A Índia comprova a viabilidade de barcas solares de passageiros

O estado de Kerala, na Índia, comprovou a viabilidade técnica e econômica de embarcações solares, com redução de 97% nos custos operacionais de embarcações de transporte público com capacidade para 75 passageiros sentados.

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Florestas – Falem Bem, Mas Falem dos Outros

Alguns dos países que mais falam na preservação das florestas tropicais são grandes importadores de óleo de palma (dendê) provenientes de áreas desmatadas na Indonésia, na Malásia e em outros para assegurar-lhes o fornecimento de “biocombustíveis” com o deslocamento de populações nativas para a periferia das cidades. 

Mas o cinismo descarado não termina aí.  Dados sobre o percentual de áreas florestadas sobre a área total dos vários países, bem como sobre o percentual de florestas nativas (primárias) em relação à área total florestada em cada um deles, demonstram claramente como se forja o mecanismo de projeção de responsabilidades sobre os demais.

Países como Holanda (sede do Greenpeace), Inglaterra e Alemanha – que estão entre os que mais falam sobre a preservação das florestas tropicais e mais prometem recursos para a sua proteção tem ZERO de florestas nativas em seus próprios territórios.  A Noruega, que compra caças militares de US$ 200 milhões para proteger os seus interesses sobre o petróleo do Ártico, também fala um bocado em florestas tropicais mas tem desprezíveis 2% de florestas nativas enquanto mantem 33% de seu território com florestas comerciais.

País A B
Reino Unido 12 0
Noruega 33 2
Suiça 31 40
Canadá 34 53
Holanda 11 0
Alemanha 32 0
Brasil 62 92

A – %  áreas com florestas sobre área total do país

B – % florestas primárias sobre total de áreas com florestas

Curiosamente, os dados podem ser encontrados na página na internet de uma dessas organizações que tanto falam  na proteção das florestas tropicais.  São dados baseados em informações da FAO, referem-se ao ano de 2010, e estão em:

http://rainforests.mongabay.com/deforestation/

Essa organização, como as demais que atuam nessa área, não propõem que os paises que tanto falam nas florestas tropicais e na biodiversidade iniciem um processo de restauração de suas florestas originais e de seus “biomas”. 

E nem fazem nada de concreto para que as suas corporações paguem pela biodiversidade que tanto lucro lhes proporcionou e continua proporcionando.

Evidentemente, isso não impede que esses países tenham, em todos os outros campos, políticas ambientais MUITO mais avançadas do que as nossas.  Os resultados concretos comprovam isso: nesses países, os rios e lagoas estão completamente limpos (ou quase), com a cadeia biológica desses corpos d’água recuperada (ou em fase avançada de recuperação).  E note-se que nenhum deles tem leis estabelecendo faixas marginais de proteção e áreas de preservação permanente ou qualquer coisa que se possa parecer com o tão decantado Código Florestal brasileiro.  A gestão dos recursos ambientais é feita no mundo real, e não no mundo jurídico, político partidário. ou do imaginário dos naturalistas do século XIX, que enganam o público leigo.