovou a institucionalização do roubo, da caridade com o dinheiro alheio, a ineficiência e a incompetência das concessionárias, ou tudo junto?

De fato, ao aprovar a gratuidade do fornecimento de eletricidade para as “famílias de baixa renda”, os parlamentares fizeram um pouco disso tudo e certamente beneficiaram as concessionárias com o repasse dessa conta para os consumidores residenciais em geral.

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Agência regulatória de energia dos EUA rejeita proposta anacrônica de Trump – Como seria algo assim no Brasil?

Em países onde as agências regulatórias são sérias, “ordens” presidenciais são rejeitadas como sugestões e propostas de quaisquer outras organizações e entidades.  Isso ocorreu há dias com uma proposta de Trump voltada para subsidiar a geração de eletricidade de fontes térmica a carvão e nuclear.  A decisão dos 7 conselheiros da agência regulatória de energia dos EUA foi unânime, mesmo com 4 deles tendo sido indicados pelo atual presidente.

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Estocagem de energia – Mercado explosivo

O mercado de equipamentos de estocagem de energia continua “explodindo”, crescendo a taxas exponenciais.  Só nos EUA, as previsões são de que em 2017 as novas instalações atinjam 6.000 MW, saindo de uma base de apenas 340 MW em 2012-2013.  As previsões constantes da página da Associação de Estocagem de Energia dos EUA indicam que a instalação anual de capacidade adicional deve atingir 40.000 MW em 2022.

Os sistemas de estocagem de energia vêm avançando de maneira acelerada, viabilizando mais instalações solares e eólicas tanto para gestão eficiente das redes de transmissão e distribuição inteligentes quando para assegurar a autonomia dos clientes (após o medidor de consumo individual – industrial, comercial ou residencial).

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Tarifas de pico e fora do pico na energia elétrica – o Brasil avança ou a ANEEL coloca a mão no freio?

Sem sombra de dúvidas, a adoção da assim denominada “tarifa branca” pela ANEEL representa algum avanço, ainda que tardio, de implantação lenta, e sem especificações mínimas sobre que tipos de medidores de eletricidade serão adotados.

Além disso, de um modo geral, o populismo prevalece e tenta-se vender a iniciativa como de interesse apenas do consumidor, e não do conjunto do sistema elétrico, da nação (se esse conceito ainda existe no país) ou, em particular, das concessionárias (tal é a elevação das tarifas nos horários de pico).

Afinal, a arrecadação das geradoras e das concessionárias de distribuição aumenta, permanece estável… ou a ANEEL vende gato por lebre ao afirmar que os consumidores serão beneficiados (se deixarem para tomar seus banhos com chuveiro elétrico  ou usarem suas máquinas de lavar roupa depois das 10 da noite, apesar de terem que acordar às 5 da manhã)? Alô, alô, ANEEL, queremos os números, as planilhas, ainda que com estimativas.

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