Embarcações de transporte movidas a hidrogênio, enquanto a Petrobras acha que o negócio dela é pré-sal

Na Califórnia, uma empresa de transporte aquático anuncia o catamarã de transporte de passageiros (ferry boat) inteiramente movido a hidrogênio.

Enquanto isso, aqui, o presidente da Petrobras declara que a missão da empresa é “desenvolver” o pré-sal, sem mencionar custos e liberdade de importação de combustíveis derivados de petróleo diretamente pelas distribuidoras.  Trata-se de sustentar a Petrobras sem qualquer consideração relacionada à economia nacional e ao bolso dos brasileiros.

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Shell reconhece que capitais estão fugindo do petróleo – Petrobras insiste em cobrir rombos da roubalheira e da má gestão

Avança o movimento internacional pelo “desinvestimento” na área de combustíveis fósseis, que já levou alguns dos maiores fundos de pensão e até mesmo fundos soberanos do mundo a anunciarem que não colocariam mais dinheiro nesse tipo de fonte de energia.

Pela primeira vez, uma grande petroleira – a anglo-holandesa Shell – reconheceu, em seu Relatório Anual, que essa fuga de capitais é preocupante.  Além dele, o crescente número de processos judiciais de todos os tipos, incluindo por sonegação de informações sobre os riscos dos investimentos em energias fósseis resultantes das mudanças climáticas.

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A Petrobras e o Brasil em questão – Até quando essa estatal será um bom investimento

Novamente, um estudo de grande seriedade indica que o petróleo pode perder rapidamente o seu peso relativo na economia internacional em decorrência dos rápidos avanços nas energias renováveis e na área de eficiência energética em geral.

“A rápida redução na demanda por combustíveis fósseis poderá resultar em perdas econômicas entre US$ 1,3 e US$ 5.3 trilhões até 2035”, afirma o estudo (cf. reportagem do The Guardian com o cursor no trecho acima sublinhado, que contem um link para o estudo em negritos).

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Combustíveis – O poder público e a Petrobras sonegam informações

O debate em torno dos elevados preços dos combustíveis fósseis no Brasil não é produtivo porque sonegam informações básicas.

De fato, todos os países têm acesso aos mesmos preços internacionais de petróleo, e segundo fontes internacionais as diferenças nos preços ao consumidor são devidas aos impostos e taxas locais.

No entanto, tais fontes não são suficientes para explicar as imensas diferenças de preços entre os diversos países.  Ainda sabendo que os impostos sobre combustíveis fósseis no Brasil sejam elevados, nesse raciocínio não encontram incluídos fatores como (a) a situação de monopólio de fato da Petrobras e (b) os custos de extração do petróleo em águas profundas quando comparados com os preços internacionais.

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Preços do Petróleo Despencam, Obama Vê Oportunidade para Alavancar Energias Renováveis, e a Petrobras…..

O preço do petróleo no mercado internacional continua a cair, tendo chegado a US$ 28/barril.  A Agência Internacional de Energia alerta para o fato do cartel de países produtores e exportadores estarem aumentando a sua produção, o que faz com que analistas do setor digam que não se surpreenderão se o preço chegar a US$ 20/barril quando o petróleo iraniano começar a inundar o mercado.

Enquanto isso, a Venezuela, que tem as maiores reservas mundiais do planeta, começa a importar petróleo dos EUA.  Ah – logo a Venezuela “bolivariana” – um modismo passageiro que lá sobreviveu demais – que sempre colocou a “culpa” de tudo no “imperialismo norte-americano”.

Aproveitando a onda dos baixíssimos preços da gasolina nos postos norte-americanos – bargain prices -, Obama fala, agora, na introdução de um imposto adicional de US$ 10/barril de petróleo para financiar os programas de energia renováveis.  Os economistas convencionais – como é o caso da esmagadora maioria – esperneiam, dizem que esse imposto será transferido para os consumidores finais (como são brilhantes, esses economistas), mas nem levantam a hipótese que esses consumidores simplesmente não reclamem.

De fato, com a gasolina a US$ 1,73 por galão – na média nacional -, ou cerca de R$ 1,83/litro (considerado o câmbio atual), talvez os consumidores finais nem percebam, já que foram muitas as quedas recentes nos preços e, US$ 10 por barril que tem 159 litros significam US$ 0,06 por litro.  Obama e sua equipe conseguiriam, com esse imposto adicional num momento em que os ventos são favoráveis, uma imensa alavancagem de suas propostas de consolidar o mercado norte-americano de energias renováveis, que em 2014 e 2015 cresceu mais do que a geração de qualquer outra fonte nos EUA.

E isso por uma gasolina de qualidade – octanagem – muito superior à brasileira, que é obrigatoriamente batizada com álcool para subsidiar os grandes produtores de álcool, com a mistura em percentuais que variam ao sabor de seus interesses conjunturais.

Esses baixos preços do petróleo beneficiam o conjunto da economia norte-americana, enquanto os altos preços aqui mantidos apenas subsidiam o rombo da Petrobrás, que tende a crescer ou mesmo a se tornar inviável em função de suas imensas dívidas, dos altos custos de extração do petróleo de grande profundidade (custos que já inviabilizaram projetos no pré-sal de Angola) e pelas bilionárias multas que lhe devem ser aplicadas pela Justiça norte-americana por manipulação de informações ao mercado e pela corrupção.

Assustada, a Petrobras encaminha ao órgão que regula o mercado acionário norte-americano notas informando que se defenderá com unhas e dentes – coisas que nem aparecem na imprensa brasileira.  O próprio juiz encarregado da ação já informou à empresa que valor total dessas multas e indenizações pode chegar a US$ 100 bilhões, segundo algumas fontes, ou “apenas” US$ 30 bilhões, segundo outras.

De toda forma, um valor muito alto para a mais endividada entre as grandes empresas de petróleo do mundo: algo em torno de US$ 127 bilhões.

Em todo caso, o julgamento se iniciará em breve e, ainda sendo responsável por grande parte do faturamento da grande mídia no Brasil, o governo e a Petrobras não conseguirão contê-la.

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Agora, uma nova ação judicial, a ser movida na Holanda, ameaça a Petrobras.

Vamos combinar uma coisa: a Petrobras faliu.  Ou o governo federal terá que injetar dinheiro dos contribuintes para cobrir o rombo da corrupção e da incompetência (estão associados), como fez recentemente o México com a Pemex.  Que tal 12% do PIB nacional em dinheiro dos contribuintes?