Banco Mundial – Garantia de Mentira

Balanço fechado, o Banco Mundial informa que no ano passado investiu US$ 3,4 bilhões no combustível fóssil mais sujo: o carvão.

Mas como essa instituição sempre mascara fatos e números, e a mentira tem pernas curtas, o Centro de Informações do próprio Banco discordou da informação e informou que pelo menos US$ 1 bilhão a mais foram gastos com o mega-sujo carvão.  O Centro de Informações incluiu em seus cálculos os investimentos em linhas de transmissão de novas unidades de geração de eletricidade que utilizam carvão como combustível.  Faz sentido.  Fatiar os investimentos que fazem parte de um conjunto é um hábito do Banco para mascarar os seus trampos, assim como no Brasil se fatiam projetos para fins de licenciamento ambiental.

Malandro é o gato, que rouba a sardinha e esconde o próprio cocô!  Ou alguém já ouviu falar de grandes centrais de geração de eletricidade sem linhas de transmissão?  Mentiras vis…  ou infantis!

Como a vida útil de uma termelétrica situa-se na faixa de 40-50 anos, os países induzidos e/ou apoiados pelo Bloody Bank nesses projetos são reféns da energia muito suja por igual período.  Isso no caso otimista de que as unidades de geração térmica não continuem a funcionar além de suas vidas úteis, como é bem o caso de boa parte da geração térmica em sistemas isolados na Amazônia brasileira.

Acrescentem-se a esses investimentos em energia ultra-suja, um bilhãozinho de dólares em extração de petróleo.  Como se sabe, a indústria petroleira é a que mais subsídios recebe no mundo – US$ 470 bilhões em 2010, noves-fora as despesas militares com invasões – e necessita muito de uma “mãozinha” do Banco Mundial.

O Greenpeace e o WWF não se pronunciaram.  Mas a organização Christian Aid – bem mais séria e não comprometida com fontes de financiamento com interesses ocultos – botou a boca no trombone.

***

Os números relativos aos empréstimos do Banco Mundial variam ligeiramente em função das fontes, devido à conversão de moedas.

O valor dos subsídios ao petróleo e ao gás tem fonte segura: a Agência Internacional de Energia.  É a tuma dos subsídios que depois fala em “créditos de carbono” através da preservação de florestas.  Eles não têm qualquer pudor em relação ao cinismo deslavado, pelo menos enquanto isso estiver sendo útil para os seus eleitores.  Ao contrário, os subsídios à indústria petrolífera cresceram em US$ 110 bilhões de 2009 para 2010.  É preciso salvar florestas para deter ou adiar mudanças climáticas – insistem!  Esses valores de subsídios não incluem, é claro, as gigantescas despesas militares necessárias às invasões para assegurar os interesses da indústria petroleira.