Tóquio se prepara para grandes tufões e para a elevação do nível dos mares

Em  1990, Tóquio começou a investir maciçamente em programas de redução de enchentes causadas por tufões e pela elevação do nível do mar (marés altas mais altas e similares).  Nas áreas mais protegidas, novas indústrias se instalaram e a economia floresceu.   Em diversos trechos, essas instalações subterrâneas têm o aspecto de uma catedral ou templo construído na antiguidade.

Alguma similaridade com a Basílica Cisterna construída em 532, em Istambul, durante o Império Bizantino, utilizando 336 colunas procedentes de templos “pagãos”, com capacidade para estocar 30 mil metros cúbicos de água? (foto no topo deste post)

A mais antiga foi construída para estocar água e a de Tóquio para assegurar a drenagem rápida de águas de tufões, com as correspondentes enchentes, assim como com inundações decorrentes das cada vez mais altas marés decorrentes da elevação do nível dos oceanos.  Em Tóquio, os sistemas de bombeamento de água incluem a potência de turbinas de Boeing.

Informações detalhadas desse fenomenal sistema de drenagem podem ser encontradas numa recente reportagem do New York Times intitulada “Tokyo está se preparando para inundações maiores do que qualquer uma jamais vista”: Tóquio se prepara uma um aumento do nível de mar com um gigantesco sistema de escoamento subterrâneo.

Mas uma reportagem da TV Al Jazeera certamente é mais ilustrativa do ponto de vista visual e útil mesmo para os que não falam inglês (as legendas podem ser ativadas).

Vale comparar com cidades brasileiras que, como o Rio de Janeiro, não têm sequer um plano diretor de macro-drenagem que forneçam os parâmetros para o dimensionamento e o encaminhamento correto das redes de coleta de águas de chuvas?

Mudanças climáticas – Temendo a “esterilização” do texto, cientistas vazam documento oficial

O pensamento retrógrado de Trump fez com que, pela primeira vez, funcionários das agências governamentais norte-americanas vazassem para a imprensa a minuta do minuta do último relatório do Relatório do Programa Norte-Americano de Mudanças Climáticas Globais.  O que vazamento para a imprensa de informações de interesse público sonegadas pelos governos deveria ser uma prática ética amplamente adotada.  É o que deveriam ter feito os responsáveis ou participantes do relatório brasileiro que já estava na gráfica quando o ministro Roberto Mangabeira Unger chateou-se e mandou tudo para o lixo.

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Mudanças climáticas e erosão costeira no Rio de Janeiro

A imprensa brasileira não dá quase nenhuma atenção ao tema das mudanças climáticas e o “governo” (não apenas o federal) finge que o assunto é tema para cientistas ou apenas tenta responsabilizar os outros, passar o pires, pedir mais dinheiro para um tal “Fundo Amazônia” que não decolou.

São muitos os estudos sobre o tema, e tantos que não vale, aqui, repetir os seus indicadores, resultados, conclusões.  Até porque a quase totalidade é redigida de maneira ininteligível para os mortais comuns, não especializados, sem qualquer preocupação com um sumário executivo inteligível.  Raros dentre esses estudos fazem menção às inevitáveis perdas econômicas para os cidadãos e as cidades, para a infraestrutura e para a economia brasileira, inclusive as mais evidentes, como portos e hidrelétricas.

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Exxon Mobil – Quando o Crime Talvez Não Compense… Tanto

Há poucos dias, uma profunda investigação objetivando determinar em que medida a Exxon Mobil – a maior petroleira privada do mundo – se a empresa mentiu para o público e para os acionistas sobre os riscos para as suas próprias atividades decorrentes das mudanças climáticas foi iniciada pelo procurador-geral do estado de Nova York. Continuar lendo Exxon Mobil – Quando o Crime Talvez Não Compense… Tanto

Dilma – A Mesmice e os Improvisos nas Políticas de Mudanças Climáticas

Dilma corre para fechar o pacote do clima a dois dias de apresentar metas – essa foi a manchete dos jornais.  Será divertido ver que tipo de mesmice será apresentado nessa monótona improvisação “sem fins criativos”.

Desmatamento zero, pela enésima vez?  Difícil de alguém acreditar, tanto pelo descumprimento sistemático das promessas anteriores quanto – e sobretudo – pelo fato do país – leia-se, o governo – não conseguir sequer cuidar minimamente dos parques nacionais brasileiros, lá foram conhecidos como “parques de papel” (paper parks), já que o estado não detém sequer a titularidade das terras no interior dos mesmos, nem sequer dos mais antigos. Continuar lendo Dilma – A Mesmice e os Improvisos nas Políticas de Mudanças Climáticas