Estocagem de energia – Mercado explosivo

O mercado de equipamentos de estocagem de energia continua “explodindo”, crescendo a taxas exponenciais.  Só nos EUA, as previsões são de que em 2017 as novas instalações atinjam 6.000 MW, saindo de uma base de apenas 340 MW em 2012-2013.  As previsões constantes da página da Associação de Estocagem de Energia dos EUA indicam que a instalação anual de capacidade adicional deve atingir 40.000 MW em 2022.

Os sistemas de estocagem de energia vêm avançando de maneira acelerada, viabilizando mais instalações solares e eólicas tanto para gestão eficiente das redes de transmissão e distribuição inteligentes quando para assegurar a autonomia dos clientes (após o medidor de consumo individual – industrial, comercial ou residencial).

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O Chile dispara na energia solar e os preços da eletricidade caem

O Chile adotou uma política inovadora no campo da geração de energia: em leilões abertos, qualquer fonte concorre com qualquer outra fonte.  Uma concepção bem diferente da brasileira, na qual o poder público faz leilões periódicos para a aquisição de energia de cada fonte, mas não larga o osso das hidrelétricas de grande interesse das empreiteiras.

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Energias renováveis – O Uruguai atinge o recorde de 95% de sua eletricidade dessas fontes

O Uruguai lidera na adoção de energias limpas na América Latina, com 95% de sua eletricidade oriundos dessas fontes.  Isso aconteceu em menos de 10 anos, sem subsídios do governo ou aumento de preços para os consumidores – afirma Ramón Méndez, diretor de políticas de mudanças climáticas.

“De fato, agora que as energias renováveis são responsáveis por 94,5% do abastecimento de eletricidade, os preços para os consumidores são menores do que no passado – se considerada a inflação – e há menos cortes de energia em decorrência da diversificação das fontes.

“Não há milagres tecnológicos.  A energia nuclear está totalmente fora desse mix de fontes de energia, nenhuma fonte hidrelétrica foi adicionada nos últimos 20 anos.  A chave para o sucesso é bastante simples e facilmente replicável: um processo decisório claro, um ambiente regulatório favorável e uma forte parceria entre os setores público e privado.”

Com isso, os custos da eletricidade caíram mais de 30% nos últimos 3 anos. e a vulnerabilidade às secas foi reduzida em 70% – afirma Méndez.

“Nos últimos 3 anos, não importamos um único kW/h.  Nós costumávamos importar eletricidade da Argentina, mas agora nós exportamos para ela.  No último verão, nós vendemos para ela 1/3 de nossa geração com energias renováveis”.

Enquanto isso, os investimentos globais em carvão e gás natural caíram à metade dos investimentos em energias limpas, com a China liderando: US$ 103 bilhões em 2015, um aumento de 17% em relação a 2014.  De acordo com especialistas, em grande parte esses avanços se devem à redução dos custos dos painéis fotovoltaicos, cujos preços caíram cerca de 60% desde 2009.

Enquanto isso, cresce o número de fundos de investimento – incluindo os grandes fundos de pensão – que decidiram retirar o seu dinheiro da área do petróleo. Agora foi a vez de mais um fundo da família Rockefeller, que sabe que nessa área tende a perder dinheiro e, mais, considera imorais esses investimentos.

E o Brasil, onde fica nessa história?  Entre as política públicas, incluindo os avanços na regulamentação da ANEEL, a distância continua imensa, os preços são altos, as linhas de crédito de longo prazo são de difícil acesso – em particular para a micro-geração distribuída (isto é, o uso de painéis solares em residências e edificações comerciais – continua sendo largamente boicotado pelas concessionárias.

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Até os países árabes dispararam na direção da energia solar.  Muitos exemplos já foram dados aqui.  Agora é a vez de Oman, que anuncia a implantação de 1 GW (1.000 MW) com a tecnologia que eles estão preferindo para grandes centrais: espelhos que seguem o sol e concentram energia numa torre na qual é aquecido sal e que pode gerar eletricidade por várias horas após o pôr do sol.  A nova planta, que estará operacional em 2017, chama-se Miraah (espelho, em árabe), é uma parceria entre o governo e as petroleiras Shell e Total.

A Miraah foi construída após a conclusão e operação bem sucedida de uma planta piloto d 7 MW em Amal, com apenas 7 MW.  Esta, foi implantada dentro do cronograma e do orçamento (isto é, sem aditivos contratuais, como é a regra das empreiteiras brasileiras).  Cerca de 40% dos materiais foram fornecidos por empresas de Oman!

As empreiteiras brasileiras não gostam nada de energia solar ou fotovoltaica porque nesses casos não podem ficar colocando concreto e faturando por volume medido.

Preços do Petróleo Despencam, Obama Vê Oportunidade para Alavancar Energias Renováveis, e a Petrobras…..

O preço do petróleo no mercado internacional continua a cair, tendo chegado a US$ 28/barril.  A Agência Internacional de Energia alerta para o fato do cartel de países produtores e exportadores estarem aumentando a sua produção, o que faz com que analistas do setor digam que não se surpreenderão se o preço chegar a US$ 20/barril quando o petróleo iraniano começar a inundar o mercado.

