A ANEEL joga contra a segurança energética do Brasil e a serviço do atraso

As concessionárias de energia elétrica argumentam contra os incentivos à energia solar distribuída e a ANEEL finge que faz um trabalho sério ao convocar audiências públicas num país onde não existem organizações de consumidores com estrutura para entrar no debate.  O assunto foi objeto de reportagem da Folha de São Paulo, sem a qual apenas um punhado de iniciados saberia da trama.

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A morte anunciada das térmicas a carvão… e o Brasil na mesmice

O título de uma notícia não poderia ser melhor – e por isso foi, aqui, apenas traduzido: Assim morre o carvão – Com energias renováveis super baratas e sistemas de estocagem de energia.

A notícia foi publicada inicialmente por Think Progress e logo reproduzida por outros meios de comunicação.  Ela pode ser lida aqui (em inglês).

A noticia é sobre a última concorrência feita no Colorado para aquisição de energia firme – isto é, de fornecimento constante, 24 horas por dia – que resultou em preços de energias renováveis mais baixos do que os meros custos operacionais das termelétricas a carvão existentes (e já amortizadas).  E isso no Colorado, onde os índices de insolação não são tão altos quanto na região nordeste do Brasil.

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A energia solar fotovoltaica avança a passos rápidos, (com ou sem Trump), enquanto o Brasil patina na mesmice

A maior planta solar do mundo terá 1.177 MW e será em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.  A central solar denominada Noor Abu Dhabi, que deverá entrar em operação no segundo semestre de 2019, tem quase o dobro da capacidade da segunda colocada, localizada na Índia, e mais do que o dobro da terceira, na Califórnia.

Os Emirados Árabes Unidos tem como meta atingir 25% de energia limpa em sua matriz energética até 2025 e 75% até 2050, conforme documento detalhado cujo download pode ser feito aqui.

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A energia solar pode abastecer o mundo e o Brasil precisa acelerar o passo

Mehran Moalem, professor de Berkeley, PhD, especialista em materiais nucleares e no ciclo dos combustíveis nucleares, afirmou recentemente que “a despeito de de sua especial dedicação por essas áreas, é difícil defendê-las; e aqui está a matemática simplificada por trás dessa percepção”:

“O uso total de energia em 2015 – originada do carvão, petróleo, hidroelétricas, nuclear e renováveis – foi de 13 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo, ou 17,3 TW de fluxo contínuo de energia durante o ano (1 TW = 1 milhão de MW).

“Se cobrirmos uma área do planeta com 335 X 335 Km com painéis solares, até mesmo de eficiência moderada, facilmente alcançáveis atualmente, é possível alcançar a produção de 17,4 TW.  Isso significa que 1,2% da área total do deserto do Saara é suficiente para atender à demanda global de energia por mais de 12 horas por dia (algo como 1 milhão de km²).”

Essa é uma área pouco inferior à área total do polígono das secas (segundo relatório do ministério da Integração Nacional, página 36).

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O Chile dispara na energia solar e os preços da eletricidade caem

O Chile adotou uma política inovadora no campo da geração de energia: em leilões abertos, qualquer fonte concorre com qualquer outra fonte.  Uma concepção bem diferente da brasileira, na qual o poder público faz leilões periódicos para a aquisição de energia de cada fonte, mas não larga o osso das hidrelétricas de grande interesse das empreiteiras.

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