Enquanto isso, a Venezuela, que tem as maiores reservas mundiais do planeta, começa a importar petróleo dos EUA.  Ah – logo a Venezuela “bolivariana” – um modismo passageiro que lá sobreviveu demais – que sempre colocou a “culpa” de tudo no “imperialismo norte-americano”.

Aproveitando a onda dos baixíssimos preços da gasolina nos postos norte-americanos – bargain prices -, Obama fala, agora, na introdução de um imposto adicional de US$ 10/barril de petróleo para financiar os programas de energia renováveis.  Os economistas convencionais – como é o caso da esmagadora maioria – esperneiam, dizem que esse imposto será transferido para os consumidores finais (como são brilhantes, esses economistas), mas nem levantam a hipótese que esses consumidores simplesmente não reclamem.

De fato, com a gasolina a US$ 1,73 por galão – na média nacional -, ou cerca de R$ 1,83/litro (considerado o câmbio atual), talvez os consumidores finais nem percebam, já que foram muitas as quedas recentes nos preços e, US$ 10 por barril que tem 159 litros significam US$ 0,06 por litro.  Obama e sua equipe conseguiriam, com esse imposto adicional num momento em que os ventos são favoráveis, uma imensa alavancagem de suas propostas de consolidar o mercado norte-americano de energias renováveis, que em 2014 e 2015 cresceu mais do que a geração de qualquer outra fonte nos EUA.

E isso por uma gasolina de qualidade – octanagem – muito superior à brasileira, que é obrigatoriamente batizada com álcool para subsidiar os grandes produtores de álcool, com a mistura em percentuais que variam ao sabor de seus interesses conjunturais.

Esses baixos preços do petróleo beneficiam o conjunto da economia norte-americana, enquanto os altos preços aqui mantidos apenas subsidiam o rombo da Petrobrás, que tende a crescer ou mesmo a se tornar inviável em função de suas imensas dívidas, dos altos custos de extração do petróleo de grande profundidade (custos que já inviabilizaram projetos no pré-sal de Angola) e pelas bilionárias multas que lhe devem ser aplicadas pela Justiça norte-americana por manipulação de informações ao mercado e pela corrupção.

Assustada, a Petrobras encaminha ao órgão que regula o mercado acionário norte-americano notas informando que se defenderá com unhas e dentes – coisas que nem aparecem na imprensa brasileira.  O próprio juiz encarregado da ação já informou à empresa que valor total dessas multas e indenizações pode chegar a US$ 100 bilhões, segundo algumas fontes, ou “apenas” US$ 30 bilhões, segundo outras.

De toda forma, um valor muito alto para a mais endividada entre as grandes empresas de petróleo do mundo: algo em torno de US$ 127 bilhões.

Em todo caso, o julgamento se iniciará em breve e, ainda sendo responsável por grande parte do faturamento da grande mídia no Brasil, o governo e a Petrobras não conseguirão contê-la.

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Agora, uma nova ação judicial, a ser movida na Holanda, ameaça a Petrobras.

Vamos combinar uma coisa: a Petrobras faliu.  Ou o governo federal terá que injetar dinheiro dos contribuintes para cobrir o rombo da corrupção e da incompetência (estão associados), como fez recentemente o México com a Pemex.  Que tal 12% do PIB nacional em dinheiro dos contribuintes?

Gerando Eletricidade com o Abastecimento de Água

A água das concessionárias de serviços públicos corre com alguma pressão por dentro de tubulações.  Em alguns casos, com muita pressão, nas principais adutoras e/ou quando a tubulação está indo de um ponto mais alto para outro mais abaixo.

Pois bem, uma empresa resolveu usar essa pressão e/ou diferencial de altura para gerar energia, instalando turbinas dentro das tubulações.

Ainda para quem não entenda inglês, as imagens falam por si próprias.

A tecnologia é uma mistura de conhecimento transformado na produção de algo útil com algumas doses de imaginação, a vontade de inovar.

A empresa, LucidEnergy (nome cuja tradução livre seria “energia lúcida”), não apenas percebeu a oportunidade tecnológica mas o fato de que 6% da energia consumida nos EUA é utilizada para transportar água de um lugar para outro através de tubulações – e esse percentual chega a 20% na Califórnia, onde os sistemas de transmissão de água cobrem longas distâncias.

Também no Brasil as concessionárias de água e esgoto encontram-se entre os maiores – quando não são os maiores – consumidores de eletricidade em suas áreas de concessão, mas não parecem se interessar muito pelo consumo de energia ou pela eficiência no seu uso, nem no coração dos sistemas de bombeamento – com a adoção de bombas de rotação variável – e ainda menos nos sistemas de leitura dos hidrômetros, com a sua substituição progressiva dos atuais equipamentos – cujo percentual de obsolescência é alto – por medidores automáticos remotos, que não requerem o envio de uma pessoa aos locais, com tudo o que isso implica de custo e até mesmo de tráfego de veículos nas cidades.

Ganha uma passagem para o eterno mundo do atraso mental e da inércia institucional quem descobrir na página de uma concessionária de água e esgoto quanto ela gasta de eletricidade por metro cúbico de água produzida e/ou faturada.

E se uma empresa terceirizada de leitura de contas de água já tiver um acordo com a concessionária ou com algum tribunal estadual de contas como fator de indução da inércia?